terça-feira, 17 de julho de 2012

Plenário aprova MP que garante crédito para diversos setores da economia

O Plenário da Câmara aprovou nesta terça-feira a Medida Provisória 564/12, que integra a segunda etapa do Plano Brasil Maior, com o objetivo de ampliar as fontes de financiamento disponíveis para alguns setores da economia, impedindo que eles sejam atingidos pela crise internacional. A proposta também cria a Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores e Garantias (ABGF), que vai cobrir os riscos de projetos ou financiamentos de grande vulto, como as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
Antonio Augusto
Sessão - Deliberativa Extraordinária
A MP amplia os setores que terão direito a crédito do BNDES para se protegerem da crise.
O texto aprovado nesta terça é o projeto de lei de conversão do deputado Danilo Forte (PMDB-CE), que já tinha sido aprovado por comissão mista. 
Ontem, a Câmara aprovou outra MP do Plano Brasil Maior, a 563/12, que criou incentivos fiscais para diversos setores da economia.

Financiamento
O texto autoriza a União a injetar até R$ 45 bilhões no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para que a instituição aumente a sua capacidade de crédito. Os repasses da União para o banco passarão de RS 55 bilhões para R$ 100 bilhões. 
Fica ampliado em até 18 bilhões (de R$ 209 bilhões para R$ 227 bilhões) o limite dos financiamentos do BNDES e da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) para inovação tecnológica, produção de bens de consumo para exportação, projetos de engenharia e outros setores. A MP também estende a vigência da linha de crédito em um ano, até 31 de dezembro de 2013. 
A medida amplia o rol de setores beneficiados pelo programa Revitaliza, do BNDES, que garante taxas menores para empresas que possam ser afetadas negativamente pela conjuntura internacional. A MP inclui nesse grupo os setores de fabricação de calçados; instrumentos e materiais para uso médico e odontológico; artigos ópticos; equipamentos de informática e periféricos; material eletrônico e comunicações; brinquedos; móveis e outros artefatos de madeira; e de transformados plásticos. 
O relator da proposta estendeu o acesso a essa linha de crédito para as processadoras de proteína animal; pesca e aquicultura; óleo de palma; torrefação e moagem de café; produção de castanha de caju e ceras de origem vegetal. 

domingo, 15 de julho de 2012

RN aparece como 2º colocado na produção de castanha

Dados levantados  pelo Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene), na pesquisa denominada "Nordeste do Brasil: Sinopse Estatística 2012"- um diagnóstico social e econômico da área de Atuação do BNB; e "Nordeste em Mapas" mostram que na área de atuação do BNB, o Rio Grande do Norte é o segundo colocado em produção, chegando a 26.601 toneladas, o que representa 26,2% do total. O destaque é o município de Serra do Mel que produziu em 2010, 5.200 toneladas.
O vizinho estado do Ceará é líder na produção de castanha de caju, com 39.596 toneladas, correspondentes a 39% do total colhido na Região. O Piauí ficou em terceiro, com uma produção de 14.591 toneladas equivalentes a 14,4% do total. 
Os municípios da área de atuação do BNB são responsáveis por 97,3% da produção nacional de castanha de caju. Essa produção concentra-se basicamente nos estados do Ceará, Rio Grande do Norte e Piauí. Juntos, esses três estados detêm 80% da produção da área de atuação do Banco. Dos 15 municípios com maior produção de castanha de caju, sete estão localizados no Ceará e cinco no Rio Grande do Norte. Destaque para os municípios de Serra do Mel (RN), Beberibe (CE), Lagoa Nova (RN), Cascavel (CE) e Fortim (CE), os quais, juntos, são responsáveis por 18% da produção na área considerada. (Com dados de Tribuna do Norte e Jornal De Fato)

domingo, 8 de julho de 2012

Indústria agrega valor à castanha de caju para conquistar compradores no Chile

A Agroindústria Caju Cardeal, instalada no município de Pacajus (a 49 km de Fortaleza), processa anualmente 200 toneladas de castanha de caju in natura. Mas, ao contrário da maioria das empresas do setor, ela não se concentrou apenas no beneficiamento da amêndoa para conquistar mercados. Paulo Rogério de Carvalho, proprietário da empresa, diz que o foco foi direcionado também para a produção da pasta de castanha, semelhante à pasta de amendoim. De forma a agregar valor ao produto e conquistar mais clientes.
“Utilizamos uma tecnologia desenvolvida pela Embrapa Agroindústria Tropical (em Fortaleza) e, por enquanto, somos os únicos a industrializá-la”, observa.
A Cardeal também produz creme de castanha com chocolate, biscoito de castanha, tortinhas (biscoitos recheados com o creme de castanha), doce crocante, as amêndoas torradas com e sem sal, natural, caramelizadas e caramelizadas com gergelim. “Hoje, comercializamos nossos produtos apenas em Fortaleza, Goiás e Espírito Santo, mas já estamos em negociações para exportar para o Chile todos os nossos produtos”, afirma.
A expectativa de Márcio Albuquerque é exportar 50% de sua produção. E avisa que, quando conseguirem isso, a produção da fábrica deverá ser ampliada para 300 toneladas/ano. “Já fizemos investimento na parte física da fábrica, aumentando sua área em 25%. Espero iniciar o embarque para o Chile no último trimestre deste ano. A quantidade ainda não está definida, pois estamos em negociações”.
A empresa participa do Peiex (Projeto de Extensão Industrial Exportadora) que, no Ceará, é coordenado pelo Núcleo de Tecnologia Industrial do Ceará (Nutec).
O programa é vinculado à Agência Brasileira de Promoção de Exportação e Investimentos (Apex), que visa capacitar as empresas para alcançar o mercado externo. (Rebecca Fontes - O Povo)