terça-feira, 26 de junho de 2012

Falling cashew prices affect supply

Cashew nut processors lack raw materials for export because farmers having switched to higher value pepper and rubber crops, resulting in enterprises importing half the volume of total demand.
Nguyen Thai Hoc, chairman of the Viet Nam Cashew Association (Vinacas), said the country imported about 80,000 tonnes of crude cashew from ASEAN, Brazil and India in the first half of this year. It is expected that cashew nut producers would import an additional 220,000 tonnes in the second half.
Processors needed smaller quantities of imported cashew in the first half this year due to inventories carried over from late 2011.
Total national output of crude cashew reached only 330,000 tonnes in the first half, meeting 50 per cent of total demand.
Nguyen Duc Thanh, deputy chairman of Vinacas and director general of Tan An Export and Agro-product Processing, said his company imported about 10,000 tonnes of crude cashew from Western Africa every year, equal to 45 per cent of the total amount required.
Whereas, Tran Hoang Son, director of Gia Bao Cashew JSC said his company owns 20ha of cashew plantation, which only satisfies 30 per cent of annual need."
Southern Binh Phuoc Province, the country's cashew hub, has about 230 companies requiring an average of about 600,000 tonnes of crude nuts per year, whereas the area only churns out 200,000 tonnes. With resources supplied by other provinces not enough, producers have been forced to import, Son added.
Recently, roughly 15,000ha of cashew plantation was chopped down, leaving only 185,000ha in Binh Phuoc.
"Although the province has implemented many measures in support of farmers, the area of cashew cultivation has decreased as the value of other crops, such as rubber, pepper, potatoes and wheat, increases" said Tran Ngoc Kinh, director of Binh Phuoc's Plant Protection Department.
Cashew plantation in the Tay Nguyen (Central Highland) provinces of Dak Lak and Dak Nong has reduced by 20,700ha to 83,900ha against 2010.
Son explained that although Binh Phuoc was a cashew hub, farmers only made a profit of VND40 million ($1,905) from one hectare per year, whereas they got up to VND80-100 million from a hectare of rubber.
Cashew prices hover around $6,900 per tonne, down 5.5 per cent against June last year.
To deal with the problem, Son said it was essential to grow cashew in accordance with world standards to prevent pestilence and raise productivity to 1.8-2.2 tonnes per ha, up 0.5-0.7 tonnes against the norm.
In addition, Vinacas is growing Vietnamese cashews in Cambodia to increase resources.
Viet Nam earned $484 million from cashew exports in the first half of this year, up 21.4 per cent against the same period in 2011, with the two major importers being the US and China. — VNS

domingo, 24 de junho de 2012

Moçambique terá um centro especializado na pesquisa de caju

Moçambique terá um centro especializado na pesquisa do caju, visando melhorar o desempenho do setor. A directora nacional de Fomento de Caju, Filomena Maiópuè, disse que o centro que se vai dedicar à investigação de toda a cadeia de produção e comercialização do caju, poderá ser instalado na província nortenha de Nampula e será coordenado pelo Instituto Agrário de Moçambique (IAM), entidade que responde pela área de pesquisa no Ministério da Agricultura.
Falando à margem da reunião nacional de planificação do Instituto Nacional do Caju (INCAJU), há dias realizada no distrito do Dondo, em Sofala, ela disse que, para o efeito, esteve no país um consultor tanzaniano que se encarregou da elaboração do desenho das necessidades para a instalação do referido centro.
Para além de estar virado apenas à descoberta de novas variedades de caju, segundo a fonte do “Diário de Moçambique”, o centro vai igualmente dedicar-se ao estudo do mercado, visando a diversificação deste, ao invés de se depender exclusivamente das exportações para a Índia.
“Estamos a sair de uma campanha bastante má, por isso, se quisermos ver o subsetor do caju cada vez mais desenvolvido, temos que apostar na estruturação da componente de investigação, de forma a descobrirmos novas variedades de caju, que sejam mais rentáveis e resistentes às condições climatéricas do país”, referiu Filomena Maiópuè, acrescentando que, com o referido centro, a área do caju contará com um grupo de pesquisa cada vez mais forte, que estará capaz de responder aos constrangimentos do sector.
A reunião do Dondo recomendou aos técnicos do sector do caju a nível nacional no sentido de apoiarem cada vez mais a construção de infra-estruturas de produção de mudas de cajueiros para a campanha 2012/13 e de processamento da castanha de caju. Para o aumento da capacidade de produção de mudas, a directora do INCAJU disse que serão envolvidas neste processo as associações, cooperativas e empresas privadas ligadas ao sector.
Para a próxima campanha, o sector prevê uma produção de três milhões de mudas de cajueiros, a serem distribuídos pelos produtores. Em termos de comercialização, o país espera exportar entre 75 mil e 80 mil toneladas de amêndoa de caju. (Jornal A Verdade)

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Vamos todos tomar caju!

Artigo de Liana John, publicado no Blog Biodioversa, do Planeta sustentável, em 21/06/2012 
Amarelo crepúsculo não é cor do sorriso da mocinha da saga literário-cinematográfica ao dizer para o lobisomem que prefere o vampiro. Não. Amarelo crepúsculo é um corante amarelo alaranjado produzido a partir de hidrocarbonetos aromáticos derivados de petróleo. Costuma ser adicionado a refrigerantes, bebidas isotônicas, geleias, doces de frutas, misturas prontas para refrescos ou sopas, margarinas, preparados para gelatinas de frutas cítricas, farofas, salgadinhos, macarrão instantâneo, sorvetes, comprimidos farmacêuticos e medicamentos infantis. Boa parte dos produtos industrializados com cores artificiais em amarelo, laranja ou vermelho tem sua dose de amarelo crepúsculo.
Nos países com legislação mais rigorosa, o uso do amarelo crepúsculo é proibido, devido à possibilidade de causar alergias e por conter, frequentemente, o corante Sudan I como impureza, considerado carcinogênico (causador de câncer). Mas no Brasil ainda é largamente utilizado. Pelo menos enquanto não entra no mercado o corante amarelo alaranjado natural, produzido a partir do bagaço de caju (Anacardium occidentale).
A boa notícia é que o processo de produção já tem patente depositada pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) em conjunto com oCentre de Coopération Internationale en Recherche Agronomique pour le Développement (Cirad), o Centre International d’Études Supérieures en Sciences Agronomiques (Montpellier SupAgro), ambos da França, e a empresa cearense Sabor Tropical. E a intenção é começar a produzir o novo corante ainda em 2012.
Com a pesquisa, o engenheiro de alimentos Fernando Antonio Pinto de Abreu, da Embrapa Agroindústria Tropical, obteve o título de doutor em Engenharia de Processos. E o consumidor brasileiro agora tem a chance de trocar a tinta sintética por um corante com carotenoides, substâncias que nosso organismo transforma em vitamina A, também chamadas de pró-vitaminas.
“O corante natural à base de caju é de um amarelo clarificado, como a cajuína, diferente daqueles produzidos à base de urucum, por exemplo. Ele substitui químicos banidos nos Estados Unidos e na Europa e ainda utilizados aqui”, comenta Fernando Abreu. “E a extração do corante é feita a partir do bagaço do pedúnculo de caju, ou seja, é um produto fabricado a partir do que hoje é considerado resíduo pela indústria de sucos”. Segundo o engenheiro, a indústria terá de repensar sua linha de produção, redirecionando o bagaço de caju para a extração do corante, de modo a se beneficiar do valor agregado.
A pesquisa se insere num grande projeto de estudo de frutas apoiado pela Comunidade Europeia e realizado em cinco países da América Latina. No Brasil, a maior parte dos recursos veio da própria Embrapa e Fernando Abreu contou com apoio da colega Lourdes Cabral. Nos dois institutos de pesquisas franceses, o pesquisador conheceu as tecnologias de microfiltragem e diafiltração, que usam membranas para concentrar os elementos desejáveis e eliminar os indesejáveis. Seu trabalho foi desenvolver um processo com estas tecnologias para o bagaço de caju, que foi o objeto da patente.
Já “a participação da empresa privada nos permitiu fazer testes e avaliações em escala maior que a laboratorial, comprovando a viabilidade e o potencial da tecnologia para o mercado”, acrescenta Abreu. Ele conta que o engenheiro mecânico Fernando Furlani herdou a Sabor Tropical do pai e resolveu apostar em novas tecnologias e novos produtos, além de manter a produção de cajuína orgânica (suco clarificado de caju). Agora, para tal parceria ganhar “o mundo” falta apenas concluir uma fase de testes toxicológicos, prevista para o segundo semestre.
“Depois disso, continuaremos estudando 11 das moléculas contidas no extrato de caju, de alto interesse comercial”, observa. Conforme acredita Fernando Abreu, é possível separar essas moléculas e fabricar, por exemplo, cápsulas de pró-vitamina A para uso como suplemento alimentar.
Por uma via ou por outra, bom mesmo é ter a alternativa de trocar o químico à base de petróleo pelo corante natural à base de biodiversidade brasileira. Assim, convido a todos para tomar caju!

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Cajucultura do RN adotará novo modelo de cooperativismo

A cajucultura do RN ocupa o segundo lugar na pauta de exportação do Estado, com cerca de 56 milhões de dólares negociados. Experiências exitosas de cooperativismo desenvolvidas por agricultores familiares do estado de Santa Catarina podem servir de exemplo para produtores potiguares obterem melhores resultados na produção e comercialização da castanha de caju. O novo modelo foi apresentado pela Cooperativa Central Sabor Colonial, do município de Concórdia (SC), no Encontro do Comitê Gestor da Cajucultura, promovido pelo Sebrae-RN. A ideia é fortalecer o segmento por meio da unificação das cooperativas existentes no Estado.
O presidente da Cooperativa Central, Jair Niero, explica como a unificação das cooperativas promoveu o crescimento dos negócios de agricultores familiares do pequeno município catarinense, atacando diretamente os problemas comuns à categoria de produtores. “Chegamos à conclusão de que poderíamos enfrentar os problemas e desafios mais fortemente quando nos unimos. Com os desafios vencidos, nossa produção cresceu e, agora, fornecemos nossos produtos para todo o Estado, inclusive em regiões aonde não chegávamos”, afirma.
 De acordo com o gerente da Unidade de Agronegócio do Sebrae-RN, José Ronil, a adesão potiguar ao modelo praticado pelos produtores catarinenses deve beneficiar diretamente os projetos de minifábricas de beneficiamento de castanha. Segundo o gerente, o setor tende a obter resultados positivos ao promover melhorias no acesso à comercialização, logística e utilização de políticas públicas, apontados como alguns dos principais problemas que afetam os agricultores familiares locais.
“Esta experiência vivenciada em Santa Catarina, se aplicada junto aos produtores de castanha do RN trará mudanças significativas para o setor. Os problemas enfrentados por eles serão atacados e a cajucultura fortalecida”, observou. Além do aumento na produção, a unificação em torno de uma cooperativa central incentiva a diversificação dos produtos comercializados para atingir maior fatia no mercado. No caso da cajucultura significa que poderá ser mais bem aproveitado, por exemplo, o pedúnculo do caju na fabricação de sucos.
Números atuais apontam que apenas 15% do pedúnculo do caju são aproveitados de uma produção correspondente a 340 quilos por hectare ao ano no Estado. No total, o RN destina 120 mil hectares ao plantio de cajueiros, conta com 10 minifábricas de beneficiamento de castanha e duas centrais de comercialização do produto. As estruturas foram instaladas no Estado por meio da parceria firmada entre o Sebrae-RN e a Fundação Banco do Brasil, que beneficiam diretamente centenas de agricultores familiares de várias regiões produtoras.
Fonte: Jornal de Hoje em 21/06/2012