sábado, 26 de maio de 2012

Projeto de pesquisadores cearenses quer transformar cascas de castanha em energia elétrica

Um projeto do Centro de Ciências Tecnológicas da Unifor está avaliando o potencial da queima das cascas de castanha de caju na geração de gás e energia elétrica.
A ideia é aproveitar o subproduto, considerando que o Ceará responde por quase metade de toda produção de castanha do País, sendo o Estado o maior produtor. O estudo é destaque na edição de maio da revista universitária Unifor Notícias.
“A gaseificação é uma das ferramentas para a produção da energia elétrica e tem a vantagem de aproveitar resíduos que iriam para o lixo. A importância do projeto consiste em se trabalhar com energia alternativa que tem viabilidade na região. Existe o consenso de que podem haver unidades menores de geração de energia com baixos investimentos”, explica o coordenador do projeto o, Juan Carlos Alcocer.
As pesquisas e experimentos estão sendo realizados no Núcleo de Tecnologia da Combustão do curso de Engenharia Mecânica da Unifor. Além da questão energética, o estudo envolve análise e monitoramento dos gases e impurezas geradas a partir da queima das cascas de castanha de caju (tais como alcatrão, cinzas volantes e compostos de carbono), a partir de um equipamento analisador de gás.
“A ideia é dar uma adequação às impurezas do gás gerado, e não queimar por queimar. Conseguimos dominar a produção do gás e agora temos que dominar sua filtragem”, projeta o professor do curso de Engenharia Mecânica João Batista Furlan Duarte. Ele explica ainda que quanto melhor a filtragem mais rico em metano se torna o gás obtido, o que amplifica o poder calorífico e energético.
Os primeiros resultados dessa análise indicam que de cada tonelada de cascas de castanha de caju queimadas no gaseificado são gerados 1166 litros de gás. ”Estamos trazendo para o estado uma tecnologia nova e uma energia eficiente e limpa. Já temos uma patente em andamento sobre parte do processo”, comemora Alcocer.
O projeto tem financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e convênio com a Universidade de Campinas (Unicamp), dentro da Rede Nacional da Combustão. No total, cinco professores, cinco alunos de Engenharia e um de Direito participam da pesquisa. (Com informações do diário do Nordeste)

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Matéria sobre a seca no Nordeste exibida no Jornal Nacional

Em uma reportagem de seis minutos o Jornal Nacional mostrou o flagelo da seca nos estados do Nordeste. Açudes secando, gado morrendo, carros-pipa singrando o chão seco da caatinga. Foram mostrados os estados de Pernambuco, Ceará e Rio Grande do Norte.
“De janeiro até agora em maio, a precipitação era de 132 milímetros. No mês de abril foi zero. E isso, pelo menos até aqui, é uma precipitação que você pode dizer sim que é uma precipitação de deserto", define o técnico da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (Emparn) José Augusto Filho.
A seca também afeta diretamente a produção de caju no Rio Grande do Norte. O estado é um dos maiores produtores de castanha do país, mas, para manter a atividade, as grandes beneficiadoras estão tendo que importar o produto. Ou seja, os produtores agora também são importadores. Eles dizem que já adotaram a medida antes, para evitar a perda de clientes.
"No ano passado já trouxemos castanha da África e esse ano nós estamos trazendo mais 12 mil toneladas ou mais, dependendo do tamanho da safra que vai dar em 2012", conta o presidente da Usina de Beneficiamento de Castanha de Mossoró (Usibrás), Francisco de Assis Neto.
No estado, cerca de 50 mil toneladas de castanha eram produzidas por ano, quando as chuvas permitiam. A previsão é de que, em 2012, a produção fique em torno de dez mil toneladas.Na maior empresa do Rio Grande do Norte, a capacidade de processamento foi reduzida em 40%. E a seca acaba afetando o emprego na região. Os diretores não revelam quantos trabalhadores foram demitidos em mais essa seca, mas o que ninguém esconde é o sofrimento que a falta de chuva impõe ao sertanejo.
Para ver a reportagem do JN em vídeo clique AQUI
 

quinta-feira, 24 de maio de 2012

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Programa da cajucultura no Ceará

O Governo do Estado do Ceará, através da Secretaria do Desenvolvimento Agrário (SDA), lança oficialmente, nesta quarta-feira, dia 23, em solenidade no município de Ocara, o Programa de Revitalização da cajucultura 2012
Dentro deste projeto, a SDA vai fazer a substituição de 6 mil hectares de copa improdutivas por mudas de cajueiro anão-precoce, beneficiando 1071 produtores cearenses.
Ao todo serão investidos R$ 3 milhões de reais na substituição das copas improdutivas em 61 municípios das Regiões Metropolitana de Fortaleza, Litoral Oeste, Sobral e Ibiapaba, Sertão dos Inhamuns, Sertão Central, Litoral Leste e Vale do Jaguaribe. A substituição de copa diminui o porte da planta, facilitando a colheita do caju e aumentando a produtividade em até 400%.
Em Ocara, haverá visita técnica a uma plantação de caju, beneficiada pelo projeto substituição de Copas, na qual os técnicos poderão constatar os resultados do investimento do Governo do Estado no plantio do caju anão-precoce.
Segundo José de Souza Paz, assessor técnico do Núcleo de cajucultura da SDA, esse trabalho faz parte da política de revitalização da cajucultura no Ceará. “A substituição das copas vai garantir aos produtores maior qualidade na comercialização do caju, tanto para o consumo próprio como para o mercado interno” afirmou.
Além do lançamento do projeto, o governador beneficiará três associações comunitárias dos municípios de Ocara, Choró e Canindé com a entrega de máquinas batedeiras de mamona para aumentar a produtividade da oleaginosa no Ceará.
Ainda durante a solenidade, serão entregues duas casas de farinha para comunidades localizadas nos municípios de Horizonte e Amontada, cujo investimento é de R$ 100 mil, beneficiando 125 famílias.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Estiagem deve provocar queda na produção de castanha de caju no RN

A estiagem que atinge o Nordeste está prejudicando a florada dos cajueiros no Rio Grande do Norte, o que deve causar queda na produção de castanha.
Sem chuvas regulares nos quatro primeiros meses de 2012, os 100 hectares de cajueiro do produtor Francisco Rufino Filho não irão florescer e a safra de castanha deste ano já está comprometida.
O município de Apodi é um dos maiores produtores de castanha de caju do Ri Grande do Norte e um dos que mais sofrem com a seca. Segundo o engenheiro agrônomo Antônio Tertuliano Oliveira, este ano choveu uma média de 200 milímetros na região, o que é muito pouco para o desenvolvimento das amêndoas. “Requer em torno de 600 a 1,2 mil milímetros para que haja uma produtividade satisfatória para o cajueiro”, diz.
A safra de castanha de 2012, que começa em setembro, deve ficar em torno das 10 mil toneladas no Rio Grande do Norte, segundo a Federação dos Trabalhadores na Agricultura do estado. Houve redução de 50% em relação às safras de 2010 e 2011.
A diminuição na produção deve afetar as pequenas usinas de beneficiamento de castanha no Rio Grande do Norte. Sem amêndoas e sem estoque suficiente, a expectativa é que muitas não consigam mais operar e fechem as portas. As grandes usinas devem importar castanha para manter a atividade em funcionamento.
A usina de beneficiamento de Mossoró importou da África seis mil toneladas de castanha no ano passado. Em 2012, a previsão é dobrar esse número. O empresário diz que o setor está muito instável. “O salário tem subido nessa variação cambial. Eu tenho 33 anos com castanha e estou vendo que está ficando difícil a nossa indústria”, avalia o empresário Francisco Assis Neto. (G1)

segunda-feira, 14 de maio de 2012

SEBRAE aposta no caju com alternativa rentável no Piauí

A cajucultura tem rendido ótimos frutos para a receita do Piauí. A comercialização da castanha, da polpa e seus derivados movimentam mais de R$ 38 milhões por ano, segundo informações do Sebrae no Piauí. Dados da última safra (IBGE 2010) mostram que a produção anual da polpa e derivados do caju no Estado foi de 131.319 toneladas e da castanha, 14.591 toneladas.

Cerca de 80% da produção agroindustrial de castanhas de caju são exportadas para Estados Unidos, Itália, Espanha e outros países europeus, de acordo com a Sebrae no Piauí.  De olho no mercado externo e interno, as maravilhas do caju serão apresentadas na ‘8ª Edição da Mostra Piauí Sampa’, que acontece entre os dias 21 e 27 de maio, no shopping Eldorado, em São Paulo.
Essas maravilhas irão se transformar em diversos sabores durante a mostra, já que, para agregar rentabilidade à sua produção, os produtores piauienses lançaram mão de sua criatividade gastronômica e, assim, melhor aproveitar cada parte da fruta. Tem até a apetitosa carne de caju – opção à proteína animal, mais leve e saborosa - chegando ao mercado para disputar os paladares dos adeptos das dietas saudáveis e vegetarianas.
gerente de Agronegócios do Sebrae-PI, Ana Lucia Oliveira, adianta algumas novidades que serão trazidas para o evento, como: rapadura de caju, caju desidratado, doce de caju em barra, paçoca de caju, cajuína, licor e vinho de caju. Todos esses sabores poderão ser degustados pelos visitantes da ‘Mostra Piauí Sampa’, que é aberta ao público com entrada franca.  (Redação - www.ultimoinstante.com.br)

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Mostra Piauí Sampa

Falta pouco menos de duas semanas para a realização da oitava edição da Mostra Piauí Sampa, evento que divulga as potencialidades e atrativos do Piauí no maior centro de negócios do país, que é São Paulo. A mostra acontecerá entre os dias 21 e 27 de maio, no Shopping Eldorado, reunindo o que há de melhor nos setores de apicultura, cajucultura, fruticultura, gemas e jóias, moda e acessórios, tecnologia da informação, artesanato, turismo, gastronomia e cultura.

terça-feira, 8 de maio de 2012

Seca afetará produtividade do caju

Artigo de Luiz Gonzaga (Rio Grande do Norte)
(As fortes estiagens verificadas no estado do Rio Grande do Norte irão refletir na produção de castanha-de-caju da safra 2012/2013, que começa a ser colhida a partir do mês de setembro próximo.
Em anos normais de safra, a produção do Rio Grande do Norte atinge, em média, 42.000 toneladas de castanha-de-caju in natura. Na safra de 2010/2011, por causa das condições climáticas adversas, a produção caiu para 26.000. Isso obrigou as indústrias a importar, durante aquele período, a matéria-prima da África.
Na Região Oeste, importante produtora de castanha-de-caju do estado, choveu apenas 342 mm até o mês de abril, quando em situações normais as chuvas chegam a acumular mais de 800 mm no mesmo período.
A adversidade climática deste ano leva o setor agrícola potiguar a projetar que o Rio Grande do Norte enfrentará uma das piores secas dos últimos 30 anos. Essa situação vem preocupando a cadeia produtiva da cajucultura, sobretudo com relação à oferta do produto, uma vez que o estado conta com uma capacidade de beneficiamento de 68.200 toneladas e teme pela ociosidade do parque industrial.
Para atenuar essa situação, as indústrias potiguares já estão formalizando contratos com os países africanos para importar castanha-de-caju in natura, visando suprir parcialmente o déficit da produção do Rio Grande do Norte.
Está provado que o estado precisa avançar no uso de tecnologia para produzir alimentos por meio do processo de irrigação!

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Indian kernel prices

Indian kernel prices are likely to remain steady in this week as prices are still ahead compared to other attractive markets. Despite currency fluctuations, world markets may extend gains because of the London Olympics and Ramadan related forward demand. According to some analysts, current prices are reasonably good for everybody in the trade; i.e, for processors, wholesalers, retailers and consumers.(Source: Word Cashew)

domingo, 6 de maio de 2012

Cajucultura na economia verde - Rádio Câmara

O Salão Verde destaca as últimas polêmicas em torno da Rio+20: representantes da sociedade civil recusam convite de participação em debates preliminares, enquanto empresários anunciam documento de compromisso com economia sustentável. Na série de entrevistas sobre a conferência ambiental da ONU, o programa ouve o presidente da Comissão de Meio Ambiente da Câmara, deputado Sarney Filho (PV-MA). Conheça ainda a experiência de inclusão do cultivo de caju à economia verde, no nordeste brasileiro. Escute Cajucultura na economia verde - Rádio Câmara

sábado, 5 de maio de 2012

Audiência pública discutirá cajucultura potiguar

Por entender que a cajucultura constitui a mais significativa atividade agrícola de sequeiro cultivada no Rio Grande do Norte, o deputado Gustavo Fernandes (PMDB) propôs a realização de uma audiência pública na Assembleia Legislativa para discutir a situação do setor. O debate ainda será agendado na Assembleia. O deputado disse que a audiência, a ser marcada pelo Centro de Estudos e Debates da Assembleia, vai discutir as deficiências da área e abordar a sobrevivência e a manutenção da cajucultura potiguar, assim como apontar caminhos de melhorias.
Gustavo Fernandes lembrou que no agronegócio do caju estão inseridas várias atividades econômicas "que vão desde a produção agrícola, passando pelo processamento do pedúnculo e da castanha, pelo segmento de embalagens, transporte e armazenamento, movimentando grande volume de recursos nos mercados externo e interno".
(Com informações da assessoria da AL).

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Buying interest sustains uptrend in cashew


The cashew market witnessed an uptrend last week with prices climbing up a few more rungs. The rise was 10-15 cents a kg for different grades.
Business was done for W240 up to $4.05 a lb; W320 up to $3.60; W450 up to $3.40; SW320 up to $3.35; LP up to $2.20/lb (f.o.b.).
Buying interest last week outstripped selling interest. At the end of the week, most shellers withdrew and the few, who were offering were quoting 5-15 cents higher than the last traded levels, Mr Pankaj N. Sampat, a Mumbai-based dealer told Business Line.
The Indian domestic market, he said, continued to be quiet but stocks in consuming centres are being used up.
With prices increasing, stockists may soon have to start building inventories before the peak consumption season beginning July, he said.
In fact, during April, kernel prices moved up by 10-12 per cent, while raw cashew nut (RCN) prices moved up by 12-15 per cent. Most of the increase in kernel prices has been due to concerns of RCN supply and resultant covering of shorts for nearby positions by kernel buyers, he pointed out.
There was no significant forward business although there have been some enquiries and limited trades for third quarter shipments.
Buyers from the US and EU seem to be reluctant to book forward positions despite supply side concerns as they are not sure whether demand will pick up in the second half, after a 15-20 per cent decline in the last two quarters.
The view is that if prices move up further, the interest from retailers could be lower. Cashew has seen extreme volatility in the last 15-18 months. Also, they hope that RCN arrivals will improve in May and prices will ease.

RCN PRICES UP
RCN prices also continued to move up and in fact, the primary reason for the increase in kernel prices in the last three weeks has been raising concerns on supply side. Price movement has been from $1,225-1,250 a tonne to $1,350 a tonne for Tanzania, from $1,050 to $1,225-1,250 for Benin and from $875-900 to $1,025-1,050 for Ivory Coast(IVC).
Apart from the lower crop and yields in Ivory Coast, possible delays in movement of Guinea Bissau RCN is also causing concern, he said.
The next six weeks will be crucial, he said. Although supply concerns are pushing the market up for both RCN and kernels now, things could change if arrivals pick up during May. If that happens, that would have a sobering effect on the market which would then settle around the middle of the current range.
Since the market is very delicately poised, prudent course for both shellers as well as buyers would be to take some position for the next few months to avoid being caught with a thin book if market moves against them.
By late May/early June, supply prospects should be clearer and there should be some indication of demand trends. Based on that, he said, people will consider longer cover. (G.K. NAIR, The Hindu Business Line)

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Crop Report (May 2012)


Asian (Indian and Vietnamese) raw cashew market is facing strong resistance by farmers against this year’s unworkable prices. In India, small-scale rural stockists are successful in spreading an uproar about crop failure as South Indian local markets are flooded with rain damaged nuts. Most probably, Indian harvest is bumper in terms of yield per hectare but the increase may be only marginal in terms of total crop size. This is mainly because the reduced area under cultivation, especially in the economically developed western parts.
Whatever may be the situation, current raw cashew shortage is due to early arrival of the Indian new crop. Instead of building more stock during this year’s long and slow season, Indian processors used all the domestic procurement for their daily production. So the kernel market is positively responding to any negative reviews about Ivorian and Beninese crop size or about the Guinea-Bissau unrest.(Source: Word Cashew)

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Cajucultura no Rio Grande do Norte

Reportagem sobre e Cajucultura no Rio Grande do Norte. Produzida em 2011 e veiculada no TVU Notícias (TVU-RN) e no Repórter Brasil.

Rota da cajucultura em Alagoas


As cidades de Palmeira dos Índios, Estrela de Alagoas e Igaci, no Agreste de Alagoas, constituem a rota da cajucultura no Estado. Esses municípios são responsáveis pela produção de cerca de 800 toneladas/ano de castanha para fins de exportação e consumo interno. Para chegar a este resultado, o apoio do Ministério do Desenvolvimento Agrário, da Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri) e da Companhia Nacional de Abastecimemnto (Conab) tem sido fundamental na assistência técnica aos produtores.
Os três municípios construíram o que se conhece por Rota da Fruticultura, circuito agropecuário com uma extensão de 18km de cumprimento por 8km de largura, com imenso jardim que corta diversos povoados das três cidades. Além do caju, a rota inclui ainda o plantio de pinha, mangueira, umbu-cajá e graviola.
“Somente em Palmeira dos Índios, temos cadastradas 425 famílias que se beneficiam diretamente da cultura do caju”, informa o secretário de Agricultura de Palmeira dos Índios, Luciano Monteiro, ao informar que o excedente da produção chega a ser vendido para estados campeões em produção de caju e castanha, como Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba.
Fora os pequenos produtores, 60 famílias têm no descastanhamento e no assamento da castanha o principal sustento, formando outra cadeia produtiva.
Com o surgimento da Rota da Fruticultura, o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDS), com apoio da Seagri, implantou a Compra Direta Local da Agricultura, cujo investimento foi de R$ 1,4 milhão, incentivando a produção e a consequente compra da produção local.
A vocação para o plantio do caju nos três municípios, garante Monteiro, teve o início nos anos 1990, com a distribuição de cerca de 1 milhão de mudas frutíferas, das quais cerca de 100 mil foram de caju.
Alternativa econômica
Genival Dias dos Santos, 43 anos, é um exemplo de trabalhador rural beneficiado com a iniciativa. Ele é um dos integrantes das famílias de descastanhadores que fornecem castanha para uma fábrica de polpa e doces que funciona em Palmeira dos Índios. “Quando a safra é boa, minha produção regular fica entre 400 sacos de castanhas por ano”, diz Genival.
Para quem planta o caju, como Sebastião Macena de Lima, 43 anos, pequeno produtor familiar da região, três tarefas de terras são, atualmente, suficientes para que ele tenha garantida uma renda em torno de R$ 3 mil para o sustento da família. “Estou muito satisfeito com minha plantação de caju”, diz Sebastião.
Mas foi no ano de 2009 que foi estruturada e criada a rota da fruticultura. “A criação da rota foi incentivada depois de um workshop promovido pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, ainda no primeiro mandato do governador Teotonio Vilela”, informa o secretário Luciano Monteiro.
Depois da criação da rota, somente na cidade de Palmeira dos Índios a prefeitura distribuiu, entre os anos de 2009 e 2011, o equivalente a mais de 20 mil mudas de caju-anão, formando, a partir daí, a região de lavouras que pode ser vista em abundância nos caminhos que cortam as cidades em direção a diversos povoados.
Na formação da estrutura, os pequenos e médios produtores se vincularam às 32 associações comunitárias existentes atualmente e recebem toda a assistência técnica necessária para desenvolver a cultura. “Nesse processo de estruturação, os produtores receberam mudas de caju-anão que se adaptaram muito bem ao tipo de solo de nossa cidade”, completa o secretário.
Codevasf e fábrica de polpas
O incentivo à cajucultura viabilizou também a criação de uma fábrica de beneficiamento para a produção de polpas que servem para a merenda escolar nos municípios do entorno e até à exportação para países como Alemanha, França e Estados Unidos, segundo informou o secretário Luciano Monteiro.
De acordo com ele, já está pronto um projeto financiado pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codesvasf) que vai possibilitar a implantação, em Palmeira dos Índios e nos municípios com vocação para a cajucultura, de dois hectares de plantio que contarão com tecnologia equivalente ao modelo já existente no Piauí, um dos maiores produtores de caju do País.
“Para esse projeto, o prefeito de Palmeira, James Ribeiro, se reuniu com o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra. Ele disse que tornará o modelo da Rota da Fruticultura adotado em nossa cidade como um modelo para o Brasil”, afirmou Luciano Monteiro.
Em relação à fábrica de beneficiamento instalada em Palmeira dos Índios, acrescenta o secretário, empresas como a sergipana Serigi, ligada à Fruteb, tem se instalado de forma itinerante no período de novembro a março – meses de maior peso da safra –, e comprado toda a produção, com objetivo de fabricar suco, doces e castanhas industrializadas.
Ainda sobre a Codevasf, o órgão fez um estudo de zoneamento em fevereiro deste ano, com o objetivo de identificar os municípios aptos e os períodos de plantio com baixo risco climático para o cultivo do caju em Alagoas. Para essa identificação, foram considerados o levantamento exploratório e o reconhecimento de solos do Estado, bem como alguns parâmetros de risco, como a média anual da temperatura e da precipitação pluviométrica.
Segundo dados da Embrapa, o agronegócio do caju no mundo movimenta cerca de US$ 2,4 bilhões por ano. Em Alagoas, a importância social do caju é vista atualmente com grande aceitação nas regiões do Médio Sertão e no Agreste, pois tem gerado milhares de empregos diretos e indiretos.
Fonte: Agência Alagoas

terça-feira, 1 de maio de 2012

Práticas Agrícolas para a Cultura do Cajueiro

A Embrapa Agroindústria Tropical promove curso sobre "Práticas Agrícolas para a Cultura do Cajueiro", em Picos-PI, de 8 a 10 de maio. O evento ocorrerá no auditório do Sebrae