sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Cajuína piauiense ganha versão orgânica

O programa Pequenas Empresas Grandes Negócios que vai ao ar no próximo domingo (29), às 7h30, na TV Globo, traz como destaque a cajuína orgânica do Piauí. A reportagem será reapresentada ainda no domingo, às 9h05, no canal Globo News. A matéria terá reprise no Canal Futura, na segunda-feira (30), às 16h30, e na terça-feira (31), às 6h e às 13h.
Bebida mais popular do Piauí, a cajuína ganha versão orgânica. Trata-se de um suco de caju mais leve. No estado, 400 fábricas produzem 4 milhões de garrafas por ano, porém apenas uma indústria oferece a orgânica. O negócio do engenheiro agrônomo Josenilto Lacerda Vasconcelos participa do Projeto de Fruticultura do Piauí, organizado pelo Sebrae.
A instituição atende 70 empresas rurais, capacitadas em Gestão e Qualidade. Para conquistar os consumidores, o empreendedor buscou a fórmula perfeita. Ele realizou vários testes e alcançou o melhor sabor com a mistura de três espécies de caju. Preparar a bebida é trabalhoso. As frutas são lavadas com uma solução de água clorada para eliminar fungos e bactérias. Depois, são trituradas, filtradas e engarrafadas.
Todo o processo leva seis horas e garante uma cajuína com alto teor de vitamina C. Essas qualidades agregam valor ao produto. A fábrica produz 40 mil litros da bebida por ano. Com a certificação orgânica, subsidiada pelo Sebrae, o preço aumentou 20%. O Sebrae leva a cajuína para feiras no Brasil e até no exterior. Dessa forma, a empresa consegue novos clientes, mas, a maior parte da comercialização ainda é feita no Piauí, em 2,5 mil pontos de venda.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Mudas de cajueiro

Continua até o fim de fevereiro a distribuição das 3.700 toneladas de sementes do projeto Hora de Plantar, do Governo do Estado. A Ematerce  vai coordenar a entrega de mudas – com destaque para 400 mil de cajueiro. O cálculo do Governo Estadual é beneficiar 145.330 agricultores familiares no Ceará. Os recursos investidos são do Fundo Estadual de Combate a Pobreza (Fecop) e somam R$17 milhões.

domingo, 22 de janeiro de 2012

Cajucultura no ES

A grande novidade para a fruticultura em 2012 no Espírito Santo será o lançamento do Polo de Caju, localizado nos municípios de Pedro Canário e Conceição da Barra.
Segundo o secretário estadual de Agricultura, Enio Bergoli, o Espírito Santo possui uma localização privilegiada e clima propício ao cultivo de várias frutas consumidas dentro e fora do Brasil. "Os investimentos tecnológicos e a criação de parques industriais, voltados à produção de polpa de fruta e suco, têm gerado bons efeitos na economia do Estado, como por exemplo, novos empregos e oportunidades para os pequenos produtores rurais", afirma Bergoli.
No total, são mais de 80 mil ha com fruticultura, com produção anual de 1,3 milhões de toneladas, gerando cerca de 60 mil empregos diretos e um lucro de R$ 600 milhões, em 2011. Foram adquiridas 425 mil mudas frutíferas, para dar continuidade ao fomento da fruticultura, para a consolidação dos 12 polos existentes, sempre obedecendo a critérios preestabelecidos pelo Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper). Para a distribuição dessas mudas, a Seag adquiriu caixas plásticas do tipo hortifruti facilitando o escoamento da produção para outros mercados consumidores sem que haja perda do produto durante o transporte.
"A ampliação e consolidação dos Polos de Fruticultura é uma estratégia para a diversificação da produção e da renda no interior capixaba. O Governo do Estado investe na fruticultura porque é uma atividade que gera renda e emprego em pequenos espaços, e essa é a realidade para 80% de nossos agricultores, que são de base familiar e dispõem de pequenas glebas de terra para produzir", afirma Enio Bergoli.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Cajucultura melhora vida de agricultores no Semiárido

“Já ajeitei minha casa, comprei moto e melhorei a vida da minha família”, comemora o agricultor Demerval Melo de Jesus. Ele faz parte do grupo de produtores familiares do município de Itapicuru, que encontrou no cultivo do cajueiro anão precoce, uma alternativa de geração de renda no sertão. Há 10 anos, incentivados pela Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA), os agricultores familiares implantaram os primeiros pomares de caju e, atualmente, colhem os frutos do bom investimento.
Apesar de ser uma planta indicada para o semiárido, o caju só começou a despontar, como cultura economicamente atraente no nordeste baiano, há poucos anos. “A área plantada, apesar de extensa, é totalmente irregular e oriunda de mudas não enxertadas. Há predomínio da exploração extrativista da castanha e o pedúnculo (polpa do caju) ainda é pouco utilizado”, conta o agrônomo da EBDA, José Augusto Garcia. Ele explica que o preço da castanha in natura, pago pelos “atravessadores” é baixo e, por esse motivo, pouco estimulante para os agricultores. O cenário começou a mudar com a instalação de fábricas de beneficiamento de frutas na região, que se interessaram pela compra da polpa do caju.
“Com comprador garantido, assistência técnica e financiamento, ficou bom investir no caju. Numa área de 4,5 hectares, tenho 724 pés de caju produzindo 18 toneladas do fruto por ano. A caixa de caju inteiro, com 18 quilos, é vendida com preços que variam entre R$20 e R$25, chegando a R$30, a depender da qualidade do fruto”, garante o agricultor Josiano Melo de Souza. Ele afirma que o foco da sua produção é o caju de mesa e o fornecimento de polpa para a indústria, por serem mais lucrativos. A castanha, cujo quilo é vendido por cerca de R$1, hoje é um subproduto.
A agrônoma da EBDA, Mary Ferreira de Souza, explica a vantagem de utilizar mudas enxertadas, que garantem uma produção uniforme e em acordo com o objetivo comercial. Ela indica as variedades CCP 76, CCP 09, BRS 189 e Embrapa 51 para a comercialização da polpa, por suas características: “esses tipos possuem menor teor de tanino, substância que causa o amargor e o pigarro, grande concentração de açúcar e são visualmente atraentes, por isso são as melhores para o consumo de mesa e fabricação de sucos”, afirma.
Garcia defende o incentivo à cultura do caju por apresentar características que favorecem a fixação do agricultor no campo durante o período mais crítico do ano, a estação seca. “É na época da estiagem, entre novembro e janeiro, que acontece a colheita dos frutos. A cajucultura pode ser conciliada com as lavouras tradicionais de inverno, como feijão, milho e abóbora, ocupando a mão de obra e garantindo renda para as famílias durante todo o ano”, assegura.
O agricultor Demerval de Jesus confirma: “Antes, eu dependia das chuvas para ter feijão e ainda precisava trabalhar nas roças dos outros para completar minha renda. Depois do caju, sou eu quem contrata trabalhadores. Aqui só fica sem dinheiro quem quiser”.
Durante 2011, o Centro de Formação de Agricultores Familiares do Território Semiárido Nordeste II (Centrenor), em Ribeira do Pombal, ofertou cursos sobre as tecnologias para a cajucultura e beneficiamento dos produtos, qualificando a mão de obra de vários agricultores e agentes comunitários, que se tornam multiplicadores dos conhecimentos. 
Nos Dias de Campo sobre o cultivo do cajueiro anão precoce e substituição de copas de plantas improdutivas, realizados nos municípios de Banzaê, Itapicuru e Tucano, mais de 600 agricultores familiares puderam conhecer o trabalho da EBDA e os benefícios da técnica que visa aumentar os índices de produção, produtividade e renda. (Fonte:EBDA/Assimp)

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Castanha em segundo no Ceará

Os calçados continuam no topo dos produtos mais exportados pelo Ceará rumo a outros países. No ano passado, foram US$ 365 milhões, o que equivale a 26,1% do total de US$ 1,4 bilhão. Apesar de ainda figurar no auge, os calçados apresentaram um declínio de 9,3% nas exportações e consequente perda de 4 pontos percentuais na fatia estadual, que, em 2010, era de 31,8%.
Em segundo lugar, ficou a castanha de caju, com participação de 13,6% e cifra negociada de US$ 190,5 milhões. Couros (US$ 184 milhões), Fruticultura (US$ 102,5 milhões) e têxteis (US$ 87 milhões) aparecem em seguida no ranking.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Castanha de caju em segundo no RN

As exportações das principais frutas do RN alcançaram US$ 135,2 milhões em 2011,  48% de todo o valor exportado no ano passado. A castanha de caju  movimentou U$ 50,2 milhões em 2011 e ficou com a segunda posição na pauta externa. Cerca de 60% do volume vendido no exterior teve como destino os Estados Unidos (maiores compradores mundiais do produto); Canadá, Reino Unido e Holanda são outros mercados importantes para o produto potiguar.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Projeto Cajucultura do RN

Na última quarta-feira (11) na EMATER Touros/RN, realizou-se a 1ª reunião do Projeto Cajucultura do RN, pólo leste para discussão de assuntos relativos ao gerenciamento das unidades de beneficiamento de castanha de caju. O projeto visa a sustentabilidade das unidades de beneficiamento cujas quais integrarão uma cooperativa central.

Empreendedor Individual inclui mais seis categorias

A partir deste mês, mais seis atividades econômicas passam a fazer parte do programa Empreendedor Individual (EI) e, portanto, poderão ser formalizadas. São elas: beneficiador de castanha, comerciante de produtos de higiene pessoal, técnico de sonorização e de iluminação, fabricante de amendoim e castanha de caju torrados e salgados, fabricante de polpas de frutas e fabricante de sucos concentrados de frutas, hortaliças e legumes.
Para o analista de Políticas Públicas do Sebrae no Espírito Santo, Samuel Graciolli, o grande número de trabalhadores informais nessas atividades motivou a inlcusão no EI. Ele afirma ainda que algumas das categorias acrescentadas na lista foram demandas específicas de alguns estados. “No Nordeste, por exemplo, existem muitos comerciantes que trabalham com castanhas de maneira informal. Essa é uma boa oportunidade de incluir no Empreendedor Individual esses profissionais”. No Espírito Santo, segundo Graciolli, a mudança se aplica aos fabricantes de polpas de frutas e irá beneficiar famílias que trabalham com agronegócio.
É o caso do agricultor Adnir Costa Bernardino, que pretende montar uma pequena fábrica de polpa de frutas em Ibitirana, região do Caparaó, até o final do ano. As três variedades de frutas que darão início ao negócio já foram plantadas e estão em fase de crescimento na pequena propriedade rural do empreendedor. Os equipamentos e o maquinário também foram adquiridos.
Adnir procurou o Sebrae e recebeu diversas orientações sobre formalização. Agora, sua atividade está dentro do Empreendedor Individual. “Imagino que essa novidade vai me trazer muitos benefícios, por isso quero me formalizar o quanto antes. Como vou trabalhar no ramo de alimentação, que possui muitas exigências e fiscalização da vigilância sanitária, não é seguro trabalhar na informalidade. Além disso, vou receber incentivos da prefeitura e participar de projetos como os do Sebrae, voltados para o agronegócio”, declara o agricultor.
A relação das novas atividades que podem se tornar Empreendedor Individual está na Resolução nº 94/11, do Comitê Gestor do Simples Nacional, que consolida todas as resoluções do Simples Nacional. A medida também veta o enquadramento de três categorias que antes podiam se formalizar como EI: concreteiro, mestre de obras e comerciante de produtos farmacêuticos, com manipulação de fórmulas. Ao todo, a lista conta agora com 471 categorias profissionais.
Atualmente existem no Brasil aproximadamente 1,9 milhão de EI, entre cabeleireiros, vendedores de roupa, chaveiros, carpinteiros e eletricistas. O empresário inserido no EI paga uma taxa fixa mensal de 5% sobre o salário mínimo – R$ 31,1 - como contribuição ao INSS, mais R$ 1,00 se for do setor de indústria ou comércio, ou mais R$ 5,00 se for da área de serviço. Com isso, garante registro no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) e pode emitir nota fiscal, vender para órgãos públicos e ter acesso a financiamentos especiais. Também tem direito à cobertura da Previdência Social. (Assessoria de Comunicação Sebrae/ES)

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Dia de Campo na TV apresenta a certificação para caju orgânico

O tema principal do Dia de Campo na TV desta semana é Certificação participativa de caju orgânico de base familiar. O programa vai ao ar no dia 6 de janeiro pelo Canal Rural (Net/Sky) a partir das 9h e reprise às 15h. E no dia 8, às 8h, pela NBr (TV do Governo Federal, captada por cabo ou por parabólica), com reprise na quarta-feira, às 9h10, e na sexta, às 16h.
Cada vez mais o mercado se interessa por produtos mais saudáveis, socialmente justos e que não agridam o meio ambiente. Para garantir uma melhor aceitação, credibilidade e preço de mercado faz-se necessária a certificação, que pode ser para mercados locais, regionais, nacionais e  o internacional. Pensando nisso, desde 2007 a Embrapa Agroindústria Tropical desenvolve um projeto de certificação participativa da produção de caju para agricultores familiares do município de Barreira, um dos maiores produtores de castanha de caju do Ceará.
A certificação participativa é uma ferramenta que leva em consideração três fatores: a responsabilidade solidária, o cumprimento das normas de certificação e a organização/mobilização social. Voltada aos pequenos agricultores familiares, que não tem como arcar sozinhos com o custo de uma certificação externa, ela é feita de modo associativo. Ou seja, em vez de um único produtor ter sua propriedade certificada, todos os associados são certificados e as inspeções são realizadas por amostragem. Os pequenos produtores que recebem o selo passam a dispor de uma série de benefícios, como maior agregação de valor aos seus produtos e a possibilidade de entrar no rentável mercado de produtos orgânicos, que se encontra em franca expansão. Segundo o analista da Embrapa Agroindústria Tropical, Ênio Girão, essa experiência pode ser reproduzida nas demais regiões produtoras de caju do Brasil.
O Dia de Campo na TV sobre Certificação participativa de caju orgânico de base familiar foi produzido pela Embrapa Agroindústria Tropical (Fortaleza/CE) e Embrapa Informação Tecnológica (Brasília/DF), unidades da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
Como sintonizar o DCTV:
Canal Rural (Net / Sky/ Parabólica) - sexta-feira a partir das 9h
NBR (TV do Governo Federal, Saiba como acessar) - domingo às 8h, com reprise quarta-feira, às 9h10 e sexta-feira, às 16h.
Outras emissoras que transmitem o DCTV:
TV Educativa de São Carlos/SP (canal 48) - quinta-feira, às 18h
TV Sete Lagoas /MG (canal 13) - quinta-feira, às 20h e sábado, às 11h
TV Itararé Campina Grande/PB - sábado, às 8h
TV Agromix, www.agromix.tv <http://www.agromix.tv/>  , diariamente
Para aqueles que não puderem assistir ao programa, a Embrapa Informação Tecnológica comercializa cópias em DVD que podem ser adquiridas por telefone (61) 3448-4236 / 3340-9999 ou pela Livraria Embrapa - http://www.embrapa.br/liv <http://www.embrapa.br/liv>  . No site http://www.embrapa.br/diacampo <http://www.embrapa.br/diacampo>   você acessa a grade completa da programação, além de reportagens dos programas.

domingo, 1 de janeiro de 2012

"Os amendoins já não custam peanuts"

“Os amendoins já não custam ‘peanuts’”. Esta é a primeira frase do artigo do “Financial Times” sobre o preço dos amendoins. Amêndoa de castanha de caju e nozes estão também em preços recorde. Estes aperitivos nunca foram tão caros.
Os preços do amendoim dispararam 60% na Europa, o maior importador da matéria-prima. Já nos Estados Unidos, comprar amendoins custa, agora, três vezes mais do que no início do ano.
As principais regiões de produção do amendoim sentiram, este ano, uma seca severa, o que prejudica o desenvolvimento do produto, já que ele precisa de humidade no solo em que é plantado, como explica o "Financial Times". A oferta deslizou na Índia, na Argentina e nos EUA.
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos indica que a produção norte-americana de amendoins vai cair 12% este ano, o que deverá levar os inventários da matéria-prima para os níveis mais baixos em 14 anos. Menos oferta leva a aumento dos preços.
O “Financial Times” falou com operadores que esperam que o preço permaneça elevado nos próximos meses. E, apesar de a produção poder vir a ser compensada, os preços não deverão sentir um efeito de queda acentuada.
De acordo com a publicação, a amêndoa de castanha de caju está a ser negociada nos 4,55 dólares por libra-peso, o que é mais de 60% superior ao preço praticado há um ano. Já as nozes com casca registaram uma subida de 43% dos seus preços num ano.(Negócios online)