quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Seca provoca redução da produção de castanha de caju no Ceará

A seca prejudicou a safra do caju no Ceará. A colheita começa no final de setembro, mas os agricultores já se preparam para uma redução de quase 50% na produção de castanhas.
Os galhos floridos marcam o início do ciclo de produção do caju, que começou em agosto. Depois da flor, surge a castanha. Em seguida, vem o pedúnculo, que é a polpa do caju. Então, é só esperar amadurecer.
A colheita do caju começa para valer a partir do fim do mês de setembro. Por enquanto, agricultores de algumas propriedades retiram os frutos que estão começando a ficar maduros. Mesmo no início, sabe-se que a falta de chuva irá comprometer a produção.
Este ano, haverá redução do número de pessoas trabalhando na colheita da propriedade em Caucaia, na região metropolitana de Fortaleza.
Para está safra produtores e indústria sinalizam um preço mínimo de R$ 1,50 para o quilo da castanha, valor praticado desde o ano passado. O Ceará tem a maior produção de castanha de caju do Brasil. (com informações do G1)

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Cai produção de castanha de caju no RN, confirma Emparn

A seca, que vem atingindo a região Nordeste, considerada a pior estiagem dos últimos 30 anos, interferiu na produção da castanha de caju no Rio Grande do Norte. A falta de chuvas atingiu o pólo responsável por 68% de toda a amêndoa produzida no estado, localizado entre as cidades de Apodi e Mossoró, ambas na região Oeste potiguar. O impacto disso foi a redução da safra. Segundo a Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN), a oferta tende a cair entre 60% e 80%. A queda refle diretamente no preço. O fruto do caju, antes vendido a R$ 1,20, está sendo comercializado a R$ 2,10.
Em entrevista ao Bom Dia RN desta sexta-feira (24), o pesquisador da Emparn, João Maria Pinheiro, indicou que o preço pode subir ainda mais. “O ano passado não foi de seca e tivemos que importar 24 mil toneladas. Esse ano, como a safra foi ruim, teremos que aumentar esse número. Consequentemente, pagaremos mais caro pelo fruto”, explicou.
Em 2011 foram exportadas 50 mil toneladas de castanhas de caju. Para manter este ritmo, mesmo em época de seca, é necessário investir em pesquisas. “O produtor tem que ser qualificado e profissional para lidar com as adversidades da fruticultura”, enfatizou João Maria.
Para o presidente do Comitê Executivo de Fitossanidade (Coex), Segundo de Paula, é importante atrair para o RN a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). “A Emparn ajuda, mas a Embrapa é exclusiva para pesquisar melhorias no setor agrícola. É o que precisamos para incrementar a atividade”, afirmou o presidente.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Guiné-Bissau com dificuldades para escoar produção de castanha de caju


A Guiné-Bissau está com dificuldades no escoamento de castanha de caju para o mercado internacional, devido ao excesso mundial de produção, disse em Bissau o porta-voz do governo de transição, Fernando Vaz.
Em declarações à agência noticiosa portuguesa Lusa, Fernando Vaz disse que existem neste momento cerca de 90 mil toneladas da castanha de caju (um dos principais produtos de exportações da Guiné-Bissau) nos armazéns em Bissau a aguardar escoamento.
A previsão feita pelo governo era que o país iria exportar este ano entre 220 a 230 mil toneladas mas teve de rever em baixa estes números fixando-os agora em 180 mil a 190 mil toneladas.
Fernando Vaz explicou que a retração normal da atividade econômica (normal neste período do ano na Guiné-Bissau) associada à falta de liquidez nos bancos comerciais são algumas das justificativas para a dificuldade no escoamento do caju da Guiné-Bissau.
O porta-voz adiantou que há ainda o fato da Índia, principal comprador mundial de castanha in natura, não comprar o produto como nos anos anteriores, devido ao excesso mundial de produção que está afetando não apenas a Guiné-Bissau mas também outros países.
De acordo com o presidente do Comissão Nacional do Caju, André Nanque, a Guiné-Bissau exportou 174 mil toneladas de castanha de caju em 2011, o que foi um recorde, e fez entrar nos cofres públicos 226 milhões de dólares. (macauhub)

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Renovado uso emergencial de fosfeto de alumínio em castanha


Nesta segunda-feira, 20 de agosto, foi renovada a permissão de uso emergencial de agrotóxicos à base de fosfeto de alumínio em cargas de castanha de caju. A autorização, publicada no Diário Oficial da União (DOU) por meio do Ato nº 38, tem validade de 24 meses. O uso provisório e emergencial de fosfeto de alumínio já havia sido autorizado em agosto de 2011. De acordo com o coordenador de Agrotóxicos e Afins, Luís Eduardo Rangel, a medida é uma exigência para as exportações de castanha de caju para os Estados Unidos. “O país norte-americano não permite o uso de brometo de metila neste tipo de carga. A partir da autorização de órgãos de agricultura, saúde e meio ambiente, foi possível ampliar o prazo para substituir essa substância por fosfina”, explicou.
As empresas interessadas em comercializar esse tipo de agroquímico deverão requerer o registro para uso emergencial do produto junto aos órgãos competentes, acompanhado de modelo de rótulo e bula e de comprovante de que se encontra cadastrada nos Estados, no Distrito Federal e na Coordenação de Agrotóxicos e Afins da Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura (Mapa) como fabricante ou formuladora de agrotóxicos.
Ainda deverá ser apresentado um termo de compromisso para geração e apresentação dos estudos necessários à realização do registro definitivo do defensivo para a finalidade e condições de uso descritas na normativa. Caso seja constado problema de ordem agronômica, toxicológica ou ambiental, o registro do produto será cancelado. 

terça-feira, 17 de julho de 2012

Plenário aprova MP que garante crédito para diversos setores da economia

O Plenário da Câmara aprovou nesta terça-feira a Medida Provisória 564/12, que integra a segunda etapa do Plano Brasil Maior, com o objetivo de ampliar as fontes de financiamento disponíveis para alguns setores da economia, impedindo que eles sejam atingidos pela crise internacional. A proposta também cria a Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores e Garantias (ABGF), que vai cobrir os riscos de projetos ou financiamentos de grande vulto, como as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
Antonio Augusto
Sessão - Deliberativa Extraordinária
A MP amplia os setores que terão direito a crédito do BNDES para se protegerem da crise.
O texto aprovado nesta terça é o projeto de lei de conversão do deputado Danilo Forte (PMDB-CE), que já tinha sido aprovado por comissão mista. 
Ontem, a Câmara aprovou outra MP do Plano Brasil Maior, a 563/12, que criou incentivos fiscais para diversos setores da economia.

Financiamento
O texto autoriza a União a injetar até R$ 45 bilhões no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para que a instituição aumente a sua capacidade de crédito. Os repasses da União para o banco passarão de RS 55 bilhões para R$ 100 bilhões. 
Fica ampliado em até 18 bilhões (de R$ 209 bilhões para R$ 227 bilhões) o limite dos financiamentos do BNDES e da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) para inovação tecnológica, produção de bens de consumo para exportação, projetos de engenharia e outros setores. A MP também estende a vigência da linha de crédito em um ano, até 31 de dezembro de 2013. 
A medida amplia o rol de setores beneficiados pelo programa Revitaliza, do BNDES, que garante taxas menores para empresas que possam ser afetadas negativamente pela conjuntura internacional. A MP inclui nesse grupo os setores de fabricação de calçados; instrumentos e materiais para uso médico e odontológico; artigos ópticos; equipamentos de informática e periféricos; material eletrônico e comunicações; brinquedos; móveis e outros artefatos de madeira; e de transformados plásticos. 
O relator da proposta estendeu o acesso a essa linha de crédito para as processadoras de proteína animal; pesca e aquicultura; óleo de palma; torrefação e moagem de café; produção de castanha de caju e ceras de origem vegetal. 

domingo, 15 de julho de 2012

RN aparece como 2º colocado na produção de castanha

Dados levantados  pelo Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene), na pesquisa denominada "Nordeste do Brasil: Sinopse Estatística 2012"- um diagnóstico social e econômico da área de Atuação do BNB; e "Nordeste em Mapas" mostram que na área de atuação do BNB, o Rio Grande do Norte é o segundo colocado em produção, chegando a 26.601 toneladas, o que representa 26,2% do total. O destaque é o município de Serra do Mel que produziu em 2010, 5.200 toneladas.
O vizinho estado do Ceará é líder na produção de castanha de caju, com 39.596 toneladas, correspondentes a 39% do total colhido na Região. O Piauí ficou em terceiro, com uma produção de 14.591 toneladas equivalentes a 14,4% do total. 
Os municípios da área de atuação do BNB são responsáveis por 97,3% da produção nacional de castanha de caju. Essa produção concentra-se basicamente nos estados do Ceará, Rio Grande do Norte e Piauí. Juntos, esses três estados detêm 80% da produção da área de atuação do Banco. Dos 15 municípios com maior produção de castanha de caju, sete estão localizados no Ceará e cinco no Rio Grande do Norte. Destaque para os municípios de Serra do Mel (RN), Beberibe (CE), Lagoa Nova (RN), Cascavel (CE) e Fortim (CE), os quais, juntos, são responsáveis por 18% da produção na área considerada. (Com dados de Tribuna do Norte e Jornal De Fato)

domingo, 8 de julho de 2012

Indústria agrega valor à castanha de caju para conquistar compradores no Chile

A Agroindústria Caju Cardeal, instalada no município de Pacajus (a 49 km de Fortaleza), processa anualmente 200 toneladas de castanha de caju in natura. Mas, ao contrário da maioria das empresas do setor, ela não se concentrou apenas no beneficiamento da amêndoa para conquistar mercados. Paulo Rogério de Carvalho, proprietário da empresa, diz que o foco foi direcionado também para a produção da pasta de castanha, semelhante à pasta de amendoim. De forma a agregar valor ao produto e conquistar mais clientes.
“Utilizamos uma tecnologia desenvolvida pela Embrapa Agroindústria Tropical (em Fortaleza) e, por enquanto, somos os únicos a industrializá-la”, observa.
A Cardeal também produz creme de castanha com chocolate, biscoito de castanha, tortinhas (biscoitos recheados com o creme de castanha), doce crocante, as amêndoas torradas com e sem sal, natural, caramelizadas e caramelizadas com gergelim. “Hoje, comercializamos nossos produtos apenas em Fortaleza, Goiás e Espírito Santo, mas já estamos em negociações para exportar para o Chile todos os nossos produtos”, afirma.
A expectativa de Márcio Albuquerque é exportar 50% de sua produção. E avisa que, quando conseguirem isso, a produção da fábrica deverá ser ampliada para 300 toneladas/ano. “Já fizemos investimento na parte física da fábrica, aumentando sua área em 25%. Espero iniciar o embarque para o Chile no último trimestre deste ano. A quantidade ainda não está definida, pois estamos em negociações”.
A empresa participa do Peiex (Projeto de Extensão Industrial Exportadora) que, no Ceará, é coordenado pelo Núcleo de Tecnologia Industrial do Ceará (Nutec).
O programa é vinculado à Agência Brasileira de Promoção de Exportação e Investimentos (Apex), que visa capacitar as empresas para alcançar o mercado externo. (Rebecca Fontes - O Povo)

terça-feira, 26 de junho de 2012

Falling cashew prices affect supply

Cashew nut processors lack raw materials for export because farmers having switched to higher value pepper and rubber crops, resulting in enterprises importing half the volume of total demand.
Nguyen Thai Hoc, chairman of the Viet Nam Cashew Association (Vinacas), said the country imported about 80,000 tonnes of crude cashew from ASEAN, Brazil and India in the first half of this year. It is expected that cashew nut producers would import an additional 220,000 tonnes in the second half.
Processors needed smaller quantities of imported cashew in the first half this year due to inventories carried over from late 2011.
Total national output of crude cashew reached only 330,000 tonnes in the first half, meeting 50 per cent of total demand.
Nguyen Duc Thanh, deputy chairman of Vinacas and director general of Tan An Export and Agro-product Processing, said his company imported about 10,000 tonnes of crude cashew from Western Africa every year, equal to 45 per cent of the total amount required.
Whereas, Tran Hoang Son, director of Gia Bao Cashew JSC said his company owns 20ha of cashew plantation, which only satisfies 30 per cent of annual need."
Southern Binh Phuoc Province, the country's cashew hub, has about 230 companies requiring an average of about 600,000 tonnes of crude nuts per year, whereas the area only churns out 200,000 tonnes. With resources supplied by other provinces not enough, producers have been forced to import, Son added.
Recently, roughly 15,000ha of cashew plantation was chopped down, leaving only 185,000ha in Binh Phuoc.
"Although the province has implemented many measures in support of farmers, the area of cashew cultivation has decreased as the value of other crops, such as rubber, pepper, potatoes and wheat, increases" said Tran Ngoc Kinh, director of Binh Phuoc's Plant Protection Department.
Cashew plantation in the Tay Nguyen (Central Highland) provinces of Dak Lak and Dak Nong has reduced by 20,700ha to 83,900ha against 2010.
Son explained that although Binh Phuoc was a cashew hub, farmers only made a profit of VND40 million ($1,905) from one hectare per year, whereas they got up to VND80-100 million from a hectare of rubber.
Cashew prices hover around $6,900 per tonne, down 5.5 per cent against June last year.
To deal with the problem, Son said it was essential to grow cashew in accordance with world standards to prevent pestilence and raise productivity to 1.8-2.2 tonnes per ha, up 0.5-0.7 tonnes against the norm.
In addition, Vinacas is growing Vietnamese cashews in Cambodia to increase resources.
Viet Nam earned $484 million from cashew exports in the first half of this year, up 21.4 per cent against the same period in 2011, with the two major importers being the US and China. — VNS

domingo, 24 de junho de 2012

Moçambique terá um centro especializado na pesquisa de caju

Moçambique terá um centro especializado na pesquisa do caju, visando melhorar o desempenho do setor. A directora nacional de Fomento de Caju, Filomena Maiópuè, disse que o centro que se vai dedicar à investigação de toda a cadeia de produção e comercialização do caju, poderá ser instalado na província nortenha de Nampula e será coordenado pelo Instituto Agrário de Moçambique (IAM), entidade que responde pela área de pesquisa no Ministério da Agricultura.
Falando à margem da reunião nacional de planificação do Instituto Nacional do Caju (INCAJU), há dias realizada no distrito do Dondo, em Sofala, ela disse que, para o efeito, esteve no país um consultor tanzaniano que se encarregou da elaboração do desenho das necessidades para a instalação do referido centro.
Para além de estar virado apenas à descoberta de novas variedades de caju, segundo a fonte do “Diário de Moçambique”, o centro vai igualmente dedicar-se ao estudo do mercado, visando a diversificação deste, ao invés de se depender exclusivamente das exportações para a Índia.
“Estamos a sair de uma campanha bastante má, por isso, se quisermos ver o subsetor do caju cada vez mais desenvolvido, temos que apostar na estruturação da componente de investigação, de forma a descobrirmos novas variedades de caju, que sejam mais rentáveis e resistentes às condições climatéricas do país”, referiu Filomena Maiópuè, acrescentando que, com o referido centro, a área do caju contará com um grupo de pesquisa cada vez mais forte, que estará capaz de responder aos constrangimentos do sector.
A reunião do Dondo recomendou aos técnicos do sector do caju a nível nacional no sentido de apoiarem cada vez mais a construção de infra-estruturas de produção de mudas de cajueiros para a campanha 2012/13 e de processamento da castanha de caju. Para o aumento da capacidade de produção de mudas, a directora do INCAJU disse que serão envolvidas neste processo as associações, cooperativas e empresas privadas ligadas ao sector.
Para a próxima campanha, o sector prevê uma produção de três milhões de mudas de cajueiros, a serem distribuídos pelos produtores. Em termos de comercialização, o país espera exportar entre 75 mil e 80 mil toneladas de amêndoa de caju. (Jornal A Verdade)

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Vamos todos tomar caju!

Artigo de Liana John, publicado no Blog Biodioversa, do Planeta sustentável, em 21/06/2012 
Amarelo crepúsculo não é cor do sorriso da mocinha da saga literário-cinematográfica ao dizer para o lobisomem que prefere o vampiro. Não. Amarelo crepúsculo é um corante amarelo alaranjado produzido a partir de hidrocarbonetos aromáticos derivados de petróleo. Costuma ser adicionado a refrigerantes, bebidas isotônicas, geleias, doces de frutas, misturas prontas para refrescos ou sopas, margarinas, preparados para gelatinas de frutas cítricas, farofas, salgadinhos, macarrão instantâneo, sorvetes, comprimidos farmacêuticos e medicamentos infantis. Boa parte dos produtos industrializados com cores artificiais em amarelo, laranja ou vermelho tem sua dose de amarelo crepúsculo.
Nos países com legislação mais rigorosa, o uso do amarelo crepúsculo é proibido, devido à possibilidade de causar alergias e por conter, frequentemente, o corante Sudan I como impureza, considerado carcinogênico (causador de câncer). Mas no Brasil ainda é largamente utilizado. Pelo menos enquanto não entra no mercado o corante amarelo alaranjado natural, produzido a partir do bagaço de caju (Anacardium occidentale).
A boa notícia é que o processo de produção já tem patente depositada pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) em conjunto com oCentre de Coopération Internationale en Recherche Agronomique pour le Développement (Cirad), o Centre International d’Études Supérieures en Sciences Agronomiques (Montpellier SupAgro), ambos da França, e a empresa cearense Sabor Tropical. E a intenção é começar a produzir o novo corante ainda em 2012.
Com a pesquisa, o engenheiro de alimentos Fernando Antonio Pinto de Abreu, da Embrapa Agroindústria Tropical, obteve o título de doutor em Engenharia de Processos. E o consumidor brasileiro agora tem a chance de trocar a tinta sintética por um corante com carotenoides, substâncias que nosso organismo transforma em vitamina A, também chamadas de pró-vitaminas.
“O corante natural à base de caju é de um amarelo clarificado, como a cajuína, diferente daqueles produzidos à base de urucum, por exemplo. Ele substitui químicos banidos nos Estados Unidos e na Europa e ainda utilizados aqui”, comenta Fernando Abreu. “E a extração do corante é feita a partir do bagaço do pedúnculo de caju, ou seja, é um produto fabricado a partir do que hoje é considerado resíduo pela indústria de sucos”. Segundo o engenheiro, a indústria terá de repensar sua linha de produção, redirecionando o bagaço de caju para a extração do corante, de modo a se beneficiar do valor agregado.
A pesquisa se insere num grande projeto de estudo de frutas apoiado pela Comunidade Europeia e realizado em cinco países da América Latina. No Brasil, a maior parte dos recursos veio da própria Embrapa e Fernando Abreu contou com apoio da colega Lourdes Cabral. Nos dois institutos de pesquisas franceses, o pesquisador conheceu as tecnologias de microfiltragem e diafiltração, que usam membranas para concentrar os elementos desejáveis e eliminar os indesejáveis. Seu trabalho foi desenvolver um processo com estas tecnologias para o bagaço de caju, que foi o objeto da patente.
Já “a participação da empresa privada nos permitiu fazer testes e avaliações em escala maior que a laboratorial, comprovando a viabilidade e o potencial da tecnologia para o mercado”, acrescenta Abreu. Ele conta que o engenheiro mecânico Fernando Furlani herdou a Sabor Tropical do pai e resolveu apostar em novas tecnologias e novos produtos, além de manter a produção de cajuína orgânica (suco clarificado de caju). Agora, para tal parceria ganhar “o mundo” falta apenas concluir uma fase de testes toxicológicos, prevista para o segundo semestre.
“Depois disso, continuaremos estudando 11 das moléculas contidas no extrato de caju, de alto interesse comercial”, observa. Conforme acredita Fernando Abreu, é possível separar essas moléculas e fabricar, por exemplo, cápsulas de pró-vitamina A para uso como suplemento alimentar.
Por uma via ou por outra, bom mesmo é ter a alternativa de trocar o químico à base de petróleo pelo corante natural à base de biodiversidade brasileira. Assim, convido a todos para tomar caju!

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Cajucultura do RN adotará novo modelo de cooperativismo

A cajucultura do RN ocupa o segundo lugar na pauta de exportação do Estado, com cerca de 56 milhões de dólares negociados. Experiências exitosas de cooperativismo desenvolvidas por agricultores familiares do estado de Santa Catarina podem servir de exemplo para produtores potiguares obterem melhores resultados na produção e comercialização da castanha de caju. O novo modelo foi apresentado pela Cooperativa Central Sabor Colonial, do município de Concórdia (SC), no Encontro do Comitê Gestor da Cajucultura, promovido pelo Sebrae-RN. A ideia é fortalecer o segmento por meio da unificação das cooperativas existentes no Estado.
O presidente da Cooperativa Central, Jair Niero, explica como a unificação das cooperativas promoveu o crescimento dos negócios de agricultores familiares do pequeno município catarinense, atacando diretamente os problemas comuns à categoria de produtores. “Chegamos à conclusão de que poderíamos enfrentar os problemas e desafios mais fortemente quando nos unimos. Com os desafios vencidos, nossa produção cresceu e, agora, fornecemos nossos produtos para todo o Estado, inclusive em regiões aonde não chegávamos”, afirma.
 De acordo com o gerente da Unidade de Agronegócio do Sebrae-RN, José Ronil, a adesão potiguar ao modelo praticado pelos produtores catarinenses deve beneficiar diretamente os projetos de minifábricas de beneficiamento de castanha. Segundo o gerente, o setor tende a obter resultados positivos ao promover melhorias no acesso à comercialização, logística e utilização de políticas públicas, apontados como alguns dos principais problemas que afetam os agricultores familiares locais.
“Esta experiência vivenciada em Santa Catarina, se aplicada junto aos produtores de castanha do RN trará mudanças significativas para o setor. Os problemas enfrentados por eles serão atacados e a cajucultura fortalecida”, observou. Além do aumento na produção, a unificação em torno de uma cooperativa central incentiva a diversificação dos produtos comercializados para atingir maior fatia no mercado. No caso da cajucultura significa que poderá ser mais bem aproveitado, por exemplo, o pedúnculo do caju na fabricação de sucos.
Números atuais apontam que apenas 15% do pedúnculo do caju são aproveitados de uma produção correspondente a 340 quilos por hectare ao ano no Estado. No total, o RN destina 120 mil hectares ao plantio de cajueiros, conta com 10 minifábricas de beneficiamento de castanha e duas centrais de comercialização do produto. As estruturas foram instaladas no Estado por meio da parceria firmada entre o Sebrae-RN e a Fundação Banco do Brasil, que beneficiam diretamente centenas de agricultores familiares de várias regiões produtoras.
Fonte: Jornal de Hoje em 21/06/2012

sábado, 26 de maio de 2012

Projeto de pesquisadores cearenses quer transformar cascas de castanha em energia elétrica

Um projeto do Centro de Ciências Tecnológicas da Unifor está avaliando o potencial da queima das cascas de castanha de caju na geração de gás e energia elétrica.
A ideia é aproveitar o subproduto, considerando que o Ceará responde por quase metade de toda produção de castanha do País, sendo o Estado o maior produtor. O estudo é destaque na edição de maio da revista universitária Unifor Notícias.
“A gaseificação é uma das ferramentas para a produção da energia elétrica e tem a vantagem de aproveitar resíduos que iriam para o lixo. A importância do projeto consiste em se trabalhar com energia alternativa que tem viabilidade na região. Existe o consenso de que podem haver unidades menores de geração de energia com baixos investimentos”, explica o coordenador do projeto o, Juan Carlos Alcocer.
As pesquisas e experimentos estão sendo realizados no Núcleo de Tecnologia da Combustão do curso de Engenharia Mecânica da Unifor. Além da questão energética, o estudo envolve análise e monitoramento dos gases e impurezas geradas a partir da queima das cascas de castanha de caju (tais como alcatrão, cinzas volantes e compostos de carbono), a partir de um equipamento analisador de gás.
“A ideia é dar uma adequação às impurezas do gás gerado, e não queimar por queimar. Conseguimos dominar a produção do gás e agora temos que dominar sua filtragem”, projeta o professor do curso de Engenharia Mecânica João Batista Furlan Duarte. Ele explica ainda que quanto melhor a filtragem mais rico em metano se torna o gás obtido, o que amplifica o poder calorífico e energético.
Os primeiros resultados dessa análise indicam que de cada tonelada de cascas de castanha de caju queimadas no gaseificado são gerados 1166 litros de gás. ”Estamos trazendo para o estado uma tecnologia nova e uma energia eficiente e limpa. Já temos uma patente em andamento sobre parte do processo”, comemora Alcocer.
O projeto tem financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e convênio com a Universidade de Campinas (Unicamp), dentro da Rede Nacional da Combustão. No total, cinco professores, cinco alunos de Engenharia e um de Direito participam da pesquisa. (Com informações do diário do Nordeste)

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Matéria sobre a seca no Nordeste exibida no Jornal Nacional

Em uma reportagem de seis minutos o Jornal Nacional mostrou o flagelo da seca nos estados do Nordeste. Açudes secando, gado morrendo, carros-pipa singrando o chão seco da caatinga. Foram mostrados os estados de Pernambuco, Ceará e Rio Grande do Norte.
“De janeiro até agora em maio, a precipitação era de 132 milímetros. No mês de abril foi zero. E isso, pelo menos até aqui, é uma precipitação que você pode dizer sim que é uma precipitação de deserto", define o técnico da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (Emparn) José Augusto Filho.
A seca também afeta diretamente a produção de caju no Rio Grande do Norte. O estado é um dos maiores produtores de castanha do país, mas, para manter a atividade, as grandes beneficiadoras estão tendo que importar o produto. Ou seja, os produtores agora também são importadores. Eles dizem que já adotaram a medida antes, para evitar a perda de clientes.
"No ano passado já trouxemos castanha da África e esse ano nós estamos trazendo mais 12 mil toneladas ou mais, dependendo do tamanho da safra que vai dar em 2012", conta o presidente da Usina de Beneficiamento de Castanha de Mossoró (Usibrás), Francisco de Assis Neto.
No estado, cerca de 50 mil toneladas de castanha eram produzidas por ano, quando as chuvas permitiam. A previsão é de que, em 2012, a produção fique em torno de dez mil toneladas.Na maior empresa do Rio Grande do Norte, a capacidade de processamento foi reduzida em 40%. E a seca acaba afetando o emprego na região. Os diretores não revelam quantos trabalhadores foram demitidos em mais essa seca, mas o que ninguém esconde é o sofrimento que a falta de chuva impõe ao sertanejo.
Para ver a reportagem do JN em vídeo clique AQUI
 

quinta-feira, 24 de maio de 2012

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Programa da cajucultura no Ceará

O Governo do Estado do Ceará, através da Secretaria do Desenvolvimento Agrário (SDA), lança oficialmente, nesta quarta-feira, dia 23, em solenidade no município de Ocara, o Programa de Revitalização da cajucultura 2012
Dentro deste projeto, a SDA vai fazer a substituição de 6 mil hectares de copa improdutivas por mudas de cajueiro anão-precoce, beneficiando 1071 produtores cearenses.
Ao todo serão investidos R$ 3 milhões de reais na substituição das copas improdutivas em 61 municípios das Regiões Metropolitana de Fortaleza, Litoral Oeste, Sobral e Ibiapaba, Sertão dos Inhamuns, Sertão Central, Litoral Leste e Vale do Jaguaribe. A substituição de copa diminui o porte da planta, facilitando a colheita do caju e aumentando a produtividade em até 400%.
Em Ocara, haverá visita técnica a uma plantação de caju, beneficiada pelo projeto substituição de Copas, na qual os técnicos poderão constatar os resultados do investimento do Governo do Estado no plantio do caju anão-precoce.
Segundo José de Souza Paz, assessor técnico do Núcleo de cajucultura da SDA, esse trabalho faz parte da política de revitalização da cajucultura no Ceará. “A substituição das copas vai garantir aos produtores maior qualidade na comercialização do caju, tanto para o consumo próprio como para o mercado interno” afirmou.
Além do lançamento do projeto, o governador beneficiará três associações comunitárias dos municípios de Ocara, Choró e Canindé com a entrega de máquinas batedeiras de mamona para aumentar a produtividade da oleaginosa no Ceará.
Ainda durante a solenidade, serão entregues duas casas de farinha para comunidades localizadas nos municípios de Horizonte e Amontada, cujo investimento é de R$ 100 mil, beneficiando 125 famílias.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Estiagem deve provocar queda na produção de castanha de caju no RN

A estiagem que atinge o Nordeste está prejudicando a florada dos cajueiros no Rio Grande do Norte, o que deve causar queda na produção de castanha.
Sem chuvas regulares nos quatro primeiros meses de 2012, os 100 hectares de cajueiro do produtor Francisco Rufino Filho não irão florescer e a safra de castanha deste ano já está comprometida.
O município de Apodi é um dos maiores produtores de castanha de caju do Ri Grande do Norte e um dos que mais sofrem com a seca. Segundo o engenheiro agrônomo Antônio Tertuliano Oliveira, este ano choveu uma média de 200 milímetros na região, o que é muito pouco para o desenvolvimento das amêndoas. “Requer em torno de 600 a 1,2 mil milímetros para que haja uma produtividade satisfatória para o cajueiro”, diz.
A safra de castanha de 2012, que começa em setembro, deve ficar em torno das 10 mil toneladas no Rio Grande do Norte, segundo a Federação dos Trabalhadores na Agricultura do estado. Houve redução de 50% em relação às safras de 2010 e 2011.
A diminuição na produção deve afetar as pequenas usinas de beneficiamento de castanha no Rio Grande do Norte. Sem amêndoas e sem estoque suficiente, a expectativa é que muitas não consigam mais operar e fechem as portas. As grandes usinas devem importar castanha para manter a atividade em funcionamento.
A usina de beneficiamento de Mossoró importou da África seis mil toneladas de castanha no ano passado. Em 2012, a previsão é dobrar esse número. O empresário diz que o setor está muito instável. “O salário tem subido nessa variação cambial. Eu tenho 33 anos com castanha e estou vendo que está ficando difícil a nossa indústria”, avalia o empresário Francisco Assis Neto. (G1)

segunda-feira, 14 de maio de 2012

SEBRAE aposta no caju com alternativa rentável no Piauí

A cajucultura tem rendido ótimos frutos para a receita do Piauí. A comercialização da castanha, da polpa e seus derivados movimentam mais de R$ 38 milhões por ano, segundo informações do Sebrae no Piauí. Dados da última safra (IBGE 2010) mostram que a produção anual da polpa e derivados do caju no Estado foi de 131.319 toneladas e da castanha, 14.591 toneladas.

Cerca de 80% da produção agroindustrial de castanhas de caju são exportadas para Estados Unidos, Itália, Espanha e outros países europeus, de acordo com a Sebrae no Piauí.  De olho no mercado externo e interno, as maravilhas do caju serão apresentadas na ‘8ª Edição da Mostra Piauí Sampa’, que acontece entre os dias 21 e 27 de maio, no shopping Eldorado, em São Paulo.
Essas maravilhas irão se transformar em diversos sabores durante a mostra, já que, para agregar rentabilidade à sua produção, os produtores piauienses lançaram mão de sua criatividade gastronômica e, assim, melhor aproveitar cada parte da fruta. Tem até a apetitosa carne de caju – opção à proteína animal, mais leve e saborosa - chegando ao mercado para disputar os paladares dos adeptos das dietas saudáveis e vegetarianas.
gerente de Agronegócios do Sebrae-PI, Ana Lucia Oliveira, adianta algumas novidades que serão trazidas para o evento, como: rapadura de caju, caju desidratado, doce de caju em barra, paçoca de caju, cajuína, licor e vinho de caju. Todos esses sabores poderão ser degustados pelos visitantes da ‘Mostra Piauí Sampa’, que é aberta ao público com entrada franca.  (Redação - www.ultimoinstante.com.br)

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Mostra Piauí Sampa

Falta pouco menos de duas semanas para a realização da oitava edição da Mostra Piauí Sampa, evento que divulga as potencialidades e atrativos do Piauí no maior centro de negócios do país, que é São Paulo. A mostra acontecerá entre os dias 21 e 27 de maio, no Shopping Eldorado, reunindo o que há de melhor nos setores de apicultura, cajucultura, fruticultura, gemas e jóias, moda e acessórios, tecnologia da informação, artesanato, turismo, gastronomia e cultura.

terça-feira, 8 de maio de 2012

Seca afetará produtividade do caju

Artigo de Luiz Gonzaga (Rio Grande do Norte)
(As fortes estiagens verificadas no estado do Rio Grande do Norte irão refletir na produção de castanha-de-caju da safra 2012/2013, que começa a ser colhida a partir do mês de setembro próximo.
Em anos normais de safra, a produção do Rio Grande do Norte atinge, em média, 42.000 toneladas de castanha-de-caju in natura. Na safra de 2010/2011, por causa das condições climáticas adversas, a produção caiu para 26.000. Isso obrigou as indústrias a importar, durante aquele período, a matéria-prima da África.
Na Região Oeste, importante produtora de castanha-de-caju do estado, choveu apenas 342 mm até o mês de abril, quando em situações normais as chuvas chegam a acumular mais de 800 mm no mesmo período.
A adversidade climática deste ano leva o setor agrícola potiguar a projetar que o Rio Grande do Norte enfrentará uma das piores secas dos últimos 30 anos. Essa situação vem preocupando a cadeia produtiva da cajucultura, sobretudo com relação à oferta do produto, uma vez que o estado conta com uma capacidade de beneficiamento de 68.200 toneladas e teme pela ociosidade do parque industrial.
Para atenuar essa situação, as indústrias potiguares já estão formalizando contratos com os países africanos para importar castanha-de-caju in natura, visando suprir parcialmente o déficit da produção do Rio Grande do Norte.
Está provado que o estado precisa avançar no uso de tecnologia para produzir alimentos por meio do processo de irrigação!

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Indian kernel prices

Indian kernel prices are likely to remain steady in this week as prices are still ahead compared to other attractive markets. Despite currency fluctuations, world markets may extend gains because of the London Olympics and Ramadan related forward demand. According to some analysts, current prices are reasonably good for everybody in the trade; i.e, for processors, wholesalers, retailers and consumers.(Source: Word Cashew)

domingo, 6 de maio de 2012

Cajucultura na economia verde - Rádio Câmara

O Salão Verde destaca as últimas polêmicas em torno da Rio+20: representantes da sociedade civil recusam convite de participação em debates preliminares, enquanto empresários anunciam documento de compromisso com economia sustentável. Na série de entrevistas sobre a conferência ambiental da ONU, o programa ouve o presidente da Comissão de Meio Ambiente da Câmara, deputado Sarney Filho (PV-MA). Conheça ainda a experiência de inclusão do cultivo de caju à economia verde, no nordeste brasileiro. Escute Cajucultura na economia verde - Rádio Câmara

sábado, 5 de maio de 2012

Audiência pública discutirá cajucultura potiguar

Por entender que a cajucultura constitui a mais significativa atividade agrícola de sequeiro cultivada no Rio Grande do Norte, o deputado Gustavo Fernandes (PMDB) propôs a realização de uma audiência pública na Assembleia Legislativa para discutir a situação do setor. O debate ainda será agendado na Assembleia. O deputado disse que a audiência, a ser marcada pelo Centro de Estudos e Debates da Assembleia, vai discutir as deficiências da área e abordar a sobrevivência e a manutenção da cajucultura potiguar, assim como apontar caminhos de melhorias.
Gustavo Fernandes lembrou que no agronegócio do caju estão inseridas várias atividades econômicas "que vão desde a produção agrícola, passando pelo processamento do pedúnculo e da castanha, pelo segmento de embalagens, transporte e armazenamento, movimentando grande volume de recursos nos mercados externo e interno".
(Com informações da assessoria da AL).

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Buying interest sustains uptrend in cashew


The cashew market witnessed an uptrend last week with prices climbing up a few more rungs. The rise was 10-15 cents a kg for different grades.
Business was done for W240 up to $4.05 a lb; W320 up to $3.60; W450 up to $3.40; SW320 up to $3.35; LP up to $2.20/lb (f.o.b.).
Buying interest last week outstripped selling interest. At the end of the week, most shellers withdrew and the few, who were offering were quoting 5-15 cents higher than the last traded levels, Mr Pankaj N. Sampat, a Mumbai-based dealer told Business Line.
The Indian domestic market, he said, continued to be quiet but stocks in consuming centres are being used up.
With prices increasing, stockists may soon have to start building inventories before the peak consumption season beginning July, he said.
In fact, during April, kernel prices moved up by 10-12 per cent, while raw cashew nut (RCN) prices moved up by 12-15 per cent. Most of the increase in kernel prices has been due to concerns of RCN supply and resultant covering of shorts for nearby positions by kernel buyers, he pointed out.
There was no significant forward business although there have been some enquiries and limited trades for third quarter shipments.
Buyers from the US and EU seem to be reluctant to book forward positions despite supply side concerns as they are not sure whether demand will pick up in the second half, after a 15-20 per cent decline in the last two quarters.
The view is that if prices move up further, the interest from retailers could be lower. Cashew has seen extreme volatility in the last 15-18 months. Also, they hope that RCN arrivals will improve in May and prices will ease.

RCN PRICES UP
RCN prices also continued to move up and in fact, the primary reason for the increase in kernel prices in the last three weeks has been raising concerns on supply side. Price movement has been from $1,225-1,250 a tonne to $1,350 a tonne for Tanzania, from $1,050 to $1,225-1,250 for Benin and from $875-900 to $1,025-1,050 for Ivory Coast(IVC).
Apart from the lower crop and yields in Ivory Coast, possible delays in movement of Guinea Bissau RCN is also causing concern, he said.
The next six weeks will be crucial, he said. Although supply concerns are pushing the market up for both RCN and kernels now, things could change if arrivals pick up during May. If that happens, that would have a sobering effect on the market which would then settle around the middle of the current range.
Since the market is very delicately poised, prudent course for both shellers as well as buyers would be to take some position for the next few months to avoid being caught with a thin book if market moves against them.
By late May/early June, supply prospects should be clearer and there should be some indication of demand trends. Based on that, he said, people will consider longer cover. (G.K. NAIR, The Hindu Business Line)

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Crop Report (May 2012)


Asian (Indian and Vietnamese) raw cashew market is facing strong resistance by farmers against this year’s unworkable prices. In India, small-scale rural stockists are successful in spreading an uproar about crop failure as South Indian local markets are flooded with rain damaged nuts. Most probably, Indian harvest is bumper in terms of yield per hectare but the increase may be only marginal in terms of total crop size. This is mainly because the reduced area under cultivation, especially in the economically developed western parts.
Whatever may be the situation, current raw cashew shortage is due to early arrival of the Indian new crop. Instead of building more stock during this year’s long and slow season, Indian processors used all the domestic procurement for their daily production. So the kernel market is positively responding to any negative reviews about Ivorian and Beninese crop size or about the Guinea-Bissau unrest.(Source: Word Cashew)

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Cajucultura no Rio Grande do Norte

Reportagem sobre e Cajucultura no Rio Grande do Norte. Produzida em 2011 e veiculada no TVU Notícias (TVU-RN) e no Repórter Brasil.

Rota da cajucultura em Alagoas


As cidades de Palmeira dos Índios, Estrela de Alagoas e Igaci, no Agreste de Alagoas, constituem a rota da cajucultura no Estado. Esses municípios são responsáveis pela produção de cerca de 800 toneladas/ano de castanha para fins de exportação e consumo interno. Para chegar a este resultado, o apoio do Ministério do Desenvolvimento Agrário, da Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri) e da Companhia Nacional de Abastecimemnto (Conab) tem sido fundamental na assistência técnica aos produtores.
Os três municípios construíram o que se conhece por Rota da Fruticultura, circuito agropecuário com uma extensão de 18km de cumprimento por 8km de largura, com imenso jardim que corta diversos povoados das três cidades. Além do caju, a rota inclui ainda o plantio de pinha, mangueira, umbu-cajá e graviola.
“Somente em Palmeira dos Índios, temos cadastradas 425 famílias que se beneficiam diretamente da cultura do caju”, informa o secretário de Agricultura de Palmeira dos Índios, Luciano Monteiro, ao informar que o excedente da produção chega a ser vendido para estados campeões em produção de caju e castanha, como Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba.
Fora os pequenos produtores, 60 famílias têm no descastanhamento e no assamento da castanha o principal sustento, formando outra cadeia produtiva.
Com o surgimento da Rota da Fruticultura, o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDS), com apoio da Seagri, implantou a Compra Direta Local da Agricultura, cujo investimento foi de R$ 1,4 milhão, incentivando a produção e a consequente compra da produção local.
A vocação para o plantio do caju nos três municípios, garante Monteiro, teve o início nos anos 1990, com a distribuição de cerca de 1 milhão de mudas frutíferas, das quais cerca de 100 mil foram de caju.
Alternativa econômica
Genival Dias dos Santos, 43 anos, é um exemplo de trabalhador rural beneficiado com a iniciativa. Ele é um dos integrantes das famílias de descastanhadores que fornecem castanha para uma fábrica de polpa e doces que funciona em Palmeira dos Índios. “Quando a safra é boa, minha produção regular fica entre 400 sacos de castanhas por ano”, diz Genival.
Para quem planta o caju, como Sebastião Macena de Lima, 43 anos, pequeno produtor familiar da região, três tarefas de terras são, atualmente, suficientes para que ele tenha garantida uma renda em torno de R$ 3 mil para o sustento da família. “Estou muito satisfeito com minha plantação de caju”, diz Sebastião.
Mas foi no ano de 2009 que foi estruturada e criada a rota da fruticultura. “A criação da rota foi incentivada depois de um workshop promovido pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, ainda no primeiro mandato do governador Teotonio Vilela”, informa o secretário Luciano Monteiro.
Depois da criação da rota, somente na cidade de Palmeira dos Índios a prefeitura distribuiu, entre os anos de 2009 e 2011, o equivalente a mais de 20 mil mudas de caju-anão, formando, a partir daí, a região de lavouras que pode ser vista em abundância nos caminhos que cortam as cidades em direção a diversos povoados.
Na formação da estrutura, os pequenos e médios produtores se vincularam às 32 associações comunitárias existentes atualmente e recebem toda a assistência técnica necessária para desenvolver a cultura. “Nesse processo de estruturação, os produtores receberam mudas de caju-anão que se adaptaram muito bem ao tipo de solo de nossa cidade”, completa o secretário.
Codevasf e fábrica de polpas
O incentivo à cajucultura viabilizou também a criação de uma fábrica de beneficiamento para a produção de polpas que servem para a merenda escolar nos municípios do entorno e até à exportação para países como Alemanha, França e Estados Unidos, segundo informou o secretário Luciano Monteiro.
De acordo com ele, já está pronto um projeto financiado pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codesvasf) que vai possibilitar a implantação, em Palmeira dos Índios e nos municípios com vocação para a cajucultura, de dois hectares de plantio que contarão com tecnologia equivalente ao modelo já existente no Piauí, um dos maiores produtores de caju do País.
“Para esse projeto, o prefeito de Palmeira, James Ribeiro, se reuniu com o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra. Ele disse que tornará o modelo da Rota da Fruticultura adotado em nossa cidade como um modelo para o Brasil”, afirmou Luciano Monteiro.
Em relação à fábrica de beneficiamento instalada em Palmeira dos Índios, acrescenta o secretário, empresas como a sergipana Serigi, ligada à Fruteb, tem se instalado de forma itinerante no período de novembro a março – meses de maior peso da safra –, e comprado toda a produção, com objetivo de fabricar suco, doces e castanhas industrializadas.
Ainda sobre a Codevasf, o órgão fez um estudo de zoneamento em fevereiro deste ano, com o objetivo de identificar os municípios aptos e os períodos de plantio com baixo risco climático para o cultivo do caju em Alagoas. Para essa identificação, foram considerados o levantamento exploratório e o reconhecimento de solos do Estado, bem como alguns parâmetros de risco, como a média anual da temperatura e da precipitação pluviométrica.
Segundo dados da Embrapa, o agronegócio do caju no mundo movimenta cerca de US$ 2,4 bilhões por ano. Em Alagoas, a importância social do caju é vista atualmente com grande aceitação nas regiões do Médio Sertão e no Agreste, pois tem gerado milhares de empregos diretos e indiretos.
Fonte: Agência Alagoas

terça-feira, 1 de maio de 2012

Práticas Agrícolas para a Cultura do Cajueiro

A Embrapa Agroindústria Tropical promove curso sobre "Práticas Agrícolas para a Cultura do Cajueiro", em Picos-PI, de 8 a 10 de maio. O evento ocorrerá no auditório do Sebrae

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Codevasf deve investir no plantio de Caju em Alagoas



O senador Benedito de Lira (PP-AL) se reuniu com a ministra da Casa  Civil, Gleisi Hoffmann, para debater projetos que promovam o desenvolvimento de Alagoas.
Entre as propostas discutidas está a iniciativa da Codevasf que prevê o plantio de 5 milhões de pés de caju no semiárido do estado a fim de gerar oportunidade de emprego e renda para os moradores da região. "A ministra gostou da ideia e quer ver o projeto completo o mais rápido possível", revelou Benedito de Lira (PP).
O senador aproveitou a oportunidade para pedir apoio na transferência do presídio de Arapiraca e anunciou que enviará um expediente da bancada alagoana solicitando, formalmente, a construção da nova penitenciária em local adequado. Localizado nas imediações da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), o presídio possibilita fugas frequentes de presos e tem atrapalhado o andamento das atividades acadêmicas.
A fim de reestruturar a produção de açúcar e álcool, importante atividade econômica, Benedito de Lira solicitou uma audiência entre Governo Federal e representantes do setor sucroalcooleiro para analisar a pauta de reivindicação tanto dos produtores como da União. O objetivo é estabelecer diretrizes comuns para beneficiar o mercado, os consumidores e o desenvolvimento regional. (Fonte: Cada Minuto - Alagoas)

sábado, 28 de abril de 2012

O clamor da cajucultura cearense


(Transcrevemos abaixo artigo de Paulo de Tarso Meyer, Engenheiro agrônomo e presidente do Sindicato dos Produtores de Caju do Ceará (Sincaju), publicado no Jornal O Povo, de 28/4/2012)
O Ceará exporta 130 milhões de dólares, em média, de amêndoas de castanha de caju, um dos produtos mais importantes da nossa pauta de exportações. A cajucultura emprega, desde a lavoura até o beneficiamento industrial, em torno de 150 mil pessoas. 
A safra processada em anos regulares, incluindo as compras do produto efetuadas em outros estados, não abastece com suficiência o suporte de processamento das indústrias locais, gerando dificuldades operacionais para essas empresas.
A expectativa de safra poderá ficar acima da média na eventual possibilidade de ainda ocorrerem precipitações até o fim da estação chuvosa. Para suprir a possibilidade de escassez, as indústrias cearenses recorrem à importação da castanha em outros países produtores suprindo sua capacidade de beneficiamento.
O Sindicato dos Produtores de Caju do Ceará (Sincaju) tem ofertado às autoridades iniciativas focadas nas seguintes medidas: a) aprovação e a liberação de recursos do Funcaju que teve sua constitucionalidade aprovada pelo Senado. Enquanto o Funcacau usado no combate à vassoura de bruxa na Bahia e o Funcafé, para as áreas produtoras, estão devidamente legitimados e regularizados, o Funcaju clama por esforço político para sua total viabilização; b) Com o Funcaju, os pomares poderiam ser modernizados, no tocante a uma sistemática assistência técnica, à massificação de tecnologias desenvolvidas pelos órgãos de pesquisa e com sustentação de crédito rural subsidiado.
Hoje os pomares estão praticamente abandonados, fato recorrente nos últimos 30 anos. Ocorre que essa amêndoa é a noz mais cara e de maior demanda no mundo, e nós, que já ocupamos a primeira posição entre os produtores com a Índia, hoje estamos numa situação vexatória, com pomares envelhecidos e com baixíssima produtividade, com utilização mínima de tecnologias adequadas.
Reconheçamos o esforço dos deputados estaduais Hermínio Resende e Manoel Duca, presidente da Comissão de Agropecuária e da Subcomissão Cajucultura da Assembleia Legislativa do Ceará, respectivamente, aliados à determinação e ao compromisso dos idealizadores chefe do Poder Legislativo, deputado Roberto Claúdio, e chefe do Poder Executivo, governador Cid Gomes. Estamos convictos de que a cajucultura ressurgirá forte e assumirá seu importante papel na vida econômica e social do Estado do Ceará.

Ceará importa castanha da África para suprir demanda da indústria

Chega ao Ceará, na próxima segunda-feira, o primeiro navio de castanhas "in natura" importadas da África. O carregamento de aproximadamente quatro toneladas vem da Costa do Marfim, país da costa oeste africana, e ainda será processado para se tornar amêndoas, antes de entrar no mercado.
O carregamento vem para ajudar a suprir a demanda, já que com a expectativa de safra, para este e o próximo ano, de apenas 302 mil toneladas de castanha de caju, segundo o IBGE, as indústrias de beneficiamento no País terão que importar a matéria-prima da África, um dos maiores produtores mundiais.
A safra brasileira de aproximadamente 300 mil toneladas não atende a capacidade instalada das indústrias nacionais e, além disso, até 15% desta safra ainda não chegou a ser comercializada para as indústrias.
Segundo o presidente do Sindicaju (Sindicato das Indústrias de Beneficiamento de Castanha de Caju e Amêndoas Vegetais do Ceará), Evilázio Marques, essa necessidade deve-se ao fato de a produção nacional representar, hoje, metade da capacidade instalada do setor - cerca de 600 mil toneladas, com 90% desse volume concentrados no Ceará.
"As indústrias associadas ao Sindicaju dão prioridade à castanha nacional pelo seu tamanho, que é maior do que o da castanha africana, que tem tamanho médio. Entretanto, a safra brasileira de castanha é pequena para atender à capacidade instalada do setor, sendo totalmente consumida", explica.
Na sua avaliação, para que se possa industrializar, pelo menos 65% da capacidade instalada nacional, compensando em parte a redução da safra brasileira, que vem ocorrendo a cada ano, estima-se que as empresas tenham que importar, até setembro de 2012, em torno de 100 mil toneladas, de Gana, Guiné Bissau, Costa do Marfim e outros países da África Ocidental. "O Brasil é integrante da economia mundial. O setor de castanha de caju não poderia ser diferente, pois estamos concorrendo com outros países, como a Índia e o Vietnã, que há muitos anos realizam importações da África", diz.

Impactos
De acordo com Marques, a importação da matéria-prima africana também se justifica pelos impactos positivos decorrentes de sua realização. "Os impactos causados na economia cearense são muito importantes, pois irão garantir aumento dos empregos diretos e indiretos nas indústrias, além de aumento de divisas para o Estado", explica. Conforme disse, a importação feita pelas indústrias associadas ao Sindicaju, na safra anterior, foi o que assegurou a manutenção da maioria dos empregos diretos e nos segmentos dependentes, como fornecedores dentre outros. Além do que, diz, "a importação proporcionará às indústrias a manutenção dos clientes existentes em mais de 50 países onde as amêndoas de castanha do Ceará são apreciadas e consumidas".

RendimentoSegundo Evilázio Marques, apesar de a castanha proveniente da África ter tamanho médio um pouco abaixo do nacional, este possui, por sua vez, rendimento de amêndoas por quilo (Kg) de castanhas "in natura" entre 98 a 108 kg por caixa de 50 libras, melhor que o produto nacional, que necessita de 115kg a 125kg para produção de uma caixa do mesmo peso. "Além disso, a castanha africana chega nas indústrias embalada em sacos novos e livre de impurezas, diferentemente da brasileira que chega a ter de 4% a 6% de impurezas representadas por pedras, areia e folhas. E com baixa umidade, podendo ter diferencial de até 6% a 8% com relação ao produto nacional", afirma.

Números do setor
A importância social do caju no Nordeste do Brasil traduz-se pelo número de empregos diretos que gera, dos quais, informa o Sindicaju, mais de 170 mil estão no campo e de 12 a 15 mil na indústria, além de 350 mil empregos indiretos nos dois segmentos. O cajueiro, para o semiárido nordestino, é ainda de suma relevância, pois os empregos do campo são gerados na entressafra das culturas tradicionais como milho, feijão e algodão, reduzindo, assim, o êxodo rural. Ao lado do aspecto econômico, os produtos derivados do caju detêm ainda grande importância alimentar para o produtor rural.
Segundo o IBGE, o Nordeste, com uma área plantada superior a 750 mil hectares, responde por 100% da produção nacional, sendo os estados do Ceará, Piauí, Rio Grande do Norte e Bahia os principais produtores. O Brasil, que já chegou a ser o segundo maior produtor de castanha do mundo, ficando atrás apenas da Índia, atualmente encontra-se em quarto lugar, perdendo para Índia, Vietnã e Costa do Marfim.

Produção302 mil toneladas de castanha devem ser produzidas no Brasil neste e no próximo ano, mas o número ainda é considerado baixo (Fonte: Diário do Nordeste)

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Encontro da Cajucultura em Mossoró

O Hotel Villa Oeste estará sediando nos dias 01 e 02 de março o Encontro da Cajucultura do RN. Trata-se de um Projeto patrocinado pela Fundação Banco do Brasil tendo como parceiros o SEBRAE, EMPARN, CONAB e o Governo do Estado através da Secretaria de Agricultura. O evento será voltado para a elaboração do Plano de Ação para o ano de 2012. O público alvo são os dirigentes das comunidades assistidas pelo programa e parceiros.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Produtores de castanha no Ceará denunciam estocagem

A prática da estocagem de castanha de caju por parte de especuladores está sendo denunciada pelo presidente do Sindicato dos Produtores de Caju do Ceará (Sincaju), Paulo de Tarso Meyer Ferreira. "O segmento corre o risco de acabar caso não seja feito algo para coibir de forma eficiente e imediata", segundo alerta. Conforme Paulo de Tarso, com o passar dos últimos anos, um número cada vez maior de pessoas tem comprado grandes quantidades da matéria-prima na época de maior oferta do produto, com a intenção de armazenar a castanha por alguns meses até poder vendê-la justamente na entressafra ao setor de beneficiamento por um valor bem superior à média de comercialização.
A prática, além de bastante lucrativa para esse tipo específico de atravessador, tem se mostrado nociva para os produtores cearenses. "Só na região Norte, onde começou essa prática no Estado, há entre 35 mil e 40 mil toneladas de castanha nas mãos dos especuladores", afirma Paulo de Tarso.
Ele ressalta que, em média, a compra é feita por R$ 1,20 na safra e revendida para o setor industrial, meses depois, por R$ 2,30. Segundo Paulo, atualmente, o ápice da produção rural chega a 150 Kg por hectare quando há 15 anos esse número era de 600 Kg/ha. "Hoje, temos 402 mil hectares, mas 30% dessa área estão totalmente improdutiva", conta.

Setor industrial 
Tal situação tem forçado as empresas a comprarem a matéria-prima de outros países, especialmente do continente africano. Segundo a superintendente da Cascaju, Annette de Castro Reeves, a capacidade industrial hoje se encontra acima de 400 mil toneladas e mesmo uma safra normal no Brasil, ao redor de 300 mil toneladas não atende às necessidades.  "A busca de castanha importada na entressafra passa a ser necessária para manter as fábricas funcionando nos momentos de escassez. A experiência demonstrou que a castanha recebida até o presente momento teve excelente rendimento e nível de limpeza, melhorando o output de amêndoas", diz. Para o presidente do Sincaju, algumas ações, listadas em uma carta declaratória entregue no início deste ano ao governador Cid Gomes, ainda podem resgatar o setor. Dentre as soluções, a primeira seria cobrar ICMS dos especuladores, já que o Estado também está sendo lesado por essa prática. Outra medida poderia ser o aproveitamento de armazéns da Conab, com a venda direta do produtor, a partir de melhorias na logística de distribuição da castanha para o segmento industrial.

Soluções
De acordo com Paulo de Tarso, para revitalizar a cajucultura no Ceará, também seria necessária a união de todos os agentes envolvidos, inclusive, os financeiros. "Precisamos de que o Banco do Nordeste e Banco do Brasil ofereçam linhas de crédito mais acessíveis para os pequenos e médios produtores. O que ocorre hoje é a presença do especulador emprestando dinheiro para ajeitar o pomar, por exemplo. Isso acaba amarrando parte da produção", explica. (com informações do Diário do Nordeste)