quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Um feliz 2012!

Desejamos aos amigos do Blog Cajucultura um feliz ano novo. Voltaremos em janeiro de 2012 com  o mesmo propósito de melhor informar sobre o que se passa no mundo da cajucultura. Até lá!

sábado, 24 de dezembro de 2011

Produtos natalinos mais caros

Pesquisa divulgada pela Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto (Acirp) mostrou um aumento de 12,66% nos preços de produtos tradicionais natalinos, em relação ao mês de dezembro de 2010. Foram analisados 1.220 produtos com coleta de preços em 17 supermercados do município.
Os produtos que mais sofreram aumento foram a amêndoa de castanha de caju (quilo) que custava R$ 32,56 em dezembro de 2010 e passou para R$ 62,11, variação de 90,8%, e a castanha do Pará com casca (quilo), que custava R$ 15,77 e passou para R$ 21,09, variação de 33,7%.
Por outro lado, houve queda de 4,9% no preço do damasco, que custava R$ 25,15 e passou para R$ 24,40 e queda de 1,6% no preço da uva passa clara, que custava R$ 16,63 no ano passado e agora custa R$ 16,36. (Fonte: Ribeirão Preto Online)

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Hora de plantar

Tudo pronto para distribuição das sementes do Projeto Hora de Plantar no Estado. Com os grãos já em estoque, se aguarda apenas a data de lançamento oficial, que acontece no próximo dia 27, na Secretaria de Desenvolvimento Agrário (SDA), em Fortaleza, caso não seja antecipada para a próxima quinta-feira, no Cariri. No Estado, serão distribuídas 3.849 toneladas de sementes, para 145 mil agricultores, num investimento de R$ 17 milhões.
Além dos grãos, serão distribuídos no Estado 12 mil m³ de maniva de mandioca; 800 mil mudas de cajueiro anão precoce; 4,5 milhões de raquetes de palmas forrageiras e 900 toneladas de colmos de cana-de-açúcar. De acordo com o coordenador de Agricultura Familiar da SDA, Emanuel Itamar Lemos Marques, cerca de 25% de todo o projeto serão destinados aos Municípios do Cariri, o equivalente a R$ 4, 3 milhões.
Na região, serão beneficiados mais de 29 mil agricultores, com mais de 1,3 milhão de quilos de sementes, além dos outros produtos, como as nove mil mudas de cajueiro anão precoce, 1.200 m³ de maniva de mandioca, e toda a cana-de-açúcar destinada ao Estado será para o Cariri, como incentivo para a agricultura canavieira na região. As sementes estão estocadas no armazém do campo experimental da Embrapa, em Barbalha, desde o final de novembro deste ano.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Medidas para impulsionar a cajucultura cearense

Algumas medidas estipuladas pelo Governo do Ceará para impulsionar a competitividade da cajucultura no Estado:
- O preço mínimo para o caju deverá ser estipulado em R$ 1,50. No ano passado, chegou a R$ 3 e atualmente o valor praticado é de R$ 1,10.
- A importação de castanha de caju poderá ser realizada apenas durante a entressafra do caju, de janeiro a agosto. A produção média de caju no Ceará, nos últimos 20 anos, tem girado em torno de 80 mil toneladas por ano, sendo que a indústria precisa importar 60 mil toneladas para suprir a demanda.
- Para evitar a “especulação da castanha”, foram estabelecidos alguns pontos de compra a fim de que o produtor venda sua castanha a um preço mínimo ao Estado. (Diário do Nordeste).

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Piauí exporta mais de US$ 150 milhões somente em 2011

As exportações de produtos piauienses alcançaram US$ 155,6 milhões no período de janeiro a novembro deste ano, segundo números da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. A movimentação foi 26,5% superior ao registrado no mesmo período de 2010.
Soja, ceras vegetais, mel natural, algodão e pilocarpina são os produtos mais exportados e os principais compradores são China, Estados Unidos, Espanha, Holanda e Alemanha. Já o volume de importação apresenta uma queda de 18,82% no período de janeiro a outubro de 2011.
Também fazem parte da pauta de exportações do Estado produtos como quercetina, pedra para calçamento e meio-fio, peles curtidas, granito cortado em blocos, couros curtidos, castanha de caju e diamantes, entre outros.
O principal parceiro do Piauí no comércio exterior é a China, que este ano já comprou mais de US$ 61,4 milhões. Em segundo lugar estão os Estados Unidos, com US$ 19,5 milhões, seguidos da Espanha, com US$ 19,2 milhões, Holanda, com US$ 14,7 milhões, e  Alemanha, com US$ 8 milhões.
Também são parceiros importantes Japão, Bélgica, Indonésia, Itália, Reino Unido, Taiwan, Hong Kong, França, Venezuela, México, Malásia, Portugal, Arábia Saudita e Coréia do Sul. Juntos, eles compraram cerca de US$ 28 milhões.
As principais empresas exportadoras este ano são Cargil Agrícola, ABC Indústria e Comércio, Brasil Ceras, Foncepi, Los Grobo, Bunge Alimentos, Casa Apis, Rodolfo Moraes, Machado e Cia, Noble Brasil, Pontes Indústria de Cera do Piauí, Curtume Cobrasil, Vegeflora e Central de Cooperativas Apícolas do Semiárido.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Preço da castanha na região de Mato Grande (RN)

Preço da castanha na região de Mato Grande (RN) se manteve durante grande parte da safra entre R$ 1,00 e 0,90 por quilo. Somente agora os agricultores familiares estão comercializando a R$ 1,50 a castanha selecionada e R$ 1,30 a castanha não selecionada.

domingo, 18 de dezembro de 2011

Castanha de caju ajuda economia do Ceará a crescer

A economia cearense segue crescendo a uma taxa superior a da nacional. O crescimento do Estado, medido pelo Produto Interno Bruto (PIB) a preços de mercado, foi de 3,3% no 3º trimestre de 2011 em relação a setembro de 2010, enquanto o País registrou incremento de apenas 2,1%, segundo a Secretaria de Planejamento e Gestão do Ceará (Seplag) e Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece).
Este ano, o setor agropecuário desponta como uma surpresa, registrando crescimento de 39,4% no 3º trimestre. A produção de grãos promete fechar o ano com crescimento de 288,7%, ou 1,3 milhão de toneladas, estimativa ainda sujeita a revisão. São responsáveis também por este resultado as frutas frescas e frutos secos (estimativa de 2,52% de crescimento), com destaque para castanha de caju (182,16%), banana (11,02%), e melancia (12,47%). Uma queda de 6,34% na produção de melão impediu que essa taxa fosse maior. (Com informação de O Povo).

sábado, 17 de dezembro de 2011

A castanha potiguar

"A produção e a comercialização de castanha-de-caju in natura representam uma atividade tradicional no estado do Rio Grande do Norte. O negócio caju oferece grande potencial para a geração de renda, emprego e desenvolvimento tanto na propriedade rural quanto nas agroindústrias localizadas nas zonas urbanas, sobretudo as de pequeno porte administradas pelas associações e cooperativas de produtores da agricultura familiar.
No ranking dos maiores produtores nacionais de castanha-de-caju in natura, o estado do Rio Grande do Norte aparece em 3º lugar. Em anos normais de safra (condições climáticas normais) a produção de castanha atinge, em média, 40.000 toneladas/anos. Mesmo assim, essa produção não é suficiente para atender a demanda de beneficiamento do parque industrial potiguar. Para suprir o déficit da produção da matéria-prima, as indústrias, sobretudo as de grande porte, adquirem a castanha em outros estados produtores (CE, PI, MA, PB e BA). Quando a frustração da safra brasileira é considerável, o setor é obrigado a importar castanha de outros países produtores. Foi o que ocorreu em 2011 quando as indústrias, sobretudo as cearenses, importaram castanha africana por causa da insuficiente safra nacional de 2010.
Comparativo de produção e capacidade de beneficiamento: RN- Em t
Produção*          Cap.benef.                     Déficit de produção
      39.374               68.200                                28.826
(*) Média de produção de castanha dos últimos 10 anos. Fonte: IBGE e Conab/RN
Diferentemente dos anos normais de safra, em 2010 a produção foi fortemente reduzida. Isso, por causa das fortes estiagens e de chuvas irregulares verificadas em todo o Estado, refletindo significativamente na redução da produtividade dos cajueiros. Em razão disso, as indústrias foram obrigadas a adquirir fora do Rio Grande do Norte estoques de castanha na tentativa de suprir o déficit da produção regional que naquele ano/safra (2010/2011) foi de 41.000 toneladas.
Produção de castanha-de-caju - safras 2009 e 2010. Em toneladas
Safra 2009               Safra 2010             Redução (%)
    48.918                     26.613                         46
Fonte: IBGE e Conab/RN
Por isso, o ano/safra de 2010 foi desfavorável para a cajucultura do Nordeste e em especial para a do Rio Grande do Norte, quando parte das indústrias de beneficiamento de castanha-de-caju tiveram que paralisar suas atividades, outras reduzir o quadro de funcionários e algumas foram obrigadas a dar férias coletivas aos seus empregados.
Naquele período (2010 e até outubro de 2011) a redução da oferta de castanha (matéria-prima) fez com que o preço do produto tivesse aumento exorbitante, passando de R$ 1,10/kg no início da safra para até R$ 3,20/kg no final do período - preço nunca antes ofertado no Rio Grande do Norte. Por isso, o considerável aumento pela procura do produto fez com que os estoques se esgotassem em poucos meses do ano de 2010.
A situação ficou ainda mais complicada para as micros e pequenas agroindústrias familiares que tiveram dificuldades em manter suas atividades por não conseguirem adquirir a matéria-prima (castanha-de-caju in natura) por falta de capital (financeiro) e desigualdade de condições de competitividade no mercado.
Essa situação vem se repetindo a cada ano. Já está passando da hora para que a cadeia produtiva da cajucultura do Rio Grande do Norte ultime enérgicas providências visando oferecer condições de manter a atividade mais rentável."
(Artigo de autoria de Luis Gonzaga Araújo, publicado originalmente no Portal Mercado Aberto).

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Plano diretor de cajucultura para Moçambique

O Plano Diretor II do caju, lançado esta semana em Maputo, pretende fomentar a produção de castanha a fim de que o país dentro de nove anos atinja 200 mil toneladas, de acordo com o diário Notícias, de Maputo.
O documento aponta a continuidade das pulverizações em cerca de cinco milhões de plantas anuais, aumento de novos plantios e a introdução de novas tecnologias de produção.
Atualmente, a produção média de castanha é de 105 mil toneladas anuais, sendo grande parte da produção exportada in natura para países como a Índia, devido à incapacidade interna para o seu processamento.
Filomena Maiopué, diretora do Instituto Nacional do Caju (Incaju), indicou que o lançamento do novo plano-diretor abre uma nova etapa no campo da indústria de processamento, uma vez que além das pequenas fábricas, Moçambique pretende passar a apostar também nas médias empresas.
A ideia é, segundo Maiopué, alcançar-se pelo menos até 2020 uma capacidade interna de processamento de cerca de 100 mil toneladas, contra as atuais 38 mil toneladas. (macauhub)

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Programa de Garantia de Preços para a Agricultura Familiar

O Programa de Garantia de Preços para a Agricultura Familiar (PGPAF) concede bônus para o financiamento de 20 produtos da cesta de produtos para o mês de dezembro: açaí (fruto), alho tipo 5, arroz longo fino em casca, babaçu (amêndoa), borracha natural (extrativista), cará (inhame), castanha de caju, castanha do Brasil (em casca), cebola, feijão, girassol, mangaba (fruto), pequi (fruto), piaçava (fibra), pó cerífero de carnaúba (tipo B), raiz de mandioca, sisal, tomate, trigo e triticale.
Com o PGPAF, o agricultor familiar terá um desconto para o momento do pagamento de seus financiamentos de custeio e investimento. O valor é abatido nos casos em que o valor de mercado do produto financiado está abaixo do preço de garantia.
A portaria do PGPAF foi publicada no último dia 8 de dezembro, no Diário Oficial da União (DOU), pela Secretaria de Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). Os preços de mercado e o bônus de desconto referem-se ao mês de novembro de 2011 e têm validade para o período de 10 de dezembro de 2011 a 09 de janeiro de 2012.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Convênio prevê recuperação de pomares no RN

A safra atual de castanha de caju in natura deve fechar entre 43 e 45 mil toneladas no Rio Grande do Norte. O número é quase o dobro do produzido no ano passado: 26,6 mil. A produção só não será maior porque uma praga (oídio) atingiu parte dos cajueiros. O número mostra, na avaliação de Luís Gonzaga, analista de Mercado de Produtos Agrícolas da Conab RN, que o estado recuperou as perdas do ano passado, marcado por estiagens. Em 2010, a produção caiu 52,7%. Entre 64 itens, a castanha foi o segundo que registrou maior queda, segundo a Produção Agrícola Municipal - 2010, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Para fortalecer a cajucultura no estado, um dos três maiores produtores no Brasil, a Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Pesca e o Banco do Nordeste assinaram um convênio na última semana. O convênio prevê a realização do diagnóstico da cajucultura estadual e a recuperação de pomares no território Açu - Mossoró. A secretaria também anunciou a aquisição de 200 mil mudas de cajueiro anão precoce em 2012. Para Luís Gonzaga, "O que for feito em prol do setor será bem vindo. Quanto mais esforços, melhor".
Apesar da recuperação da safra, os produtores potiguares ainda enfrentam problemas de comercialização. Os preços, lembra Luís Gonzaga, continuam aquém do ideal. "Um quilo de castanha está sendo vendido por R$ 1,30, em média. O ideal é que fosse vendido a R$ 1,45, valor que remuneraria produtores e cobriria os custos de produção". A previsão, porém, é que o preço suba ainda este ano.
Além disso, os pomares do RN são velhos, alguns com mais de 50 anos, e tem baixa produtividade. "Essa é uma questão que preocupa", ressaltou Vitor Hugo de Oliveira, chefe geral da Embrapa Agroindústria Tropical, em entrevista à Tribuna do Norte, em 11 de janeiro. "Entendemos como primordial uma política de renovação dos pomares com destaque nos estados do Ceará, Piauí e Rio Grande do Norte, que respondem pela maior parte da produção", concluiu ele, observando que essa política deveria ser associada a outras ações voltadas para a cajucultura, incluindo oferta de crédito e de assistências técnica. Luís Gonzaga, da Conab, concorda: "quanto mais o estado avançar no plantio de cajueiro anão precoce, maior será a sua produtividade". No entanto, "se depender única e exclusivamente de iniciativas individuais dos produtores vai-se levar muitos anos para que os pomares sejam renovados", observou o chefe geral da Embrapa Agroindústria Tropical, Vitor Hugo, em entrevista no dia 11 de janeiro.
Luís Gonzaga lembra que a indústria de beneficiamento de castanha do caju enfrentou dificuldades para manter as atividades no início do ano. Em Serra do Mel, município com a maior área plantada - 30 mil hectares - a perda de produção na safra passada chegou a 70%. Das 200 unidades familiares de beneficiamento de castanha, 110 suspenderam as atividades na safra passada. A Usibras, maior exportadora de castanhas do Rio Grande do Norte, chegou a dar  férias coletivas de um mês [em novembro], na unidade de Mossoró, porque faltou castanha para processar.(Tribuna do Norte).

domingo, 11 de dezembro de 2011

Medidas de incentivo à cajucultura no Ceará

O deputado Manoel Duca (PRB) anunciou, na tribuna da Assembleia Legislativa, durante a sessão plenária da última sexta-feira (09/12), medidas que deverão ser tomadas pelo Governo do Estado para tornar o setor da cajucultura mais competitivo. Duca participou de audiência com o governador Cid Gomes, no último dia 30, e com representantes da cadeia produtiva do caju no Ceará. O presidente da Comissão de Agropecuária da Casa, deputado Hermínio Resende (PSL), também esteve presente à reunião.
Na audiência, conforme Manoel Duca, ficou estipulada a cobrança de um preço mínimo para o caju in natura, no valor de R$ 1,50. Ainda de acordo com ele, também ficou acertado que a importação do caju só poderá ser feita no período de entressafra, que acontece entre os meses de janeiro a agosto.
O deputado disse que outra medida será "vigiar o especulador, aquele que tem estoque de produção". A iniciativa, conforme frisou, evitará que os pequenos produtores sejam prejudicados. "Na audiência, sugerimos que o Governo faça um levantamento dessas pessoas", pontuou.
Segundo o parlamentar, foram estabelecidos, ainda, os pontos de compra do caju. "Além disso, o governador, junto com o secretário de Desenvolvimento Agrário, Nelson Martins, informou que dobrará os investimentos no setor da cajucultura", comentou.
Em aparte, o deputado Roberto Mesquita (PV) disse que o setor da cajucultura será mais valorizado com as medidas anunciadas. "Um das grandes resoluções foi terem estabelecido o preço mínimo de R$ 1,50 para a castanha", disse.
O deputado Hermínio Resende (PSL) elogiou o comprometimento do Governo do Estado "em duplicar os recursos para os investimentos no setor". Já o deputado Cirilo Pimenta (PSD) lembrou que a cajucultura emprega milhares de pessoas em todo o Estado. "Por isso é necessário o empenho e o esforço de todos para melhorar o setor produtivo", disse.

sábado, 10 de dezembro de 2011

Fatores climáticos afetam produção de castanha em Moçambique

A província de Nampula não vai atingir 56 mil toneladas de castanha de caju que havia previsto como meta global na presente safra devido, fundamentalmente, a fatores climáticos adversos ocorridos este ano.
Ventos fortes e chuvas acompanhadas de granizo, afetaram a floração do caju, segundo o delegado do Instituto Nacional do Caju, INCAJU, em Nampula, Emiliano Furede.
A comercialização da castanha de caju começou no dia 23 de outubro passado, e segundo o delegado do Instituto Nacional do Caju, até a semana passada, haviam sido comercializadas em toda a província de Nampula, cerca de 15 mil toneladas da castanha de caju, menos cinco mil em relação a igual período de 2010.
O Instituto Nacional do Caju, em Nampula, desenvolve  neste momento um programa específico de intensificação da produção e distribuição de mudas de cajueiros aos produtores, visando o seu fomento, ou renovação do parque cajuícola da província.
Emiliano Furede acrescentou que parte significativa dos cajueiros na província de Nampula é velha, daí que precisam de ser renovados e neste momento existem milhares de clones muito promissores, em termos de maior produção e produtividade.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Queda de safra (2)

“Não se espera mais nenhuma variação significativa para o relatório de dezembro porque falta pouca coisa para colher”, comenta a secretária do Grupo de Coordenação de Estatísticas Agropecuárias(GCEA) do Ceará, Regina Dias. Acrescenta que mesmo no caso da castanha de caju, cuja safra se estende até fevereiro, não dá mais para esperar grandes mudanças.
Explica que chuvas fora de época, no mês de outubro, em alguns municípios estendendo-se por até três semanas, às vezes de forte intensidade, contribuíram para a elevação da umidade favorecendo as condições para o aparecimento das doenças fúngicas antracnose e do oídio. Esse quadro prejudicou a safra. “Além das doenças, onde ocorreram intensas chuvas houve a queda da floração e de maturis, precedida de ressecamento das flores”, diz o relatório, acrescentando que outras implicações, como o crescimento da vegetação, em que exigiu mais custos para a limpeza da área em volta do cajueiro, os solos encharcados, mantendo uma alta umidade na castanha, dificultando sua secagem ou, por falta de mão-de-obra, dificultaram a coleta da castanha de caju.
Regina Dias destaca a diferenciação nas perdas, levando em conta a variedade, o território e a tecnologia. “As perdas não foram uniformes”, afirma, adiantando que elas foram maiores no cajueiro gigante do que no anão precoce e no Litoral.
O levantamento do GCEA, coordenado pelo IBGE, refere-se ao período de 16 de outubro a 15 novembro de 2011. E teve foco na produção da castanha de caju, na mamona e nas frutas irrigadas.

Queda de safra

O penúltimo relatório do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) do Ceará confirma safra recorde de grãos, cerca de 1,3 milhão de toneladas (t). No grupo das frutas frescas, a expectativa é de uma produção de 1.097.922 t, resultando num crescimento de 4,47% em relação ao prognóstico de janeiro. A colheita da castanha de caju apresenta queda de cerca de 32% em relação a previsão inicial de 164,1 t. Estima-se agora uma produção de 111,7 t.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Ceará: queda na produção local acumulada é a maior do País, aponta IBGE

A produção industrial cearense voltou a operar no vermelho em outubro último, registrando recuo de 1,5% em relação ao mês anterior e de 6,4%, em comparação com igual período de 2010. No acumulado de dez meses de 2011, a retração chega à casa dos dois dígitos e anota queda de 12,6%, e de 11,6%, nos últimos 12 meses.
Os dados apontam ainda que o incremento de 14,6% observado na produção de alimentos e bebidas e de 10,9%, na indústria química, impulsionados, respectivamente, pelo aumento na produção de castanha de caju torrada, farinha de trigo, cachaça e biscoitos; e vacinas para medicina veterinária e tintas e vernizes para construção não foram suficientes para tornar "azul" os indicadores industriais.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Criação do Fundo de Apoio à Cajucultura tramita no Senado

Tramita no Senado Federal o projeto de lei que cria o Fundo de Apoio à Cultura do Caju (Funcaju). Em discurso no plenário do Senado esta semana, o senador Ciro Nogueira (PP) destacou a importância do Fundo que vai permitir a modernização da agroindústria do caju e o aumento da produtividade do cultivo da fruta.
“Os benefícios para os estados produtores serão enormes e o Funcaju também vai fortalecer as exportações dos produtos extraídos do caju”, ressaltou.
Ressaltando a importância do fruto que serve de sustento para centenas de famílias brasileiras, Ciro falou sobre suas propriedades nutricionais e sobre o potencial expressivo para o cultivo e a exploração sustentada.
Segundo o senador muitas propriedades rurais do Piauí estão despertando para a importância econômica do cajueiro onde famílias e pequenas comunidades já se beneficiam economicamente da exploração sustentada do fruto.“Não é um simples extrativismo. São culturas sustentadas que seguem padrões de produtividade e uso racional dos recursos naturais. O caju proporciona uma grande diversidade de produtos: a castanha, a polpa, que é consumida ao natural e utilizada no preparo de geléias, sucos e doces, as passas de caju e a nossa tradicional bebida, a cajuína”, elencou.
Ele ainda citou as propriedades terapêuticas do caju reconhecidas em pesquisas da Embrapa, e de outros renomados institutos, como uma excelente fonte de vitamina C, fibras e compostos fenólicos. Ciro lembrou que as propriedades antioxidantes da polpa do caju atuam na prevenção de doenças degenerativas, como o diabetes, os problemas cardiovasculares e, em alguns casos, até mesmo com efeitos na prevenção do câncer.
“Sabe-se que o Sistema Unificado de Saúde, a fim de melhor definir a eficácia de espécies vegetais nos tratamentos de saúde, criou uma Relação Nacional de Plantas Medicinais de Interesse ao SUS, conhecida como RENISUS. É uma listagem de espécies vegetais com potencial fitoterápico e o caju figura entre as 71 espécies relacionadas”, reforçou.
Ciro ainda informou importante ato do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento que aprovou, este ano, o Zoneamento Agrícola para a cultura de caju no estado do Piauí onde foram relacionados 79 municípios com condições climáticas e de solo favoráveis ao plantio do fruto.“São áreas consideradas de baixo risco e com alto potencial para a cultura. Outros 32 municípios foram classificados como áreas de médio risco para o plantio ou médio potencial. Como se vê, praticamente, a metade dos municípios do estado do Piauí tem condições favoráveis à cultura do caju”, considerou ele.
Por fim, o senador disse estar torcendo para que o Projeto que cria o FUNCAJU seja logo submetido ao Plenário.“O Piauí - que já produz de maneira sustentável um fruto gostoso, saudável e medicinal - poderá em breve, com a aprovação e efetivação do FUNCAJU, melhorar a produtividade de toda a agroindústria do caju.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Estudo determinará produção de castanha de caju em Moçambique

O Instituto Nacional do Caju (Incaju) de Moçambique vai iniciar este ano um estudo para avaliar qual o impacto do setor informal na comercialização de castanha de caju, disse a diretora do instituto, Filomena Maiopué.
A diretora do Incaju adiantou que o estudo, que deverá levar quatro meses a ser realizado, visa obter dados que permitam determinar com mais acuidade a produção média anual da castanha em Moçambique.
“Quando falamos de produção da castanha referimo-nos à castanha comercializada, mas há um setor muito importante que é o informal, que está envolvido desde a compra, processamento doméstico e comercialização doméstica, quer a nível interno, quer externo, sobretudo em países vizinhos”, salientou.
Um primeiro estudo realizado com a participação de estudantes da Universidade Eduardo Mondlane demonstrou que a produção real de Moçambique pode ser o dobro do que tem sido anunciado, valor que se baseia na quantidade de castanha comercializada no mercado formal.
Estima-se que mais de 1400 famílias tenham no caju a sua principal fonte de rendimento, prevendo-se que na presente safra sejam comercializadas cerca de 105 mil toneladas, contra cerca de 113 mil toneladas alcançadas no ano passado. (macauhub)

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Ceará libera R$ 3 milhões para substituição de copas e 400 mil mudas em 2012

O Governo do Ceará liberou mais recursos para o desenvolvimento da cajucultura no estado em 2012. Foi autorizada a liberação de 800 mil mudas de cajueiros anão precoce para os agricultores familiares no próximo ano, o dobro em relação a 2011. Outra boa notícia,será o investimento de R$ 3 milhões para a substituição de copas em cajueiros improdutivos em até 7 mil hectares.
Segundo o secretário do Desenvolvimento Agrário, Nelson Martins, as ampliações do investimento na cultura do caju foram anunciadas em audiência com o governador e instituições do setor. A substituição de copas em cajueiros improdutivos, com as mudas, permite a melhoria dos pomares instalados. Em 2011, o investimento para essa pratica foi de 1,3 milhão.
Segundo supervisor de fruticultura, José Paz, a Secretária do Desenvolvimento Agrário (SDA) atende cerca de 2 mil agricultores, que trabalham com a cajucultura. Em 2011, a estimativa é que o Estado alcance a produção de 111 mil toneladas de castanha, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Para José Paz, é preciso desenvolver a cultura no Ceará, agregando valor e aproveitando integralmente o fruto. “De toda produção, apenas 20% do pedúnculo é utilizado”. Segundo o secretário da SDA, Nelson Martins, o governo está tentando mudar a situação. Convênios com o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (Fida) e do Banco Mundial irão “disponibilizar recursos para o beneficiamento agroindustrial de todo o fruto”, ressaltou o secretário.

domingo, 4 de dezembro de 2011

BNB e Governo do RN firmam convênio para fortalecimento da cajucultura

O Banco do Nordeste e a Secretaria Estadual da Agricultura, da Pecuária e da Pesca do RN  (SAPE), firmaram convênio para a realização do diagnóstico da cajucultura estadual e recuperação de pomares no território Açu – Mossoró.
Com assistência técnica e extensão rural da Emater e pesquisas desenvolvidas e aplicadas pela Emparn, a parceria pretende desenvolver a cadeia produtiva do caju, atividade que está entre as prioritárias para o Governo do Estado, implementando ações direcionadas para o aumento da produção, produtividade, melhoria da qualidade e competitividade dos produtos, visando agregar valor à cultura do caju.
Os municípios de Mossoró, Serra do Mel, Areia Branca, Carnaubais e Assu serão beneficiados pelo Programa de recuperação e expansão da cajucultura, pois são pólos de produção onde essa atividade é importante no contexto econômico. Nessa região será aplicada pesquisa com os produtores rurais para conhecer melhor a situação atual do setor.

sábado, 3 de dezembro de 2011

Cajumel fortalece agronegócio em Ocara, no Ceará

O município de Ocara, distante 96 quilômetros de Fortaleza, encerra neste sábado, 3, a sexta edição da Feira do Agronegócio do Caju e do Mel (Cajumel). Voltado para agricultores familiares e pequenos produtores rurais, o evento oferece capacitação, palestras, oficinas e seminários. A expectativa é que a feira movimente R$ 200 mil em negócios.
O objetivo é atingir os mais de 600 produtores envolvidos com a cajucultura e a apicultura no município, com ações de assistência técnica, acesso a crédito e novas tecnologias de produção, além de aproximar os pequenos produtores de empresas fornecedoras de máquinas, equipamentos e insumos.
De acordo com a articuladora do escritório regional do Sebrae em Baturité, Fabiana Gizele Moreira da Costa, a Cajumel já virou tradição no município, mas a cada ano busca trazer novidades. Em 2011, a feira teve 36 expositores, entre produtores de caju, de mel e toda a cadeia produtiva das duas atividades, incluindo restaurantes da região que foram capacitados em boas práticas de serviços de alimentação e elaboração de pratos a base de caju e de mel.
“Essas empresas fornecem merenda para as escolas da rede pública da região. Portanto, estamos promovendo também a inclusão do caju e do mel, dois importantes produtos econômicos do município, na merenda escolar. Ao mesmo tempo, surge assim um novo mercado para os produtores locais. A ideia é criar oportunidades de melhoria da qualidade de vida dos agricultores familiares de toda a região”, afirma Fabiana.
Outro destaque da feira, segundo a articuladora, é o seminário técnico sobre produção integrada da cajucultura e da apicultura, com utilização de novas tecnologias e de técnicas inovadoras. “A intenção do Sebrae é incentivar o fortalecimento dos dois setores e o aprimoramento de técnicas dos pequenos produtores. O município, apesar de pequeno – são cerca de 25 mil habitantes –, tem se destacado na produção, mas para que um salto de qualidade e quantidade aconteça são fundamentais a melhoria na estrutura e a profissionalização dos serviços”, explica Fabiana.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Comunidades ganham projetos de cajucultura

Agricultores de dois assentamentos no Piauí e de um povoado no Maranhão, estão sendo beneficiados com tecnologias em fruticultura desenvolvidas pela Embrapa, através do Projeto Boa Esperança, de transferência de tecnologias, que é financiado pela Companhia Hidro Elétrica do São Francisco – Chesf.
No Piauí, os beneficiados são os assentamentos Flores e Santa Teresa, encravados no município de Uruçuí, a 482 quilômetros ao sul de Teresina. As duas comunidades ganharam unidades demonstrativas de cinco mil metros quadrados, com caju. O projeto busca uma produção tecnificada para aumentar a área plantada e melhorar a produtividade e renda dos agricultores.
A estrutura das unidades demonstrativas, que são em regime de sequeiro e foram implantadas em dezembro de 2009 e janeiro de 2010, respectivamente, obedece à risca o sistema de produção desenvolvido pela Embrapa. Consiste em um jardim clonal, que produzirá material propagativo para enxertia; e um jardim de sementes para formação de porta-enxertos, que darão origem às mudas.
Os clones utilizados para a formação dos jardins clonais e de sementes, todos desenvolvidos pela Embrapa, são os seguintes: CCP 76, BRS 189, BRS 226 e BRS 265. A informação é dos agrônomos Pedro Rodrigues Neto e José Lopes Ribeiro, da Embrapa Meio-Norte, que coordenam as ações.
Segundo eles, em 2012 o trabalho avança com a instalação de viveiros de produção de mudas no assentamento Santa Teresa e no município de São João dos Patos, no Maranhão, onde já existe uma unidade demonstrativa com caju na comunidade Mata da Jurema. “Com essa ação, os agricultores terão melhores condições de trabalho”, prevêem .
Os agricultores de Flores e Santa Teresa já foram treinados em sistema de produção de cajueiro. Em 2012, eles serão capacitados em produção de mudas. No próximo ano serão implantadas unidades demonstrativas com caju também no assentamento Beleza, no município de Antônio Almeida, a 395 quilômetros ao sul de Teresina, e outra em São João dos Patos.

COMUNIDADES AVANÇAM
Tantom Flores como Santa Teresa são comunidades que avançam a cada dia. Flores, a 80 quilômetros do centro de Uruçuí, tem o perfil de um desses minúsculos municípios que crescem no entorno das cidades de porte médio do interior nordestino. Nada menos do que 136 famílias vivem relativamente bem nos 11.800 hectares do assentamento, que tem ruas traçadas e é servido por energia elétrica, água encanada, escola de ensino fundamental e posto de saúde.
O líder da comunidade Flores, Zacarias Borges Nascimento, de 45 anos, é um ex-pedreiro que largou tudo em São Paulo por acreditar na força do trabalho no campo. Segundo ele, a maioria dos pequenos agricultores sobrevive de pequenos cultivos, como mandioca, milho, feijão e arroz, além da criação de pequenos animais. Os outros ganham a vida trabalhando nas fazendas de soja da região.
Em Santa Teresa, a 20 quilômetros do centro de Uruçuí, a realidade não é diferente. Os agricultores têm serviços básicos e sobrevivem da agricultura e da criação de pequenos animais. José Antônio do Nascimento, o Pombo, de 64 anos, é o líder da comunidade, que reúne 70 famílias. O assentamento tem 2.100 hectares.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Governador Cid Gomes recebeu representantes da cadeia produtiva do caju

O governador Cid Gomes recebeu nesta quarta-feira (30), no Palácio da Abolição, os representantes da cadeia produtiva do caju no Estado. O encontro foi o primeiro de uma série que será realizada toda semana para discutir os diversos setores que compõem a agricultura e pecuária.  "O setor da cajucultura foi o primeiro a ser convidado porque é um dos mais importantes, com tradição histórica e que emprega muitas pessoas", destacou o Governador.

Os deputados estaduaia Manoel Duca e Hermínio Resende, integrantes da sub-comissão do caju na Assembleia Legislativa, e os integranes do Sincaju, entregaram cartas feitas por produtores de Itapipoca e Horizonte sobre o processo de revitalizaçao da cajucultura no Estado. O objetivo é tornar o setor mais competitivo perante as outras atividades.

De acordo com os órgãos representativos que participaram da reunião, o Ceará é o maior produtor de caju do Brasil, com 51% do mercado e 140 mil toneladas produzidas por ano. O Governador garantiu mais apoio técnico aos que trabalham no setor através da Secretária de Desenvolviment Agrário.

Também participaram da reunião o Presidente da Assembleia Legislativa, Roberto Cláudio; o Presidente do Banco do Nordeste, Jurandir Santiago; o Presidente da Adece, Roberto Smith; o secretário do Desenvolvimento Agrário, Nelson Martins; representantes da Associação da agricultura e pecuária, além de empresários do setor.

Produção da castanha de caju comprometida em Chibabava

O delegado do INCAJU em Sofala, Sifa Bernardo, disse que a sua instituição havia projetado a comercialização de perto de cinco mil toneladas no presente ano, mas o temporal que ocorreu há dias e as temperaturas baixas que precederam o vendaval estragaram grande quantidade da castanha de caju.
No ano passado, mais de cinco toneladas de castanha de caju foram comercializadas no distrito de Chibabava, tendo os produtores arrecadado mais de cem milhões de meticais.
Já no presente ano, Sifa Bernardo evitou lançar projeções quanto aos valores a serem arrecadados, mas a sua instituição havia estimado a comercialização de cerca de 4500 toneladas, o que poderá não se concretizar devido à situação acima referida.
O diretor provincial de Agricultura de Sofala, Miguel Coimbra, disse que apesar das adversidades os produtores devem redobrar esforços no sentido de produzirem mais. Afirmou que o Governo, através de vários programas, vem ajudando os camponeses e produtores da castanha de caju para aumentar a produtividade e a cadeia de valor.
Disse mesmo pretender que nos próximos anos Chibabava, em particular, e Moçambique, no geral, se torne no maior produtor da castanha de caju do continente.
Fonte: Notícias