quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Exportações de castanha por portos cearenses

Um levantamento divulgado pelo chefe da unidade potiguar do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Aldemir Freire, mostra que do valor total gerado pelas exportações do RN entre janeiro e setembro de 2011 (US$ 175 milhões, o equivalente a R$ 323,75 milhões, considerando a cotação a R$ 1,8500), apenas 4%  saiu pelo Porto de Natal. Grande parte das exportações do estado - cerca de 42% - foi escoada pelos portos do Ceará (Pecém e Fortaleza). Os principais produtos potiguares exportados pelos portos cearenses são a castanha de caju e o melão.
Francisco de Paula Segundo, presidente do Comitê Executivo de Fitossanidade do RN (Coex), esclarece que cerca de 70% do melão do estado deixa a região pelo Ceará. Apenas 6 mil toneladas (os 30% restantes) deixam o RN pelo Porto de Natal. Durante a safra, entre 250 e 300 carretas descarregam melão no porto de Natal. Aumentar o volume da carga atrapalharia o tráfego na cidade. "O porto está localizado no centro de Natal", destaca Segundo. Para ele, a localização do porto limita a operação.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Subcomissão de cajucultura

O Deputado Acarauense, Manoel Duca (PRB), registrou que o governador Cid Gomes vai marcar uma data para receber, ainda neste mês de novembro, a subcomissão da Cajucultura da Assembleia Legislativa, da qual o parlamentar é o presidente. “O Brasil ocupa a quinta posição na produção de caju e precisamos de mais força para chegar à primeira posição”, frisou. 

domingo, 27 de novembro de 2011

Políticas públicas para a cajucultura potiguar

O deputado estadual Leonardo Nogueira enviou requerimento ao secretário de Estado da Agricultura, da Pecuária e da Pesca do Rio Grande do Norte, Carlos Alberto de Sousa Rosado e ao titular da pasta de Desenvolvimento Econômico, Benito da Gama Santos, pedindo a implantação de políticas públicas para o setor de cajucultores de toda a região do médio e alto oeste potiguar. Segundo Leonardo, a indústria de beneficiamento de castanha, na sua maioria forma estoques através do EGF - agroindustrial, pelo qual o Governo preconiza preço mínimo de R$ 1,35 por quilo de castanha in natura. O problema é que esta determinação não está sendo cumprida pela indústria, que, através de seus atravessadores, compra o quilo do produto por valores entre R$ 1,15 e R$ 1,10, muito abaixo do que os produtores calculam como preço mínimo ideal, que seria de R$ 1,50. 
O deputado ainda ressaltou que os cálculos dos produtores levam em consideração também a idade do pomar, os tratos culturais que são necessários ao pomar e as condições climáticas."A ausência de políticas públicas para o setor de cajucultores, o mesmo caminhará para a falência total, haja vista que o mesmo é responsável por produtos advindos das pequenas e médias propriedades que são responsáveis pela renda e vida digna dos produtores da região do médio e alto oeste potiguar", alertou Leonardo.

sábado, 26 de novembro de 2011

Produtores de castanha de caju do RN reclamam da falta de políticas públicas no setor

A cajucultura é uma das principais atividades econômicas do Rio Grande do Norte. A castanha é o produto que lidera o ranking de exportações. No entanto o setor está em crise, apesar da boa safra desse ano. O preço do quilo, segundo os produtores está bem abaixo do ideal.
- O preço hoje está em torno de R$ 1,05 a R$ 1,10, é o que a indústria quer pagar a nós produtores – conta Elano Ferreira,produtor.
O problema começou a se agravar na safra do ano passado e este ano, segundo eles, chegou ao pior momento dos últimos 20 anos. Vários motivos vem causando o declínio da atividade
- Os pomares se encontram numa idade em torno de 30 a 40 anos, em que a sua produtividade já baixa, já é muito baixa. Então é necessário trazer para o campo, as novas tecnologias que tem aí disponível, só que a tecnologia quando chega até nós é de maneira muito pequena e que não traz um impacto decisivo para a nossa atividade – analisa o produtor,Fernando Melo.
As regiões conhecidas como médio e alto oeste do Rio Grande do Norte produzem, atualmente, cerca de 30 mil toneladas de castanha por ano, metade do que se produz no estado. mas com a crise cerca de 4 mil produtores se dizem desestimulados com a atividade.
- Devido nós termos um alto custo, nessa questão de podar e limpar fica muito alto o custo dele e o nosso preço da castanha está tão baixo que estamos desestimulados para essa questão – diz Benedito Ferreira,produtor.
A crise preocupa a economia de 12 cidades produtoras. Nelas, mais de 3 mil pessoas dependem da castanha durante os 4 meses de safra
- A necessidade da implantação de uma política pública que dê sustentação ao nosso setor da cajucultura. Além de hoje estarmos em situação difícil, outras pessoas em toda a região poderão ficar desempregadas com o declínio dessa atividade - conta João melo,produtor.
Por causa dos custos muitos nem colheram parte da produção que ainda está no chão. Uma das alternativas seria a mudança dos cajueiros antigos pelo anão precoce. Seu francisco já vai tentar isso no próximo ano, mas ainda falta orientação técnica
- Comprei uns saquinhos e estou enchendo pra pode replantar eles. Se tivesse assistência técnica era melhor pra gente que não teria esse trabalho todo, seria um negócio diferente, mais seguro – relata Francisco de Paiva, produtor.
Tecnologia no campo para poder produzir mais e ser mais competitivo é o que eles pretendem continuar buscando
- Com o preço atual da castanha não dá nem para manter a propriedade,nem para manter a nossa família com dignidade. Então nós queremos que o governo chegue com essa tecnologia pra nós, não é concebível o Brasil ser a pátria mãe da cajucultura e o Vietnã hoje produzir dois mil quilos por hectare, enquanto que o nós estamos beirando só 100 por hectare – analisa Elano Ferreira, produtor. (in360)

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Festa do Caju em Serra do Mel (RN)

A cidade de Serra do Mel (RN) promove a 33ª edição da Festa do Caju que se estende até o próximo domingo, 27. A solenidade de abertura teve início com entrega dos certificados de conclusão as alunas do curso de "Boas Práticas de Fabricação e Beneficiamento Pedúnculo do Caju".

RN: fungo derruba safra de caju em 20%

A safra de caju e castanha na região Oeste do Rio Grande do Norte não será a esperada. Terá uma queda de pelo menos 20% do que foi previsto pelos produtores e especialistas do Instituto de Assistência Técnica e Extensão Rural do Rio Grande do Norte (EMATER-RN). Um fungo identificado pela Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMBRAPA) com o nome de Oídio impede o desenvolvimento do cajueiro e do fruto.
Já havia a suspeita da presença do fungo na região Oeste há cerca de dois anos. Mesmo assim, os produtores de castanha não acreditavam que fosse fazer a diferença. Entretanto, o quadro mudou. O fungo atingiu os cajueiros com força, forçando-os a produzir menos. "O caju fica com rachaduras e a castanha não se desenvolve como deveria. O fungo também impede que a copa do cajueiro cresça como é preciso para produzir bem", destaca o extensionista da Emater Anchieta Martins, do município de Serra do Mel.
Havia uma previsão da Emater de o município de Serra do Mel chegar a uma produção recorde de 18 mil toneladas de castanha, mas o fungo atacou na região que mais produz no município, ou seja, a região norte. Com a ação do fungo, é provável que a safra fique em torno de 12 mil toneladas de castanha. Ainda conforme Anchieta Martins, o mesmo problema afetou também as demais áreas. "Temos informações que os pomares das demais cidades do Rio Grande do Norte, Ceará e do Piauí também estão com esse mesmo fungo", diz.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Castanha-de-caju: produção e comercialização da safra potiguar 2011

A safra de castanha-de-caju no Estado do Rio Grande do Norte encontra-se em plena colheita. A perspectiva do setor é que a produção seja superior a 40 mil toneladas, representando crescimento em mais de 50% em relação à safra do ano passado (26.613 toneladas) que foi fortemente atingida pelas estiagens. Mesmo assim, a produção do Estado, mais uma vez, não será suficiente para atender à demanda de consumo pelos mercados interno e externo.
Novamente os produtores rurais passam por uma crise financeira. Isso devido à deficiência na organização do setor, sobretudo na atividade de comercialização da castanha-de-caju in natura, quando os agricultores recebem preços bem abaixo do custo de produção. Detalhes desse estudo pode ser obtido nos seguintes endereços: gzanza@supercabo.com.br e luis.costa@conab.gov.br (Portal Mercado Aberto)

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Começa o VIII Caju Nordeste

"Aproveitamento Integral e Sustentável das Potencialidades do Cajueiro". Esse será o tema central do VIII Caju Nordeste, que acontece em Beberibe, no Litoral Leste do Estado, a partir de hoje, indo até sábado, 26. Este ano, são aguardados cerca de 25 mil visitantes durante os quatro dias do evento.
Segundo o presidente do Instituto Caju Nordeste (entidade organizadora da iniciativa), Francisco Araripe Costa, um dos destaques é a programação técnica, que foi elaborada dentro da visão da sustentabilidade das propriedades rurais, com o aproveitamento integral das principais propriedades do cajueiro: a castanha, o pedúnculo do caju e a biomassa.
De acordo com Francisco Araripe, o encontro será oportunidade para se apresentar sobre o uso da madeira do cajueiro para fins energéticos, especialmente para a utilização por termelétricas. Ele lembrou que somente no Ceará existem 410 mil hectares de cajueiros plantados. Desse total, 350 mil são espécimes gigantes, com grande volume de biomassa, que pode ser usado para fins energéticos.
"Esses cajueiros foram plantados há mais de 20 anos e hoje há uma necessidade de renovação, com o plantio de espécimes que ofereçam maior produtividade e apresentem menos dificuldade para o manejo".
O evento tem uma programação diversificada, contemplando a feira de empreendedores do caju, agricultura familiar e atividades consorciadas, com exposição, demonstração e comercialização de produtos, serviços, máquinas e equipamentos agrícolas e industriais.
Além disso, serão oferecidos para os participantes uma extensão programação técnica, contemplando, sobretudo, a cajucultura na agricultura familiar, eficiência no manejo agro florestal do cajueiro, renovação de grandes pomares de cajueiro gigante improdutivos para aumento da oferta de castanha, pedúnculo e biomassa.
O encontro contará com a participação de representantes dos quatro principais produtores de caju no Nordeste: Ceará, Piauí, Rio Grande do Norte e Bahia. Além disso, também estão sendo aguardadas delegações dos países Timor Leste, Moçambique, Guiné Bissau, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde, Venezuela, Colômbia e Bolívia. O Evento se inclui no calendário de eventos do Ceará, pela Lei Estadual N° 14.337/09.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Safra de castanha em Moçambique


Pelo menos 11 mil toneladas de castanha de caju do setor familiar poderão ser produzidas na presente safra agrícola em Cabo Delgado (Moçambique), segundo informações do INCAJU.  Em toda a província de Cabo Delgado, a cultura do cajueiro é praticada por 14 mil produtores, cerca de dois mil dos quais são mulheres.
O distrito de Nangade, maior produtor de castanha de caju em Cabo Delgado, vai contribuir com maior volume previsto,  sendo que o plano anual de 2011 refere-se a sete mil toneladas de castanha contra seis mil da safra passada.
O administrador de Nangade, Melchior Focas,  assegurou ao “Diário de Moçambique” que o aumento da produção em 2011, deveu-se ao maior empenho dos camponeses na pulverização dos cajueiros contra doenças e pragas, cujos custos são suportados pelo Governo. Foram pulverizadas mais um milhão e quinhentas plantas com gastos em produtos químicos disponibilizados gratuitamente pelo Governo para o combate ao “oidio" e outras doenças que atacam o cajueiro, responsáveis pelos baixos índices de produção de castanha de caju.(Diário de Moçambique)

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Programação Caju Nordeste

Este é o link para a programação do Caju Nordeste que ocorrerá esta semana em Beberibe (CE).
http://www.cajunordeste.org.br/programacao/

Enxofre pode combater o oídio do cajueiro

Preocupados com o estrago que o fungo oídio pode causar na cajucultura, técnicos da Secretaria de Desenvolvimento Agrário (SDA) e da Ematerce solicitaram da superintendência do Ministério da Agricultura no Ceará, em caráter de urgência, autorização para o uso de enxofre no combate à praga. O produto ainda não tem registro, mas experimentos realizados pela Embrapa Agroindústria Tropical no Piauí e no Ceará demonstraram eficácia no controle da praga.
O temor é que no próximo ano o fungo oídio se espalhe e ataque de forma ainda mais drástica nos cajueiros no Estado, a exemplo do que vem ocorrendo neste ano nas áreas produtivas do Piauí. A praga é antiga, mas segundo o supervisor de fruticultura da SDA, José de Souza Paz, a partir de 2007 uma nova variedade da praga surgiu e está prejudicando a produção. "Se não adotarmos medidas concretas no próximo ano teremos um ataque mais severo com fortes prejuízos para o setor", alertou Paz.

Experimentos
Para a safra deste ano que está em colheita, quase nada há que se fazer. "A nossa preocupação é com 2012", reforça Paz. A Embrapa Agroindústria Tropical realizou neste ano e em 2010 experimentos numa fazenda no Piauí e em áreas de produção em Beberibe e Pacajus que foram acompanhadas por técnicos da Ematerce, com o uso de enxofre. O experimento apresentou resultados favoráveis. "É um produto natural, semi-orgânico que é potencialmente bom", disse Paz. A defesa técnica é evitar a expansão do fungo como se verificou no Piauí.
Nesta semana, representantes da SDA e da Ematerce apresentaram aos técnicos do Ministério da Agricultura, no Ceará, solicitação em caráter de urgência para o uso do enxofre no controle do oídio. A proposta será discutida no encontro que acontecerá no próximo dia 28, em Maceió, com a participação de técnicos da pasta. "Expusemos a nossa preocupação e apresentamos dados da pesquisa sobre a viabilidade do enxofre", contou. "Esperamos a sensibilidade do Ministério da Agricultura e a aprovação do produto para o controle do fungo oídio".
O técnico da Embrapa Agroindústria Tropical, Emilson Cardoso, é o responsável pelos experimentos do uso do enxofre no ataque ao oídio em áreas de produção no Piauí e Ceará. "Desde 2007, houve uma variação do fungo, uma nova espécie mais agressiva, que vem se alastrando desde o Piauí e já chegou à Bahia", explicou. "O enxofre é um produto natural que vem sendo usado com sucesso há mais de 20 anos nos cajueiros na África". Cardoso disse que o produto não traz dano para o meio e que diluído em água para pulverização é muito eficaz. "É apenas uma questão legal a utilização do produto porque tem de seguir as determinações da lei que trata dos agrotóxicos".
Emilson Cardoso prevê que em 2012 o ataque do oídio aos pomares de caju no Ceará pode ser devastador. "Não tenho a menor dúvida de que teremos problemas sérios econômicos e sociais", disse. Os técnicos orientam os produtores, que após a colheita da safra atual, deverão fazer os tratos culturais preventivos, poda, recolher e queimar galhos secos, folhas e frutos contaminados.
Aliado ao ataque do oídio, chuvas intensas que ocorreram em outubro, queda de temperatura no período da noite e ventos fortes contribuíram para uma frustração de safra para este ano.(DN)

domingo, 20 de novembro de 2011

Codesvasf participa da 8ª edição do Caju Nordeste

A Codevasf  participa do 8º CAJU NORDESTE, que acontecerá na cidade de Beberibe (CE), no período de 23 a 26 de novembro de 2011. A empresa trará ao Ceará informações acerca do trabalho realizado no Piauí no que concerne ao desenvolvimento do setor da cajucultura. Desde 2003, a Codevasf desenvolve o programa de fortalecimento da cajucultura no Estado do Piauí. Inicialmente as ações estiveram focadas no estudo das potencialidades existentes nos diversos territórios analisados pelo Plano de Ação para o Desenvolvimento do Vale do Parnaíba – PLANAP (2004-2007), que possibilitou identificar a grande aptidão que a maioria dos municípios piauienses possui para a cajucultura. Esses dados foram reforçados e comprovados pelos estudos do zoneamento pedoclimático da EMBRAPA, que identifica esse potencial no Piauí em quase sua totalidade. A partir desses elementos tornou-se possível a execução de um programa de fortalecimento da cajucultura que elegeu como prioridade o aumento das áreas de plantio através do fornecimento de mudas certificadas de origem, com a utilização de um clone de comprovada precocidade, rusticidade e índices produtivos elevados, o CCP-076, desenvolvido pela EMBRAPA.
A microrregião de Picos, a 300 km de Teresina já se destacava como grande pólo de produção de mudas. Outro fator importante foi o grau de organização desses produtores, fazendo com que a atividade se consolidasse mais rapidamente, existindo inclusive uma Associação de Produtores de Sementes e Mudas que possibilitou alavancar as ações em menor período. A partir da destinação orçamentária de emendas parlamentares, a Codevasf passou a implementar efetivamente o Programa de Desenvolvimento da Cajucultura, não se tratando simplesmente de uma ação de distribuição de mudas a pequenos produtores; o programa vai além, com uma metodologia que contempla o cadastro de famílias, a avaliação técnica e sócio-econômica desses cadastros, a seleção e posterior fornecimento das mudas a quem de fato tem características e aptidão para a atividade. Isso fez com que diminuíssem as perdas no intervalo entre o fornecimento das mudas e o plantio, pois, as famílias selecionadas possuem área disponível e aptidão para a atividade. Com a experiência das ações, desde 2003, o programa foi sendo melhorado a cada ano, passando a ter acompanhamento pós-plantio, o que possibilitou também avaliar de forma mais precisa o resultado da ação.
Após sete anos de ações do Programa de Fortalecimento da Cajucultura no Estado do Piauí, já foram investidos cerca de 15 milhões de reais no cadastro, seleção e fornecimento de mudas. Isso representa um aporte de cerca de 13 mil hectares, atendendo mais de 20 mil famílias com uma média de 330 mudas por família beneficiada. Esses dados demonstram que de forma geral o programa está atendendo o pequeno produtor, e esses agricultores, em especial aqueles que já desenvolvem seus plantios há mais de dois anos já começam a colher o resultado do trabalho.
Atualmente, pode-se considerar que a cajucultura é uma atividade já consolidada no Estado do Piauí, abrangendo cerca de 183 mil hectares, concentrados principalmente na região sudeste do estado, no território do Vale do Rio Guaribas, localizado na microrregião de Picos. Essa região se destaca não somente pela área plantada, mas também pelo aspecto qualitativo dos pomares, em sua maioria composta de plantas do tipo CCP-076, com alta produtividade e resistência. Já ocorre, inclusive, o fortalecimento dos demais elos da cadeia, a exemplo das unidades de processamento do pedúnculo, que se multiplicam na região. Hoje o pequeno produtor comercializa a castanha — que era o principal produto da atividade —, diversifica e tem na venda do pedúnculo o mais forte retorno econômico. Um pequeno cajucultor consegue fornecer à indústria de sucos e polpa, em média 20 caixas/dia de pedúnculo, durante cinco meses do ano, o que lhe garante uma renda mensal de aproximadamente R$ 4.200,00 praticamente livres de despesas, pois seus custos fixos são cobertos na venda da castanha.

sábado, 19 de novembro de 2011

Troféu Caju de Ouro – homenageados em 2011

Definidos os nomes para o Troféu Caju de Ouro de 2011. O prêmio, distribuído anualmente no Caju Nordeste, é dedicado às pessoas e instituições que tenham se destacado pelos serviços prestados no desenvolvimento da cultura do cajueiro. Este ano, os agraciados são: a instituição Embrapa Agroindustrial Tropical; o Técnico José de Sousa Paz, da SDA; o Deputado Estadual José Nelson Martins de Sousa; o Produtor Rural Antônio Peixoto Saldanha  e o Presidente da Fundação Banco do Brasil Jorge Alfredo Streit. A premiação acontecerá durante a solenidade de abertura do 8º Caju Nordeste, dia 23 de novembro, no Auditório do Teatro Municipal, em Beberibe.
Considerado o maior seminário temático do Brasil, dedicado ao desenvolvimento da cajucultura, o Caju Nordeste promove cursos, oficinas, palestras e seminários tendo como tema central o Aproveitamento Integral e Sustentável das Potencialidades do Cajueiro.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Consultor diz que preço baixo no mercado é entrave

O preço médio da castanha de caju recebido pelo produtor no Ceará, no período de 1990 a 1994 correspondia a 98% do preço médio mundial que era de US$ 810 a tonelada. No intervalo de 2005 a 2008 caiu para apenas 68%. A afirmação é do engenheiro agrônomo e especialista em política setorial, Yoshio Namekata. Para ele, o produtor está condenado ao esgotamento de suas finanças e "à indiferença da indústria."
Para ele, "a questão central é o baixo preço recebido pelo produtor como consequência da sua desorganização e incapacidade de negociar com meia dúzia de empresários fortemente organizados, cartelizados e com poder de ditar os preços." Entre as medidas apontadas para solução do problema cita a abertura do mercado para exportação da castanha, entrada de novos concorrentes internacionais e a aplicação de subsídios à exportaçãol.
O estudioso acrescenta que "no campo, a descapitalização torna-se evidente por causa do baixo preço recebido pelo pequeno produtor rural, abaixo do custo de produção. Avalia que o empobrecimento resultou na incapacidade de realizar novos investimentos e o plantio de novas áreas de cajueiros.
Mesmo com todas as dificuldades o especialista não acha que a cajucultura possa desaparecer dentro de dez anos. "O cajueiro produz continuamente durante mais de 30 anos e a meia dúzia de empresas beneficiadoras continua ampliando seus plantios e melhorando a produtividade", observa.
Na opinião dele, o grande problema é social."A tendência é o desaparecimento de 60 mil pequenos e médios produtores que são mais eficientes na produção agrícola, mas que vão sumir por não suportar o preço abaixo do custo de produção."

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Números


R$ 6,50 - é o preço de 5 kg de castanha de caju para o produtor.
R$ 45 - é o preço de 1 kg de amêndoa ao consumidor no Ceará.

R$ 25 - é o preço de 1 kg de amêndoa para a indústria.
R$ 65 - é o preço de 1 kg de amêndoa ao consumidor para outros estados do Brasil.
(fonte: Jornal O Povo)

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Cajucultura. Cartelização?

Artigo de O Povo (14/11/20110 - A cajucultura envereda aceleradamente pelo mesmo caminho da extinçãodo algodão arbóreo. Fundamentado na teoria equivocada de proteção do emprego urbano e industrial para a população de baixa renda, a cartelização dos beneficiadores na formação de preço da castanha de caju fez-se sentir mais acentuadamente a partir de 1995, agravado pelo fechamento periódico da exportação através das resoluções da Câmara de Comércio Exterior (Camex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic) (Nº 26 de 16-10-2002 e Nº 31 de 20-10-2003), fechando quaisquer possibilidades de exportação da castanha.

O preço médio da castanha recebido pelo produtor no Ceará no período 1990-94 correspondia a 98% do preço médio mundial de US$ 810 a tonelada e no intervalo 2005-08 caiu para apenas 68% do preço médio mundial. Alijado da competição internacional e com preço recebido abaixo do custo de produção, o pequeno produtor rural sofreu descapitalização contínua durante 15 anos e paralisou a oferta da castanha.

A Câmara Setorial do Caju acompanha a execução da atual política de investimentos e subsídios aplicados ao desenvolvimento tecnológico e econômico da cajucultura. Além das ações desenvolvidas, novas medidas urgentes e inadiáveis devem ser tomadas por causa da sua importância social, para garantir a sobrevivência de 100 mil pequenos produtores rurais.

A medida mais urgente é a irrestrita abertura do mercado internacional, apoiando a exportação da castanha pelas organizações dos produtores. Eleger a castanha de caju como uma atividade econômica prioritária, ousar na política de preços mínimos, subsidiando-se a exportação e promover a elevação imediata do preço recebido.

Fazer gestões junto ao Ministério da Fazenda para resolver a questão central da mini-usina de beneficiamento comunitário de castanha de caju, mudando-se o atual critério de enquadramento da receita bruta anual máxima de R$ 360 mil para as microempresas (MP), propondo a adoção de um parâmetro mais compatível com o reduzido valor agregado (VA), para permitir o acesso ao crédito rural subsidiado, pois a mini-usina necessita de um capital de giro mínimo para a aquisição e armazenamento de pelo menos 600 toneladas a R$1,50/kg de castanha (faixa de empresa de pequeno porte-EPP), durante a safra de três meses.(Yoshio Namekata, engenheiro agrônomo)

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Cajucultores denunciam formação de cartel | O POVO Online

Produtores denunciam formação de cartel | Economia | Jornal de Hoje | O POVO Online

SDA distribuuirá mudas de cajueiro anão precoce

A safra agrícola do próximo ano no Ceará deve render até R$ 365 milhões. A previsão da Secretaria de Desenvolvimento Agrário (SDA) é anunciada a poucos dias do início da distribuição de grãos no Estado. Mais de 3 milhões de toneladas de sementes devem ser entregues aos agricultores.
A região do Cariri, onde costuma chover mais cedo é a primeira a receber as semestres distribuídas pela SDA. Serão quase 2 mil toneladas de grãos para a próxima safra. A distribuição deve começar no início de dezembro e beneficiar mais de 29 mil agricultores.  Entre as sementes distribuídas estão feijão, milho, arroz, sorgo, algodão, mamona, gergelim, girassol, amendoim, mandioca, mudas de cajueiro anão precoce e raquetes de palma forrageira.

sábado, 12 de novembro de 2011

Cajucultura e videntes

No contexto globalizado em que vivemos, não dá para se pensar na exploração de qualquer atividade econômica sem considerar os humores do mercado, especialmente o internacional. A velha lei da oferta e da procura continua mais atual do que nunca. Na agricultura não é diferente. A máxima de "quem não tem competência não se estabelece" também é perfeitamente aplicável. Já se foi o tempo em que algumas atividades econômicas eram mantidas simplesmente pela tradição, paixão ou até mesmo pelo orgulho de quem as explorava, mesmo que sem retorno econômico.
Essas premissas também se aplicam à cajucultura? Claro que sim. Talvez não com a emoção com a qual alguns videntes têm previsto de forma categórica o fim da cajucultura cearense no prazo máximo de oito anos. Claro que essas afirmativas são oriundas do senso comum e sem nenhum rigor científico que mereça atenção. Pelo menos quanto ao prazo. E porque não 10 anos?
Videntes a parte, o ponto-chave da questão é a de que não dá mais para pensar numa cajucultura moderna e competitiva, com pomares com mais de 40 anos de idade, verdadeiros focos de pragas e doenças e exemplos vivos de como não se deve fazer.  Subsídios (receitas) apontando saídas para o setor, existem para todos os gostos.  Precisam apenas ser implementados via políticas específicas. Caso contrário, é deixar a poesia de lado e, para o bem de todos, partir para uma nova exploração econômica que substitua com mais vantagens a nossa debilitada cajucultura. O plano B é esperar que a previsão dos videntes se concretize.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Castanha de caju entre os principais itens da pauta

Quase todos os produtos que o Ceará traz de mercados internacionais chegam pelos portos do Estado. De acordo com o Ipece (Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará), em outubro, mais de 94% das importações passam pela via marítima. O destaque é o Porto do Mucuripe, responsável por receber 48,7% das mercadorias provenientes de outros países. Já o terminal portuário do Pecém, em São Gonçalo do Amarante, absorveu 30% do total comprado pelo Estado.
Conforme o Ipece, os calçados seguem na ponta dos produtos cearenses que mais chegam a destinos internacionais, com US$ 33,4 milhões e fatia de 26% de tudo que foi exportado.
Castanha de caju, couros e frutas também estão entre os principais itens da pauta. As dez mercadorias que mais desembarcam representam 90% de tudo que o Estado vende para o exterior, de acordo com o levantamento do Ipece.
Apesar de ter reduzido sua participação, os Estados Unidos me mantiveram como o maior comprador, responsável por 18,7% do total. Argentina e Holanda fecham o pódio.
O Porto do Pecém continua sendo a principal via de escoamento das exportações cearenses no mês de outubro de 2011, registrando participação de 53,9% total das vendas externas estaduais, seguido pelo Porto de Mucuripe, que registrou uma fatia de 31,3%. (DN)

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

EBDA incentiva cajucultura para agricultores familiares

Fomentar o cultivo do cajueiro anão precoce como alternativa de geração de emprego e renda para agricultura familiar. Com esse objetivo, um Dia de Campo sobre cajucultura será realizado no próximo sábado (12), a partir das 8 horas, no Assentamento Rancho Alegre, município de Itapicuru.
Promovido pela Prefeitura Municipal de Itapicuru, em parceria com a Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA), através do Centro de Formação de Agricultores Familiares do Território Semiárido Nordeste II (Centrenor) e das gerências regionais de Alagoinhas e Ribeira do Pombal, o evento divulgará os excelentes resultados alcançados no assentamento, onde o cajueiro anão precoce é cultivado há cerca de 10 anos.
A equipe do Centrenor da EBDA, empresa vinculada à Secretaria da Agricultura (Seagri), fará apresentação de técnicas de cultivo do cajueiro: produção de mudas enxertadas, escolha e preparo do solo para plantio, espaçamento entre plantas, marcação, abertura de covas e plantio das mudas, tratos culturais e fitossanitários.
O município de Itapicuru é destaque no cultivo do cajueiro anão precoce, principalmente em áreas de assentamentos da Reforma Agrária. A demanda pelo caju in natura, por empresas de processamento de frutas, tem sido o principal elemento motivador do crescimento da cajucultura na região, chegando a atrair mais investidores que a tradicional citricultura.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Máquinas de carga podem ficar isentas de IPI

As máquinas agrícolas e veículos de carga comprados por agricultores cadastrados no Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar) poderão ficar isentos do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados). A proposta, de autoria do senador Gim Argello (PTB-DF), foi aprovada pela CRA (Comissão de Agricultura e Reforma Agrária) e segue para a CAE (Comissão de Assuntos Econômicos), para decisão terminativa.
Caso o bem seja vendido à pessoa não inscrita no Pronaf em até cinco anos após a compra, o projeto (PLS 200/2011) prevê que o agricultor familiar será obrigado a recolher o imposto dispensado, acrescido de juros.
Em voto favorável, o relator e senador Clésio Andrade (PR-MG), disse considerar o incentivo previsto na proposta contribuirá para reduzir os custos da produção agrícola familiar, segmento relevante para o abastecimento de alimentos para o mercado interno.
Na mesma reunião, também foi aprovado o PLS 632/2007, do senador Francisco Dornelles (PP-RJ), que estende os benefícios fiscais previstos na Lei 11.529/2007 a atividades pesqueiras, de produção de óleo de palma, de beneficiamento de castanha de caju e de componentes de calçados, voltados à exportação.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Link para o Caju Nordeste

Em tempo: link para o Caju Nordeste http://www.cajunordeste.org.br/, o maior evento da cajucultura nacional.

Maior evento da cajucultura nacional

Contagem regressiva para o maior evento  do cajucultura nacional, o 8º  CAJU NORDESTE, que acontecerá em Beberibe (CE), no período de 23 a 26 de novembro deste ano.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Pequenos produtores exportam castanha de caju para Europa

Os sabores do Piauí chegaram à Europa. A amêndoa da castanha de caju, produzida pela Central de Cooperativas de Cajucultores do Estado do Piauí (Cocajupi), começou a ser exportada para a Itália. É a primeira inserção desse produto no mercado internacional. Naquele país a castanha será comercializada pela Cooperativa Chico Mendes.
A venda da castanha para o exterior é resultado da conquista da certificação da Cocajupi para o Comércio Justo ou Fairtrade - modalidade de comercialização que leva em conta requisitos como responsabilidade social, sustentabilidade e competitividade dos pequenos e médios produtores.
Segundo o gerente administrativo da Cocajupi, Luiz Eduardo Rodrigues, essa é a primeira experiência de exportação da central. “Enviamos a primeira remessa no dia 15 deste mês. A segunda sairá na primeira semana de novembro. Serão exportadas 150 caixas ao todo, o que corresponde a mais de três mil quilos de amêndoas, sendo comercializados a quase 35 mil euros”, informa.
De acordo com ele, “atualmente, temos uma demanda maior que a oferta. Estamos na iminência de vender para um grande grupo de varejo, mas não temos estoque suficiente para realizar essa transação comercial”.
A Cocajupi, que tem sede em Picos, cidade localizada a 306 quilômetros ao sul de Teresina, reúne nove pequenas cooperativas de cajucultores. As entidades fazem o trabalho de beneficiamento do caju e a central é responsável pelo processamento da castanha. No processo de certificação, a Cocajupi tem sido acompanhada pelo Sebrae no Piauí, por meio do Projeto Fruticultura Piauiense. Cursos, oficinas, consultorias, entre outras capacitações, são realizadas junto aos produtores ligados à central.
Cajucultura no Piauí
 No Piauí são quase 200 mil hectares destinados à cultura do caju, o que coloca o estado em segundo lugar no ranking da cajucultura brasileira. Estima-se que uma média de 40 mil estabelecimentos agrícolas desenvolvam a cajucultura no Piauí. Por meio de associações e cooperativas, os produtores vêm aprimorando técnicas, priorizando a produção para beneficiamento da castanha, principalmente a in natura.
A produção anual de castanha no estado é de cerca de 50 mil toneladas por safra, estando concentrada principalmente nas regiões de Picos, Parnaíba e São Raimundo Nonato.
Fonte: Agência Sebrae de Notícias

domingo, 6 de novembro de 2011

sábado, 5 de novembro de 2011

TV Caju no Blog Cajucultura

A partir desta data os seguidores deste Blog poderão assistir vídeos recentes veiculados no YouTube sobre a cajucultura no Brasil e no mundo. Os vídeos estão localizados no lado direito inferior desta página, com o título TV Caju, atualizados periodicamente.

Serra do Mel

Em tempo: o município de Serra do Mel, no Rio Grande do Norte, foi o primeiro lugar na produção municipal de castanha-de-caju (R$ 26 milhões) em 2010 naquele estado..

Novo blog na cajucultura

Surge um novo blog para falar sobre cajucultura. Trata-se do http://souprodutordecaju.blogspot.com/ trazendo o posicionamento de cajucultores sobre a conjuntura atual do setor. Vale a pena conhecer.

Buique no ranking da castanha de caju

O município de Buíque, em Pernambuco, é destaque do estado nas pesquisas sobre a Produção da Agricultura Municipal 2010, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. A cidade se destaca no ranking nacional como produtora de castanha de caju. Conforme os dados do IBGE, com 1,92% de participação, o município ocupa o 11º lugar nacional na produção de castanha de caju, com 2 mil toneladas.