domingo, 23 de outubro de 2011

Caju ajuda a combater o colesterol ruim e o envelhecimento da pele


O caju tem quatro vezes mais vitamina C do que a laranja. O preparo é simples: para cada três cajus, um copo d’água. O suco deve ser feito e tomado na hora. “Com o tempo elas já vão oxidando, perdendo sua função e, às vezes, até muda o sabor”, diz Cristina Praciano, nutricionista.
A amêndoa da castanha, considerada a fruta do caju, é rica em selênio, que combate o envelhecimento precoce. Também é fonte de proteína e ajuda a diminuir o mau colesterol. Mas quem quer controlar o peso não pode exagerar. Cada cem gramas de castanha tem 600 calorias.
Para os homens até 50 gramas, que vai fornecer 300 calorias, e para a mulher de oito a dez, que vai fornecer em torno de cento e vinte a cento e cinquenta calorias, então, perfeito para você manter sua massa muscular
Castanha, sucos e doces são as versões mais conhecidas do caju, mas na cozinha ele pode ser muito bem aproveitado. Depois que se tira o suco do caju, o que sobra é uma espécie de carne rica em carboidrato e fibras. Ela pode servir de ingrediente para vários pratos salgados.
Para preparar uma moqueca de caju, a chefe de cozinha Marana Figlioulo ensina a transformar a carne doce do caju em carne salgada. Primeiro retire todo o suco da fruta, triture-a e lave em seguida. Passe na peneira para retirar o excesso de líquido. Em uma panela refogue com azeite de dendê e todos os temperos da moqueca tradicional. Depois, em uma panela de barro, o caju recebe doses generosas de leite de coco e castanhas.
Do G1

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Processamento de castanha em Moçambique gera empregos

Mais de nove mil postos de trabalho foram criados até ao momento pelo setor de processamento de caju nas províncias de Nampula, Cabo Delgado e Zambézia, número que, segundo a Associação dos Industriais do Caju (AICAJU), poderá subir para 12 mil, graças aos investimentos em curso naquele setor.
Segundo Mohamed Yunuss, presidente daquela entidade, a capacidade de geração dos postos de trabalho resulta da entrada em funcionamento, nos últimos tempos, de 18 unidades de processamento, a maior parte delas localizadas na província setentrional de Nampula.
Este ano, as indústrias de processamento de caju nas províncias de Nampula, Cabo Delgado e Niassa, irão consumir 42 mil toneladas deste produto, das 60 mil toneladas que se esperam comercializar na presente safra. (Jornal de Angola)

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Indústria de castanha de caju quer ajudar a enfrentar a crise

A indústria de processamento da castanha de caju quer ser incluída entre os setores listados como beneficiários da desoneração da folha de pagamento, devolução dos créditos federais e crédito prêmio, medidas do Plano Brasil Maior para incentivar o comércio exterior e reduzir o custo das exportações. “Estamos confiantes que o governo vai atender a um setor que tem grande importância social, social e ambiental para a Região Nordeste”, comenta o presidente do Sindicato da Indústria de Beneficiamento de Castanha de Caju (Sindicaju), Lúcio Carneiro.
Ele acrescenta que o setor lidera a pauta de exportações do Ceará, individualmente, gera 25 mil empregos - no campo e na indústria - e tem mais de 100 mil produtores no Nordeste com uma área plantada de 700 mil hectares - 500 mil ha só no Ceará. Destaca que as medidas são essenciais para enfrentar a crise econômica que afeta as exportações brasileiras. O pedido do Sindicaju conta com o apoio da Federação das Indústrias do Ceará (Fiec), Confederação Nacional da Indústria (CNI) e bancada de parlamentares cearenses no Congresso Nacional. Carneiro destaca que o setor que exporta commodities é o mais penalizado porque a demanda e nível de atividade incertas. 
 Fatores

Número significativo de trabalhares no setor rural e agroindustrial, que precisa ser mantido e aumentado;
A produção de castanha de caju não atende a capacidade instalada da indústria para processar 420 mil/t/ano. Em termos médios, no período de 2000-2010, a produção de castanha de caju ficou abaixo de 200 mil/t/ano
Possibilidade de recuperação, a curto e médio prazo, de mais de 150 mil hectares de cajueiros do tipo comum, usando tecnologias alternativas de baixo custo;
Disponibilidade de tecnologias para modernização e expansão de todos os elos da cadeia produtiva do caju;
Descompasso entre a modernidade das indústrias de processamento e a estagnação da oferta de matéria-prima, em termos de volume e qualidade. (O Povo)

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Setores se unem para garantir a produção de caju


Às vesperas da colheita de mais uma safra de caju, ainda indefinida, a Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Cajucultura, propõe um esforço geral para recuperar a cultura. A ideia é elaborar um plano estratégico com projetos em bases sustentáveis a serem desenvolvidos nos próximos 20 anos. Preocupada com a situação do setor de grande importância econômica e social para o Ceará e Nordeste porque ainda emprega milhares de pessoas, as comissões de Agropecuária e de Desenvolvimento Regional da Assembleia Legislativa do Ceará promovem audiências públicas para debater estratégias de recuperação do setor.

Segundo o especialista em cajucultura e membro da Câmara Setorial da Cajucultura, Marvignier França, existe um paradoxo preocupante no setor, que se apresenta como de grande importância econômica e social de um lado e de outro como uma cadeia produtiva estagnada e tendente a perder a competitividade. Adianta que depois do apoio inicial, na década de 70, através da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) e do governo César Cals, ocorreram apenas ações pontuais e projetos isolados que nunca contemplaram o segmento como um todo.
 

Planejamento
Marvignier adianta que com um planejamento espera-se “potencializar os esforços empreendidos e identificar os processos produtivos, as rotas tecnológicas adotadas, os sistemas de gestão, os mecanismos de mercado e as atitudes dos produtores e das instituições que estão impactando, de forma positiva ou negativa, a cadeia produtiva do caju no Estado.”
O especialista, com 10 livros e trabalhos publicados sobre o assunto, diz que, partindo dessa justificativa e diagnóstico inicial, a Câmara Setorial da Cajucultura vai buscar recursos para contratar uma empresa de consultoria que vai elaborar o plano para criação do Programa de Apoio ao Adensamento e à Competitividade da Cadeia Produtiva do Caju no Ceará, 2012-2022. Destaca que todas as ações, projetos e estudos já realizados sobre a cajucultura serão absorvidos e as partes que faltarem para contemplar todo o segmento serão agregadas.
O presidente do Sindicato de Produtores de Caju do Estado do Ceará (Sincaju) e membro da comissão da AL que discute a recuperação do setor, Paulo de Tarso Meyer Ferreira, afirma que a cajucultura poderá desaparecer do ciclo econômico do Ceará, no período de cinco anos, se não ocorrer uma mudança radical no panorama da atividade.
Explica que a safra pequena “está diretamente relacionada com: pomares envelhecidos, baixas produtividade e rentabilidade, inexistência de aproveitamento do pedúnculo, e desordenamento da cadeia produtiva (política pública inconsistente, dificuldade de acesso ao crédito agrícola, preço desestimulador ao produtor).”
Marvignier reforça que o grande problema da cajucultura cearense é a estagnação na oferta da castanha de caju in natura e cita os mesmos problemas elencados pelo presidente do Sincaju. E acrescenta ainda a falta de políticas de incentivo à produção, hoje parciais, e de integração proativa entre as instituições públicas e os entre os agentes produtivos do agronegócio do caju. (Artumira Dutra, Jornal O Povo)

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Energia a partir de casca de castanha

A demanda por castanha de caju aumentou seis vezes nas duas últimas décadas, e é esperado um crescimento de 5-8 por cento anualmente, quando o consumo de países com economias emergentes, como China e Índia se expandir. Junto com este crescimento vem uma crescente demanda por rastreabilidade e eficiência, levando os processadores de alimentos a mudarem suas operações para mais próximo de plantações que são capazes de transformar resíduos em energia. Rajkumar Impex, o segundo maior processador mundial de castanha de caju, revelou planos para abrir uma fábrica de beneficiamento de castanha na África Ocidental no próximo mês, ser alimentada por uma central de biomassa de 5MW a partir de casca de castanha de caju.

domingo, 9 de outubro de 2011

Declínio na produção de castanha

Última avaliação do GCEA-CE para a safra de castanha de caju no Ceará indica um declínio maior na estimativa de safra nos próximos meses devido ao atasque do Oídio. A nova previsão é de 159.152 toneladas, o que implica uma redução de 3,45% em relação ao mês anterior. Particularmente, acredito que teremos uma redução de safra ainda maior, não só devido à incidência de fungos, mas também pela idade avançada dos pomares, grande parte com mais de 40 anos, e podas excessivas para exploração da madeira do cajueiro.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Sebrae no PI realiza capacitações na Fazenda da Paz

O Sebrae no Piauí,  por meio do Projeto Fruticultura Piauiense, vai apoiar a construção de uma agroindústria de beneficiamento de castanha de caju na Fazenda da Paz – instituição que acolhe pessoas dependentes químicas e alcoólatras. 
“Essa unidade de beneficiamento é mais uma forma de auxílio ao tratamento dos internos. Eles aprendem uma atividade produtiva, que pode gerar emprego e renda”, afirma o consultor do Sebrae no Piauí, José Ribamar Costa.
“A nossa intenção é desenvolver atividades diárias para que os internos da Fazenda da Paz estejam preparados para o mercado de trabalho. Queremos promover a inclusão social dessas pessoas”, afirma a gestora do Projeto Fruticultura Piauiense do Sebrae no Piauí, Geórgia Pádua.
As capacitações na Fazenda da Paz iniciaram em junho deste ano e continuam até o fim da safra do caju, prevista para encerrar em dezembro. (Sebrae PI)

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

História da cajucultura piauiense vira livro

O Livro Cajuína apresenta o histórico da cajucultura piauiense, além das tecnologias e metodologias utilizadas na produção da bebida. A publicação tem como objetivo divulgar e dar visibilidade à cajuína, uma bebida que é típica do Piauí.
A cajuína é um dos principais produtos derivados do caju e hoje é considerada um dos símbolos do Piauí. Cantada na voz de Caetano Veloso ganhou visibilidade e hoje é apresentada no livro intitulado Cajuína – Informações técnicas para Indicação geográfica de procedência do Estado do Piauí, escrito pelo pesquisador da Embrapa Meio-Norte, José Lopes Ribeiro, que já está disponível no site da Embrapa Meio-Norte e que será lançado ainda este ano.
O Piauí é o segundo estado em produção de caju. Isso se deve ao clima e aos sistemas de produção usualmente empregados na cajucultura. O pedúnculo do caju (nome dado à parte colorida e com polpa) pode ser aproveitado das mais variadas formas desde o consumo in natura, preparo de diversos tipos de doces caseiros, confecção dos mais variados pratos à base de fibras do caju ou como tira-gosto.
A cajucultura no Estado está relacionada também ao aspecto social pela geração de emprego e renda para a população rural, principalmente no período da seca, onde acontecem as entressafas das culturas anuais, como o arroz, o milho, o feijão e a mandioca.
O Livro Cajuína apresenta o histórico da cajucultura piauiense, além das tecnologias e metodologias utilizadas na produção da bebida. A publicação tem como objetivo divulgar e dar visibilidade à cajuína, uma bebida que é típica Piauí, fazendo parte da cultura local e famosa pelo seu aspecto refrescante e por não possuir teor alcoólico.
A cajuína é o suco do caju puro, clarificado, sem adição de açúcar e conservantes. O produto é acondicionado em garrafas que são colocadas por um período de cozimento em banho-maria para o líquido adquirir uma coloração âmbar e um sabor característico, resultante da caramelização dos açúcares do próprio suco.
No livro o leitor tem a oportunidade de conhecer todo o processo da fabricação da cajuína, desde a plantação do pé de cajueiro, a colheita do fruto, extração, cozimento e engarrafamento da cajuína.

domingo, 2 de outubro de 2011

Castanha de caju, artesanato e forró geram bons negócios no RN

No Rio Grande Do Norte, a castanha de caju, o artesanato e o forró geram bons negócios e atraem turistas.
Para o empresário Tarcísio Lucena, a castanha de caju é um negócio altamente lucrativo. Ele vende o produto assado, torrado, desidratado, com gergelim e leite condensado. Aqui, o segredo é inovar sempre.
“A castanha de caju torrada, o pacote custa em média R$ 12. A caramelizada tem valor de R$ 14,40. Uma margem de lucro a mais entre 15% e 20%. Vale a pena agregar e valorizar o produto”, diz.
O empresário compra as castanhas in natura e beneficia em uma fábrica. O negócio surgiu há 20 anos e hoje processa mais de 20 mil kg de castanhas por mês, de todos os tipos. Em um dos produtos, primeiro a castanha é frita, passa por uma centrífuga para tirar o excesso de óleo e depois é embalada.
Nesse negócio, uma questão é estratégica: o capital de giro para comprar matéria prima.
Em Natal, a castanha de caju é conhecida como ouro branco: valiosa, disputada e escassa. O empresário deixa de vender por falta de castanhas. O problema é que a safra é durante três meses – de novembro a janeiro. E ganha quem tem cacife para bancar a compra e guardar para os outros meses.
Para se ter uma idéia, a empresa estoca um milhão de quilos de castanha in natura por ano. O valor disso: mais de R$ 3 milhões. Daí a fama de ouro branco.
Segundo o empresário, é possível começar uma fábrica com R$ 300 mil, para comprar equipamentos e fazer um pequeno estoque. Lucena vende para todo o país e ainda exporta castanhas para Portugal e Itália. Em Natal, ele tem três lojas próprias. Em uma delas, os personagens Maria Bonita e Lampião atraem turistas, e a casa lota. Em média, são 500 pessoas comprando castanhas por dia.
“Eu como um pacote praticamente sozinho. É muito bom. Então, a gente está levando para Campinas (no interior de São Paulo), para família experimentar também”, diz Rodrigo Cintra, consumidor.
Animado com o sucesso, o empresário tem planos bem definidos de crescimento. “Temos o intuito de abrir mais cinco lojas nesse estilo, no Nordeste, em cidades que têm praia, para poder alcançar nosso objetivo.”
Artesanato
Outro produto típico é o criativo artesanato do Rio Grande do Norte. Roupas, bonecos, enfeites, bebidas. Tudo é vendido em um centro de comércio – parada obrigatória para quem visita Natal.
O centro de turismo de Natal é um dos principais patrimônios históricos da cidade. O curioso é que o local antes era uma cadeia. No lugar das celas, hoje funcionam pequenos negócios. Em cima dá até para ver a identificação da cela. Ao todo são 40 lojas que recebem que quase 200 mil turistas por ano, atraídos pelo artesanato variado, pelos mistérios e pelos encantos do lugar. Afinal, a cadeia tinha uma das mais belas vistas da cidade, de frente para o mar.
O espaço pertence ao governo do estado, e é alugado para os lojistas. Aqui, cada empresário fatura em média R$ 15 mil por mês. A, por exemplo, vende roupas e enxovais. Atende mais de 40 clientes por dia.
“Os turistas perguntam sempre, ‘ah, aqui é a antiga cadeia’, a gente fala, ‘é sim’, ‘ah ainda tem as grades’, a gente diz ‘tem, só mudamos a decoração da loja’”, afirma Vanuzia Varela, vendedora
A paulista Silvia Regina Mota montou a loja há 22 anos, e nem pensa em sair. Ela vende mais de 300 peças por mês. “Tudo é daqui, do Rio Grande do Norte, a gente já tem os fornecedores certos, eles já vêm nos visitar e já trazem a mercadoria semanalmente”, afirma.
O destaque da loja são os derivados do caju. Tem a fruta em suco, em passa, cristalizada, mel, enfeites e até cachaça de caju.
Nas noites de quinta-feira, o centro de turismo ganha um reforço extra. No pátio da cadeia onde os presos tomavam sol, hoje são apresentados espetáculos de forró.
A dança é um negócio à parte, administrado pelo empresário Igor de Albuquerque. Cada turista paga R$ 20 para entrar. E o faturamento por noite de forró é de R$ 10 mil reais. “O forró é um ótimo negócio, a gente aluga aqui o prédio ao governo, e deu muito certo essa iniciativa, a gente está há mais de 1200 quintas-feiras, a casa está sempre lotada”, diz o empresário. O som é contagiante com a participação de dançarinos e turistas. (Do PEGN TV, exibido neste domingo pela TV Globo)

sábado, 1 de outubro de 2011

Indústria do Caju do Ceará anuncia investimentos

Lúcio Carneiro Filho, presidente do Sindicaju, anuncia:
“A indústria cearense do caju investirá R$ 20 milhões na melhoria da logística de recebimento de matéria prima e de ganhos de produtividade e eficiência no sistema de despeliculamento e estufagem contínua.
“Serão contratadas mais 4 mil pessoas para a safra 2011-2012.
“O setor terá certificações internacionais de sustentabilidade.
“O Plano Brasil Maior, da presidente Dilma Rousseff, nos anima”.
(Publicado em 01/10/2011 - 7:35 por Egídio Serpa)