sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Recomendações para o combate preventivo ao oídio do cajueiro

O oídio (Oidium anacardii) é uma doença que, até pouco tempo, era considerada secundária pelos produtores de caju. No entanto, nos últimos anos, ela vem provocando graves perdas para a cultura do cajueiro, afetando a produção da amêndoa e do pseudofruto (pedúnculo).  De acordo com o pesquisador da Embrapa Agroindústria Tropical (Fortaleza-CE), Emilson Cardoso, o oídio está presente nos estados do Ceará, Rio Grande do Norte e Piauí.
Para reduzir os danos causados pela doença, pesquisadores  estão realizando reuniões técnicas e divulgando ações emergenciais de prevenção. Os sintomas do oídio são: folhas maduras com pó branco ou acinzentado na face superior; folhas jovens com o mesmo pó, mas com deformações; superfície do pedúnculo jovem com aspecto grosseiro e pedúnculo maduro com cicatrizes e rachaduras que expõem um tecido de coloração esbranquiçada. Pode ocorrer ainda abundante produção de espuma no local afetado. As plantas em viveiros também podem ser atacadas pelo oídio.
Pesquisadores da Embrapa estão realizando reuniões técnicas para auxiliar os produtores a combater essa doença. Dois encontros foram realizados , nos municípios de Aracati (CE) e Acaraú (CE). As reuniões contaram com a presença de secretários municipais, técnicos extensionistas, técnicos da Secretaria de Desenvolvimento Agrário (DAS), agentes da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Ceará (Adagri), líderes comunitários e agricultores. Ao contrário do que vem sendo especulado, não há relação do oídio do cajueiro com o continente africano. “Não se pode afirmar que o oídio veio da África. Não há evidências científicas disso”, assegura Emilson Cardoso.
As recomendações emergenciais para a prevenção da doença são:
Pulverize as plantas preventivamente no início do ataque, empregando enxofre e água (caldo).
Repita as aplicações com intervalos de sete dias até a completa formação dos frutos.
A dose deve ser de 500-600g de enxofre por 100 litros de água e o volume da calda de 800 a 1000 litros por hectare.
Não associe óleos minerais ao produto ou à calda.
Mexa a calda constantemente e utilize-a no mesmo dia da preparação.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Cajucultura tem audiência pública em Horizonte (CE)

Nesta quarta-feira (28/9), a partir das 9 horas, no Centro Cultural de Horizonte (CE), audiência pública que discutirá a atual situação da cajucultura do Ceará. O evento contará com a presença da população e de profissionais do setor de diversos municipios.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Castanha de caju: África supre demanda vietnamita

O Vietnã espera exportar não mais que 150 mil t de amendoas de castanha de caju este ano, 48 mil t a menos do que em 2010, de acordo com a Viet Nam Cashew Association (Vinacas). Segundo a mesma fonte, em 2011 a produção de castanha in natura no país foi de cerca de 300 mil t, mesma quantidade de 2010.
Até o final de agosto, as processadoras vietnamitas importaram 200 mil t de castanha in natura da Nigeria, Ghana, Costa do Marfim, Indonesia e Cambodja, devendo ainda importarem até o final de setembro entre 30 mil a 40 mil t de castanha da África.

domingo, 25 de setembro de 2011

Olinda: caju na merenda escolar

O pequeno agricultor e empreendedor familiar rural de Olinda (PE) conta com nova oportunidade de fortalecer seu negócio. A Prefeitura está com edital aberto para aquisição de alimentos oriundos da agricultura familiar, que serão usados na produção da alimentação escolar. A Chamada Pública vem cumprir a Lei nº 11.947/2009, que determina aos municípios utilizarem no mínimo 30% dos recursos repassados pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), na compra de produtos da agricultura familiar.
Os interessados deverão apresentar a documentação para habilitação e projeto de venda no dia 07/10, às 9h30, na sala da Comissão Permanente para Assuntos de Licitação (Copal), que fica na Avenida Santos Dumont, nº 177, Varadouro.
O edital aberto tem um orçamento de aproximadamente R$ 520.000,00, para compra de cerca de 200 toneladas de alimentos, entre eles, feijão, peixe, frango, queijo, bebida láctea, leite pasteurizado, sucos, frutas, raízes, hortaliças, mel de abelha e castanha de caju. Os alimentos serão destinados à produção da merenda feita na Cozinha Industrial do CAIC Norma Coelho, por intermédio do Programa de Segurança Alimentar Educacional (PSAE).

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Cajucultores de Cruz (CE) apreensivos

O município de Cruz (CE) tem na castanha de caju a sua principal atividade econômica. A grande expectativa dos cajucultores era de uma grande safra em 2011, haja vista que no ano passado a produção de castanha ficou muito aquém do esperado, embora o preço tenha sido satisfatório chegando aos R$ 3,00 o quilo da castanha in natura, no mês de maio deste ano. Quem armazenou a produção conseguiu bom preço. Para este ano, os plantadores esperavam uma boa safra, mas foram surpreendidos. As castanhas não se desenvolveram e o caju ficou miúdo. Atualmente, está sendo comercializada ao preço de R$ 1,20. O agricultor Vilson Muniz de Sousa, da Comunidade de Frei Jorge, disse que além de não colher uma boa safra, a castanha é muito pequena, uma lagarta verde está atacando as folhas, que as castanhas e os cajus estão sendo furados por uma broca. Os cajucultores de Jijoca de Jericoacoara nos informaram que as plantações foram atacadas por um inseto que produz uma espécie de “mel” que destrói as inflorescências do caju. Muitas flores secam antes da formação dos frutos enquanto outros são formados, mas, secam e caem pequenos, na forma maturi, nome que os agricultores dão às castanhas em inicio de formação. Os compradores de caju estão pagando R$ 4,00 pela caixa. No ano passado, chegaram a pagar até R$ 6,00. Em algumas regiões, a safra não será tão ruim, mas há quem afirme que este ano vai colher menos que no ano passado. Alguns técnicos atribuem o fenômeno às altas temperaturas que secam as flores antes de fecundar, outros atribuem a queima das flores ao frio que está acontecendo nas madrugadas. (Fonte: Ceará em Rede)

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Mesa redonda sobre cajucultura no Frutal

Próxima quinta-feira, às 15h30, no Centro de Convenções de Fortaleza, o Frutal promove mesa redonda sobre cajucultura. Entrada franca.

sábado, 10 de setembro de 2011

Cajucultura é destaque na Frutal 2011

Vários eventos direcionados para a cultura do cajueiro estão programados durante a Frutal 2011 (http://www.frutal.org.br/frutal2011/), que começa na próxima terça-feira, 13, no Centro de Convenções de Fortaleza.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Safra de castanha: é cedo para previsões

É demasiadamente cedo para se fazer qualquer previsão sobre a safra cearense de castanha de caju 2011/2012. O vizinho estado do Piauí, cuja safra começa antes do que a do Ceará, está enfrentando, em algumas regiões, problemas sérios com o Oídio, doença que afeta seriamente a produção. Em 2010, a mesma doença ocorreu em alguns municípios do Ceará.

Caju...cultura

Nunca é demais repetir. O Brasil nunca ocupou a primeira posição mundial na produção comercial de castanha de caju. Apesar disso, vez por outra é comum alguém afirmar que o país perdeu o primeiro lugar para a Índia ou Vietnã. Como perder uma posição que nunca ocupou?

Luiz Humberto

Sepultado hoje em Guanassés (Cascavel - CE) o Sr. Luiz Humberto, um grande cajucultor e produtor de mudas de cajueiro do Ceará. Em 2008 foi agraciado com o Troféu Caju de Ouro, durante o Caju Nordeste.Na sua propriedade produzia uma cajuina artesanal da melhor qualidade.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Cajucultura em Jaicós (PI)

O município de Jaicós, localizado a 360 km de Teresina, possui uma das maiores feiras livres do Piauí. A agricultura na região era basicamente desenvolvida apenas com o cultivo de feijão, milho e mandioca. No início da década de 70 com incentivo do governo foi introduzida no semiárido nordestino, principalmente na região da grande Picos, a cultura do caju como fonte de renda e emprego.
Houve na época uma resistência por parte de agricultores que não acreditavam no sucesso da cultura do caju, mas com o incentivo e desenvolvimento de técnicas para o cultivo do cajueiro, foi possível a implantação da cultura na região.
A feira livre de Jaicós neste período se movimenta através dos vendedores e dos compradores de castanha. Esta cultura está sendo trabalhada em grande escala por se adaptar bem às condições climáticas do Estado, oferecendo oportunidades à agroindústria com o beneficiamento da castanha e fabricação de sucos.(Fonte: BrasilPortais)

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Aguardente de caju

Produtores de castanha de caju no distrito de Mogovolas Moçambique) estão determinados a incrementar os volumes de produção daquela cultura estratégica para a economia, esses produtores pedem, para o efeito, apoio do governo no sentido de reforçar a disponibilidade de mudas de cajueiros para novos plantios.
Apesar de ser o maior produtor de castanha de caju ao nível da província nortenha de Nampula, que, por seu turno, é considerada a maior produtora da cultura ao nível do país, a ambição dos agricultores de Mogovolas não fica por ai. Na verdade, estão empenhados em incrementar ainda mais os atuais níveis de produção a fim de corresponder à crescente procura da castanha e do caju. Naquele região é feita a destilação de aguardente a partir do caju que conquistou o seu lugar no mercado, sobretudo urbano, que registra compras cada vez maiores nos últimos tempos. Por essa razão, o negócio aguardente é o que mais lucros gera comparativamente aos rendimentos que advêm da comercialização da castanha e da amêndoa de caju por parte de muitas famílias.
O custo médio da castanha de caju na região norte é de 34 meticais por quilograma (R$ 3,24) , sendo que este negócio desenvolve-se num espaço de três meses por ano. Nos restantes nove meses, as comunidades ficam com as atenções concentradas na destilação de aguardente cujo rendimento suporta o investimento das famílias na aquisição de moradia, compra de motos e de gado bovino para fomento e fins agrícolas.
O litro do aguardente de caju de primeira e segunda qualidades é comercializado, atualmente, a 100 e 25 meticais, respectivamente (R$ 9,00 e 2,25).