sábado, 30 de julho de 2011

Serra do Mel

Os colonos da Serra do Mel iniciaram o trabalho de limpeza dos pomares de cajueiros das vilas do município, o que significa dizer que começa a corrida por mão de obra. Durante a safra do caju e da castanha, os colonos contratam até cinco mil pessoas de outras regiões. Atualmente, os colonos estão concluindo a produção de melancia.
O município, que foi projetado na década de setenta pelo então governador Cortez Pereira, tem hoje 10 mil habitantes residindo em 23 vilas, sendo uma administrativa e as outras 22 rurais. Cada vila tem uma área reservada para o plantio do cajueiro. Ao todo, atualmente existem aproximadamente quatro milhões de cajueiros, divididos em 1.196 lotes.
A produção anual de castanha varia conforme o inverno. Em 2009, a produção ultrapassou a casa das 20 mil toneladas de castanha e nove vezes mais este número de toneladas de caju. No caso do caju, a safra é praticamente toda desperdiçada. No máximo 10% são transformadas em suco de caju. O restante fica nos pomares servindo de adubo.
O vereador e produtor Euzébio Maia destaca que não é fácil aproveitar o caju. A castanha tem venda garantida. Porém, é preciso que exista mão de obra para trabalhar na colheita e uma indústria de beneficiamento para trabalhar em suco. No caso, havia uma indústria instalada no município em 2009, e neste ano o beneficiamento será na antiga fábrica da Maisa.
Como o inverno neste ano foi regular, os produtores esperam superar a produção de 2009. E os colonos já começaram o trabalho de busca por trabalhadores na região Oeste do Rio Grande do Norte e até no Alto Sertão da Paraíba para fazer a colheita. A temporada da produção de castanha e caju começa em setembro e vai até janeiro do próximo ano.

NA REGIÃO
A expectativa também é de boa produção na região Oeste, principalmente nas cidades de Campo Grande Upanema, Caraúbas, Apodi, Severiano Melo, Rodolfo Fernandes e Portalegre. No caso do Alto Oeste, o município de Portalegre é o que reúne a maior concentração de produtores e tem uma unidade de beneficiamento de castanha e caju.(Jornal Defato)

sábado, 23 de julho de 2011

Indústria da castanha importa 30 mil toneladas da África

Antonio Lucio Carneiro, presidente do Sindicato da Indústria do Caju do Ceará, informa: Estão sendo importadas da África – de Gana e Nigéria – 30 mil toneladas de castanha. Chegaram 8 mil e vão chegar mais 22 mil. Tudo isso significa 10% da safra nacional de amêndoa, diz Lúcio Carneiro. O presidente do Sindicato dos Produtores de Caju, Paulo de Tarso Meyer Ferreira, informou a este bloig, nesta semana, que estão sendo importadas 100 miltoneladas.(Do Blog do Egídio Serpa, DN)

I Movimenta Comunidade de Barreira

Aconteceu nessa sexta-feira (22/07/11) no município de Barreira/CE o I MOVIMENTA COMUNIDADE – Ação, Cidadania e Desenvolvimento da Cajucultura, evento promovido pela Associação Comunitária dos Moradores da Localidade de Uruá em articulação com o Comitê Gestor Local da Cajucultura. Motivados pela mobilização e ações realizadas no município, a partir do Comitê, os agricultores decidiram organizar o evento que tem como objetivos a organização dos sócios, gerar entusiasmo e dinamismo, possibilitar acesso a recursos que auxiliem na estruturação da entidade, além de aprofundar a discussão sobre a importância da cajucultura na vida e história de seus membros.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Encontro de consultores de cajucultura

A gerência de Monitoramento e Assessoramento Técnico de Projetos da  Fundação Banco do Brasil realizou na última terça-feira (19/07),  na sede da instituição, um encontro de consultores e representantes de empreendimentos ligados à cajucultura do Nordeste. O Encontro teve como objetivo a troca de experiências e o alinhamento dos procedimentos referentes à consultoria em projetos em diversas cadeias produtivas e em territórios nos quais a Fundação BB mantém ações e investimentos sociais.    
Estiverem presentes representantes de cooperativas dos Estados da Bahia, Ceará, Piauí, Rio Grande do Norte e Minas Gerais e, ainda, representantes do Programa de Desenvolvimento Territorial Sustentável (PDTIS), que na ocasião, relataram experiências na agricultura familiar. Para Jocibel Belchior, da Central de Cooperativas dos Cajucultores do Estado do Piauí (Cocajupi), “esses momentos são importantes porque, além da troca de conhecimentos positivos com outros consultores, temos a oportunidade de aprender e ensinar um pouco do que sabemos. O objetivo, claro, é de que possamos oferecer assistência técnica com qualidade social para os agricultores”, afirma.

Produção de castanha de caju em baixa

Produtores de castanha de caju estão colhendo prejuízos com a safra 2011, depois da escassez de chuvas do ano passado. O que afeta também o bolso do consumidor, que está pagando mais caro pelo produto. Veja o vídeo abaixo na reportagem da TV Jangadeiro, de Fortaleza..
  video

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Coca-Cola lança refrigerante de caju no Ceará

A Coca-Cola Norsa, responsável pela fabricação e comercialização do portfolio da Coca-Cola Brasil no Ceará, está lançando neste mês um refrigerante feito de caju, exclusivamente para os consumidores da região do Cariri, no estado.
A Crush Cajuína, como foi chamada a bebida, tem guaraná e suco de caju na composição e será comercializado em embalagens 600ml e 2 litros.
De acordo com Bernardo Legey, diretor de operações de mercado da Coca-Cola Norsa, a cultura da fruta na região é responsável pela diferenciação do consumo de refrigerantes no estado do Ceará. Segundo ele, a região é conhecida pela alta produtividade, com unidades de processamento e beneficiamento de caju. A fruta é ainda o principal produto de exportação do Ceará.
O lançamento faz parte da estratégia de regionalização dos produtos da empresa. Em 2001, seguindo esse projeto, a Coca-Cola comprou os direitos de produção do refrigerante cor-de-rosa Jesus, do Maranhão.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Ceará: castanha em segundo

As exportações do Estado do Ceará registraram crescimento em junho, após um início de ano ruim, com três meses consecutivos de queda. De acordo com dados da balança comercial, divulgados ontem pelo Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, nesse mês, o volume de vendas para outros países foi 9,8% maior que em maio, que já havia registrado 4,7% de acréscimo, em relação a abril.
Os calçados ainda estão no topo do ranking dos produtos cearenses que ganham o mundo, embora a indústria calçadista esteja sofrendo com o câmbio. Em seguida, vêm a castanha de caju, o couro, ceras vegetais e sucos.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Cursos para mulheres em processamento de castanha

Dois cursos ministrados pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater), com verbas do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e contrapartida do governo do estado via Pacto Federativo, capacitarão 60 mulheres de Ipixuna do Pará, nordeste do estado, no período de 11 a 22 de julho. As mulheres representam quatro comunidades do município. São agricultoras tradicionais, pescadoras e artesãs.
Os cursos fazem parte de uma série de 200 programados para beneficiar cerca de 50 mil famílias dos 104 municípios dos oito Territórios da Cidadania no Pará.  Já foram realizados 30 cursos. Do total de mais de R$ 12 milhões do Convênio, por volta de R$ 2 milhões são destinados a capacitações.
A primeira formação, “Curso de Gênero”, será ministrada de 11 a 15 de julho pela assistente social Sílvia Silva, especialista em políticas públicas e colaboradora da Emater. Serão 30 alunas. O segundo curso, de “Redes de Produção”, será ministrado de 18 a 22 de julho, a outras 30 mulheres,  pelo sociólogo da Emater Alcir Borges, do escritório regional de São Miguel do Guamá, e pela tecnóloga em alimentos Michelle dos Santos.
No caso de Ipixuna, além do incentivo à mão-de-obra feminina no artesanato e na pesca, há também a consideração da inserção imediata delas no beneficiamento especializado da castanha-de-caju, ante a iminência da inauguração de uma agroindústria familiar de doces e amêndoas, o que a Emater deverá efetivar no segundo semestre deste ano.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Entidades se cadastram para comercializar produtos para a rede de supermercados

O gerente de Agronegócios da rede de supermercados Walmart no Nordeste, Radi Cavalcanti Batista, visitou no último dia 5 as cooperativas atendidas pelo Serviço de Apoio as Micro e Pequenas Empresas, Sebrae no Piauí, na cidade de Picos, localizada a 306 quilômetros ao sul de Teresina.
O objetivo foi apresentar o projeto Clube dos Produtores do Walmart aos representantes dessas entidades. De acordo com Batista, a produção das cooperativas piauienses tem todo o potencial necessário para ser comercializada.
“Fiquei muito surpreso com o nível de organização das cooperativas e também com a certificação que essas entidades possuem como a de produtos orgânicos e de Comércio Justo. Me impressionou também a estrutura e as tecnologias de produção utilizadas, além da organização das duas mil famílias que fazem parte dessas entidades. Identificamos potencial nos produtos e estamos cadastrando as cooperativas para o ingresso na rede. O resultado deve sair dentro de sessenta dias”, disse o gerente do Walmart.
Foram feitas visitas à Central de Cooperativas Apícolas do Semi-Árido Brasileiro, Casa Apis; Central das Cooperativas de Cajucultores do Estado do Piauí, Cocajupi; Cooperativa dos Produtores de Cajuína do Estado do Piauí, Cajuespi; Cooperativa Mista dos Apicultores da Microrregião de Simplício Mendes, Comapi; e Cooperativa de Produtores de Farinha, Comiba. As cooperativas produzem cajuína, mel, castanha de caju e farinha.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Comitê Gestor local da Cajucultura de Barreira

O Instituto CENTEC/SECITECE, EMATERCE/SDA, Prefeitura Municipal, Associações de produtores, empreendedores rurais e várias instituições públicas e privadas estão realizando ações para estruturação do Arranjo Produtivo Local – APL da Cajucultura no município de Barreira.
A partir da Implantação do Projeto de Organização Produtiva da Cajucultura, por meio da Metodologia RESSOARE, diversas ações têm sido desenvolvidas no intuito de dinamizar a atividade e assegurar a consolidação do APL. Dentre elas destaca-se a criação do Comitê Gestor Local, organismo representativo de todos os envolvidos na cadeia produtiva.
O Comitê Gestor Local foi constituído para facilitar a articulação entre os atores que desenvolve trabalho na área da cajucultura e pela necessidade da formalização e reconhecimento do APL. Constituído por instituições do Município na Região, está organizado no sentido de tornar-se um instrumento indutor das transformações almejadas e facilitador da participação ordenada de todos aqueles que atuam no APL.
Dentre as ações já realizadas, destaca-se a constituição dos fóruns das mini-fábricas e dos cajucultores, a realização de cursos, elaboração de projetos para captação de recursos para custeio, elaboração do fluxograma de beneficiamento da castanha, avaliação técnica de caldeiras, autoclaves e estufas, realizados esclarecimentos sobre questões ambientais, visita técnica para aprimoramento da atividade, viabilizado a participação em feiras, dentre outras atividades.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Ceará: setor agropecuário fecha primeiro trimestre com alta de 26%

A agropecuária do Ceará, em 2010, apresentou tímido desempenho, consequência direta das condições meteorológicas inadequadas para as culturas agrícolas e pecuárias. No entanto, em 2011 o setor deve reverter o baixo resultado do ano passado. Tal expectativa já foi sinalizada pelo Produto Interno Bruto (PIB) verificado no primeiro trimestre deste ano, que já mostra uma variação positiva de 26% sobre igual período de 2010, conforme os dados do PIB recentemente divulgados pelo Instituto de Pesquisa e estratégia Econômica do Ceará (Ipece), órgão vinculado à Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag) Governo do Estado.
A castanha de caju, por sua vez, puxou o desempenho total para baixo, apresentando uma redução de 62,1% na produção.

Mercado Internacional
O agronegócio do Ceará em 2010 atingiu a cifra de US$ 445.841.390, representando um crescimento de 9,3% em relação a 2009, e uma participação de 35,1% no total de exportações do Ceará. A Castanha de Caju apresentou a maior participação, com 40,8% das exportações do setor, sendo seguida pelas exportações de Melões Frescos, que participa com 16,7% e Outras Lagostas Congeladas Exceto as Inteiras, 13,2%. Ao incluir Ceras Vegetais na lista, esses quatro produtos acumulam 80,4% do total exportado pelo agronegócio.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Distribuição de mudas em Moçambique

O Ministério da Agricultura de Moçãmbique está envidando todos os esforços com para elevar os níveis de produção e produtividade da castanha de caju, uma das maiores culturas de rendimento no país, tendente a responder aos desafios de luta contra o subdesenvolvimento no meio rural.
Os esforços consistem no incremento dos programas de produção e distribuição de mudas de cajueiros, incluindo o fornecimento de produtos químicos às comunidades, conforme explicou, em Nampula, Filomena Maiópue, diretora-geral do Instituto de Fomento de CaJu (INCAJU).
De acordo com aquela dirigente, o governo pretende, com esta medida, voltar atingir a proidução de 200 mil toneladas, alcançada em 1972 em que Moçambique se tornou no maior produtor daquela cultura de rendimento, em nível mundial.
No quadro destas medidas, o INCAJU passa a disponibilizar, anualmente, três milhões de mudas de cajueiros aos produtores, além de apoiar os produtores na aquisição dos produtos químicos e equipamentos para as atividades de pulverização, iniciada na safra 2009/2010.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Carta do Caju de Itapipoca

Parlamentares e produtores assinaram na última sexta-feira (01/07), durante audiência pública em Itapipoca (CE), a Carta do Caju. O documento, que sugere a continuidade dos debates e a busca de soluções para o setor, foi lançado no final do encontro que debateu a atual situação da cajucultura no Ceará.
Promovido pelas comissões de Agropecuária e Desenvolvimento Regional, Recursos Hídricos, Minas e Pesca da Assembléia Legislativa, a audiência foi aberta pelo deputado Roberto Mesquita (PV), que destacou a importância do debate entre o setor público, cadeia produtiva, órgão de financiamento e sociedade.
O deputado Manuel Duca (PRB), que propôs a audiência, destacou o papel da cajucultura para a economia do Estado e a importância de buscar soluções para a crise do setor. Segundo ponderou, o envelhecimento dos pomares, a baixa produtividade e competitividade são os grandes problemas do setor.
Duca lembrou que quase dois bilhões de quilos de caju são desperdiçados no Estado e ressaltou que "o melhor aproveitamento do pedúnculo é um saída para o segmento". O deputado defendeu ainda criação de políticas públicas que garantam estímulo e incentivos para o setor.
O deputado Antônio Granja (PSB) defendeu a ampliação de políticas públicas para a cajucultura. Lembrou que "o caju tem uma grande variedade de subprodutos, que poderiam ser exportados ou usados na merenda escolar ou nos hospitais".
Também participaram do debate os deputados Teo Menezes e Rogério Aguiar (ambos do PSDB), os prefeitos de Cruz, Jonas Muniz, e de Forquilha, Edmundo Rodrigues, o vice-prefeito de Itapipoca, Geraldo Azevedo, vereadores, secretários, lideranças políticas e sindicais de vários municípios, agricultores, empresários e representantes da Embrapa, Banco do Brasil, Banco do Nordeste (BNB), Sebrae, Instituto Caju Nordeste, Federação das Indústrias do Ceará , entre outras entidades.

Colheita prematura do caju em Moçambique gerou perdas de 3 milhões de dólares

A colheita da castanha de caju antes da maturação plena causou perdas avaliadas em 3 milhões de dólares, afirmou em Nampula o responsável da Associação dos Industriais de Caju (Aicaju), citado pelo diário Notícias, de Maputo.
No lançamento da campanha de controle químico de pragas e doenças do cajueiro, que tem por meta pulverizar cerca de cinco milhões de plantas, Silvino Martins disse que da totalidade da castanha adquirida no decurso da campanha de comercialização recentemente concluída, cerca de 2.100 toneladas não tinham qualidade suficiente para exportação.
Silvino Martins disse ainda que a colheita prematura de castanha de caju tem concorrido para um elevado índice de amêndoa partida ou apresentando sinais de cor negra ou amarelada, pelo que é rejeitada sumariamente no processo de seleção da produção destinada a exportação.
O preço de referência da amêndoa de castanha de caju no mercado internacional situa-se entre 4,30 e 4,40 dólares a libra peso ou cerca de 9,47 dólares o quilograma.

domingo, 3 de julho de 2011

Cooperação Técnica visa desenvolver variedade de caju para o TO

A ação faz parte do termo de cooperação técnica firmado entre a Secretaria da Agricultura, da Pecuária e do Desenvolvimento Agrário, através da coordenação de Desenvolvimento Vegetal, a Embrapa e a UFT.
No centro tecnológico estão sendo desenvolvidas 20 variedades, cerca de 160 plantas onde estão sendo avaliados o desenvolvimento do porte, da castanha, da resistência e da produção. O resultado será a médio prazo.
Pela UFT participa do projeto desde o início a professora do curso de Agronomia Susana Cristine. Ela explicou a função dos cooperados na pesquisa: “A Seagro viabiliza a logística, a UFT, através dos professores e alunos, faz a coleta e tabula os dados. Já a Embrapa fornece as variedades, seleciona os clones e analisa os dados. Um trabalho em conjunto com um objetivo único: desenvolver uma variedade que seja adaptada ao solo e clima do Estado e que tenha qualidade, resistência e produtividade”.
De acordo com o coordenador de Desenvolvimento Vegetal da Seagro, José Américo Vasconcelos, o objetivo final do Governo do Estado, através da Seagro e de suas vinculadas é colocar o Tocantins como produtor comercial de caju. “Atualmente, apenas uma propriedade no distrito de Buritirana investe na cultura do caju, mas ainda não possui produção para comercialização em grande escala”, frisou.