quinta-feira, 26 de maio de 2011

Falta castanha (3)

A queda de 60% da safra de castanha de caju no RN tem reflexo direto no setor de exportação, que reduziu o quadro de funcionários nas empresas. “Nunca houve uma queda como essa registrada na história de uma safra. Isso forçou a demissão em massa, nas empresas, proporcional a 40% do efetivo”, avalia  Guilherme  Lima Assis, diretor administrativo  da Usibras, empresa exportadora de castanha de caju, em Mossoró e no Ceará.
Sem produção interna, a solução, explica ele, é encontrar outras opções de fornecedores fora do país. A empresa, uma das maiores exportadoras do Nordeste, está em fase de negociação com empresas da Costa do Marfim e Gana, na África. Mas, mesmo fechando a importação, o diretor não descarta a hipótese de ter que dar férias coletivas ou até suspender temporariamente contratos (permitido no estado do ceará) devido a falta da matéria-prima para processamento. Isto porque os prazos e trâmites da logística, com transporte marítimo e cumprimento de todas  as exigências do Ministério da Agricultura (Mapa) para a entrada do produto no Brasil, demandam tempo. “Em se fechando, o produto deve chegar em meados de agosto. Não temos como segurar todo mundo até lá”, afirma o empresário. A empresa exporta para os  Estados Unidos, Europa e Oriente.(Tribuna do Norte)

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Falta castanha (2)

Obedecendo - à risca - a dinâmica de mercado de oferta e procura, o quilo da castanha de caju ‘in natura’ no Rio GRande do Norte saltou da faixa de  R$ 2,09 para até R$ 3,50, o quilo. O que inviabiliza o trabalho de centenas de mini-indústrias de beneficiamento de castanha familiares. Em Serra do Mel, das 200 fabriquetas, segundo José Roberval de Lima, somente 120 se mantém em funcionamento, “ainda assim operando com a capacidade reduzida, devido à falta da castanha”. 
O preço médio de R$ 11,00, por quilo da amêndoa de castanha de caju, praticado no ano passado, impulsionou o valor no mercado interno à medida que a castanha foi rareando no  campo. Atualmente, a média chega a R$ 22,00, por quilo.
O parque industrial no Estado, explica o secretário adjunto de agricultura e pesca Simplício Holanda, tem capacidade de processamento 75 mil toneladas de castanha de caju. Mesmo  com a safra em equilíbrio, o total processado é em torno de 50 mil toneladas. Em 2009, foram 48 mil toneladas. “O déficit – em torno de 20 mil toneladas - em anos normais vem sendo complementada pela produção trazida dos estados do Piauí, Maranhão e Bahia”.
Com a queda sofrida no ano passado, ressalta Simplício Holanda, o Rio Grande do Norte  não está conseguindo competir no mercado externo.  “O quilo da castanha  in natura a US$ 2.00, é a maior  faixa de preço registrada nos últimos 30 anos, no mercado externo”, avalia o secretário adjunto. As três maiores empresas de exportação do Nordeste, segundo ele, estão importando da África, China e outros países ao preço de R$ 0,90, o quilo da castanha.
Mas a perspectiva é que o cenário melhore a partir de setembro, com o início da colheita 2011/2012. As boas chuvas que estão caindo este ano trazem uma previsão favorável para o mercado, analisa o  José Roberval de Lima, da Emater.
“Esperamos que a partir do segundo semestre, com a maior oferta, o preço comece a cair e estabilizar o mercado. Por ora, não temos como mensurar as perdas”, afirma.
A estimativa de produtividade para a safra 2011/2012 é de 400 mil quilos por hectare, o que sugere uma produção superior a 30 mil toneladas. O maior produtor, o município de Serra do Mel, deve ter uma safra de 12 mil toneladas.(Tribuna do Norte)

terça-feira, 24 de maio de 2011

Falta castanha

A maior queda registrada nos últimos 30 anos na safra de castanha de caju 2010/11, no Rio Grande do Norte, traz consequências graves ao setor. A escassez do produto elevou o preço médio em 100% e comerciantes amargam prejuízos nas vendas. Nas indústrias de processamento da castanha, a realidade é de paralisação das atividades ou de redução da capacidade de processamento em 50%, como também do quadro de pessoal. Algumas empresas exportadoras cogitam, inclusive, dar férias ou promover demissões coletivas, para contornar o momento difícil.      

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Uern seleciona acadêmico para atuar em cajucultura

A Pró-Reitoria de Extensão da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Proex/Uern) torna pública a seleção de uma bolsa Extensão do País EXP-C para profissionais graduados com experiência em atividades extensionistas e trabalhos comunitários, a fim de compor a Equipe de Trabalho do Projeto Cajusol - Núcleo Uern.
O profissional selecionado irá desenvolver atividades de Extensão Rural e Trabalho Comunitário relacionadas com a cadeia produtiva do caju, nos Territórios da Cidadania Açu-Mossoró, Sertão do Apodi e Seridó, num total de sete municípios, envolvendo 15 comunidades.
Poderão participar da seleção profissionais que tenham atuando em atividades de extensão ou trabalho comunitário, e que tenham curso superior em Administração, Economia e Ciências Contábeis. O recurso da bolsa EXP-C será proveniente do CNPq, no valor de R$ 1.045,89 mensais. A bolsa terá duração de seis meses, podendo ser renovada por igual período.
As inscrições podem ser feitas de 16 a 20 de maio de 2011, de segunda a sexta-feira, das 8h às 11h e das 14h às 17h, na Pró-Reitoria de Extensão - Proex - Campus Universitário Central.

CAJUSOL
O subprojeto ''Cajucultura Solidária do Sertão/RN - CPCRN'', do Projeto denominado Cajusol - Cadeia Produtiva do Caju e do Girassol: tradição e inovação na perspectiva da economia solidária e da tecnologia social da chamada pública MCT/Finep/AT - Tecnologias para o Desenvolvimento Social - 1/2009, desenvolvido pela Uern tem como objetivo fortalecer a cultura do caju, fruta da agricultura familiar, através de ações extensionistas e de pesquisa, difundindo práticas inovadoras e de transferências pautadas na economia solidária, na sustentabilidade social, na inclusão social, entre outros conceitos que expressam a conquista da cidadania dos agricultores rurais. Tendo a Uern, Ufersa e Emparn como coexecutores do subprojeto.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Caju em Novos Pingos

O excelente período invernoso deverá projetar uma produção de caju acima do esperado. Assim pensa o presidente da Cooperativa de Produtores de Novo Pingos (Coopingos), instalada no projeto de assentamento rural com sede no município do Assú, dirigente comunitário Manuel Cristiano da Cunha.
"Com relação à produção de castanha de caju em 2011, esperamos que seja muito produtiva por conta do excelente inverno que tem sido registrado e toda a região", declarou.
A entidade atua na produção e beneficiamento da castanha do caju e é financiada por instituições tais como a Fundação Banco do Brasil (FBB), Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Conforme declarações do dirigente cooperativista, o volume de chuvas registrado no projeto de assentamento rural e imediações já deve ter registrado um acúmulo pluviométrico de 900 a 1.000 milímetros.
"De acordo com estudos científicos, para que tenha uma boa safra o cajueiro necessita apenas de um inverno de até 600 milímetros", observou Manuel Cristiano.
Ele frisou que a plantação de caju da comunidade já começa a florescer e, diante deste cenário, acredita que a colheita da safra deste ano poderá inclusive ser antecipada. "Em alguns lugares, como no estado do Piauí, a safra foi antecipada em dois meses do período normal", acrescentou o presidente da Coopingos.
Ele salientou que, caso este prenúncio se confirme, a colheita em Novo Pingos poderá ocorrer entre os meses de junho e julho próximos.
Até lá a atividade na cooperativa está paralisada. Manuel Cristiano justificou que a inércia deve-se à completa ausência de matéria-prima. A entidade beneficia direta e indiretamente 56 famílias de colonos rurais residentes no projeto de assentamento rural que atuam na produção do caju. A mão de obra oficial da cooperativa é constituída de 20 trabalhadores da própria comunidade. (O Mossoroense)

terça-feira, 17 de maio de 2011

Exportações cearenses


Os três principais setores exportadores cearenses (calçados, castanha de caju e couros) são responsáveis por 62,4% do total exportado pelo Estado nos primeiros quatro meses de 2011. Os dez primordiais produtos exportados pelo Ceará representam 67,2% do valor total exportado pelo Estado de janeiro a abril de 2011.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Export products from Vietnam gaining popularity

In 2010, importers saw Vietnamese agricultural products holding the first and second positions in the world trade market. As much as 50 percent of pepper consumed in the world comes from Vietnam. Vietnamese pepper exporters have controlled the pepper price in the global market for the past three years.
Vietnam overtook India to become the world’s biggest exporter of cashew nuts in 2006 and until now, holds that position. Nguyen Thai Hoc, Chairman of the Vietnam Cashew Association, said a world cashew association will be established and Vietnam will be one of the four founders. The other three co-founders will be India, Africa and Brazil. (Saigon English Edition)

domingo, 1 de maio de 2011

Unidades ajudam a incrementar produção

A instalação da minifábrica representa uma série de benefícios para pequenos produtores de castanha de caju das regiões contempladas. Além de agregar valor ao produto, já que normalmente o valor da castanha in natura sobe cerca de 20% depois de processada, a operação das máquinas responsáveis pelo corte do produto incrementa a produção. No caso da unidade de Campo Grande, a capacidade de beneficiamento é de até 25 toneladas ao mês. Há ganhos sociais, uma vez que o empreendimento abre 35 novos postos de trabalho na cadeia produtiva.
Sem as parcerias, o projeto de minifábricas de beneficiamento de castanha não seria uma realidade no Rio Grande do Norte. “A conjunção de forças no sentido de proporcionar melhorias econômicas e na vida de cada cidadão inserido neste projeto é importantíssima. Cada um com suas responsabilidades, conseguimos obter respostas bem positivas. O resultado é que tudo converge na direção do desenvolvimento”, diz o presidente da Fundação Banco do Brasil, Jorge Streit. Para a construção da unidade de Campo Grande foi investido um total de R$ 300 mil, através dos recursos obtidos junto à Fundação Banco do Brasil.

Rio Grande do Norte ganha novas minifábricas

A cadeia produtiva da cajucultura no Rio Grande do Norte, sobretudo os pequenos produtores, terá melhores condições para beneficiar a castanha de caju e ampliar em pelo menos 20% o preço por quilo do produto comercializado. A quantidade de minifabricas de beneficiamento de castanha já chega a dez unidades, instaladas nas principais regiões produtoras. As duas últimas foram inauguradas na última sexta-feira (29) pelo Sebrae no Rio Grande do Norte nos municípios de Campo Grande e Vera Cruz. A construção das minifábricas faz parte de um convênio entre o Sebrae-RN e a Fundação Banco do Brasil, com apoio da Emparn, Emater, Conab e Banco do Brasil. 
A décima unidade de processamento da castanha de caju foi inaugurada em Vera Cruz, através do projeto de minifábricas, que também contempla os municípios de Apodi, Severiano Melo, Caraúbas, Portalegre, Assu, Macaíba, Pureza e Touros. Em Campo Grande a nona minifábrica foi instalada na comunidade Bom Jesus e já é considerada a maior e mais moderna já construída através do projeto, e possui capacidade de beneficiar até 300 toneladas de castanha in natura ao ano.
A declaração da produtora Maria do Desterro, que é a presidente da Associação Comunitária do Sítio Bom Jesus, retrata bem o sentimento dos demais agricultores da região com inauguração da minifábrica. “Agora, poderemos não apenas vender a castanha in natura, mas fazermos todo o processo de beneficiamento. O nosso lucro será bem maior. Estamos muito felizes”. Entusiasmada com a novidade, Maria do Desterro acredita que será um marco para a produção da castanha. Isso porque a instalação inicia uma nova fase na produção local, que atende ainda as comunidades rurais de Caiana, Salgado, e Cabeça de Boi, beneficiando, diretamente, um total de 420 famílias de pequenos e médios produtores da região. (Cleonildo Mello e Sandra Monteiro - Da Agência Sebrae de Notícias)