terça-feira, 22 de março de 2011

Conjuntura internacional da ACC


A procura por amêndoa de castanha de caju (ACC) no mercado internacional continua baixa devido aos altos preços da castanha e do menor volume de processamento. Historicamente os elevados preços de ACC são motivo de preocupação devido ao seu impacto sobre o consumo.
A chegada de castanhas para processamento na ìndia e Vietnã continua baixa e os processadores não estão dispostos a correr riscos devido à incerteza no mercado.
"A disponibilidade de castanha de caju in natura para processamento na Índia e Vietnã, durante Abril e Maio será muito menor do que o normal. Até disporem de notícias concretas sobre o embarque de matéria prima, os processadores ficarão relutantes em fecharem contratos. Isto significa liquidez reduzida, que pode ser traduzida em disparada nos preços, se houver interesse de uma grande compra antes da melhoria da situação de abastecimento", de acordo com Pankaj Sampat, da Samsons Trading.(FinancialXpress)

segunda-feira, 21 de março de 2011

Ceará importa castanha de caju

A importação de castanha de caju in natura da África, autorizada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), deve assegurar o funcionamento das indústrias, a manutenção de empregos e o cumprimento dos contratos de exportação para 40 países.
Indústrias de processamento de castanha de caju do Ceará estimam receber em torno de 30 mil toneladas (t) até agosto. A operação utiliza pela primeira vez uma estratégia comercial de compra in loco e entrega o produto sem a participação de intermediários.
O risco comercial é assumido pela subsidiária. Segundo o presidente do Sindicato das Indústrias de Beneficiamento da Castanha de Caju do Ceará (Sindicaju), Lúcio Carneiro, as primeiras 250 t, oriundas de Gana, chegaram ao Ceará no final de fevereiro e já estão completamente internalizadas.
Elas vão atender a três empresas - Amêndoas do Brasil, Usibras e Resibras. Essas são as indústrias que montaram uma empresa, a Tafalco, que está comprando, fazendo a pré-limpeza e enviando para solo cearense um produto pronto para industrializar.
“Montamos uma empresa para dar apoio técnico e comercial aos fornecedores”, explica, acrescentando que depois de um ano de prospecção foi feita a capitalização e a instalação de armazéns com equipamentos e pessoal especializado.
Destaca que a partir de abril vão chegar volumes maiores do produto que está sendo adquirido.
Acrescenta que essa base de compra vai servir para a indústria local processar castanha em solo africano mas isso não deverá ocorrer antes de um ano.
“Agora o foco é receber a matéria-prima porque a pior coisa que pode ocorrer é uma fábrica de castanha fechar”, comenta, considerando que hoje as nove estão funcionando, mas esse esforço deverá manter de cinco a seis em operação. Ele acredita que logo muitas empresas vão recorrer à suspensão do contrato de trabalho, previsto na legislação, que permite parar até cinco meses. E nesse período o trabalhador ficaria amparado pelo seguro desemprego. O consultor Francisco Mavignier Cavalcante França, diz que ao se instalar em outro país os empresários cearenses estão fazendo como os indianos que também têm essa estratégia de compra. Destaca que além da quebra de safra - 51% no Brasil e 62% no Ceará - o Estado precisa importar castanha por causa da capacidade ociosa, em torno de 40% - do parque industrial.
“É importante para a nossa competitividade cumprir fielmente os contratos e manter o nome que tem no mercado internacional”, completa, ressaltando que a castanha cearense é de alta qualidade. Carneiro concorda que o Ceará não pode perder esse mercado que tem os Estados Unidos como principal comprador - em torno de 45%. Explica que as importações vão manter as empresas funcionando até o início da safra em meados de outubro.
Depois da quebra de safra de mais de 50%, o Ministério da Agricultura autorizou a importação do produto da Costa do Marfim, Nigéria, Gana e Guiné Bissau.
Essa autorização é por tempo indeterminado, mas poderá ser suspensa no caso de interceptação de pragas durante a fiscalização do produto no ingresso no Brasil. A castanha de caju importada será inspecionada no ponto de ingresso. Nos casos de detecção de pragas, a organização fitossanitária do país de origem será notificada e o Brasil poderá suspender as partidas até a revisão da Análise de Risco de pragas (ARP). A autoridade competente deverá comunicar ao Ministério da Agricultura quando houver ocorrência de novas pragas no território. (Jornal O Povo)

Importação de castanha baixará o preço da amêndoa?

Com a importação e lei da oferta e procura, a castanha de caju deve ficar mais barata. Mas para Paulo de Tarso, presidente do Sindicato dos Produtores de Caju, falta incentivos para aumentar a produtividade. Os custos da importação da castanha de caju também são vantajosos para as indústrias de processamento do Brasil. Mesmo que os preços, das commodities de maneira geral, estejam elevados no mercado internacional por conta de problemas de safra em várias partes do mundo, o mercado africano ainda é atrativo. De acordo com Lúcio Carneiro, a primeira importação custou US$ 780 a tonelada.
Considerando o preço da castanha no mercado local a R$ 2,20 e um câmbio a R$ 1,67 (dólar) a tonelada no Ceará sairia por US$ 1.317/t, comenta o empresário. Adianta que na África o preço da tonelada subiu cerca de 11%. “A indústria nacional se permite pagar esse valor para resolver o problema do abastecimento”, completa.
O presidente do Sindicato dos Produtores de Caju do Ceará, Paulo de Tarso Meyer, diz que teve produtor cearense que chegou a vender o quilo da castanha a R$ 2,40. “É a lei da oferta e da procura”, observa, adiantando que ainda deve ter de seis a dez mil toneladas de castanha nas mãos de especuladores.
Considera, porém que o preço deve cair com a importação. Na opinião dele, esse processo de importação é necessário e sendo feito dentro das normas fitossanitárias merece aplauso.
Carneiro e Meyer concordam que nesse momento é importante apoiar a cajucultura com incentivos para que se recupere e cresça nos próximos anos.
“As empresas vão depender dos incentivos do governo federal e estadual”, afirma, adiantando que os governos ainda não acordaram para a dimensão social e econômica da cultura do caju. Informa que o Sindicaju está incentivando a distribuição maciça de mudas de cajueiro pelo Estado. Destaca que a castanha é, isoladamente, o primeiro produto da pauta de exportação cearense e segundo considerando por setor.
Paulo de Tarso defende a integração dos governos municipal, estadual e federal, junto com os sindicatos, para trabalhar o aumento da produtividade. “Temos a tecnologia do cajueiro anão precoce e precisamos de assistência técnica permanente e financiamento fácil e desburocratizado”, diz, acrescentando que dos 330 mil hectares plantados no Estado, cerca de 100 mil não produzem quase nada. Para ele, se não houver esse trabalho de recuperação em dez anos a cajucultura desaparecerá do território cearense.

O quê

Apesar dos preços elevados das mercadorias, a castanha de caju deve ter custo menor. De acordo com o presidente do Sindicato dos Produtores de Caju do Ceará, Paulo Meyer, o preço do quilo do produto deve cair com a importação.
O Brasil produz em torno de 330 mil toneladas de castanha de caju, sendo que o Ceará, maior produtor e exportador, responde por 52%. Em 2010, foram colhidas só 160 toneladas.

A safra africana é quatro vezes maior que a brasileira.O continente produz um total de 1,2 milhão de toneladas, por isso mesmo tendo sofrido perda de 20% é mais que suficiente para atender o mercado brasileiro.(Jornal O Povo - Artumira Dutra )

Governo divulga lista de culturas da agricultura familiar que têm bônus em março

Agricultores familiares podem receber este mês, por meio do Programa de Garantia de Preços para a Agricultura Familiar (PGPAF), bônus para o financiamento da produção de algumas culturas. Nesse sistema o agricultor paga os financiamentos de custeio e investimento com um desconto, que corresponde à diferença entre os preços garantidos e o de mercado, nos casos em que o valor do produto financiado estiver abaixo do preço de garantia.
Os preços de mercado e o bônus de desconto são referentes ao mês de fevereiro de 2011 e válidos para as culturas plantadas entre o período de 10 de março a 9 de abril de 2010. A portaria sobre o programa foi publicada dia 14/3, no Diário Oficial da União.
Os produtos listados para o bônus são o açaí, arroz longo fino em casca, babaçu (amêndoa), borracha (extrativista), borracha natural, cará/inhame, castanha-de-caju, cebola, feijão, leite, mamona, mangaba, pequi (fruto), piaçava (fibra), sisal, sorgo, trigo, triticale (cereal obtido a partir do cruzamento do trigo com o centeio), umbu e uva.

domingo, 20 de março de 2011

Caju: produção da Bahia é processada em outros estados

Apesar do seu papel de destaque na produção nacional, a Bahia ainda perde muito com a ausência de fábricas de processamento da castanha do caju (o verdadeiro fruto do cajueiro), como explica o engenheiro agrônomo da EDBA, José Augusto Garcia. “A castanha, que é o principal produto comercializado, sendo que de forma in natura, é quase que totalmente enviado para as fábricas existentes nos estados do Ceará, Piauí e Rio Grande do Norte, sendo processada e exportada para outros países”, afirma.
Garcia ressalta o esforço de governos federais, como o da Fundação Banco do Brasil e do Sebrae, assim como o da própria EBDA no sentido de desenvolver a cajucultura por meio do fomento e incubação da Cooperacaju, uma cooperativa de agricultores familiares com o bjetivo de processar parte da castanha de caju do estado em pequenas unidades industriais. “Três fábricas já foram implantadas e mais três estão em fase final de conclusão para inauguração em breve, além de uma cooperativa central que está sendo planejada para executar toda a logística de comercialização”, diz.
Antes desperdiçado em torno de 85%, o pedúnculo (falso fruto), rico em vitamina C, tem apresentado relativo aproveitamento com o crescimento da demanda, segundo o agrônomo.

sábado, 19 de março de 2011

Convênio libera R$ 1,3 milhão para produtores de caju

Um convênio celebrado entre o Sebrae no Rio Grande do Norte, a Fundação Banco do Brasil e o governo estadual vai liberar R$ 1,3 milhão para a cajucultura, um dos mais importantes arranjos produtivos do estado. O dinheiro será aplicado na construção de uma central de comercialização, em consultorias técnicas e na formação de cooperativas.
O convênio está inserido nas ações do Programa de Instalação de Minifábricas de Beneficiamento da Castanha, desenvolvido pelo Sebrae e Fundação Banco do Brasil. A expectativa é de que os recursos beneficiarão toda a cadeia produtiva da cajucultura, especialmente um grupo de 80 agricultores de Apodi, integrantes da Associação dos Mini Produtores de Córrego e Sítios Reunidos. O repasse de valores também assegura a criação de fundo rotativo para aquisição de matéria-prima.
O diretor-técnico do Sebrae no estado, João Hélio Cavalcante Júnior, reforçou o apoio ao projeto e ressaltou a necessidade de investir em ações que contribuam para a redução da pobreza e a criação de novas oportunidades de negócios. “É com grande orgulho que participo deste momento, que marca a concretização de um sonho e o início de novos desafios”.

Produção
Na safra 2009/2010, somente no município de Apodi, foram produzidas 200 toneladas de castanha – a produção em todo o estado, na safra 2009/2010, chegou a 44 mil toneladas. “O apoio que a gente está recebendo mudou completamente nossas vidas. Com o acompanhamento que temos, já estamos produzindo de uma forma mais padronizada, e buscamos a certificação orgânica, pra melhorar ainda mais nossa produção”, atesta o produtor Antônio Francisco Alves.
O Rio Grande do Norte já conta com oito das 10 mini-fábricas previstas no Programa de Instalação de Mini-fábricas, parceria do Sebrae com a Fundação Banco do Brasil. As outras duas serão inauguradas ainda no primeiro semestre deste ano. De acordo com o diretor executivo da Fundação Banco do Brasil, Denis Corrêa, o projeto já beneficia um total de 800 famílias produtoras de castanha do rio Grande do Norte.
A assinatura do convênio ocorreu na última quinta-feira (17), no município de Apodi, que fica a 328 quilômetros de Natal. A governadora do estado, Rosalba Ciarlini, que participou do evento, prometeu a implantação de programa que prevê o replantio dos pomares. Ela acredita que novos cajueiros devem garantir uma maior produção. “Estamos desenvolvendo um programa, com acompanhamento técnico, para que possamos replantar os pomares, e garantir uma produção cada vez maior de castanha em nosso estado”, anunciou. (Agência Sebrae)

domingo, 13 de março de 2011

Safra de castanha de caju 2011

A segunda previsão da safra brasileira de castanha de caju para 2011, tendo como referência o mês de fevereiro de 2011, apresentou, em relação a 2010, uma variação de +179,25 na produção, -0,37% na área plantada, +0,16% na área colhida (hectares) e +179,29% no rendimento (kg de castanha por hectare). A partir destes dados, o site Cajucultura organizou tabelas por unidade da federação com as respectivas previsões. Vale ressaltar que estas previsões mudam bastante ao longo do ano e dependem especialmente de fatores climáticos. Leia mais.

sábado, 12 de março de 2011

Caju: projeção de safra no Ceará

Segundo as estimativas do mês de fevereiro do Grupo de Coordenação de Estatísticas Agropecuárias do Ceará (GCEA-CE), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a safra de 2011 é projetada em 1.424.803 toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas a serem colhidas em aproximadamente 1,54 milhão hectares (ha) de área.
Mensalmente, o IBGE realiza o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) no Estado, levando em conta aspectos climáticos e o prognóstico pluviométrico da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme). Os resultados do mês de fevereiro apresentaram uma redução de 1,62% em comparação à estimativa do mês anterior. Para a castanha de caju, se prevê um incremento de 314,58% ao se comparar com a produção do ano passado.


sexta-feira, 11 de março de 2011

Aprovada importação de castanha de caju


O Ministério da Agricultura definiu os requisitos fitossanitários para a importação de castanhas de caju (Anacardium occidentale) in natura da Costa do Marfim. “Esses produtos devem ser tratados com gás antes do embarque para eliminar possíveis pragas que ainda não ocorrem no Brasil, garantir a segurança fitossanitária da importação e proteger a agricultura brasileira”, explica o chefe da Divisão de Análise de Risco de Pragas do Ministério da Agricultura, Jefé Ribeiro. As normas foram publicadas no Diário Oficial da União (DOU) dessa quinta-feira, 10 de março, por meio da Instrução Normativa n° 8.
A castanha enviada ao Brasil necessita do Certificado Fitossanitário emitido pela Organização Nacional de Proteção Fitossanitária (ONPF) da Costa do Marfim. Além disso, tem que estar embalada em sacaria nova, de primeiro uso, e estar livre de material de solo e de resíduos vegetais.
Os produtos importados serão inspecionados no ponto de ingresso. Nos casos de detecção de pragas, a organização fitossanitária do país de origem será notificada e o Brasil poderá suspender as partidas até a revisão da Análise de Risco de pragas (ARP).  A autoridade competente da Costa do Marfim deverá comunicar ao Ministério da Agricultura quando houver ocorrência de novas pragas no território.
Saiba Mais
A Análise de Risco de Pragas é importante para evitar a introdução de pragas quarentenárias ─ aquelas que não estão presentes no país, mas que, se introduzidas, poderão causar forte impacto econômico.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Cashew export: short happy days?


Apesar da falta de devida atenção, a cajucultura acabou por ser a exportação de maior sucesso nas últimas duas décadas no Vietnã. Contudo, os dias glória podem em função da escassez de matéria prima enfrentada pela indústria processadora daquele país.
Não existem estatísticas oficiais sobre as exportações e área plantada com caju do Vietnã antes de 1991. Entretanto, de acordo com a FAO, em 1961, o país possuía somente 1.000 hectares de cajueiros e uma produção de 700 toneladas. Vinte e cinco anos depois, em 1986, o volume de exportação de caju castanha aumentou para 1.300 toneladas e trouxe cinco milhões de dólares em volume de negócios. Na época o Vietnã surgia no mercado mundial como exportador de um produto agrícola raro e valioso.
Os números divulgados pela FAO mostram que este deve ser o único item de exportação do Vietnã, que de fato exibiu um progresso impressionante em termos de volume de e preços de exportação.
Levou quase uma década do Vietnã para aumentar o volume de exportação de 1300 toneladas (1,7 % do total das exportações mundiais) em 1986 para 20.000 toneladas (14,5 %). Com este feito, o Vietnã classificou-se como terceiro maior exportador de amêndoa de castanha de caju (ACC) no mundo, depois da Índia e do Brasil. No entanto, apenas cinco anos mais tarde, o volume de exportações subiu para 34.200 toneladas, representando 22,2 % do total das exportações mundiais, levando o Vietnã para a segunda posição entre os maiores exportadores de ACC, ultrapassado apenas pela Índia. E depois de mais seis anos, em 2006, o Vietnã ultrapassou a Índia, tornando-se o maior exportador de ACC com um volume de exportação de 126.800 toneladas, respondendo por 37,3 % da produção mundial. Como tal, ao longo das últimas duas décadas, as exportações de ACC do Vietnã têm crescido 26,7%, em média, ou 3,3 vezes maior do que a taxa de crescimento mundial de 7,9 %, e muito superiores às taxas de crescimento médio da Índia (5,4 %) e Brasil (2,3 %). Em relação aos preços de exportação, nos últimos 23 anos, o Vietnã exportou mais de um milhão de toneladas de ACC para o mercado mundial ao preço médio de U$ 4351 por tonelada, ou US$ 26 superior ao preço médio mundial.
Na verdade, o preço de exportação é ainda o mais baixo quando comparado com os preços de exportação dos “big four” (U$ 4381 no Brasil, U$ 4867 da Índia e U$ 5039 dos Países Baixos), mas isso ainda deve ser visto como um sucesso impressionante do Vietnã.
Nos primeiros anos, quando o Vietnã começou a exportar ACC para o mundo, tinha a oferecer baixos preços de exportação, a fim de competir com grandes exportadores. Enquanto isso, nos últimos anos, tem crescido os volumes de exportação, apesar de aumentos acentuados de exportações sempre significam pressão para forçar os preços para baixo.
Fim dos dias felizes?
Apesar do grande sucesso, a indústria de caju enfrenta grandes dificuldades. As estatísticas oficiais mostram que a proporção de indústrias processadoras foi reduzida de 24,1 por cento em 2006 para 20,6 por cento em 2009, enquanto a área cultivada passou de 440.000 hectares para 398.000 hectares. Orgulho do Vietnã, a indústria de processamento de caju enfrenta uma grave escassez de matéria prima. Embora o rendimento médio cresceu 5,4 % nos últimos 17 anos, a produção de matérias-primas aumentou apenas 16 % devido à diminuição da área de plantio. Enquanto isso, a exportação de ACC cresceu 18,2 %. O Vietnã começou a sentir falta de matéria prima em 2005. Em 2006 e 2007, havia um déficit de 10.000 toneladas de castanha; esse número saltou para 60.000 toneladas em 2008 e 70.000 toneladas em 2009 e, finalmente, 194 mil toneladas em 2010.
A principal razão por trás da falta de material é a baixa produtividade média dos plantios de cajueiro. O rendimento médio aumentou apenas 5,4 % nos últimos 17 anos, e com tal velocidade, o Vietnã levará mais três décadas para obter o rendimento médio mundial atual.
Enquanto isso, os produtores agrícolas vietnamitas estão abandonando as áreas plantadas com cajueiro, substituindo-as por outras espécies mais lucrativas. Dividindo-se o volume total das exportações em 1992 pelo número de áreas de cultivo de quatro espécies agrícolas, os valores seriam U$ 2391 para pimenta, 832 dólares para o café, 523 dólares para castanha de caju e 315 dólares para a borracha. Em 2007, os valores foram de US$ 3209, $ 2871, $ 964 e $ 2189, respectivamente.
Fonte: tradução do artigo “Cashew export: short happy days?” (Vietnã.Net -Thoi bao Kinh te Saigon)