quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Um feliz 2012!

Desejamos aos amigos do Blog Cajucultura um feliz ano novo. Voltaremos em janeiro de 2012 com  o mesmo propósito de melhor informar sobre o que se passa no mundo da cajucultura. Até lá!

sábado, 24 de dezembro de 2011

Produtos natalinos mais caros

Pesquisa divulgada pela Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto (Acirp) mostrou um aumento de 12,66% nos preços de produtos tradicionais natalinos, em relação ao mês de dezembro de 2010. Foram analisados 1.220 produtos com coleta de preços em 17 supermercados do município.
Os produtos que mais sofreram aumento foram a amêndoa de castanha de caju (quilo) que custava R$ 32,56 em dezembro de 2010 e passou para R$ 62,11, variação de 90,8%, e a castanha do Pará com casca (quilo), que custava R$ 15,77 e passou para R$ 21,09, variação de 33,7%.
Por outro lado, houve queda de 4,9% no preço do damasco, que custava R$ 25,15 e passou para R$ 24,40 e queda de 1,6% no preço da uva passa clara, que custava R$ 16,63 no ano passado e agora custa R$ 16,36. (Fonte: Ribeirão Preto Online)

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Hora de plantar

Tudo pronto para distribuição das sementes do Projeto Hora de Plantar no Estado. Com os grãos já em estoque, se aguarda apenas a data de lançamento oficial, que acontece no próximo dia 27, na Secretaria de Desenvolvimento Agrário (SDA), em Fortaleza, caso não seja antecipada para a próxima quinta-feira, no Cariri. No Estado, serão distribuídas 3.849 toneladas de sementes, para 145 mil agricultores, num investimento de R$ 17 milhões.
Além dos grãos, serão distribuídos no Estado 12 mil m³ de maniva de mandioca; 800 mil mudas de cajueiro anão precoce; 4,5 milhões de raquetes de palmas forrageiras e 900 toneladas de colmos de cana-de-açúcar. De acordo com o coordenador de Agricultura Familiar da SDA, Emanuel Itamar Lemos Marques, cerca de 25% de todo o projeto serão destinados aos Municípios do Cariri, o equivalente a R$ 4, 3 milhões.
Na região, serão beneficiados mais de 29 mil agricultores, com mais de 1,3 milhão de quilos de sementes, além dos outros produtos, como as nove mil mudas de cajueiro anão precoce, 1.200 m³ de maniva de mandioca, e toda a cana-de-açúcar destinada ao Estado será para o Cariri, como incentivo para a agricultura canavieira na região. As sementes estão estocadas no armazém do campo experimental da Embrapa, em Barbalha, desde o final de novembro deste ano.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Medidas para impulsionar a cajucultura cearense

Algumas medidas estipuladas pelo Governo do Ceará para impulsionar a competitividade da cajucultura no Estado:
- O preço mínimo para o caju deverá ser estipulado em R$ 1,50. No ano passado, chegou a R$ 3 e atualmente o valor praticado é de R$ 1,10.
- A importação de castanha de caju poderá ser realizada apenas durante a entressafra do caju, de janeiro a agosto. A produção média de caju no Ceará, nos últimos 20 anos, tem girado em torno de 80 mil toneladas por ano, sendo que a indústria precisa importar 60 mil toneladas para suprir a demanda.
- Para evitar a “especulação da castanha”, foram estabelecidos alguns pontos de compra a fim de que o produtor venda sua castanha a um preço mínimo ao Estado. (Diário do Nordeste).

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Piauí exporta mais de US$ 150 milhões somente em 2011

As exportações de produtos piauienses alcançaram US$ 155,6 milhões no período de janeiro a novembro deste ano, segundo números da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. A movimentação foi 26,5% superior ao registrado no mesmo período de 2010.
Soja, ceras vegetais, mel natural, algodão e pilocarpina são os produtos mais exportados e os principais compradores são China, Estados Unidos, Espanha, Holanda e Alemanha. Já o volume de importação apresenta uma queda de 18,82% no período de janeiro a outubro de 2011.
Também fazem parte da pauta de exportações do Estado produtos como quercetina, pedra para calçamento e meio-fio, peles curtidas, granito cortado em blocos, couros curtidos, castanha de caju e diamantes, entre outros.
O principal parceiro do Piauí no comércio exterior é a China, que este ano já comprou mais de US$ 61,4 milhões. Em segundo lugar estão os Estados Unidos, com US$ 19,5 milhões, seguidos da Espanha, com US$ 19,2 milhões, Holanda, com US$ 14,7 milhões, e  Alemanha, com US$ 8 milhões.
Também são parceiros importantes Japão, Bélgica, Indonésia, Itália, Reino Unido, Taiwan, Hong Kong, França, Venezuela, México, Malásia, Portugal, Arábia Saudita e Coréia do Sul. Juntos, eles compraram cerca de US$ 28 milhões.
As principais empresas exportadoras este ano são Cargil Agrícola, ABC Indústria e Comércio, Brasil Ceras, Foncepi, Los Grobo, Bunge Alimentos, Casa Apis, Rodolfo Moraes, Machado e Cia, Noble Brasil, Pontes Indústria de Cera do Piauí, Curtume Cobrasil, Vegeflora e Central de Cooperativas Apícolas do Semiárido.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Preço da castanha na região de Mato Grande (RN)

Preço da castanha na região de Mato Grande (RN) se manteve durante grande parte da safra entre R$ 1,00 e 0,90 por quilo. Somente agora os agricultores familiares estão comercializando a R$ 1,50 a castanha selecionada e R$ 1,30 a castanha não selecionada.

domingo, 18 de dezembro de 2011

Castanha de caju ajuda economia do Ceará a crescer

A economia cearense segue crescendo a uma taxa superior a da nacional. O crescimento do Estado, medido pelo Produto Interno Bruto (PIB) a preços de mercado, foi de 3,3% no 3º trimestre de 2011 em relação a setembro de 2010, enquanto o País registrou incremento de apenas 2,1%, segundo a Secretaria de Planejamento e Gestão do Ceará (Seplag) e Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece).
Este ano, o setor agropecuário desponta como uma surpresa, registrando crescimento de 39,4% no 3º trimestre. A produção de grãos promete fechar o ano com crescimento de 288,7%, ou 1,3 milhão de toneladas, estimativa ainda sujeita a revisão. São responsáveis também por este resultado as frutas frescas e frutos secos (estimativa de 2,52% de crescimento), com destaque para castanha de caju (182,16%), banana (11,02%), e melancia (12,47%). Uma queda de 6,34% na produção de melão impediu que essa taxa fosse maior. (Com informação de O Povo).

sábado, 17 de dezembro de 2011

A castanha potiguar

"A produção e a comercialização de castanha-de-caju in natura representam uma atividade tradicional no estado do Rio Grande do Norte. O negócio caju oferece grande potencial para a geração de renda, emprego e desenvolvimento tanto na propriedade rural quanto nas agroindústrias localizadas nas zonas urbanas, sobretudo as de pequeno porte administradas pelas associações e cooperativas de produtores da agricultura familiar.
No ranking dos maiores produtores nacionais de castanha-de-caju in natura, o estado do Rio Grande do Norte aparece em 3º lugar. Em anos normais de safra (condições climáticas normais) a produção de castanha atinge, em média, 40.000 toneladas/anos. Mesmo assim, essa produção não é suficiente para atender a demanda de beneficiamento do parque industrial potiguar. Para suprir o déficit da produção da matéria-prima, as indústrias, sobretudo as de grande porte, adquirem a castanha em outros estados produtores (CE, PI, MA, PB e BA). Quando a frustração da safra brasileira é considerável, o setor é obrigado a importar castanha de outros países produtores. Foi o que ocorreu em 2011 quando as indústrias, sobretudo as cearenses, importaram castanha africana por causa da insuficiente safra nacional de 2010.
Comparativo de produção e capacidade de beneficiamento: RN- Em t
Produção*          Cap.benef.                     Déficit de produção
      39.374               68.200                                28.826
(*) Média de produção de castanha dos últimos 10 anos. Fonte: IBGE e Conab/RN
Diferentemente dos anos normais de safra, em 2010 a produção foi fortemente reduzida. Isso, por causa das fortes estiagens e de chuvas irregulares verificadas em todo o Estado, refletindo significativamente na redução da produtividade dos cajueiros. Em razão disso, as indústrias foram obrigadas a adquirir fora do Rio Grande do Norte estoques de castanha na tentativa de suprir o déficit da produção regional que naquele ano/safra (2010/2011) foi de 41.000 toneladas.
Produção de castanha-de-caju - safras 2009 e 2010. Em toneladas
Safra 2009               Safra 2010             Redução (%)
    48.918                     26.613                         46
Fonte: IBGE e Conab/RN
Por isso, o ano/safra de 2010 foi desfavorável para a cajucultura do Nordeste e em especial para a do Rio Grande do Norte, quando parte das indústrias de beneficiamento de castanha-de-caju tiveram que paralisar suas atividades, outras reduzir o quadro de funcionários e algumas foram obrigadas a dar férias coletivas aos seus empregados.
Naquele período (2010 e até outubro de 2011) a redução da oferta de castanha (matéria-prima) fez com que o preço do produto tivesse aumento exorbitante, passando de R$ 1,10/kg no início da safra para até R$ 3,20/kg no final do período - preço nunca antes ofertado no Rio Grande do Norte. Por isso, o considerável aumento pela procura do produto fez com que os estoques se esgotassem em poucos meses do ano de 2010.
A situação ficou ainda mais complicada para as micros e pequenas agroindústrias familiares que tiveram dificuldades em manter suas atividades por não conseguirem adquirir a matéria-prima (castanha-de-caju in natura) por falta de capital (financeiro) e desigualdade de condições de competitividade no mercado.
Essa situação vem se repetindo a cada ano. Já está passando da hora para que a cadeia produtiva da cajucultura do Rio Grande do Norte ultime enérgicas providências visando oferecer condições de manter a atividade mais rentável."
(Artigo de autoria de Luis Gonzaga Araújo, publicado originalmente no Portal Mercado Aberto).

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Plano diretor de cajucultura para Moçambique

O Plano Diretor II do caju, lançado esta semana em Maputo, pretende fomentar a produção de castanha a fim de que o país dentro de nove anos atinja 200 mil toneladas, de acordo com o diário Notícias, de Maputo.
O documento aponta a continuidade das pulverizações em cerca de cinco milhões de plantas anuais, aumento de novos plantios e a introdução de novas tecnologias de produção.
Atualmente, a produção média de castanha é de 105 mil toneladas anuais, sendo grande parte da produção exportada in natura para países como a Índia, devido à incapacidade interna para o seu processamento.
Filomena Maiopué, diretora do Instituto Nacional do Caju (Incaju), indicou que o lançamento do novo plano-diretor abre uma nova etapa no campo da indústria de processamento, uma vez que além das pequenas fábricas, Moçambique pretende passar a apostar também nas médias empresas.
A ideia é, segundo Maiopué, alcançar-se pelo menos até 2020 uma capacidade interna de processamento de cerca de 100 mil toneladas, contra as atuais 38 mil toneladas. (macauhub)

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Programa de Garantia de Preços para a Agricultura Familiar

O Programa de Garantia de Preços para a Agricultura Familiar (PGPAF) concede bônus para o financiamento de 20 produtos da cesta de produtos para o mês de dezembro: açaí (fruto), alho tipo 5, arroz longo fino em casca, babaçu (amêndoa), borracha natural (extrativista), cará (inhame), castanha de caju, castanha do Brasil (em casca), cebola, feijão, girassol, mangaba (fruto), pequi (fruto), piaçava (fibra), pó cerífero de carnaúba (tipo B), raiz de mandioca, sisal, tomate, trigo e triticale.
Com o PGPAF, o agricultor familiar terá um desconto para o momento do pagamento de seus financiamentos de custeio e investimento. O valor é abatido nos casos em que o valor de mercado do produto financiado está abaixo do preço de garantia.
A portaria do PGPAF foi publicada no último dia 8 de dezembro, no Diário Oficial da União (DOU), pela Secretaria de Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). Os preços de mercado e o bônus de desconto referem-se ao mês de novembro de 2011 e têm validade para o período de 10 de dezembro de 2011 a 09 de janeiro de 2012.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Convênio prevê recuperação de pomares no RN

A safra atual de castanha de caju in natura deve fechar entre 43 e 45 mil toneladas no Rio Grande do Norte. O número é quase o dobro do produzido no ano passado: 26,6 mil. A produção só não será maior porque uma praga (oídio) atingiu parte dos cajueiros. O número mostra, na avaliação de Luís Gonzaga, analista de Mercado de Produtos Agrícolas da Conab RN, que o estado recuperou as perdas do ano passado, marcado por estiagens. Em 2010, a produção caiu 52,7%. Entre 64 itens, a castanha foi o segundo que registrou maior queda, segundo a Produção Agrícola Municipal - 2010, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Para fortalecer a cajucultura no estado, um dos três maiores produtores no Brasil, a Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Pesca e o Banco do Nordeste assinaram um convênio na última semana. O convênio prevê a realização do diagnóstico da cajucultura estadual e a recuperação de pomares no território Açu - Mossoró. A secretaria também anunciou a aquisição de 200 mil mudas de cajueiro anão precoce em 2012. Para Luís Gonzaga, "O que for feito em prol do setor será bem vindo. Quanto mais esforços, melhor".
Apesar da recuperação da safra, os produtores potiguares ainda enfrentam problemas de comercialização. Os preços, lembra Luís Gonzaga, continuam aquém do ideal. "Um quilo de castanha está sendo vendido por R$ 1,30, em média. O ideal é que fosse vendido a R$ 1,45, valor que remuneraria produtores e cobriria os custos de produção". A previsão, porém, é que o preço suba ainda este ano.
Além disso, os pomares do RN são velhos, alguns com mais de 50 anos, e tem baixa produtividade. "Essa é uma questão que preocupa", ressaltou Vitor Hugo de Oliveira, chefe geral da Embrapa Agroindústria Tropical, em entrevista à Tribuna do Norte, em 11 de janeiro. "Entendemos como primordial uma política de renovação dos pomares com destaque nos estados do Ceará, Piauí e Rio Grande do Norte, que respondem pela maior parte da produção", concluiu ele, observando que essa política deveria ser associada a outras ações voltadas para a cajucultura, incluindo oferta de crédito e de assistências técnica. Luís Gonzaga, da Conab, concorda: "quanto mais o estado avançar no plantio de cajueiro anão precoce, maior será a sua produtividade". No entanto, "se depender única e exclusivamente de iniciativas individuais dos produtores vai-se levar muitos anos para que os pomares sejam renovados", observou o chefe geral da Embrapa Agroindústria Tropical, Vitor Hugo, em entrevista no dia 11 de janeiro.
Luís Gonzaga lembra que a indústria de beneficiamento de castanha do caju enfrentou dificuldades para manter as atividades no início do ano. Em Serra do Mel, município com a maior área plantada - 30 mil hectares - a perda de produção na safra passada chegou a 70%. Das 200 unidades familiares de beneficiamento de castanha, 110 suspenderam as atividades na safra passada. A Usibras, maior exportadora de castanhas do Rio Grande do Norte, chegou a dar  férias coletivas de um mês [em novembro], na unidade de Mossoró, porque faltou castanha para processar.(Tribuna do Norte).

domingo, 11 de dezembro de 2011

Medidas de incentivo à cajucultura no Ceará

O deputado Manoel Duca (PRB) anunciou, na tribuna da Assembleia Legislativa, durante a sessão plenária da última sexta-feira (09/12), medidas que deverão ser tomadas pelo Governo do Estado para tornar o setor da cajucultura mais competitivo. Duca participou de audiência com o governador Cid Gomes, no último dia 30, e com representantes da cadeia produtiva do caju no Ceará. O presidente da Comissão de Agropecuária da Casa, deputado Hermínio Resende (PSL), também esteve presente à reunião.
Na audiência, conforme Manoel Duca, ficou estipulada a cobrança de um preço mínimo para o caju in natura, no valor de R$ 1,50. Ainda de acordo com ele, também ficou acertado que a importação do caju só poderá ser feita no período de entressafra, que acontece entre os meses de janeiro a agosto.
O deputado disse que outra medida será "vigiar o especulador, aquele que tem estoque de produção". A iniciativa, conforme frisou, evitará que os pequenos produtores sejam prejudicados. "Na audiência, sugerimos que o Governo faça um levantamento dessas pessoas", pontuou.
Segundo o parlamentar, foram estabelecidos, ainda, os pontos de compra do caju. "Além disso, o governador, junto com o secretário de Desenvolvimento Agrário, Nelson Martins, informou que dobrará os investimentos no setor da cajucultura", comentou.
Em aparte, o deputado Roberto Mesquita (PV) disse que o setor da cajucultura será mais valorizado com as medidas anunciadas. "Um das grandes resoluções foi terem estabelecido o preço mínimo de R$ 1,50 para a castanha", disse.
O deputado Hermínio Resende (PSL) elogiou o comprometimento do Governo do Estado "em duplicar os recursos para os investimentos no setor". Já o deputado Cirilo Pimenta (PSD) lembrou que a cajucultura emprega milhares de pessoas em todo o Estado. "Por isso é necessário o empenho e o esforço de todos para melhorar o setor produtivo", disse.

sábado, 10 de dezembro de 2011

Fatores climáticos afetam produção de castanha em Moçambique

A província de Nampula não vai atingir 56 mil toneladas de castanha de caju que havia previsto como meta global na presente safra devido, fundamentalmente, a fatores climáticos adversos ocorridos este ano.
Ventos fortes e chuvas acompanhadas de granizo, afetaram a floração do caju, segundo o delegado do Instituto Nacional do Caju, INCAJU, em Nampula, Emiliano Furede.
A comercialização da castanha de caju começou no dia 23 de outubro passado, e segundo o delegado do Instituto Nacional do Caju, até a semana passada, haviam sido comercializadas em toda a província de Nampula, cerca de 15 mil toneladas da castanha de caju, menos cinco mil em relação a igual período de 2010.
O Instituto Nacional do Caju, em Nampula, desenvolve  neste momento um programa específico de intensificação da produção e distribuição de mudas de cajueiros aos produtores, visando o seu fomento, ou renovação do parque cajuícola da província.
Emiliano Furede acrescentou que parte significativa dos cajueiros na província de Nampula é velha, daí que precisam de ser renovados e neste momento existem milhares de clones muito promissores, em termos de maior produção e produtividade.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Queda de safra (2)

“Não se espera mais nenhuma variação significativa para o relatório de dezembro porque falta pouca coisa para colher”, comenta a secretária do Grupo de Coordenação de Estatísticas Agropecuárias(GCEA) do Ceará, Regina Dias. Acrescenta que mesmo no caso da castanha de caju, cuja safra se estende até fevereiro, não dá mais para esperar grandes mudanças.
Explica que chuvas fora de época, no mês de outubro, em alguns municípios estendendo-se por até três semanas, às vezes de forte intensidade, contribuíram para a elevação da umidade favorecendo as condições para o aparecimento das doenças fúngicas antracnose e do oídio. Esse quadro prejudicou a safra. “Além das doenças, onde ocorreram intensas chuvas houve a queda da floração e de maturis, precedida de ressecamento das flores”, diz o relatório, acrescentando que outras implicações, como o crescimento da vegetação, em que exigiu mais custos para a limpeza da área em volta do cajueiro, os solos encharcados, mantendo uma alta umidade na castanha, dificultando sua secagem ou, por falta de mão-de-obra, dificultaram a coleta da castanha de caju.
Regina Dias destaca a diferenciação nas perdas, levando em conta a variedade, o território e a tecnologia. “As perdas não foram uniformes”, afirma, adiantando que elas foram maiores no cajueiro gigante do que no anão precoce e no Litoral.
O levantamento do GCEA, coordenado pelo IBGE, refere-se ao período de 16 de outubro a 15 novembro de 2011. E teve foco na produção da castanha de caju, na mamona e nas frutas irrigadas.

Queda de safra

O penúltimo relatório do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) do Ceará confirma safra recorde de grãos, cerca de 1,3 milhão de toneladas (t). No grupo das frutas frescas, a expectativa é de uma produção de 1.097.922 t, resultando num crescimento de 4,47% em relação ao prognóstico de janeiro. A colheita da castanha de caju apresenta queda de cerca de 32% em relação a previsão inicial de 164,1 t. Estima-se agora uma produção de 111,7 t.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Ceará: queda na produção local acumulada é a maior do País, aponta IBGE

A produção industrial cearense voltou a operar no vermelho em outubro último, registrando recuo de 1,5% em relação ao mês anterior e de 6,4%, em comparação com igual período de 2010. No acumulado de dez meses de 2011, a retração chega à casa dos dois dígitos e anota queda de 12,6%, e de 11,6%, nos últimos 12 meses.
Os dados apontam ainda que o incremento de 14,6% observado na produção de alimentos e bebidas e de 10,9%, na indústria química, impulsionados, respectivamente, pelo aumento na produção de castanha de caju torrada, farinha de trigo, cachaça e biscoitos; e vacinas para medicina veterinária e tintas e vernizes para construção não foram suficientes para tornar "azul" os indicadores industriais.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Criação do Fundo de Apoio à Cajucultura tramita no Senado

Tramita no Senado Federal o projeto de lei que cria o Fundo de Apoio à Cultura do Caju (Funcaju). Em discurso no plenário do Senado esta semana, o senador Ciro Nogueira (PP) destacou a importância do Fundo que vai permitir a modernização da agroindústria do caju e o aumento da produtividade do cultivo da fruta.
“Os benefícios para os estados produtores serão enormes e o Funcaju também vai fortalecer as exportações dos produtos extraídos do caju”, ressaltou.
Ressaltando a importância do fruto que serve de sustento para centenas de famílias brasileiras, Ciro falou sobre suas propriedades nutricionais e sobre o potencial expressivo para o cultivo e a exploração sustentada.
Segundo o senador muitas propriedades rurais do Piauí estão despertando para a importância econômica do cajueiro onde famílias e pequenas comunidades já se beneficiam economicamente da exploração sustentada do fruto.“Não é um simples extrativismo. São culturas sustentadas que seguem padrões de produtividade e uso racional dos recursos naturais. O caju proporciona uma grande diversidade de produtos: a castanha, a polpa, que é consumida ao natural e utilizada no preparo de geléias, sucos e doces, as passas de caju e a nossa tradicional bebida, a cajuína”, elencou.
Ele ainda citou as propriedades terapêuticas do caju reconhecidas em pesquisas da Embrapa, e de outros renomados institutos, como uma excelente fonte de vitamina C, fibras e compostos fenólicos. Ciro lembrou que as propriedades antioxidantes da polpa do caju atuam na prevenção de doenças degenerativas, como o diabetes, os problemas cardiovasculares e, em alguns casos, até mesmo com efeitos na prevenção do câncer.
“Sabe-se que o Sistema Unificado de Saúde, a fim de melhor definir a eficácia de espécies vegetais nos tratamentos de saúde, criou uma Relação Nacional de Plantas Medicinais de Interesse ao SUS, conhecida como RENISUS. É uma listagem de espécies vegetais com potencial fitoterápico e o caju figura entre as 71 espécies relacionadas”, reforçou.
Ciro ainda informou importante ato do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento que aprovou, este ano, o Zoneamento Agrícola para a cultura de caju no estado do Piauí onde foram relacionados 79 municípios com condições climáticas e de solo favoráveis ao plantio do fruto.“São áreas consideradas de baixo risco e com alto potencial para a cultura. Outros 32 municípios foram classificados como áreas de médio risco para o plantio ou médio potencial. Como se vê, praticamente, a metade dos municípios do estado do Piauí tem condições favoráveis à cultura do caju”, considerou ele.
Por fim, o senador disse estar torcendo para que o Projeto que cria o FUNCAJU seja logo submetido ao Plenário.“O Piauí - que já produz de maneira sustentável um fruto gostoso, saudável e medicinal - poderá em breve, com a aprovação e efetivação do FUNCAJU, melhorar a produtividade de toda a agroindústria do caju.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Estudo determinará produção de castanha de caju em Moçambique

O Instituto Nacional do Caju (Incaju) de Moçambique vai iniciar este ano um estudo para avaliar qual o impacto do setor informal na comercialização de castanha de caju, disse a diretora do instituto, Filomena Maiopué.
A diretora do Incaju adiantou que o estudo, que deverá levar quatro meses a ser realizado, visa obter dados que permitam determinar com mais acuidade a produção média anual da castanha em Moçambique.
“Quando falamos de produção da castanha referimo-nos à castanha comercializada, mas há um setor muito importante que é o informal, que está envolvido desde a compra, processamento doméstico e comercialização doméstica, quer a nível interno, quer externo, sobretudo em países vizinhos”, salientou.
Um primeiro estudo realizado com a participação de estudantes da Universidade Eduardo Mondlane demonstrou que a produção real de Moçambique pode ser o dobro do que tem sido anunciado, valor que se baseia na quantidade de castanha comercializada no mercado formal.
Estima-se que mais de 1400 famílias tenham no caju a sua principal fonte de rendimento, prevendo-se que na presente safra sejam comercializadas cerca de 105 mil toneladas, contra cerca de 113 mil toneladas alcançadas no ano passado. (macauhub)

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Ceará libera R$ 3 milhões para substituição de copas e 400 mil mudas em 2012

O Governo do Ceará liberou mais recursos para o desenvolvimento da cajucultura no estado em 2012. Foi autorizada a liberação de 800 mil mudas de cajueiros anão precoce para os agricultores familiares no próximo ano, o dobro em relação a 2011. Outra boa notícia,será o investimento de R$ 3 milhões para a substituição de copas em cajueiros improdutivos em até 7 mil hectares.
Segundo o secretário do Desenvolvimento Agrário, Nelson Martins, as ampliações do investimento na cultura do caju foram anunciadas em audiência com o governador e instituições do setor. A substituição de copas em cajueiros improdutivos, com as mudas, permite a melhoria dos pomares instalados. Em 2011, o investimento para essa pratica foi de 1,3 milhão.
Segundo supervisor de fruticultura, José Paz, a Secretária do Desenvolvimento Agrário (SDA) atende cerca de 2 mil agricultores, que trabalham com a cajucultura. Em 2011, a estimativa é que o Estado alcance a produção de 111 mil toneladas de castanha, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Para José Paz, é preciso desenvolver a cultura no Ceará, agregando valor e aproveitando integralmente o fruto. “De toda produção, apenas 20% do pedúnculo é utilizado”. Segundo o secretário da SDA, Nelson Martins, o governo está tentando mudar a situação. Convênios com o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (Fida) e do Banco Mundial irão “disponibilizar recursos para o beneficiamento agroindustrial de todo o fruto”, ressaltou o secretário.

domingo, 4 de dezembro de 2011

BNB e Governo do RN firmam convênio para fortalecimento da cajucultura

O Banco do Nordeste e a Secretaria Estadual da Agricultura, da Pecuária e da Pesca do RN  (SAPE), firmaram convênio para a realização do diagnóstico da cajucultura estadual e recuperação de pomares no território Açu – Mossoró.
Com assistência técnica e extensão rural da Emater e pesquisas desenvolvidas e aplicadas pela Emparn, a parceria pretende desenvolver a cadeia produtiva do caju, atividade que está entre as prioritárias para o Governo do Estado, implementando ações direcionadas para o aumento da produção, produtividade, melhoria da qualidade e competitividade dos produtos, visando agregar valor à cultura do caju.
Os municípios de Mossoró, Serra do Mel, Areia Branca, Carnaubais e Assu serão beneficiados pelo Programa de recuperação e expansão da cajucultura, pois são pólos de produção onde essa atividade é importante no contexto econômico. Nessa região será aplicada pesquisa com os produtores rurais para conhecer melhor a situação atual do setor.

sábado, 3 de dezembro de 2011

Cajumel fortalece agronegócio em Ocara, no Ceará

O município de Ocara, distante 96 quilômetros de Fortaleza, encerra neste sábado, 3, a sexta edição da Feira do Agronegócio do Caju e do Mel (Cajumel). Voltado para agricultores familiares e pequenos produtores rurais, o evento oferece capacitação, palestras, oficinas e seminários. A expectativa é que a feira movimente R$ 200 mil em negócios.
O objetivo é atingir os mais de 600 produtores envolvidos com a cajucultura e a apicultura no município, com ações de assistência técnica, acesso a crédito e novas tecnologias de produção, além de aproximar os pequenos produtores de empresas fornecedoras de máquinas, equipamentos e insumos.
De acordo com a articuladora do escritório regional do Sebrae em Baturité, Fabiana Gizele Moreira da Costa, a Cajumel já virou tradição no município, mas a cada ano busca trazer novidades. Em 2011, a feira teve 36 expositores, entre produtores de caju, de mel e toda a cadeia produtiva das duas atividades, incluindo restaurantes da região que foram capacitados em boas práticas de serviços de alimentação e elaboração de pratos a base de caju e de mel.
“Essas empresas fornecem merenda para as escolas da rede pública da região. Portanto, estamos promovendo também a inclusão do caju e do mel, dois importantes produtos econômicos do município, na merenda escolar. Ao mesmo tempo, surge assim um novo mercado para os produtores locais. A ideia é criar oportunidades de melhoria da qualidade de vida dos agricultores familiares de toda a região”, afirma Fabiana.
Outro destaque da feira, segundo a articuladora, é o seminário técnico sobre produção integrada da cajucultura e da apicultura, com utilização de novas tecnologias e de técnicas inovadoras. “A intenção do Sebrae é incentivar o fortalecimento dos dois setores e o aprimoramento de técnicas dos pequenos produtores. O município, apesar de pequeno – são cerca de 25 mil habitantes –, tem se destacado na produção, mas para que um salto de qualidade e quantidade aconteça são fundamentais a melhoria na estrutura e a profissionalização dos serviços”, explica Fabiana.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Comunidades ganham projetos de cajucultura

Agricultores de dois assentamentos no Piauí e de um povoado no Maranhão, estão sendo beneficiados com tecnologias em fruticultura desenvolvidas pela Embrapa, através do Projeto Boa Esperança, de transferência de tecnologias, que é financiado pela Companhia Hidro Elétrica do São Francisco – Chesf.
No Piauí, os beneficiados são os assentamentos Flores e Santa Teresa, encravados no município de Uruçuí, a 482 quilômetros ao sul de Teresina. As duas comunidades ganharam unidades demonstrativas de cinco mil metros quadrados, com caju. O projeto busca uma produção tecnificada para aumentar a área plantada e melhorar a produtividade e renda dos agricultores.
A estrutura das unidades demonstrativas, que são em regime de sequeiro e foram implantadas em dezembro de 2009 e janeiro de 2010, respectivamente, obedece à risca o sistema de produção desenvolvido pela Embrapa. Consiste em um jardim clonal, que produzirá material propagativo para enxertia; e um jardim de sementes para formação de porta-enxertos, que darão origem às mudas.
Os clones utilizados para a formação dos jardins clonais e de sementes, todos desenvolvidos pela Embrapa, são os seguintes: CCP 76, BRS 189, BRS 226 e BRS 265. A informação é dos agrônomos Pedro Rodrigues Neto e José Lopes Ribeiro, da Embrapa Meio-Norte, que coordenam as ações.
Segundo eles, em 2012 o trabalho avança com a instalação de viveiros de produção de mudas no assentamento Santa Teresa e no município de São João dos Patos, no Maranhão, onde já existe uma unidade demonstrativa com caju na comunidade Mata da Jurema. “Com essa ação, os agricultores terão melhores condições de trabalho”, prevêem .
Os agricultores de Flores e Santa Teresa já foram treinados em sistema de produção de cajueiro. Em 2012, eles serão capacitados em produção de mudas. No próximo ano serão implantadas unidades demonstrativas com caju também no assentamento Beleza, no município de Antônio Almeida, a 395 quilômetros ao sul de Teresina, e outra em São João dos Patos.

COMUNIDADES AVANÇAM
Tantom Flores como Santa Teresa são comunidades que avançam a cada dia. Flores, a 80 quilômetros do centro de Uruçuí, tem o perfil de um desses minúsculos municípios que crescem no entorno das cidades de porte médio do interior nordestino. Nada menos do que 136 famílias vivem relativamente bem nos 11.800 hectares do assentamento, que tem ruas traçadas e é servido por energia elétrica, água encanada, escola de ensino fundamental e posto de saúde.
O líder da comunidade Flores, Zacarias Borges Nascimento, de 45 anos, é um ex-pedreiro que largou tudo em São Paulo por acreditar na força do trabalho no campo. Segundo ele, a maioria dos pequenos agricultores sobrevive de pequenos cultivos, como mandioca, milho, feijão e arroz, além da criação de pequenos animais. Os outros ganham a vida trabalhando nas fazendas de soja da região.
Em Santa Teresa, a 20 quilômetros do centro de Uruçuí, a realidade não é diferente. Os agricultores têm serviços básicos e sobrevivem da agricultura e da criação de pequenos animais. José Antônio do Nascimento, o Pombo, de 64 anos, é o líder da comunidade, que reúne 70 famílias. O assentamento tem 2.100 hectares.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Governador Cid Gomes recebeu representantes da cadeia produtiva do caju

O governador Cid Gomes recebeu nesta quarta-feira (30), no Palácio da Abolição, os representantes da cadeia produtiva do caju no Estado. O encontro foi o primeiro de uma série que será realizada toda semana para discutir os diversos setores que compõem a agricultura e pecuária.  "O setor da cajucultura foi o primeiro a ser convidado porque é um dos mais importantes, com tradição histórica e que emprega muitas pessoas", destacou o Governador.

Os deputados estaduaia Manoel Duca e Hermínio Resende, integrantes da sub-comissão do caju na Assembleia Legislativa, e os integranes do Sincaju, entregaram cartas feitas por produtores de Itapipoca e Horizonte sobre o processo de revitalizaçao da cajucultura no Estado. O objetivo é tornar o setor mais competitivo perante as outras atividades.

De acordo com os órgãos representativos que participaram da reunião, o Ceará é o maior produtor de caju do Brasil, com 51% do mercado e 140 mil toneladas produzidas por ano. O Governador garantiu mais apoio técnico aos que trabalham no setor através da Secretária de Desenvolviment Agrário.

Também participaram da reunião o Presidente da Assembleia Legislativa, Roberto Cláudio; o Presidente do Banco do Nordeste, Jurandir Santiago; o Presidente da Adece, Roberto Smith; o secretário do Desenvolvimento Agrário, Nelson Martins; representantes da Associação da agricultura e pecuária, além de empresários do setor.

Produção da castanha de caju comprometida em Chibabava

O delegado do INCAJU em Sofala, Sifa Bernardo, disse que a sua instituição havia projetado a comercialização de perto de cinco mil toneladas no presente ano, mas o temporal que ocorreu há dias e as temperaturas baixas que precederam o vendaval estragaram grande quantidade da castanha de caju.
No ano passado, mais de cinco toneladas de castanha de caju foram comercializadas no distrito de Chibabava, tendo os produtores arrecadado mais de cem milhões de meticais.
Já no presente ano, Sifa Bernardo evitou lançar projeções quanto aos valores a serem arrecadados, mas a sua instituição havia estimado a comercialização de cerca de 4500 toneladas, o que poderá não se concretizar devido à situação acima referida.
O diretor provincial de Agricultura de Sofala, Miguel Coimbra, disse que apesar das adversidades os produtores devem redobrar esforços no sentido de produzirem mais. Afirmou que o Governo, através de vários programas, vem ajudando os camponeses e produtores da castanha de caju para aumentar a produtividade e a cadeia de valor.
Disse mesmo pretender que nos próximos anos Chibabava, em particular, e Moçambique, no geral, se torne no maior produtor da castanha de caju do continente.
Fonte: Notícias

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Exportações de castanha por portos cearenses

Um levantamento divulgado pelo chefe da unidade potiguar do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Aldemir Freire, mostra que do valor total gerado pelas exportações do RN entre janeiro e setembro de 2011 (US$ 175 milhões, o equivalente a R$ 323,75 milhões, considerando a cotação a R$ 1,8500), apenas 4%  saiu pelo Porto de Natal. Grande parte das exportações do estado - cerca de 42% - foi escoada pelos portos do Ceará (Pecém e Fortaleza). Os principais produtos potiguares exportados pelos portos cearenses são a castanha de caju e o melão.
Francisco de Paula Segundo, presidente do Comitê Executivo de Fitossanidade do RN (Coex), esclarece que cerca de 70% do melão do estado deixa a região pelo Ceará. Apenas 6 mil toneladas (os 30% restantes) deixam o RN pelo Porto de Natal. Durante a safra, entre 250 e 300 carretas descarregam melão no porto de Natal. Aumentar o volume da carga atrapalharia o tráfego na cidade. "O porto está localizado no centro de Natal", destaca Segundo. Para ele, a localização do porto limita a operação.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Subcomissão de cajucultura

O Deputado Acarauense, Manoel Duca (PRB), registrou que o governador Cid Gomes vai marcar uma data para receber, ainda neste mês de novembro, a subcomissão da Cajucultura da Assembleia Legislativa, da qual o parlamentar é o presidente. “O Brasil ocupa a quinta posição na produção de caju e precisamos de mais força para chegar à primeira posição”, frisou. 

domingo, 27 de novembro de 2011

Políticas públicas para a cajucultura potiguar

O deputado estadual Leonardo Nogueira enviou requerimento ao secretário de Estado da Agricultura, da Pecuária e da Pesca do Rio Grande do Norte, Carlos Alberto de Sousa Rosado e ao titular da pasta de Desenvolvimento Econômico, Benito da Gama Santos, pedindo a implantação de políticas públicas para o setor de cajucultores de toda a região do médio e alto oeste potiguar. Segundo Leonardo, a indústria de beneficiamento de castanha, na sua maioria forma estoques através do EGF - agroindustrial, pelo qual o Governo preconiza preço mínimo de R$ 1,35 por quilo de castanha in natura. O problema é que esta determinação não está sendo cumprida pela indústria, que, através de seus atravessadores, compra o quilo do produto por valores entre R$ 1,15 e R$ 1,10, muito abaixo do que os produtores calculam como preço mínimo ideal, que seria de R$ 1,50. 
O deputado ainda ressaltou que os cálculos dos produtores levam em consideração também a idade do pomar, os tratos culturais que são necessários ao pomar e as condições climáticas."A ausência de políticas públicas para o setor de cajucultores, o mesmo caminhará para a falência total, haja vista que o mesmo é responsável por produtos advindos das pequenas e médias propriedades que são responsáveis pela renda e vida digna dos produtores da região do médio e alto oeste potiguar", alertou Leonardo.

sábado, 26 de novembro de 2011

Produtores de castanha de caju do RN reclamam da falta de políticas públicas no setor

A cajucultura é uma das principais atividades econômicas do Rio Grande do Norte. A castanha é o produto que lidera o ranking de exportações. No entanto o setor está em crise, apesar da boa safra desse ano. O preço do quilo, segundo os produtores está bem abaixo do ideal.
- O preço hoje está em torno de R$ 1,05 a R$ 1,10, é o que a indústria quer pagar a nós produtores – conta Elano Ferreira,produtor.
O problema começou a se agravar na safra do ano passado e este ano, segundo eles, chegou ao pior momento dos últimos 20 anos. Vários motivos vem causando o declínio da atividade
- Os pomares se encontram numa idade em torno de 30 a 40 anos, em que a sua produtividade já baixa, já é muito baixa. Então é necessário trazer para o campo, as novas tecnologias que tem aí disponível, só que a tecnologia quando chega até nós é de maneira muito pequena e que não traz um impacto decisivo para a nossa atividade – analisa o produtor,Fernando Melo.
As regiões conhecidas como médio e alto oeste do Rio Grande do Norte produzem, atualmente, cerca de 30 mil toneladas de castanha por ano, metade do que se produz no estado. mas com a crise cerca de 4 mil produtores se dizem desestimulados com a atividade.
- Devido nós termos um alto custo, nessa questão de podar e limpar fica muito alto o custo dele e o nosso preço da castanha está tão baixo que estamos desestimulados para essa questão – diz Benedito Ferreira,produtor.
A crise preocupa a economia de 12 cidades produtoras. Nelas, mais de 3 mil pessoas dependem da castanha durante os 4 meses de safra
- A necessidade da implantação de uma política pública que dê sustentação ao nosso setor da cajucultura. Além de hoje estarmos em situação difícil, outras pessoas em toda a região poderão ficar desempregadas com o declínio dessa atividade - conta João melo,produtor.
Por causa dos custos muitos nem colheram parte da produção que ainda está no chão. Uma das alternativas seria a mudança dos cajueiros antigos pelo anão precoce. Seu francisco já vai tentar isso no próximo ano, mas ainda falta orientação técnica
- Comprei uns saquinhos e estou enchendo pra pode replantar eles. Se tivesse assistência técnica era melhor pra gente que não teria esse trabalho todo, seria um negócio diferente, mais seguro – relata Francisco de Paiva, produtor.
Tecnologia no campo para poder produzir mais e ser mais competitivo é o que eles pretendem continuar buscando
- Com o preço atual da castanha não dá nem para manter a propriedade,nem para manter a nossa família com dignidade. Então nós queremos que o governo chegue com essa tecnologia pra nós, não é concebível o Brasil ser a pátria mãe da cajucultura e o Vietnã hoje produzir dois mil quilos por hectare, enquanto que o nós estamos beirando só 100 por hectare – analisa Elano Ferreira, produtor. (in360)

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Festa do Caju em Serra do Mel (RN)

A cidade de Serra do Mel (RN) promove a 33ª edição da Festa do Caju que se estende até o próximo domingo, 27. A solenidade de abertura teve início com entrega dos certificados de conclusão as alunas do curso de "Boas Práticas de Fabricação e Beneficiamento Pedúnculo do Caju".

RN: fungo derruba safra de caju em 20%

A safra de caju e castanha na região Oeste do Rio Grande do Norte não será a esperada. Terá uma queda de pelo menos 20% do que foi previsto pelos produtores e especialistas do Instituto de Assistência Técnica e Extensão Rural do Rio Grande do Norte (EMATER-RN). Um fungo identificado pela Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMBRAPA) com o nome de Oídio impede o desenvolvimento do cajueiro e do fruto.
Já havia a suspeita da presença do fungo na região Oeste há cerca de dois anos. Mesmo assim, os produtores de castanha não acreditavam que fosse fazer a diferença. Entretanto, o quadro mudou. O fungo atingiu os cajueiros com força, forçando-os a produzir menos. "O caju fica com rachaduras e a castanha não se desenvolve como deveria. O fungo também impede que a copa do cajueiro cresça como é preciso para produzir bem", destaca o extensionista da Emater Anchieta Martins, do município de Serra do Mel.
Havia uma previsão da Emater de o município de Serra do Mel chegar a uma produção recorde de 18 mil toneladas de castanha, mas o fungo atacou na região que mais produz no município, ou seja, a região norte. Com a ação do fungo, é provável que a safra fique em torno de 12 mil toneladas de castanha. Ainda conforme Anchieta Martins, o mesmo problema afetou também as demais áreas. "Temos informações que os pomares das demais cidades do Rio Grande do Norte, Ceará e do Piauí também estão com esse mesmo fungo", diz.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Castanha-de-caju: produção e comercialização da safra potiguar 2011

A safra de castanha-de-caju no Estado do Rio Grande do Norte encontra-se em plena colheita. A perspectiva do setor é que a produção seja superior a 40 mil toneladas, representando crescimento em mais de 50% em relação à safra do ano passado (26.613 toneladas) que foi fortemente atingida pelas estiagens. Mesmo assim, a produção do Estado, mais uma vez, não será suficiente para atender à demanda de consumo pelos mercados interno e externo.
Novamente os produtores rurais passam por uma crise financeira. Isso devido à deficiência na organização do setor, sobretudo na atividade de comercialização da castanha-de-caju in natura, quando os agricultores recebem preços bem abaixo do custo de produção. Detalhes desse estudo pode ser obtido nos seguintes endereços: gzanza@supercabo.com.br e luis.costa@conab.gov.br (Portal Mercado Aberto)

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Começa o VIII Caju Nordeste

"Aproveitamento Integral e Sustentável das Potencialidades do Cajueiro". Esse será o tema central do VIII Caju Nordeste, que acontece em Beberibe, no Litoral Leste do Estado, a partir de hoje, indo até sábado, 26. Este ano, são aguardados cerca de 25 mil visitantes durante os quatro dias do evento.
Segundo o presidente do Instituto Caju Nordeste (entidade organizadora da iniciativa), Francisco Araripe Costa, um dos destaques é a programação técnica, que foi elaborada dentro da visão da sustentabilidade das propriedades rurais, com o aproveitamento integral das principais propriedades do cajueiro: a castanha, o pedúnculo do caju e a biomassa.
De acordo com Francisco Araripe, o encontro será oportunidade para se apresentar sobre o uso da madeira do cajueiro para fins energéticos, especialmente para a utilização por termelétricas. Ele lembrou que somente no Ceará existem 410 mil hectares de cajueiros plantados. Desse total, 350 mil são espécimes gigantes, com grande volume de biomassa, que pode ser usado para fins energéticos.
"Esses cajueiros foram plantados há mais de 20 anos e hoje há uma necessidade de renovação, com o plantio de espécimes que ofereçam maior produtividade e apresentem menos dificuldade para o manejo".
O evento tem uma programação diversificada, contemplando a feira de empreendedores do caju, agricultura familiar e atividades consorciadas, com exposição, demonstração e comercialização de produtos, serviços, máquinas e equipamentos agrícolas e industriais.
Além disso, serão oferecidos para os participantes uma extensão programação técnica, contemplando, sobretudo, a cajucultura na agricultura familiar, eficiência no manejo agro florestal do cajueiro, renovação de grandes pomares de cajueiro gigante improdutivos para aumento da oferta de castanha, pedúnculo e biomassa.
O encontro contará com a participação de representantes dos quatro principais produtores de caju no Nordeste: Ceará, Piauí, Rio Grande do Norte e Bahia. Além disso, também estão sendo aguardadas delegações dos países Timor Leste, Moçambique, Guiné Bissau, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde, Venezuela, Colômbia e Bolívia. O Evento se inclui no calendário de eventos do Ceará, pela Lei Estadual N° 14.337/09.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Safra de castanha em Moçambique


Pelo menos 11 mil toneladas de castanha de caju do setor familiar poderão ser produzidas na presente safra agrícola em Cabo Delgado (Moçambique), segundo informações do INCAJU.  Em toda a província de Cabo Delgado, a cultura do cajueiro é praticada por 14 mil produtores, cerca de dois mil dos quais são mulheres.
O distrito de Nangade, maior produtor de castanha de caju em Cabo Delgado, vai contribuir com maior volume previsto,  sendo que o plano anual de 2011 refere-se a sete mil toneladas de castanha contra seis mil da safra passada.
O administrador de Nangade, Melchior Focas,  assegurou ao “Diário de Moçambique” que o aumento da produção em 2011, deveu-se ao maior empenho dos camponeses na pulverização dos cajueiros contra doenças e pragas, cujos custos são suportados pelo Governo. Foram pulverizadas mais um milhão e quinhentas plantas com gastos em produtos químicos disponibilizados gratuitamente pelo Governo para o combate ao “oidio" e outras doenças que atacam o cajueiro, responsáveis pelos baixos índices de produção de castanha de caju.(Diário de Moçambique)

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Programação Caju Nordeste

Este é o link para a programação do Caju Nordeste que ocorrerá esta semana em Beberibe (CE).
http://www.cajunordeste.org.br/programacao/

Enxofre pode combater o oídio do cajueiro

Preocupados com o estrago que o fungo oídio pode causar na cajucultura, técnicos da Secretaria de Desenvolvimento Agrário (SDA) e da Ematerce solicitaram da superintendência do Ministério da Agricultura no Ceará, em caráter de urgência, autorização para o uso de enxofre no combate à praga. O produto ainda não tem registro, mas experimentos realizados pela Embrapa Agroindústria Tropical no Piauí e no Ceará demonstraram eficácia no controle da praga.
O temor é que no próximo ano o fungo oídio se espalhe e ataque de forma ainda mais drástica nos cajueiros no Estado, a exemplo do que vem ocorrendo neste ano nas áreas produtivas do Piauí. A praga é antiga, mas segundo o supervisor de fruticultura da SDA, José de Souza Paz, a partir de 2007 uma nova variedade da praga surgiu e está prejudicando a produção. "Se não adotarmos medidas concretas no próximo ano teremos um ataque mais severo com fortes prejuízos para o setor", alertou Paz.

Experimentos
Para a safra deste ano que está em colheita, quase nada há que se fazer. "A nossa preocupação é com 2012", reforça Paz. A Embrapa Agroindústria Tropical realizou neste ano e em 2010 experimentos numa fazenda no Piauí e em áreas de produção em Beberibe e Pacajus que foram acompanhadas por técnicos da Ematerce, com o uso de enxofre. O experimento apresentou resultados favoráveis. "É um produto natural, semi-orgânico que é potencialmente bom", disse Paz. A defesa técnica é evitar a expansão do fungo como se verificou no Piauí.
Nesta semana, representantes da SDA e da Ematerce apresentaram aos técnicos do Ministério da Agricultura, no Ceará, solicitação em caráter de urgência para o uso do enxofre no controle do oídio. A proposta será discutida no encontro que acontecerá no próximo dia 28, em Maceió, com a participação de técnicos da pasta. "Expusemos a nossa preocupação e apresentamos dados da pesquisa sobre a viabilidade do enxofre", contou. "Esperamos a sensibilidade do Ministério da Agricultura e a aprovação do produto para o controle do fungo oídio".
O técnico da Embrapa Agroindústria Tropical, Emilson Cardoso, é o responsável pelos experimentos do uso do enxofre no ataque ao oídio em áreas de produção no Piauí e Ceará. "Desde 2007, houve uma variação do fungo, uma nova espécie mais agressiva, que vem se alastrando desde o Piauí e já chegou à Bahia", explicou. "O enxofre é um produto natural que vem sendo usado com sucesso há mais de 20 anos nos cajueiros na África". Cardoso disse que o produto não traz dano para o meio e que diluído em água para pulverização é muito eficaz. "É apenas uma questão legal a utilização do produto porque tem de seguir as determinações da lei que trata dos agrotóxicos".
Emilson Cardoso prevê que em 2012 o ataque do oídio aos pomares de caju no Ceará pode ser devastador. "Não tenho a menor dúvida de que teremos problemas sérios econômicos e sociais", disse. Os técnicos orientam os produtores, que após a colheita da safra atual, deverão fazer os tratos culturais preventivos, poda, recolher e queimar galhos secos, folhas e frutos contaminados.
Aliado ao ataque do oídio, chuvas intensas que ocorreram em outubro, queda de temperatura no período da noite e ventos fortes contribuíram para uma frustração de safra para este ano.(DN)

domingo, 20 de novembro de 2011

Codesvasf participa da 8ª edição do Caju Nordeste

A Codevasf  participa do 8º CAJU NORDESTE, que acontecerá na cidade de Beberibe (CE), no período de 23 a 26 de novembro de 2011. A empresa trará ao Ceará informações acerca do trabalho realizado no Piauí no que concerne ao desenvolvimento do setor da cajucultura. Desde 2003, a Codevasf desenvolve o programa de fortalecimento da cajucultura no Estado do Piauí. Inicialmente as ações estiveram focadas no estudo das potencialidades existentes nos diversos territórios analisados pelo Plano de Ação para o Desenvolvimento do Vale do Parnaíba – PLANAP (2004-2007), que possibilitou identificar a grande aptidão que a maioria dos municípios piauienses possui para a cajucultura. Esses dados foram reforçados e comprovados pelos estudos do zoneamento pedoclimático da EMBRAPA, que identifica esse potencial no Piauí em quase sua totalidade. A partir desses elementos tornou-se possível a execução de um programa de fortalecimento da cajucultura que elegeu como prioridade o aumento das áreas de plantio através do fornecimento de mudas certificadas de origem, com a utilização de um clone de comprovada precocidade, rusticidade e índices produtivos elevados, o CCP-076, desenvolvido pela EMBRAPA.
A microrregião de Picos, a 300 km de Teresina já se destacava como grande pólo de produção de mudas. Outro fator importante foi o grau de organização desses produtores, fazendo com que a atividade se consolidasse mais rapidamente, existindo inclusive uma Associação de Produtores de Sementes e Mudas que possibilitou alavancar as ações em menor período. A partir da destinação orçamentária de emendas parlamentares, a Codevasf passou a implementar efetivamente o Programa de Desenvolvimento da Cajucultura, não se tratando simplesmente de uma ação de distribuição de mudas a pequenos produtores; o programa vai além, com uma metodologia que contempla o cadastro de famílias, a avaliação técnica e sócio-econômica desses cadastros, a seleção e posterior fornecimento das mudas a quem de fato tem características e aptidão para a atividade. Isso fez com que diminuíssem as perdas no intervalo entre o fornecimento das mudas e o plantio, pois, as famílias selecionadas possuem área disponível e aptidão para a atividade. Com a experiência das ações, desde 2003, o programa foi sendo melhorado a cada ano, passando a ter acompanhamento pós-plantio, o que possibilitou também avaliar de forma mais precisa o resultado da ação.
Após sete anos de ações do Programa de Fortalecimento da Cajucultura no Estado do Piauí, já foram investidos cerca de 15 milhões de reais no cadastro, seleção e fornecimento de mudas. Isso representa um aporte de cerca de 13 mil hectares, atendendo mais de 20 mil famílias com uma média de 330 mudas por família beneficiada. Esses dados demonstram que de forma geral o programa está atendendo o pequeno produtor, e esses agricultores, em especial aqueles que já desenvolvem seus plantios há mais de dois anos já começam a colher o resultado do trabalho.
Atualmente, pode-se considerar que a cajucultura é uma atividade já consolidada no Estado do Piauí, abrangendo cerca de 183 mil hectares, concentrados principalmente na região sudeste do estado, no território do Vale do Rio Guaribas, localizado na microrregião de Picos. Essa região se destaca não somente pela área plantada, mas também pelo aspecto qualitativo dos pomares, em sua maioria composta de plantas do tipo CCP-076, com alta produtividade e resistência. Já ocorre, inclusive, o fortalecimento dos demais elos da cadeia, a exemplo das unidades de processamento do pedúnculo, que se multiplicam na região. Hoje o pequeno produtor comercializa a castanha — que era o principal produto da atividade —, diversifica e tem na venda do pedúnculo o mais forte retorno econômico. Um pequeno cajucultor consegue fornecer à indústria de sucos e polpa, em média 20 caixas/dia de pedúnculo, durante cinco meses do ano, o que lhe garante uma renda mensal de aproximadamente R$ 4.200,00 praticamente livres de despesas, pois seus custos fixos são cobertos na venda da castanha.

sábado, 19 de novembro de 2011

Troféu Caju de Ouro – homenageados em 2011

Definidos os nomes para o Troféu Caju de Ouro de 2011. O prêmio, distribuído anualmente no Caju Nordeste, é dedicado às pessoas e instituições que tenham se destacado pelos serviços prestados no desenvolvimento da cultura do cajueiro. Este ano, os agraciados são: a instituição Embrapa Agroindustrial Tropical; o Técnico José de Sousa Paz, da SDA; o Deputado Estadual José Nelson Martins de Sousa; o Produtor Rural Antônio Peixoto Saldanha  e o Presidente da Fundação Banco do Brasil Jorge Alfredo Streit. A premiação acontecerá durante a solenidade de abertura do 8º Caju Nordeste, dia 23 de novembro, no Auditório do Teatro Municipal, em Beberibe.
Considerado o maior seminário temático do Brasil, dedicado ao desenvolvimento da cajucultura, o Caju Nordeste promove cursos, oficinas, palestras e seminários tendo como tema central o Aproveitamento Integral e Sustentável das Potencialidades do Cajueiro.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Consultor diz que preço baixo no mercado é entrave

O preço médio da castanha de caju recebido pelo produtor no Ceará, no período de 1990 a 1994 correspondia a 98% do preço médio mundial que era de US$ 810 a tonelada. No intervalo de 2005 a 2008 caiu para apenas 68%. A afirmação é do engenheiro agrônomo e especialista em política setorial, Yoshio Namekata. Para ele, o produtor está condenado ao esgotamento de suas finanças e "à indiferença da indústria."
Para ele, "a questão central é o baixo preço recebido pelo produtor como consequência da sua desorganização e incapacidade de negociar com meia dúzia de empresários fortemente organizados, cartelizados e com poder de ditar os preços." Entre as medidas apontadas para solução do problema cita a abertura do mercado para exportação da castanha, entrada de novos concorrentes internacionais e a aplicação de subsídios à exportaçãol.
O estudioso acrescenta que "no campo, a descapitalização torna-se evidente por causa do baixo preço recebido pelo pequeno produtor rural, abaixo do custo de produção. Avalia que o empobrecimento resultou na incapacidade de realizar novos investimentos e o plantio de novas áreas de cajueiros.
Mesmo com todas as dificuldades o especialista não acha que a cajucultura possa desaparecer dentro de dez anos. "O cajueiro produz continuamente durante mais de 30 anos e a meia dúzia de empresas beneficiadoras continua ampliando seus plantios e melhorando a produtividade", observa.
Na opinião dele, o grande problema é social."A tendência é o desaparecimento de 60 mil pequenos e médios produtores que são mais eficientes na produção agrícola, mas que vão sumir por não suportar o preço abaixo do custo de produção."

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Números


R$ 6,50 - é o preço de 5 kg de castanha de caju para o produtor.
R$ 45 - é o preço de 1 kg de amêndoa ao consumidor no Ceará.

R$ 25 - é o preço de 1 kg de amêndoa para a indústria.
R$ 65 - é o preço de 1 kg de amêndoa ao consumidor para outros estados do Brasil.
(fonte: Jornal O Povo)

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Cajucultura. Cartelização?

Artigo de O Povo (14/11/20110 - A cajucultura envereda aceleradamente pelo mesmo caminho da extinçãodo algodão arbóreo. Fundamentado na teoria equivocada de proteção do emprego urbano e industrial para a população de baixa renda, a cartelização dos beneficiadores na formação de preço da castanha de caju fez-se sentir mais acentuadamente a partir de 1995, agravado pelo fechamento periódico da exportação através das resoluções da Câmara de Comércio Exterior (Camex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic) (Nº 26 de 16-10-2002 e Nº 31 de 20-10-2003), fechando quaisquer possibilidades de exportação da castanha.

O preço médio da castanha recebido pelo produtor no Ceará no período 1990-94 correspondia a 98% do preço médio mundial de US$ 810 a tonelada e no intervalo 2005-08 caiu para apenas 68% do preço médio mundial. Alijado da competição internacional e com preço recebido abaixo do custo de produção, o pequeno produtor rural sofreu descapitalização contínua durante 15 anos e paralisou a oferta da castanha.

A Câmara Setorial do Caju acompanha a execução da atual política de investimentos e subsídios aplicados ao desenvolvimento tecnológico e econômico da cajucultura. Além das ações desenvolvidas, novas medidas urgentes e inadiáveis devem ser tomadas por causa da sua importância social, para garantir a sobrevivência de 100 mil pequenos produtores rurais.

A medida mais urgente é a irrestrita abertura do mercado internacional, apoiando a exportação da castanha pelas organizações dos produtores. Eleger a castanha de caju como uma atividade econômica prioritária, ousar na política de preços mínimos, subsidiando-se a exportação e promover a elevação imediata do preço recebido.

Fazer gestões junto ao Ministério da Fazenda para resolver a questão central da mini-usina de beneficiamento comunitário de castanha de caju, mudando-se o atual critério de enquadramento da receita bruta anual máxima de R$ 360 mil para as microempresas (MP), propondo a adoção de um parâmetro mais compatível com o reduzido valor agregado (VA), para permitir o acesso ao crédito rural subsidiado, pois a mini-usina necessita de um capital de giro mínimo para a aquisição e armazenamento de pelo menos 600 toneladas a R$1,50/kg de castanha (faixa de empresa de pequeno porte-EPP), durante a safra de três meses.(Yoshio Namekata, engenheiro agrônomo)

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Cajucultores denunciam formação de cartel | O POVO Online

Produtores denunciam formação de cartel | Economia | Jornal de Hoje | O POVO Online

SDA distribuuirá mudas de cajueiro anão precoce

A safra agrícola do próximo ano no Ceará deve render até R$ 365 milhões. A previsão da Secretaria de Desenvolvimento Agrário (SDA) é anunciada a poucos dias do início da distribuição de grãos no Estado. Mais de 3 milhões de toneladas de sementes devem ser entregues aos agricultores.
A região do Cariri, onde costuma chover mais cedo é a primeira a receber as semestres distribuídas pela SDA. Serão quase 2 mil toneladas de grãos para a próxima safra. A distribuição deve começar no início de dezembro e beneficiar mais de 29 mil agricultores.  Entre as sementes distribuídas estão feijão, milho, arroz, sorgo, algodão, mamona, gergelim, girassol, amendoim, mandioca, mudas de cajueiro anão precoce e raquetes de palma forrageira.

sábado, 12 de novembro de 2011

Cajucultura e videntes

No contexto globalizado em que vivemos, não dá para se pensar na exploração de qualquer atividade econômica sem considerar os humores do mercado, especialmente o internacional. A velha lei da oferta e da procura continua mais atual do que nunca. Na agricultura não é diferente. A máxima de "quem não tem competência não se estabelece" também é perfeitamente aplicável. Já se foi o tempo em que algumas atividades econômicas eram mantidas simplesmente pela tradição, paixão ou até mesmo pelo orgulho de quem as explorava, mesmo que sem retorno econômico.
Essas premissas também se aplicam à cajucultura? Claro que sim. Talvez não com a emoção com a qual alguns videntes têm previsto de forma categórica o fim da cajucultura cearense no prazo máximo de oito anos. Claro que essas afirmativas são oriundas do senso comum e sem nenhum rigor científico que mereça atenção. Pelo menos quanto ao prazo. E porque não 10 anos?
Videntes a parte, o ponto-chave da questão é a de que não dá mais para pensar numa cajucultura moderna e competitiva, com pomares com mais de 40 anos de idade, verdadeiros focos de pragas e doenças e exemplos vivos de como não se deve fazer.  Subsídios (receitas) apontando saídas para o setor, existem para todos os gostos.  Precisam apenas ser implementados via políticas específicas. Caso contrário, é deixar a poesia de lado e, para o bem de todos, partir para uma nova exploração econômica que substitua com mais vantagens a nossa debilitada cajucultura. O plano B é esperar que a previsão dos videntes se concretize.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Castanha de caju entre os principais itens da pauta

Quase todos os produtos que o Ceará traz de mercados internacionais chegam pelos portos do Estado. De acordo com o Ipece (Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará), em outubro, mais de 94% das importações passam pela via marítima. O destaque é o Porto do Mucuripe, responsável por receber 48,7% das mercadorias provenientes de outros países. Já o terminal portuário do Pecém, em São Gonçalo do Amarante, absorveu 30% do total comprado pelo Estado.
Conforme o Ipece, os calçados seguem na ponta dos produtos cearenses que mais chegam a destinos internacionais, com US$ 33,4 milhões e fatia de 26% de tudo que foi exportado.
Castanha de caju, couros e frutas também estão entre os principais itens da pauta. As dez mercadorias que mais desembarcam representam 90% de tudo que o Estado vende para o exterior, de acordo com o levantamento do Ipece.
Apesar de ter reduzido sua participação, os Estados Unidos me mantiveram como o maior comprador, responsável por 18,7% do total. Argentina e Holanda fecham o pódio.
O Porto do Pecém continua sendo a principal via de escoamento das exportações cearenses no mês de outubro de 2011, registrando participação de 53,9% total das vendas externas estaduais, seguido pelo Porto de Mucuripe, que registrou uma fatia de 31,3%. (DN)

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

EBDA incentiva cajucultura para agricultores familiares

Fomentar o cultivo do cajueiro anão precoce como alternativa de geração de emprego e renda para agricultura familiar. Com esse objetivo, um Dia de Campo sobre cajucultura será realizado no próximo sábado (12), a partir das 8 horas, no Assentamento Rancho Alegre, município de Itapicuru.
Promovido pela Prefeitura Municipal de Itapicuru, em parceria com a Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA), através do Centro de Formação de Agricultores Familiares do Território Semiárido Nordeste II (Centrenor) e das gerências regionais de Alagoinhas e Ribeira do Pombal, o evento divulgará os excelentes resultados alcançados no assentamento, onde o cajueiro anão precoce é cultivado há cerca de 10 anos.
A equipe do Centrenor da EBDA, empresa vinculada à Secretaria da Agricultura (Seagri), fará apresentação de técnicas de cultivo do cajueiro: produção de mudas enxertadas, escolha e preparo do solo para plantio, espaçamento entre plantas, marcação, abertura de covas e plantio das mudas, tratos culturais e fitossanitários.
O município de Itapicuru é destaque no cultivo do cajueiro anão precoce, principalmente em áreas de assentamentos da Reforma Agrária. A demanda pelo caju in natura, por empresas de processamento de frutas, tem sido o principal elemento motivador do crescimento da cajucultura na região, chegando a atrair mais investidores que a tradicional citricultura.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Máquinas de carga podem ficar isentas de IPI

As máquinas agrícolas e veículos de carga comprados por agricultores cadastrados no Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar) poderão ficar isentos do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados). A proposta, de autoria do senador Gim Argello (PTB-DF), foi aprovada pela CRA (Comissão de Agricultura e Reforma Agrária) e segue para a CAE (Comissão de Assuntos Econômicos), para decisão terminativa.
Caso o bem seja vendido à pessoa não inscrita no Pronaf em até cinco anos após a compra, o projeto (PLS 200/2011) prevê que o agricultor familiar será obrigado a recolher o imposto dispensado, acrescido de juros.
Em voto favorável, o relator e senador Clésio Andrade (PR-MG), disse considerar o incentivo previsto na proposta contribuirá para reduzir os custos da produção agrícola familiar, segmento relevante para o abastecimento de alimentos para o mercado interno.
Na mesma reunião, também foi aprovado o PLS 632/2007, do senador Francisco Dornelles (PP-RJ), que estende os benefícios fiscais previstos na Lei 11.529/2007 a atividades pesqueiras, de produção de óleo de palma, de beneficiamento de castanha de caju e de componentes de calçados, voltados à exportação.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Link para o Caju Nordeste

Em tempo: link para o Caju Nordeste http://www.cajunordeste.org.br/, o maior evento da cajucultura nacional.

Maior evento da cajucultura nacional

Contagem regressiva para o maior evento  do cajucultura nacional, o 8º  CAJU NORDESTE, que acontecerá em Beberibe (CE), no período de 23 a 26 de novembro deste ano.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Pequenos produtores exportam castanha de caju para Europa

Os sabores do Piauí chegaram à Europa. A amêndoa da castanha de caju, produzida pela Central de Cooperativas de Cajucultores do Estado do Piauí (Cocajupi), começou a ser exportada para a Itália. É a primeira inserção desse produto no mercado internacional. Naquele país a castanha será comercializada pela Cooperativa Chico Mendes.
A venda da castanha para o exterior é resultado da conquista da certificação da Cocajupi para o Comércio Justo ou Fairtrade - modalidade de comercialização que leva em conta requisitos como responsabilidade social, sustentabilidade e competitividade dos pequenos e médios produtores.
Segundo o gerente administrativo da Cocajupi, Luiz Eduardo Rodrigues, essa é a primeira experiência de exportação da central. “Enviamos a primeira remessa no dia 15 deste mês. A segunda sairá na primeira semana de novembro. Serão exportadas 150 caixas ao todo, o que corresponde a mais de três mil quilos de amêndoas, sendo comercializados a quase 35 mil euros”, informa.
De acordo com ele, “atualmente, temos uma demanda maior que a oferta. Estamos na iminência de vender para um grande grupo de varejo, mas não temos estoque suficiente para realizar essa transação comercial”.
A Cocajupi, que tem sede em Picos, cidade localizada a 306 quilômetros ao sul de Teresina, reúne nove pequenas cooperativas de cajucultores. As entidades fazem o trabalho de beneficiamento do caju e a central é responsável pelo processamento da castanha. No processo de certificação, a Cocajupi tem sido acompanhada pelo Sebrae no Piauí, por meio do Projeto Fruticultura Piauiense. Cursos, oficinas, consultorias, entre outras capacitações, são realizadas junto aos produtores ligados à central.
Cajucultura no Piauí
 No Piauí são quase 200 mil hectares destinados à cultura do caju, o que coloca o estado em segundo lugar no ranking da cajucultura brasileira. Estima-se que uma média de 40 mil estabelecimentos agrícolas desenvolvam a cajucultura no Piauí. Por meio de associações e cooperativas, os produtores vêm aprimorando técnicas, priorizando a produção para beneficiamento da castanha, principalmente a in natura.
A produção anual de castanha no estado é de cerca de 50 mil toneladas por safra, estando concentrada principalmente nas regiões de Picos, Parnaíba e São Raimundo Nonato.
Fonte: Agência Sebrae de Notícias

domingo, 6 de novembro de 2011

sábado, 5 de novembro de 2011

TV Caju no Blog Cajucultura

A partir desta data os seguidores deste Blog poderão assistir vídeos recentes veiculados no YouTube sobre a cajucultura no Brasil e no mundo. Os vídeos estão localizados no lado direito inferior desta página, com o título TV Caju, atualizados periodicamente.

Serra do Mel

Em tempo: o município de Serra do Mel, no Rio Grande do Norte, foi o primeiro lugar na produção municipal de castanha-de-caju (R$ 26 milhões) em 2010 naquele estado..

Novo blog na cajucultura

Surge um novo blog para falar sobre cajucultura. Trata-se do http://souprodutordecaju.blogspot.com/ trazendo o posicionamento de cajucultores sobre a conjuntura atual do setor. Vale a pena conhecer.

Buique no ranking da castanha de caju

O município de Buíque, em Pernambuco, é destaque do estado nas pesquisas sobre a Produção da Agricultura Municipal 2010, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. A cidade se destaca no ranking nacional como produtora de castanha de caju. Conforme os dados do IBGE, com 1,92% de participação, o município ocupa o 11º lugar nacional na produção de castanha de caju, com 2 mil toneladas.

domingo, 23 de outubro de 2011

Caju ajuda a combater o colesterol ruim e o envelhecimento da pele


O caju tem quatro vezes mais vitamina C do que a laranja. O preparo é simples: para cada três cajus, um copo d’água. O suco deve ser feito e tomado na hora. “Com o tempo elas já vão oxidando, perdendo sua função e, às vezes, até muda o sabor”, diz Cristina Praciano, nutricionista.
A amêndoa da castanha, considerada a fruta do caju, é rica em selênio, que combate o envelhecimento precoce. Também é fonte de proteína e ajuda a diminuir o mau colesterol. Mas quem quer controlar o peso não pode exagerar. Cada cem gramas de castanha tem 600 calorias.
Para os homens até 50 gramas, que vai fornecer 300 calorias, e para a mulher de oito a dez, que vai fornecer em torno de cento e vinte a cento e cinquenta calorias, então, perfeito para você manter sua massa muscular
Castanha, sucos e doces são as versões mais conhecidas do caju, mas na cozinha ele pode ser muito bem aproveitado. Depois que se tira o suco do caju, o que sobra é uma espécie de carne rica em carboidrato e fibras. Ela pode servir de ingrediente para vários pratos salgados.
Para preparar uma moqueca de caju, a chefe de cozinha Marana Figlioulo ensina a transformar a carne doce do caju em carne salgada. Primeiro retire todo o suco da fruta, triture-a e lave em seguida. Passe na peneira para retirar o excesso de líquido. Em uma panela refogue com azeite de dendê e todos os temperos da moqueca tradicional. Depois, em uma panela de barro, o caju recebe doses generosas de leite de coco e castanhas.
Do G1