quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Mercearia do Centec

Nesta quarta-feira (29/12), às 9h, será inaugurada a Mercearia do Instituto Centec no Centro de Formação de Instrutores (CFI). O intuito do Instituto é criar uma vitrine para fazer venda direta ao público de produtos das duas Faculdades de Tecnologia Centec (Fatec), dos três Centros Vocacionais Técnicos (CVTec) e dos 33 Centros Vocacionais Tecnológicos (CVT). Durante a inauguração será realizada uma degustação para convidados da imprensa e parceiros institucionais do Centec.
A Mercearia será um canal de escoamento em Fortaleza para os produtos dos Arranjos Produtivos Locais (APL) do mel, leite, caju, peixe, frutos do mar e couro. Além de alimentos, a unidade também vai vender artesanato e produtos fitoterápicos, além de divulgar a produção das 50 empresas incubadas na Intece, a incubadora do Instituto Cetec que tem seis unidades no Interior.
A linguiça e a buchada produzidas no CVT de Icó e os queijos e ricotas temperados da Fatec de Quixeramobim são alguns dos atrativos da vitrine da Mercearia. Também serão comercializados na unidade mel de abelha do sertão, castanha de caju, cajuína, mel de caju sem açúcar, rapadura de caju, doces, filé e bolinhos de peixe, geleia e doces de frutas, entre outros alimentos.

Castanha de caju no Canal Rural

Veja o vídeo sobre a produção de castanha de caju exibida pelo Canal Rural no último domingo.


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terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Safra de castanha de caju 2011

A penúltima previsão da safra brasileira de castanha de caju para 2010, tendo como referência o mês de novembro, apresentou, em relação a 2010, uma variação de - 41,82% na produção, -2,61% na área plantada, +0,24% na área colhida (hectares) e -42,01% no rendimento (kg de castanha por hectare). A partir destes dados, o site Cajucultura organizou tabelas por unidade da federação com as respectivas previsões. Veja mais detalhes no link Previsão no Brasil.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Canal Rural exibe matéria sobre castanha de caju

Link para programa exibido ontem pelo Canal rural sobre a produção de castanha de caju:
http://wp.canalrural.com.br/naestrada/culturas/castanha/
A parte referente a castanha de caju é a segunda parte da matéria.

sábado, 25 de dezembro de 2010

Vicunha Têxtil: Produção consciente

A consciência socioambiental está presente em todas as fases da produção da Vicunha, agora traduzida em looks da ECOW. A Vicunha conta, há mais de uma década, com as certificações de qualidade ISO 9001, ISO 14001 e selo verde europeu Oeko-Tex Standard 100, que atesta a não utilização de substâncias nocivas ao ser humano na produção, tingimento e acabamentos de seus tecidos.
Uma das práticas de maior destaque da Vicunha Têxtil é o uso da casca-de-castanha de caju para geração de energia térmica na produção de vapor para aquecimento das caldeiras das duas fábricas no Ceará. Por mês, são usadas em média 2,3 mil toneladas do resíduo, uma economia de, no mínimo, 50% em relação ao combustível fóssil antigamente utilizado nesse processo. A biomassa já é utilizada nas unidades fabris há 10 anos e tem alcançado níveis positivos, não só econômicos, mas também ambientais. Primeiramente, ao absorver as cascas das amêndoas para reaproveitamento energético, a empresa evita que todo esse resíduo seja descartado em aterros. Outro benefício é a qualidade do ar emitido pelas caldeiras. Esta ação resulta na diminuição de 10 mil toneladas de gás carbônico na atmosfera.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

"Canal Rural Na Estrada" destaca produção de castanha no Ceará

No próximo domingo (26/12), o programa "Canal Rural Na Estrada" vai destacar a produção de castanhas de caju. O programa vai ao ar ao meio-dia com apresentação do jornalista Gustavo Bonato. O Na Estrada é patrocinado pela MAN Latin America, fabricante dos Caminhões e Ônibus Volkswagen, e é uma produção do Canal Rural.

A equipe de reportagem esteve no município de Pacajus (CE) para acompanhar a colheita das castanhas. De 80 a 90% da produção de castanha de caju do Ceará é exportada. No Porto de Pecém, no litoral cearense, a equipe do programa constatou que a exportação da castanha é mais lucrativa do que vender para o mercado interno. No Brasil, a carga tributária muito elevada e os custos de frete dificultam a comercialização.

O programa Canal Rural Na Estrada vai ao ar no dia 26 de dezembro, às 12h, com reapresentação na segunda-feira (27/12) a partir das 8h, e no sábado, dia 1º de janeiro, às 20h.

Sobre o Canal Rural

O Canal Rural faz parte da principal plataforma de comunicação do agronegócio do Brasil, e é a TV segmentada mais assistida pelos tomadores de decisão do setor (pesquisa Ipsos Marplan). Lançada em novembro de 1996, a emissora tem cobertura nacional, sendo reconhecida como o veículo que melhor representa o segmento (pesquisa Vox Populi). O Canal Rural, que pertence ao Grupo RBS, leva informação e entretenimento aos milhões de produtores espalhados pelo país, e aos "produtores de milhões" que garantem ao setor uma participação no PIB brasileiro de aproximadamente 25%. Sua programação oferece 18 horas diárias de jornalismo, entretenimento e shopping rural, e pode ser assistida pelos canais 35 da NET, 105 da SKY, 108 da Via Embratel, pelas operadoras NEO TV, pela parabólica ou em tempo real pela Internet.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Hamburguer de caju

Rico em vitamina C, o pedúnculo de caju é usado em variadas receitas de pratos doces e salgados. Saiba como se prepara um hamburger com a polpa e um bolo de suco de caju neste vídeo do Globo Rural.


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quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Produção Agroecológica Integrada e Sustentável (Pais)

O programa de Produção Agroecológica Integrada e Sustentável (Pais) vai encerrar o ano com 361 unidades implantadas no Rio Grande do Norte. A parceria entre o Sebrae, a Fundação Banco do Brasil e o Ministério de Integração Nacional permite capacitar agricultores para atuar no gerenciamento administrativo de suas propriedades.

Além de formar empreendedores rurais, o trabalho também incentiva a produção sem uso de agrotóxicos e disponibiliza assistência técnica e consultoria para os produtores. Segundo informações do Sebrae, o programa ainda proporciona a comercialização dos gêneros cultivados, garantindo uma renda extra para as famílias do meio rural, por meio da participação em feiras agroecológicas nos municípios contemplados ou intermediando a venda de produtos para programas do governo estadual.

A partir de 2011, o Pais irá cadastrar novos produtores rurais para integrar a rede de benefícios. Atualmente, as unidades estão implantadas em municípios das regiões de Mossoró, Mato Grande, Assu e Metropolitana de Natal. Para integrar o programa, o produtor deve se incluir em uma das categorias: agricultores de baixa renda, assentados em projetos de reforma agrária, produtores de áreas remanescentes de quilombos e participantes de programas sociais do governo federal.

O assentamento de Caracaxá foi um dos primeiros a receber o Pais e agora colhe os frutos do programa. Ao todo, 60 famílias que tinham na cajucultura sua principal fonte de recursos foram contempladas. Com o declínio da produção, os agricultores ficaram sem opção e receberam as sementes do programa que surgiram como alternativa de plantio.
Os consultores encontraram na área as condições favoráveis e hoje dezenas de famílias obtêm renda com a venda de couve, hortelã, beterraba, rabanete, tomate, pimentão e outros legumes, cultivados artesanalmente sem aditivos químicos.

O formato da roça é circular, com espaço no centro para criação de galinhas. A estrutura é cercada pelo plantio de culturas variadas, que diversificam a produção. Parte dela vai parar na merenda escolar da rede municipal devido ao programa Compra Direta. O mesmo acontece outras unidades instaladas em diversos municípios potiguares.

Na parceria de estruturação do programa, o Banco do Brasil fornece kits com os recursos técnicos para que seja montada a instalação na propriedade. O Sebrae realiza aulas de capacitação teóricas e práticas esclarecendo quais as vantagens de utilizar a produção agroecológica de como aplicá-la.

O convite ao modelo de produção busca estimular a agricultura orgânica por meio do processo produtivo sem o uso de agrotóxicos, reduzir a dependência de insumos vindos de fora da propriedade e apoiar o correto manejo dos recursos naturais. Além de incentivar a diversificação da produção e evitar o desperdício de alimento, água, energia e tempo do produtor (com informações da Agência Sebrae).

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Estiagem afeta produção de castanha de caju na Paraíba

Aproximadamente 10 mil produtores rurais da Paraíba que trabalham com o cultivo do caju estão sendo afetados pela queda da produção do fruto ocasionado pela estiagem prolongada que já dura nove meses. No Estado, são 8 mil hectares de área plantadas, responsáveis por fornecer ao mercado cerca de 2,5 milhões de quilos de castanha bruta. Cada quilo é comercializado ao preço de R$1,50 injetando na economia até R$ 3,5 milhões. Estima-se que com a queda da produção este ano, a colheita deverá ser 50% inferior, provocando um prejuízo de até R$ 1,7 milhões para as famílias de cerca de 30 municípios da Zona da Mata, Agreste, Brejo e Sertão.
A situação é ainda mais crítica nas cidades do Sertão, área mais afetada pela seca, e que deverá perder até 80% da produção de caju. Nas demais regiões, a safra também está sendo afetada, contudo nestas áreas, os agricultores terão menos prejuízos por conta da introdução de técnicas de desenvolvimento sustentável, como a substituição de plantas nativas por cajueiros anões clonados e a instalação de unidades de beneficiamento da castanha (Blog Vitrine do Cariri).

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Região dos Inhamuns recebe mudas de cajueiro

Depois do Cariri, é a vez da Região dos Inhamuns receber o lançamento do programa de distribuição de sementes aos agricultores do Ceará - o Hora de Plantar. O programa será lançado hoje (20), às 9 horas, no município de Tauá. Em todo o Ceará, 143.887 agricultores serão beneficiados, com um investimento superior a R$ 1,141 milhão.
Nos Inhamuns, especificamente, serão beneficiados 8.300 produtores. Segundo o coordenador de Desenvolvimento da Agricultura Familiar da SDA, Itamar Lemos, são mais de 315 toneladas de sementes das culturas de feijão, milho, sorgo, algodão, mamona e girassol. Também serão entregues 88 metros cúbicos de maniva de mandioca; 11.650 mudas de cajueiro; e 350 mil raquetes de palma.

Mau tempo ameaça produção de castanha indiana

A produção de castanha de caju da Índia, que representa mais de um quinto da produção mundial, deverá cair devido às chuvas fora de época e temperatura irregular nas regiões produtoras. O início da safra de caju para 2011 deve ser adiada por mais um mês devido à lenta floração (a colheita vai de fevereiro a maio). O cajueiro é cultivado principalmente em Maharashtra, Andhra Pradesh, Orissa, Kerala, Karnataka e Tamil Nadu.
A Índia tem de importar mais da metade de sua demanda de castanha de caju in natura, devido à baixa produtividade de suas plantações. A produtividade indiana é três a quatro vezes menor que a produtividade alcançada no Vietnã. Enquanto o Vietnã tem cerca de 10% da área mundial cultivada com caju e responde por 34% da produção mundial de castanha, a Índia, por outro lado, tem a maior parte das terras ocupadas com caju (24%), mas responde por apenas 19% da produção total. A produtividade do Vietnã é de 2,8 tonelada de castanha por hectare, enquanto a produtividade média na Índia é de 663 kg por hectare.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

I Feira Estadual da Agricultura Agrária

Entre os dias 16 e 18 de dezembro será realizada a I Feira Estadual da Agricultura Agrária e a II Feira de Economia Feminista e Solidária do Rio Grande do Norte, em Natal, RN.
Com quatro estandes e 115 barracas montadas ao lado Catedral Metropolitana, o evento contará com 230 expositores e tem como objetivo divulgar e comercializar os produtos agroecológicos de agroindústrias familiares e de artesanato produzidos por grupos mistos das áreas rurais e urbanas da região.
Nos três dias do evento serão comercializadas hortaliças orgânicas, comidas típicas, quitutes derivados de peixes e mariscos, doces, biscoitos, queijo, manteiga da terra, bolos, cocadas, mel de abelha, castanha de caju, artesanato em palha, renda e crochê. O pescado, com a comercialização de tilápia (posta, filé e in natura) ganha atenção como um dos produtos que poderão ser encontrados durante o evento.
A Feira pretende apresentar as potencialidades do estado a partir de produtos baseados na agricultura familiar, artesanato e agroecologia. Segundo o Ministério do Desenvolvimento Agrário, também pretende abrir à discussão sobre o conceito de economia solidária como nova proposta frente ao sistema econômico atual. A produção baseada na economia solidária é feita sem exploração da mão-de-obra, do solo e dos recursos naturais e preza pelo respeito ao meio ambiente e ao ser humano.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Pindoretama tem cervejaria com enrgia renovavel

A fábrica da CBBP, a ser inaugurada em janeiro de 2011, em Pindoretama (Ce), possui um sistema de qualidade integrado, inclusive em preparo para a obtenção do ISO 14.000, e apoia financeiramente projetos voltados para o abastecimento de água de maneira sustentada nas regiões do semiárido e do sertão nordestino. O uso consciente dos recursos naturais é uma preocupação em toda a estrutura da Companhia Brasileira de Bebidas Premium que adota medidas como a utilização de energia renovável nas instalações da fábrica. A energia solar será utilizada, gerando diminuição significativa de queima de óleo combustível e outros materiais em caldeira, além do uso de combustível vegetal como o LCC (Líquido da Castanha de Caju), resíduo da produção de castanha de caju.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Requisitos fitossanitários para importação de castanha de caju da Nigéria

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento publicou no último dia 08/12, no Diário Oficial da União, os requisitos fitossanitários para importação de castanha de caju da Nigéria. (IN 33/2010). Os requisitos incluem um tratamento para prevenção da infestação por dez espécies de insetos: Alphitobius laevigatus, Anoplocnemis curvipes, Riptortus dentipes, Clavigralla shadabi, Clavigralla tomentosicollis, Helopeltis schoutedeni, Planococcoides njalensis, Pseudotheraptus devastans, Homoecerus pallens e Dysdercus superstitiosus. Esses requisitos foram estabelecidos com base em Análise de Risco de Pragas finalizada em março de 2010.
A Nigéria é o terceiro país para o qual foram regulamentados requisitos para importação de castanhas de caju. O primeiro foi Guiné Bissau e o segundo, Gana, em agosto de 2010.
Apesar do cajueiro ser uma planta nativa do continente americano, o Brasil não é autossuficiente na produção de castanhas-de-caju e, por esse motivo, as indústrias de processadoras de castanha precisam importar a matéria-prima.
Ver IN 33/2010 no DOU

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Cajucultura em Novos Pingos

A Superintendência do Banco do Brasil (BB) selecionou o Plano de Negócios de Cajucultura de Novo Pingos, no município de Assu (RN) para receber oPrêmio Valores do Brasil 2010. O prêmio tem como objetivo reconhecer as melhores práticas socioambientais dos funcionários, dependências e coligadas.

Para esse ano, o concurso manteve a temática do Desenvolvimento Sustentável. Foram premiados projetos, ações e planos de negócios em quatro categorias: Educação Ambiental, Desenvolvimento Regional Sustentável (DRS), Voluntariado e Coligadas.

A cerimônia de premiação ocorre no dia 14 de dezembro, no Teatro Nacional Cláudio Santoro, em Brasília (DF).


quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Palmeira dos Índios (AL) terá minifábrica de castanha

No próximo dia 15 de dezembro será inaugurada, em Palmeira dos Índios (AL), uma fábrica de beneficiamento de caju, que deverá gerar cerca de 40 empregos diretos, 1 mil indiretos e ainda injetar cerca de R$ 2 milhões, por safra, na economia local.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Crise na cajucultura cearense

De acordo com os últimos dados do Grupo de Coordenação e Estatística Agropecuária (GCEA) houve redução de 61,33% da safra atual de castanha do Ceará em relação a obtida no ano passado.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Beneficiamento da Castanha de Caju, Pedro Valmir Couto, 1.800 trabalhadores já foram demitidos. A importação é imprescindível para a sobrevivência do parque industrial que emprega cerca de 10 mil pessoas, sendo 80% mulheres.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Moçambique eleva exportação de castanha de caju processada

Uma média anual de 1200 toneladas de castanha de caju processada deverá ser exportada por 23 fábricas espalhadas por Moçambique e outras cerca de 700 toneladas serão exportadas in natura, segundo estimativas da Associação dos Industriais do Caju (AICAJU). Entre 2003 a 2009, Moçambique elevou sua produção de apenas três mil toneladas, para cerca de 40 mil toneladas agora processadas industrialmente por 23 fábricas ativas no país.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Hora de Plantar no Cariri

A distribuição de sementes do Programa Hora de Plantar, realizada pelo Governo do Estado, teve início na Região do Cariri, onde serão distribuídas mais de 920 toneladas de sementes de feijão, milho, arroz, sorgo, algodão, mamona, gergelim, girassol, amendoim e sorgo. Também serão entregues 1.572 metros cúbicos de maniva de mandioca; 900 toneladas de colmos sementes de cana-de-açúcar; 46.905 mudas de cajueiro anão. Ao todo, serão 28.610 agricultores de base familiar beneficiados com um investimento total de R$ 3.393 milhões.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Olho D´Água das Flores inaugura minifábrica

Com o apoio do Ministério do Desenvolvimento Agrário, Banco do Nordeste e do governo de Alagoas, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário (Seagri), a cidade de Olho D´Água das Flores, localizada a 197 km de Maceió, inaugurou a sua segunda fábrica de beneficiamento do caju.
A segunda unidade deve impulsionar ainda mais a diversificação do produto e a produção no município. Com as duas fábricas, a cidade terá potencial para produzir até 10 toneladas/mês ou 120 toneladas/ano. A primeira fábrica do município foi entregue em 2007, ao custo de R$ 48 mil, com a doação do prédio pela prefeitura. A segunda, contou com o financiamento de R$ 283 mil do Banco do Nordeste, valor que foi dividido entre os cotistas, integrantes da associação de trabalhaores da cidade.

sábado, 4 de dezembro de 2010

V CajuMel

O município de Ocara (CE) promove até este sábado, em parceria com o SEBRAE, a V CajuMel, Feira do Agronegócio do Caju e do Mel. A tradicional festa do município conta com palestras, cursos, seminários, comércios e serviços, clínicas tecnológicas, apresentações culturais e a escolha da rainha do caju e do mel.

Hora de socorrer a cajucultura do Ceará

A demanda por tecnologia é imperativa para o aumento da produtividade de modo a permitir que se chegue a um padrão médio de 800 quilos de castanha por hectare (kg/ha). Não só: é preciso aproveitar melhor o pedúnculo, beneficiando-o para transformá-lo em sucos, doces, cajuína e outros recursos nutricionais, sobretudo, na merenda escolar. Enfim, é necessário pensar estrategicamente o setor como um todo. Não podemos abrir mão de uma vocação indiscutível.
Soluções emergenciais estão sendo cobradas, como a criação de um crédito prêmio de exportação ou mesmo o crédito presumido federal e estadual, que estão previstos em lei. Isso aliviaria a situação dos exportadores, já às voltas com o problema do câmbio. Outra medida bem vinda seria uma política de desoneração para o setor, com o aproveitamento de créditos que não estão sendo devolvidos há muito tempo.
Não se pode esquecer que a cadeia produtiva envolve mais de 150 mil pessoas, só no Ceará.Mais grave ainda é o fato de que a desativação da produção atingiria em cheio cerca de 10 mil pessoas (80% mulheres) que dependem da atividade para se manterem, e desde outubro já foram demitidos em torno de 1.800 trabalhadores, segundo o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Beneficiamento da Castanha de CajuPara não perder a fatia do mercado externo e não desestruturar o parque industrial impôs-se a necessidade de importar castanha. As primeiras mil toneladas já estão em processo de negociação com Gana e Costa do Marfim. Sem isso, as unidades industriais teriam de fechar as portas. Na verdade, apenas três das nove indústrias de beneficiamento do País estão operando e, mesmo assim, parcialmente.

A redução em 61,33% da safra de castanha de caju em relação ao ano passado, anunciada pelo Grupo de Coordenação e Estatística Agropecuária (GCEA) ameaça a cajucultura cearense que se vê obrigada a importar o produto para não prejudicar toda a cadeia que gira em torno do setor. Cresce a pressão sobre as autoridades públicas para garantir um segmento decisivo das exportações cearenses.

Devido à escassez de chuva e aos ventos fortes, a safra deste ano foi de cerca de 40 mil toneladas de castanha - bem inferior a do ano passado que somou 104.421 toneladas. O resultado, como seria de esperar, afetou profundamente o setor, ameaçando contratos de exportação, o emprego e o parque industrial.(Reproduzido do Jornal O Povo)