quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Ausência de chuvas e crise nas cooperativas de caju

O baixo índice de chuvas registrado na região de Picos fez com que a safra de caju caísse pela metade. Considerado um ponto forte da economia picoense, mais de 50% da safra foi comprometida e as cooperativas estão tendo que fechar as portas por falta dos produtos.
Segundo o gerente da Central de Cooperativas de Cajucultores do Estado do Piauí (Cocajupi), Luís Eduardo Rodrigues “grande parte da produção foi afetada e por causa da falta de chuva, os frutos nasceram danificados, pequenos e sem qualidade para comercialização”.
Com a queda na produção, o setor comercial do caju está em estado de alerta, segundo o coordenador da Cocajupi medidas como férias coletivas já estão sendo pensadas para tentar amenizar a situação referente as despesas. “Esta queda na safra deste ano nos deixou em uma situação complicada, pois a safra do ano passado também não havia sido muito boa, agora só nos resta esperar a próxima safra” esclareceu Luis.
A Cocajupi conta com nove cooperativas na região de Picos, sendo que em algumas já não é mais possível comprar nem mesmo um quilo de castanhas. As cooperativas já estão pensando em medidas alternativas para a diminuição de custos.

domingo, 26 de setembro de 2010

Investimentos em processamento

Cerca de U$ 6 milhões serão investidos no setor de caju, em Nampula (Moçambique), nos próximos dois anos, no apoio às atividades de fomento daquela cultura baseada em técnicas da República do Vietnã, bem como para implantação de duas novas fábricas de processamento.

Do total, quatro milhões de dólares serão investidos na adoção e transferência de tecnologia do Vietnã para os produtores de castanha de caju nos distritos de Monapo, Murrupula e Ribáuè. O valor será, ainda, investido na multiplicação e distribuição de mudas de cajueiro tolerantes à doenças e pragas que afetam a produção de castanha. Os restantes dois milhões de dólares serão investidos na compra de equipamentos para o descasque de castanha de caju com vista a aparelhar duas novas fábricas nos distritos de Moma e Murrupula, que deverão empregar cerca de 1.500 trabalhadores. A fabrica de Monapo emprega 2.200 trabalhadores dos quais 80 por cento mulheres.

A Olam Moçambique tem no seu horizonte a intenção de consolidar a sua posição de maior processador no país de castanha de caju, passando das atuais oito mil e quinhentas toneladas para cerca de doze mil.Por outro lado, vai prestar maior atenção ao processamento final da amêndoa destinada à exportação. Isto significa que alguma quantidade de amêndoa será adicionada de especiarias como pimenta, sal, entre outras como forma de acrescentar maior valor comercial ao produto no intuito de arrecadar receitas agregadas no mercado.

sábado, 25 de setembro de 2010

Cajucultura em Barreira

Na última quinta-feira, 23, o Comitê Gestor da Cajucultura do município de Barreira (CE), realizou palestras técnicas abordando a " Manutenção de Cajueiros" e "Apresentação de Novos Clones e suas Aptidões", as palestras foram ministradas por Egilberto Targino Bonfim (Ematerce) e Francisco das Chagas Vidal Neto (Embrapa Agroindústria Tropical).O evento aconteceu na Unidade Experimental de Pesquisa e Extensão - UEPE, e reuniu produtores locais e representantes de diversas associações, além de técnicos e representantes de várias instituições. Durante o evento os produtores tiveram a oportunidade de interagir com os palestrantes, onde além de receberem orientação técnica, puderam fazer diversos questionamentos relacionados ao manejo da cajucultura local. O município de Barreira é o sétimo maior produtor de castanha de caju do Ceará, onde a agricultura familiar predomina como a principal atividade econômica do município e que depende sobretudo da cajucultura.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Cajucultura acende luz amarela (I)

O Ceará tem hoje nove empresas que beneficiam e exportam castanha de caju. Apesar do problema do câmbio as exportações de castanha de caju vão ter um acréscimo de 4% este ano, em relação ao ano passado. Como ocorreu em 2009, a safra 2010/2011 de castanha de caju também está atrasada. A expectativa do Sindicaju é que seja menor. Até agosto de 2010 o Brasil exportou US$ 162 milhões e deverá chegar a US$ 244 milhões.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Cajucultura acende luz amarela

O setor da cajucultura está com a luz amarela acesa por conta da baixa cotação do dólar. Segundo o presidente o presidente o presidente da Câmara Setorial do Caju e do Sindicato da Indústria de Beneficiamento da Castanha de Caju do Ceará (Sindicaju), Lúcio Carneiro, é urgente que os governos façam uma política de incentivo regional para que a cajucultura continue sendo viável financeiramente no médio prazo, especialmente no Nordeste.“Se isso não acontecer daqui a quatro, cinco anos vai ser mais vantajoso para a indústria brasileira processar os seus produtos nos Estados Unidos”, destaca, reforçando que já há empresários, de vários setores, inclusive da castanha de caju, que avaliam fazer o beneficiamento de seus produtos fora do Brasil.
O líder empresarial diz que é preciso reduzir os impostos e os encargos previdenciários, além de criar linhas de crédito que beneficiem o pequeno e o médio empresário nordestino. Destaca que em 2009, o dólar estava a R$ 1,97 e agora está em torno de R$ 1,70 e no acumulado a R$ 1,79. Ele defende um dólar cotado a R$ 1,95 ou uma política de incentivos.
“ A grande preocupação é porque o dólar está num patamar extremamente baixo. Precisaria valorizar pelo menos 10% para estabilizar esse quadro”. Comenta que economistas, o Ministério da Fazenda e do Banco Central têm dito que o real está valorizado 30% em relação ao dólar. Para exemplificar como essa sobrevalorização prejudica as exportação, diz que é como se o salário de R$ 500 fosse reduzido para R$ 350. Avalia que o prejuízo é total e o mercado interno não permite uma apreciação dessa magnitude. Considerando que não existe incentivo ao setor exportador do Nordeste que permita a continuidade das operações.

O presidente do Sindicaju afirma que o governo tem que tomar providências antes que seja tarde demais. Ou seja, antes que a operação possa ficar inviabilizada ou que as empresas saiam do País. Conta que a castanha de caju está custando R$ 1,25 o quilo e a amêndoa exportada a US$ 5,19 o quilo. “O preço é bom, mas com o câmbio a R$ 1,70 o valor em real é muito baixo”, diz, acrescentando que no ano passado o preço era menor, mas o valor do dólar era maior.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Aliança Africana do Caju (II)

O continente africano é responsável por 40% da produção mundial da castanha de caju, mas só 10% é processado localmente. Carlos Costa defendeu que se criem parcerias para que haja uma intervenção conjunta na cadeia do caju, que pode ser produzido, processado e comercializado localmente. "É preciso que tenhamos consciência de que apesar de todas as vicissitudes, inerentes a um processo de criação de novas relações, o fator de sucesso depende fundamentalmente de nós".

Filomena Maiopué, diretora do Instituto de Fomento do Caju (INCAJU) de Moçambique, entidade que também organizou o encontro, lamentou que o país, com grande potencial, não consiga expandir a produção do caju. "O país tem capacidade para processar 30 mil toneladas, apesar da indústria não operar na sua plenitude", disse a responsável, acrescentando que a questão do apoio à indústria está sendo discutida ao nível do Governo, através do Ministério da Agricultura, a que se junta o apoio também de alguns parceiros, o que poderá dar um novo alento ao setor nos próximos anos. Um financiamento na ordem de 20 milhões, até 50 milhões de dólares (15 a 38 milhões de euros) é o valor necessário para relançar a indústria à escala nacional, acrescentou.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Aliança Africana do Caju (I)

A indústria do caju na África tem potencial para produzir mais de 300 milhões de dólares (231 milhões de euros) em valor agregado, e criar mais de 200 mil novos postos de trabalho nas áreas rurais. Os números foram apresentados por Carlos Costa, presidente da Aliança Africana do Caju (ACA), entidade que organiza esta semana a 5.ª conferência anual, em Maputo, que reune mais de 250 profissionais do ramo, de vários países produtores. Com o tema "Fortalecer a Indústria", o encontro destina-se a discutir formas de melhorar a vida de 2 milhões de produtores de caju, bem como a atividade e expandir o processamento e comercialização do fruto.Carlos Costa desafiou os países africanos produtores da castanha do caju a estabelecer parcerias que podem gerar ganhos mútuos. "Se me permitem, estamos cansados de exportar o nosso produto a granel para os mercados internacionais, onde são processados, e consequentemente o maior ganho fica retido".

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Vera Cruz (RN) ganha minifábrica de castanha

O município de Vera Cruz (RN), terá até novembro deste ano uma unidade de beneficiamento de castanha de caju. O projeto custará R$ 360 mil, numa parceria Fundação Banco do Brasil/Associação dos Produtores do Sítio Santa Cruz/Prefeitura local e o Sebrae (RN). Esta será a 10ª unidade de beneficiamento instalada no Rio Grande do Norte e terá capacidade para processar 20 toneladas da castanha in natura por mês, totalizando quatro toneladas da amêndoa, que será comercializada a uma média de R$ 16,00 o quilo. A castanha in natura é comercializada por menos de R$ 1,00 o quilo para uma mini-fábrica de São Paulo do Potengi e a produção do caju vai para uma fábrica de processamento de Macaíba.

domingo, 12 de setembro de 2010

Zoneamento aponta municípios aptos para o caju no Maranhão

O zoneamento agrícola para a cultura de caju no Maranhão ganhou uma definição do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). As Portarias nº 302 a 305, que trazem as normas, foram publicadas no último dia 9, no Diário Oficial da União. O estudo do MAPA aponta os municípios que apresentam as melhores condições de plantio para a espécie, como características do solo e clima. O cajueiro assume papel cada vez mais significativo na economia nordestina, especialmente pelo aumento da demanda da castanha, sendo uma planta tropical que exige condições de temperatura entre 22ºC e 32ºC, muita luminosidade e altitude inferior a 600 metros.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Caju de mesa

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Veja no site Cajucultura os preços de venda do caju de mesa no atacado praticados em algumas Centrais de Abastecimento do país, referentes a semana de 30/8 a 03/09/2010.

Assentamento Che Guevara

Produtores do Assentamento Che Guevara, no município de Ocara (Sertão Central), cultivam o cajueiro numa área de cerca de 150 hectares. As 45 famílias abrigadas no local conseguem gerar uma produção de 180 toneladas de castanha por ano, comercializadas para as regiões Sul e Sudeste do Brasil. A renda mensal dos moradores do assentamento quase triplicou no último ano.

domingo, 5 de setembro de 2010

Curso de Aproveitamento Integral do Caju

O Sebrae Piauí, promove de 13 a 17 de setembro, em Teresina, o curso de Aproveitamento Integral do Caju – Preparo da Cajuína. O curso pretende ampliar o mercado do caju e fornecer técnicas para a industrialização da cajuína e outros derivados do fruto, através de procedimentos corretos de produção. Com carga horária de quarenta horas, será ministrado em cinco encontros de oito horas cada, quando serão abordados os seguintes temas: Higiene e Segurança no Trabalho; Industrializando a Produção; Aproveitando o Caju I – Industrialização; Aproveitando o Caju II – Culinária; Custos de Produção e Embalagem.
Serão disponibilizadas vinte vagas e as inscrições podem ser feitas na sede do Sebrae em Teresina, localizada na Av. Campos Sales, nº 1046, Centro. O custo da inscrição é de R$ 150,00 por pessoa, já incluindo todo o material que será utilizado no treinamento. Maiores informações com a gestora do Projeto Agroindústria do Caju do Sebrae no Piauí, Geórgia de Pádua, através dos telefones (86) 3216-1350 ou (86) 9988-6888.

sábado, 4 de setembro de 2010

Codesvasf fortalece cajucultura no Piauí

A Codevasf promoveu na última semana uma visita técnica à microrregião de Picos (PI) com cerca de 40 produtores e empresários cearenses do ramo da cajucultura. O objetivo da viagem foi conhecer os êxitos da experiência do Piauí no aproveitamento do pseudofruto. A equipe participou no primeiro dia de uma apresentação das ações da Codevasf no fortalecimento da cajucultura. No dia seguinte, foram realizadas visitas à agroindústria de processamento de castanha da COCAJUPI e às instalações da CASA APIS. O grupo visitou o município de Santo Antonio de Lisboa (PI) para conhecer as indústrias de processamento de frutas, em especial o caju (pedúnculo). Essas indústrias, totalizando seis, estão processando mais de 500 toneladas de caju/dia. Isso representa o aproveitamento de cerca de 60% do pseudofruto, que até poucos anos não chegava a 4% na região. A polpa e o suco extraídos têm como destino Rio de Janeiro, Brasília, Paraíba, Pernambuco e São Paulo. Finalizando a viagem, foram visitados viveiros de clones, que hoje totalizam uma produção média de 3 milhões de mudas/ano e uma unidade de produção de cajuína.

Histórico

A Codevasf desenvolve, desde 2003, o programa de fortalecimento da cajucultura no Piauí, por meio do cadastro e seleção de produtores, implantação de áreas e acompanhamento técnico. Já foram plantadas, até 2009, mais de 7 milhões de mudas do cajueiro anão precoce CCP 76, o que representa uma área de aproximadamente 15 mil hectares. Os resultados começam a surgir e hoje a microrregião de Picos tornou-se referência nacional na cajucultura.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Segundo Cajufest em Tururu

De 3 a 30 de setembro, ocorre em Tururu (CE), o segundo CajuFest. O evento tem o objetivo de promover a cajucultura e capacitar os produtores para o aproveitamento do caju naquele município.

Cajucultura em Alagoas

Alagoas já desponta como um dos potenciais produtores de caju no Nordeste. A informação é do coordenador do programa de Cajucultura da Secretaria de Estado da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário, Alberto Espinheira. Vários municípios alagoanos já estão desenvolvendo plantio em grande escala, vislumbrando a produção como excelente alternativa de expansão da economia do Estado. A cultura conta com o incentivo do governo de Alagoas, em parceria com o Ministério da Agricultura, e com o financiamento do Banco do Nordeste e do Banco do Brasil.
"A cajucultura tem crescido a cada ano e surge como alternativa na difusão da economia do Estado. Primeiro, porque tende a substituir as culturas tradicionais, como a da cana-de-açúcar, em função da tendência em mecanizar o setor até 2014. E isso absorverá a mão de obra da cana de açúcar, que deve migrar para a cultura do caju. Outro fator interessante é o benefício ambiental, uma vez que a cajucultura facilita o reflorestamento", enumera o engenheiro agrônomo. Além desses fatores, Alberto Espinheira aponta ainda outra qualidade do caju. "É um produto que se adapta a praticamente qualquer tipo de solo, com exceção daquele muito encharcado", revela.
De acordo com Alberto Espinheira, dois municípios alagoanos já vislumbraram a lucratividade da cajucultura e estão investindo a passos largos em suas economias, tendo o caju como uma excelente fonte de renda. "O município de Olho D’ Água das Flores já tem uma minifábrica de caju, da castanha e de sua popa. E Arapiraca será o próximo município a implantar a segunda fábrica. As duas cidades terão potencial para produzir até 10 toneladas/mês", revelou.
O técnico afirma ainda que como fruto do crescimento da cajucultura, Alagoas exportou recentemente cerca de 800 caixas do produto somente para uma empresa de Sergipe. "A tendência é que a produção aumente e Alagoas consiga entrar no rol dos grandes exportadores industriais no Nordeste, saindo do plantio aleatório para o investimento comercial", completa.
O engenheiro agrônomo explica que o caju tem retorno garantido de 55 centavos para cada real investido. Além de Olho D´Água das Flores e Arapiraca, outros municípios que já vêm desenvolvendo plantio regular do caju são Penedo, Monteirópolis, Olha D’Água do Casado, Olivença, Junqueiro e Teotônio Vilela.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Produtores e industriais vão discutir em Moçambique futuro da castanha de caju

A V Conferência Anual da Aliança Africana do Caju (ACA) ocorrerá de 14 a 16 de setembro próximo em Maputo, capital de Moçambique. As tendências atuais do mercado internacional da castanha de caju, a identificação de oportunidades de financiamento, bem como a necessidade de agregar valor à amêndoa, através do seu processamento, são algumas das atuais preocupações do setor ao nível de África e serão discutidos no encontro, que vai reunir 250 delegados entre industriais e parceiros do setor oriundos de todo o mundo.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Crédito para cajucultura moçambicana

Moçambique é um dos quatro países africanos eleitos para um crédito de 100 milhões de dólares oferecido pelo grupo Standard Bank para impulsionar a produção agrícola e promover o crescimento econômico, segundo o jornal Notícias, de Maputo.
O projeto irá beneficiar, numa fase inicial, agricultores de Moçambique, Uganda, Gana e Tanzânia ao longo dos próximos três anos para estimular a produção de culturas para a exportação. A fim de canalizar o crédito para os destinatários, o Standard Bank assinou acordos com instituições baseadas nos países selecionados, num esquema que deverá abranger um universo de 750 mil agricultores.
Entre as prioridades definidas pela instituição bancária destacam-se as culturas da castanha de caju, em Moçambique, e do cacau, no Gana, sem que isso signifique a marginalização das demais culturas praticadas na África, em geral, e nos países escolhidos para a fase piloto, em particular. (macauhub)