quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Mercearia do Centec

Nesta quarta-feira (29/12), às 9h, será inaugurada a Mercearia do Instituto Centec no Centro de Formação de Instrutores (CFI). O intuito do Instituto é criar uma vitrine para fazer venda direta ao público de produtos das duas Faculdades de Tecnologia Centec (Fatec), dos três Centros Vocacionais Técnicos (CVTec) e dos 33 Centros Vocacionais Tecnológicos (CVT). Durante a inauguração será realizada uma degustação para convidados da imprensa e parceiros institucionais do Centec.
A Mercearia será um canal de escoamento em Fortaleza para os produtos dos Arranjos Produtivos Locais (APL) do mel, leite, caju, peixe, frutos do mar e couro. Além de alimentos, a unidade também vai vender artesanato e produtos fitoterápicos, além de divulgar a produção das 50 empresas incubadas na Intece, a incubadora do Instituto Cetec que tem seis unidades no Interior.
A linguiça e a buchada produzidas no CVT de Icó e os queijos e ricotas temperados da Fatec de Quixeramobim são alguns dos atrativos da vitrine da Mercearia. Também serão comercializados na unidade mel de abelha do sertão, castanha de caju, cajuína, mel de caju sem açúcar, rapadura de caju, doces, filé e bolinhos de peixe, geleia e doces de frutas, entre outros alimentos.

Castanha de caju no Canal Rural

Veja o vídeo sobre a produção de castanha de caju exibida pelo Canal Rural no último domingo.


video

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Safra de castanha de caju 2011

A penúltima previsão da safra brasileira de castanha de caju para 2010, tendo como referência o mês de novembro, apresentou, em relação a 2010, uma variação de - 41,82% na produção, -2,61% na área plantada, +0,24% na área colhida (hectares) e -42,01% no rendimento (kg de castanha por hectare). A partir destes dados, o site Cajucultura organizou tabelas por unidade da federação com as respectivas previsões. Veja mais detalhes no link Previsão no Brasil.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Canal Rural exibe matéria sobre castanha de caju

Link para programa exibido ontem pelo Canal rural sobre a produção de castanha de caju:
http://wp.canalrural.com.br/naestrada/culturas/castanha/
A parte referente a castanha de caju é a segunda parte da matéria.

sábado, 25 de dezembro de 2010

Vicunha Têxtil: Produção consciente

A consciência socioambiental está presente em todas as fases da produção da Vicunha, agora traduzida em looks da ECOW. A Vicunha conta, há mais de uma década, com as certificações de qualidade ISO 9001, ISO 14001 e selo verde europeu Oeko-Tex Standard 100, que atesta a não utilização de substâncias nocivas ao ser humano na produção, tingimento e acabamentos de seus tecidos.
Uma das práticas de maior destaque da Vicunha Têxtil é o uso da casca-de-castanha de caju para geração de energia térmica na produção de vapor para aquecimento das caldeiras das duas fábricas no Ceará. Por mês, são usadas em média 2,3 mil toneladas do resíduo, uma economia de, no mínimo, 50% em relação ao combustível fóssil antigamente utilizado nesse processo. A biomassa já é utilizada nas unidades fabris há 10 anos e tem alcançado níveis positivos, não só econômicos, mas também ambientais. Primeiramente, ao absorver as cascas das amêndoas para reaproveitamento energético, a empresa evita que todo esse resíduo seja descartado em aterros. Outro benefício é a qualidade do ar emitido pelas caldeiras. Esta ação resulta na diminuição de 10 mil toneladas de gás carbônico na atmosfera.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

"Canal Rural Na Estrada" destaca produção de castanha no Ceará

No próximo domingo (26/12), o programa "Canal Rural Na Estrada" vai destacar a produção de castanhas de caju. O programa vai ao ar ao meio-dia com apresentação do jornalista Gustavo Bonato. O Na Estrada é patrocinado pela MAN Latin America, fabricante dos Caminhões e Ônibus Volkswagen, e é uma produção do Canal Rural.

A equipe de reportagem esteve no município de Pacajus (CE) para acompanhar a colheita das castanhas. De 80 a 90% da produção de castanha de caju do Ceará é exportada. No Porto de Pecém, no litoral cearense, a equipe do programa constatou que a exportação da castanha é mais lucrativa do que vender para o mercado interno. No Brasil, a carga tributária muito elevada e os custos de frete dificultam a comercialização.

O programa Canal Rural Na Estrada vai ao ar no dia 26 de dezembro, às 12h, com reapresentação na segunda-feira (27/12) a partir das 8h, e no sábado, dia 1º de janeiro, às 20h.

Sobre o Canal Rural

O Canal Rural faz parte da principal plataforma de comunicação do agronegócio do Brasil, e é a TV segmentada mais assistida pelos tomadores de decisão do setor (pesquisa Ipsos Marplan). Lançada em novembro de 1996, a emissora tem cobertura nacional, sendo reconhecida como o veículo que melhor representa o segmento (pesquisa Vox Populi). O Canal Rural, que pertence ao Grupo RBS, leva informação e entretenimento aos milhões de produtores espalhados pelo país, e aos "produtores de milhões" que garantem ao setor uma participação no PIB brasileiro de aproximadamente 25%. Sua programação oferece 18 horas diárias de jornalismo, entretenimento e shopping rural, e pode ser assistida pelos canais 35 da NET, 105 da SKY, 108 da Via Embratel, pelas operadoras NEO TV, pela parabólica ou em tempo real pela Internet.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Hamburguer de caju

Rico em vitamina C, o pedúnculo de caju é usado em variadas receitas de pratos doces e salgados. Saiba como se prepara um hamburger com a polpa e um bolo de suco de caju neste vídeo do Globo Rural.


video

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Produção Agroecológica Integrada e Sustentável (Pais)

O programa de Produção Agroecológica Integrada e Sustentável (Pais) vai encerrar o ano com 361 unidades implantadas no Rio Grande do Norte. A parceria entre o Sebrae, a Fundação Banco do Brasil e o Ministério de Integração Nacional permite capacitar agricultores para atuar no gerenciamento administrativo de suas propriedades.

Além de formar empreendedores rurais, o trabalho também incentiva a produção sem uso de agrotóxicos e disponibiliza assistência técnica e consultoria para os produtores. Segundo informações do Sebrae, o programa ainda proporciona a comercialização dos gêneros cultivados, garantindo uma renda extra para as famílias do meio rural, por meio da participação em feiras agroecológicas nos municípios contemplados ou intermediando a venda de produtos para programas do governo estadual.

A partir de 2011, o Pais irá cadastrar novos produtores rurais para integrar a rede de benefícios. Atualmente, as unidades estão implantadas em municípios das regiões de Mossoró, Mato Grande, Assu e Metropolitana de Natal. Para integrar o programa, o produtor deve se incluir em uma das categorias: agricultores de baixa renda, assentados em projetos de reforma agrária, produtores de áreas remanescentes de quilombos e participantes de programas sociais do governo federal.

O assentamento de Caracaxá foi um dos primeiros a receber o Pais e agora colhe os frutos do programa. Ao todo, 60 famílias que tinham na cajucultura sua principal fonte de recursos foram contempladas. Com o declínio da produção, os agricultores ficaram sem opção e receberam as sementes do programa que surgiram como alternativa de plantio.
Os consultores encontraram na área as condições favoráveis e hoje dezenas de famílias obtêm renda com a venda de couve, hortelã, beterraba, rabanete, tomate, pimentão e outros legumes, cultivados artesanalmente sem aditivos químicos.

O formato da roça é circular, com espaço no centro para criação de galinhas. A estrutura é cercada pelo plantio de culturas variadas, que diversificam a produção. Parte dela vai parar na merenda escolar da rede municipal devido ao programa Compra Direta. O mesmo acontece outras unidades instaladas em diversos municípios potiguares.

Na parceria de estruturação do programa, o Banco do Brasil fornece kits com os recursos técnicos para que seja montada a instalação na propriedade. O Sebrae realiza aulas de capacitação teóricas e práticas esclarecendo quais as vantagens de utilizar a produção agroecológica de como aplicá-la.

O convite ao modelo de produção busca estimular a agricultura orgânica por meio do processo produtivo sem o uso de agrotóxicos, reduzir a dependência de insumos vindos de fora da propriedade e apoiar o correto manejo dos recursos naturais. Além de incentivar a diversificação da produção e evitar o desperdício de alimento, água, energia e tempo do produtor (com informações da Agência Sebrae).

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Estiagem afeta produção de castanha de caju na Paraíba

Aproximadamente 10 mil produtores rurais da Paraíba que trabalham com o cultivo do caju estão sendo afetados pela queda da produção do fruto ocasionado pela estiagem prolongada que já dura nove meses. No Estado, são 8 mil hectares de área plantadas, responsáveis por fornecer ao mercado cerca de 2,5 milhões de quilos de castanha bruta. Cada quilo é comercializado ao preço de R$1,50 injetando na economia até R$ 3,5 milhões. Estima-se que com a queda da produção este ano, a colheita deverá ser 50% inferior, provocando um prejuízo de até R$ 1,7 milhões para as famílias de cerca de 30 municípios da Zona da Mata, Agreste, Brejo e Sertão.
A situação é ainda mais crítica nas cidades do Sertão, área mais afetada pela seca, e que deverá perder até 80% da produção de caju. Nas demais regiões, a safra também está sendo afetada, contudo nestas áreas, os agricultores terão menos prejuízos por conta da introdução de técnicas de desenvolvimento sustentável, como a substituição de plantas nativas por cajueiros anões clonados e a instalação de unidades de beneficiamento da castanha (Blog Vitrine do Cariri).

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Região dos Inhamuns recebe mudas de cajueiro

Depois do Cariri, é a vez da Região dos Inhamuns receber o lançamento do programa de distribuição de sementes aos agricultores do Ceará - o Hora de Plantar. O programa será lançado hoje (20), às 9 horas, no município de Tauá. Em todo o Ceará, 143.887 agricultores serão beneficiados, com um investimento superior a R$ 1,141 milhão.
Nos Inhamuns, especificamente, serão beneficiados 8.300 produtores. Segundo o coordenador de Desenvolvimento da Agricultura Familiar da SDA, Itamar Lemos, são mais de 315 toneladas de sementes das culturas de feijão, milho, sorgo, algodão, mamona e girassol. Também serão entregues 88 metros cúbicos de maniva de mandioca; 11.650 mudas de cajueiro; e 350 mil raquetes de palma.

Mau tempo ameaça produção de castanha indiana

A produção de castanha de caju da Índia, que representa mais de um quinto da produção mundial, deverá cair devido às chuvas fora de época e temperatura irregular nas regiões produtoras. O início da safra de caju para 2011 deve ser adiada por mais um mês devido à lenta floração (a colheita vai de fevereiro a maio). O cajueiro é cultivado principalmente em Maharashtra, Andhra Pradesh, Orissa, Kerala, Karnataka e Tamil Nadu.
A Índia tem de importar mais da metade de sua demanda de castanha de caju in natura, devido à baixa produtividade de suas plantações. A produtividade indiana é três a quatro vezes menor que a produtividade alcançada no Vietnã. Enquanto o Vietnã tem cerca de 10% da área mundial cultivada com caju e responde por 34% da produção mundial de castanha, a Índia, por outro lado, tem a maior parte das terras ocupadas com caju (24%), mas responde por apenas 19% da produção total. A produtividade do Vietnã é de 2,8 tonelada de castanha por hectare, enquanto a produtividade média na Índia é de 663 kg por hectare.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

I Feira Estadual da Agricultura Agrária

Entre os dias 16 e 18 de dezembro será realizada a I Feira Estadual da Agricultura Agrária e a II Feira de Economia Feminista e Solidária do Rio Grande do Norte, em Natal, RN.
Com quatro estandes e 115 barracas montadas ao lado Catedral Metropolitana, o evento contará com 230 expositores e tem como objetivo divulgar e comercializar os produtos agroecológicos de agroindústrias familiares e de artesanato produzidos por grupos mistos das áreas rurais e urbanas da região.
Nos três dias do evento serão comercializadas hortaliças orgânicas, comidas típicas, quitutes derivados de peixes e mariscos, doces, biscoitos, queijo, manteiga da terra, bolos, cocadas, mel de abelha, castanha de caju, artesanato em palha, renda e crochê. O pescado, com a comercialização de tilápia (posta, filé e in natura) ganha atenção como um dos produtos que poderão ser encontrados durante o evento.
A Feira pretende apresentar as potencialidades do estado a partir de produtos baseados na agricultura familiar, artesanato e agroecologia. Segundo o Ministério do Desenvolvimento Agrário, também pretende abrir à discussão sobre o conceito de economia solidária como nova proposta frente ao sistema econômico atual. A produção baseada na economia solidária é feita sem exploração da mão-de-obra, do solo e dos recursos naturais e preza pelo respeito ao meio ambiente e ao ser humano.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Pindoretama tem cervejaria com enrgia renovavel

A fábrica da CBBP, a ser inaugurada em janeiro de 2011, em Pindoretama (Ce), possui um sistema de qualidade integrado, inclusive em preparo para a obtenção do ISO 14.000, e apoia financeiramente projetos voltados para o abastecimento de água de maneira sustentada nas regiões do semiárido e do sertão nordestino. O uso consciente dos recursos naturais é uma preocupação em toda a estrutura da Companhia Brasileira de Bebidas Premium que adota medidas como a utilização de energia renovável nas instalações da fábrica. A energia solar será utilizada, gerando diminuição significativa de queima de óleo combustível e outros materiais em caldeira, além do uso de combustível vegetal como o LCC (Líquido da Castanha de Caju), resíduo da produção de castanha de caju.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Requisitos fitossanitários para importação de castanha de caju da Nigéria

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento publicou no último dia 08/12, no Diário Oficial da União, os requisitos fitossanitários para importação de castanha de caju da Nigéria. (IN 33/2010). Os requisitos incluem um tratamento para prevenção da infestação por dez espécies de insetos: Alphitobius laevigatus, Anoplocnemis curvipes, Riptortus dentipes, Clavigralla shadabi, Clavigralla tomentosicollis, Helopeltis schoutedeni, Planococcoides njalensis, Pseudotheraptus devastans, Homoecerus pallens e Dysdercus superstitiosus. Esses requisitos foram estabelecidos com base em Análise de Risco de Pragas finalizada em março de 2010.
A Nigéria é o terceiro país para o qual foram regulamentados requisitos para importação de castanhas de caju. O primeiro foi Guiné Bissau e o segundo, Gana, em agosto de 2010.
Apesar do cajueiro ser uma planta nativa do continente americano, o Brasil não é autossuficiente na produção de castanhas-de-caju e, por esse motivo, as indústrias de processadoras de castanha precisam importar a matéria-prima.
Ver IN 33/2010 no DOU

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Cajucultura em Novos Pingos

A Superintendência do Banco do Brasil (BB) selecionou o Plano de Negócios de Cajucultura de Novo Pingos, no município de Assu (RN) para receber oPrêmio Valores do Brasil 2010. O prêmio tem como objetivo reconhecer as melhores práticas socioambientais dos funcionários, dependências e coligadas.

Para esse ano, o concurso manteve a temática do Desenvolvimento Sustentável. Foram premiados projetos, ações e planos de negócios em quatro categorias: Educação Ambiental, Desenvolvimento Regional Sustentável (DRS), Voluntariado e Coligadas.

A cerimônia de premiação ocorre no dia 14 de dezembro, no Teatro Nacional Cláudio Santoro, em Brasília (DF).


quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Palmeira dos Índios (AL) terá minifábrica de castanha

No próximo dia 15 de dezembro será inaugurada, em Palmeira dos Índios (AL), uma fábrica de beneficiamento de caju, que deverá gerar cerca de 40 empregos diretos, 1 mil indiretos e ainda injetar cerca de R$ 2 milhões, por safra, na economia local.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Crise na cajucultura cearense

De acordo com os últimos dados do Grupo de Coordenação e Estatística Agropecuária (GCEA) houve redução de 61,33% da safra atual de castanha do Ceará em relação a obtida no ano passado.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Beneficiamento da Castanha de Caju, Pedro Valmir Couto, 1.800 trabalhadores já foram demitidos. A importação é imprescindível para a sobrevivência do parque industrial que emprega cerca de 10 mil pessoas, sendo 80% mulheres.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Moçambique eleva exportação de castanha de caju processada

Uma média anual de 1200 toneladas de castanha de caju processada deverá ser exportada por 23 fábricas espalhadas por Moçambique e outras cerca de 700 toneladas serão exportadas in natura, segundo estimativas da Associação dos Industriais do Caju (AICAJU). Entre 2003 a 2009, Moçambique elevou sua produção de apenas três mil toneladas, para cerca de 40 mil toneladas agora processadas industrialmente por 23 fábricas ativas no país.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Hora de Plantar no Cariri

A distribuição de sementes do Programa Hora de Plantar, realizada pelo Governo do Estado, teve início na Região do Cariri, onde serão distribuídas mais de 920 toneladas de sementes de feijão, milho, arroz, sorgo, algodão, mamona, gergelim, girassol, amendoim e sorgo. Também serão entregues 1.572 metros cúbicos de maniva de mandioca; 900 toneladas de colmos sementes de cana-de-açúcar; 46.905 mudas de cajueiro anão. Ao todo, serão 28.610 agricultores de base familiar beneficiados com um investimento total de R$ 3.393 milhões.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Olho D´Água das Flores inaugura minifábrica

Com o apoio do Ministério do Desenvolvimento Agrário, Banco do Nordeste e do governo de Alagoas, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário (Seagri), a cidade de Olho D´Água das Flores, localizada a 197 km de Maceió, inaugurou a sua segunda fábrica de beneficiamento do caju.
A segunda unidade deve impulsionar ainda mais a diversificação do produto e a produção no município. Com as duas fábricas, a cidade terá potencial para produzir até 10 toneladas/mês ou 120 toneladas/ano. A primeira fábrica do município foi entregue em 2007, ao custo de R$ 48 mil, com a doação do prédio pela prefeitura. A segunda, contou com o financiamento de R$ 283 mil do Banco do Nordeste, valor que foi dividido entre os cotistas, integrantes da associação de trabalhaores da cidade.

sábado, 4 de dezembro de 2010

V CajuMel

O município de Ocara (CE) promove até este sábado, em parceria com o SEBRAE, a V CajuMel, Feira do Agronegócio do Caju e do Mel. A tradicional festa do município conta com palestras, cursos, seminários, comércios e serviços, clínicas tecnológicas, apresentações culturais e a escolha da rainha do caju e do mel.

Hora de socorrer a cajucultura do Ceará

A demanda por tecnologia é imperativa para o aumento da produtividade de modo a permitir que se chegue a um padrão médio de 800 quilos de castanha por hectare (kg/ha). Não só: é preciso aproveitar melhor o pedúnculo, beneficiando-o para transformá-lo em sucos, doces, cajuína e outros recursos nutricionais, sobretudo, na merenda escolar. Enfim, é necessário pensar estrategicamente o setor como um todo. Não podemos abrir mão de uma vocação indiscutível.
Soluções emergenciais estão sendo cobradas, como a criação de um crédito prêmio de exportação ou mesmo o crédito presumido federal e estadual, que estão previstos em lei. Isso aliviaria a situação dos exportadores, já às voltas com o problema do câmbio. Outra medida bem vinda seria uma política de desoneração para o setor, com o aproveitamento de créditos que não estão sendo devolvidos há muito tempo.
Não se pode esquecer que a cadeia produtiva envolve mais de 150 mil pessoas, só no Ceará.Mais grave ainda é o fato de que a desativação da produção atingiria em cheio cerca de 10 mil pessoas (80% mulheres) que dependem da atividade para se manterem, e desde outubro já foram demitidos em torno de 1.800 trabalhadores, segundo o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Beneficiamento da Castanha de CajuPara não perder a fatia do mercado externo e não desestruturar o parque industrial impôs-se a necessidade de importar castanha. As primeiras mil toneladas já estão em processo de negociação com Gana e Costa do Marfim. Sem isso, as unidades industriais teriam de fechar as portas. Na verdade, apenas três das nove indústrias de beneficiamento do País estão operando e, mesmo assim, parcialmente.

A redução em 61,33% da safra de castanha de caju em relação ao ano passado, anunciada pelo Grupo de Coordenação e Estatística Agropecuária (GCEA) ameaça a cajucultura cearense que se vê obrigada a importar o produto para não prejudicar toda a cadeia que gira em torno do setor. Cresce a pressão sobre as autoridades públicas para garantir um segmento decisivo das exportações cearenses.

Devido à escassez de chuva e aos ventos fortes, a safra deste ano foi de cerca de 40 mil toneladas de castanha - bem inferior a do ano passado que somou 104.421 toneladas. O resultado, como seria de esperar, afetou profundamente o setor, ameaçando contratos de exportação, o emprego e o parque industrial.(Reproduzido do Jornal O Povo)

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Boas práticas no Caju Nordeste

Durante o Caju Nordeste serão realizados mini-cursos sobre “Boas práticas no processamento de frutas”, “Boas práticas na fabricação de cajuína”, “Certificação e registro de produtos alimentícios”, “Boas práticas na colheita, limpeza, secagem, classificação e armazenamento da castanha de caju”; e oficinas técnicas sobre “Utilização do caju e da castanha na produção de alimentos”, “Preparação de receitas à base de caju, com apresentação dos benefícios para a Saúde”, “Tecnologias inovadoras no processamento do caju” e “Utilização do caju na produção de ração animal”.

Na programação constam ainda demonstrações sobre “Mini-fábrica de processamento de castanha de caju”, “Mini-fábrica de processamento de cajuína”, “Mini-fábrica de processamento de xarope de caju” e “Equipamentos de limpeza/classificação da castanha de caju” e mesas redondas sobre “Programa de aquisição de alimentos da agricultura familiar”, “Zoneamento das áreas propícias ao plantio de cajueiro no Nordeste”, “Produção orgânica de caju e mel de abelha” e “As dez bandeiras do agronegócio do caju: marco de referência, desafios e diretrizes”.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Economia Solidária na Cajucultura

O deputado federal Eudes Xavier será o representante da Câmara dos Deputados na 7ª edição do Caju Nordeste, programado para o período de 24 a 27 de novembro, na cidade de Beberibe, Ceará. À convite do comitê organizador do evento, composto pelo Instituto Caju Nordeste, Instituto Desenvolvimento Estratégia e Conhecimento – IDESCO e Prefeitura Municipal de Beberibe, Eudes Xavier será o palestrante do painel “ Economia Solidária na Cajucultura”, que contará também com a participação do Ministro do Desenvolvimento Agrário (MDA), Guilherme Cassel, e o do Secretário de Agricultura Familiar do MDA, Adoniram Peraci. O painel será realizado no dia 25 de novembro, das 14 às 17 horas, no auditório do Teatro Municipal.

7º Caju Nordeste começa na próxima quinta-feira.

Nos dias 24 a 27 de novembro, a cidade de Beberibe será sede do 7º Caju Nordeste, maior evento da cadeia produtiva da cajucultura no Brasil, reunindo produtores e pesquisadores da área. De acordo com dados da Secretaria de Desenvolvimento Agrário, a cajucultura cearense emprega 20 mil trabalhadores na indústria de beneficiamento e 70 mil famílias no campo, informações que ressaltam a relevância do evento.

O encontro vai reunir empresários, técnicos e órgãos governamentais, com o objetivo de promover a interação e o diálogo entre os diversos elos da cadeia produtiva da cajucultura, em benefício do desenvolvimento do setor, procurando apresentar um plano de sustentabilidade produtiva para os pequenos produtores rurais, baseado em macanismos de assistência técnica e de cooperação entre os produtores e a indústria, bem como as ações que o governo do Estado deve imprimir para impulsionar o setor no Ceará. Esse ano o Caju Nordeste terá como tema “Empreendedorismo: Agregando Inovação aos Negócios do Caju” e segundo seus organizadores trata-se do maior seminário temático do Brasil.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

7º CAJU NORDESTE

O 7º CAJU NORDESTE é uma realização do Instituto Caju Nordeste, sediado em Fortaleza (CE). Com o tema “Empreendedorismo – agregando inovação aos negócios do caju”, o evento terá uma rica e diversificada programação: Feira de Empreendedores do Caju e de Atividades Consorciadas, com Exposição e comercialização de produtos, serviços, máquinas e equipamentos; Painéis Temáticos, Laboratório de Transferência de Tecnologias; Cursos, Palestras, Oficinas Técnicas e Mesas-Redondas; Caravanas de Produtores Rurais; Festival Gastronômico; Entrega do Troféu Caju de Ouro; Shows Artísticos, com grandes bandas.
Atento aos desafios atuais da cultura do cajueiro e coerente com as diretrizes da Câmara Setorial da Cajucultura, o 7º Caju Nordeste, mais que um seminário periódico, assume o compromisso de oferecer aos atores da cadeia produtiva do caju um espaço para o debate e a construção de novas idéias e propostas, que serão objeto de ações pós-evento.
Mais informações:www.cajunordeste.org.br

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Produção de castanha cresce em Moçambique

A produção moçambicana de castanha de caju deverá atingir 120 mil toneladas até 2015, contra a produção de 96 mil toneladas verificada na safra de 2009, segundo o Instituto de Fomento do Caju (Incaju). Segundo o Incaju, no mesmo período, o processamento da castanha deverá passar das atuais 35 mil toneladas para 60 mil toneladas, ou metade da produção total.
Um documento do Incaju mostra que o setor do caju cresceu, em termos globais, 5,8 % no período em análise, como consequência do crescimento da produção e distribuição de mudas em 12,5 %, tendo a comercialização crescido 11,1 % e o processamento 3,9 %. Já as exportações globais aumentaram a uma média anual de 6,2 %, resultado de um crescimento de 7 % na exportação da castanha in natura e de 5,4 % na exportação da castanha processada (amêndoa).

domingo, 31 de outubro de 2010

Usos para o LCC

O professor Francisco Cardoso Figueiredo, do Colégio Agrícola de Teresina da Universidade Federal do Piauí acaba de descobrir uma nova utilidade para o caju, mais precisamente para o líquido que é extraído durante o processo de beneficiamento da castanha de caju. O professor está utilizando o LCC (líquido da castanha de caju) na produção de anti-oxidantes para biodiesel.
Na sua dissertação de mestrado, intitulada "Um anti-oxidante para biodiesel à base de LCC (líquido da castanha de caju)", defendida em agosto do ano passado na Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Francisco Cardoso encontra uma nova utilidade para o LCC, que segundo o pesquisador servia apenas facilitar a queima de caldeiras nas indústrias. "O anti-oxidante desenvolvido na pesquisa é natural e sairá por um preço final muito baixo, por conta da própria utilidade do LCC, que é utilizado atualmente, somente para queimar caldeira. Além disso o preço do litro de LCC é muito baixo, cerca de R$ 1,00, o que barateia ainda mais o anti-oxidante", esclarece.
Segundo o professor, após a defesa da sua dissertação ele continuou trabalhando nesse projeto e até agora já foram sintetizados cinco anti-oxidantes à base do LCC. "O LCC é o principal componente do anti-oxidante, ele é utilizado diretamente, sem nenhum processamento, apenas a filtragem. Já sintetizamos cinco anti-oxidantes apenas mudando os aditivos, para aumentar a qualidade do produto, mas todos são à base de LCC", informa.
O professor explica que, a Agência Nacional de Petróleo tem suas normas para o biodiesel. "São 29 especificações. Trabalhei apenas com a estabilidade oxidativa, que é regulada pela norma Européia (EN-14112). Essa norma diz que para o biodiesel ter qualidade ele deve ter um tempo de indução de seis horas", expluca. O tempo de indução é o tempo que o biodiesel leva para oxidar dentro do Rancimat, o que foi plenamente atingido pelos anti-oxidantes à base de LCC, além disso os anti-oxidantes desenvolvidos pelo professor podem ser utilizados em qualquer biodiesel.


quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Crise na cajucultura cearense

Diante da safra insuficiente, as indústrias de beneficiamento da castanha de caju do Ceará devem começar a importar a matéria-prima da África Ocidental, mas só em de fevereiro de 2011. Segundo o presidente do Sindicatos das Indústrias de Beneficiamento da Castanha de Caju do Ceará (Sindicaju), Lúcio Carneiro, a baixa produção só vai se refletir no segundo semestre do próximo ano. Devem ser importadas entre 70 mil e 80 mil toneladas de castanha in natura. A situação da indústria, no momento, só não está “normal”, de acordo com Lúcio, por causa do atraso da entrada da safra.“A produção que era para ter entrado no final de setembro só entrou neste mês. Quase a totalidade do setor teve que recorrer a férias coletivas, esperando safra entrar”, afirma o presidente do Sindicaju.As indústrias pararam parcialmente, mas devem voltar entre a primeira e segunda quinzena de novembro. “O mercado não ficou desabastecido por conta dos estoques processados que nós tínhamos”, afirma.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Nova estimativa da safra cearense de castanha de caju

No dia 29 de setembro passado, o IBGE estimou em 141.962 toneladas a safra cearense de castanha de caju. Amanhã, 28, o IBGE fará nova avaliação da safra. Provavelmente, haverá alterações para baixo. A Câmara Setorial da Castanha do Caju, hospedada na Agência de Desenvolvimento do Ceará (Adece), acompanha a evolução (e a involução) da safra aqui e nos demais estados nordestinos produtores de amêndoas. Os produtores sustentam que a safra não chegará a 80 mil toneladas; os industriais apostam na avaliação do IBGE, que é bem mais otimista.(DN)

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Resina a partir do bagaço da castanha de caju

Indústrias para o processamento dos subprodutos do caju estão em fase de implantação na província de Nampula (Moçambique), e até início do próximo ano uma unidade de produção de resinas industriais, à base do bagaço da castanha de caju, com aplicação no ramo automobilístico e de fabricação de vários utensílios industriais, deve entrar em funcionamento .
Fatores como a estabilização dos resultados das duas últimas safras, bem como as medidas para proteger a indústria de caju, que consiste em garantir matéria-prima para o funcionamento das unidades fabris durante o ano, influenciaram os industriais a avançar na ideia de fazer o processamento dos subprodutos da castanha.
No mercado internacional, a resina do bagaço de castanha de caju está cotada entre 500 a 800 dólares norte-americanos, por tonelada métrica. “A produção de resinas industriais com base no bagaço de castanha de caju exige que a indústria de descasque de amêndoa tenha, no mínimo, oito mil toneladas, para funcionar todo o ano, e isso já é possível pelo fato da produção estar crescendo. O desafio dos industriais do caju em Nampula, num futuro próximo, focaliza-se no aproveitamento do pseudofruto do caju para a produção de sucos e bebidas alcoólicas.

sábado, 23 de outubro de 2010

Chuva do caju

As primeiras chuvas ocorridas após o período seco recebem o nome popular de "chuva do caju", pois coincidem com a época em que os cajueiros estão com os frutos em início da fase de desenvolvimento. A chuva, que normalmente acontece entre os meses de junho a agosto, contribui para acelerar o processo de maturação da flor do cajueiro. Já são aguardadas anualmente pelos agricultores, tanto no Nordeste, como em outras regiões do País. Este ano, porém, as precipitações não ocorreram no Ceará. E onde ocorreram foram fracas e rápidas, pela madrugada. Ventos mais fortes que o normal no litoral foi o fator que determinou a ausência, bem como a redução delas este ano, segundo a Funceme.
Em Crateús, as precipitações fizeram muita falta. Os produtores amargam a queda na produção, que não chegou aos 15% do ano passado, de acordo com informações da Secretaria de Agricultura do Município. "Com a chuva a planta floresce. Como não veio afetou a produção no Município de forma direta e os produtores tiveram uma significativa perda na produção".As localidades de Monte Nebo e Santo André são as maiores produtoras na região. Anualmente produzem doces, castanhas, cajuínas e outros derivados de caju, abastecendo o comércio local e da região. Em Santo André este ano os derivados da fruta estão escassos. A produtora Maria de Jesus, que costuma produzir 25 sacos de castanha neste período, contabiliza somente seis e estranhou a falta das precipitações. "Este ano foi diferente, mesmo em anos de seca esta chuvinha não falta, não sei o que houve". (Diário do Nordeste)

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Curso sobre Cajuina

Orientar e capacitar empreendedores no preparo da cajuína. Esse é o objetivo do curso que o Sebrae no Piauí, realizará na próxima semana, na Chácara Ouro Verde, localizada na estrada que liga a capital à cidade de União, região norte do Piauí. Com carga horária de dezesseis horas, o curso de Preparo da Cajuína será realizado em duas turmas. A primeira acontecerá no dias 26 e 27 de outubro e a segunda nos dias 28 e 29. com vinte e cinco vagas para cada turma.

domingo, 17 de outubro de 2010

Queda de 70% na safra de castanha gera desempregos

O Rio Grande do Norte é um dos maiores produtores de castanha de caju do país. A atividade emprega milhares de pessoas principalmente em Serra do Mel - onde os frutos são produzidos - e em Mossoró, onde é feita a industrialização dos mesmos. Processamento da castanha beneficiada, sucos, polpas, doces e demais subprodutos fazem o estado bater recordes de exportação todos os anos. Porém, para a safra 2010/2011 a realidade é bem diferente.A colheita que já está em andamento revela dados preocupantes para os produtores. Devido à ausência de chuvas no último inverno, o prejuízo chega a ser alarmante, de 70 a 80% de diminuição da safra em comparação ao ano passado.
"Além da adversidade climática, associa-se a não assimilação correta do manejo, de podas e o controle bem feito das pragas, por parte dos produtores", explica Fagner Brito, gestor regional do Instituto de Assistência Técnica e Extensão Rural do Rio Grande do Norte (EMATER). Ele ressalta que as perdas na produção nunca foram tão grandes como agora.
Somente em grandes secas do passado houve número parecido. "O impacto social é imenso", afirma. Só no beneficiamento da castanha são empregadas 3.500 pessoas em Serra do Mel. Em Mossoró, nas duas empresas - Usibras e Aficel - o número de empregos chega próximo aos 2 mil.
Com a ausência da matéria-prima, há alguns dias as fábricas estão mudando a rotina de produção e dando férias coletivas aos funcionários. De acordo com Raimundo Pereira, presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Extração de Óleos Vegetais, Animais, Alimentação e seus derivados de Mossoró, o órgão está dando apoio e buscando garantir os direitos dos trabalhadores.
Da semana passada para cá, o sindicato já homologou cerca de 60 rescisões de contratos somente da Aficel. "Essas rescisões são só de funcionários que tem mais de 10 meses de trabalho. Abaixo desse tempo os acordos acontecem lá mesmo na empresa", conta.
Ele informa que ontem, voltaram ao trabalho 250 funcionários que estavam em férias coletivas. Em contrapartida, mais 60 deles também tiveram que a partir de ontem tirar as férias forçadas. "A Usibras comunicou que também pretende dar férias coletivas a 517 funcionários a partir do dia 18. Todo mundo está com medo de perder o emprego", acrescenta Raimundo Pereira.
Além de comprar os frutos produzidos em Serra do Mel, as fábricas locais recebem também da região de Ipanguaçu, Ceará, Piauí e Maranhão que passam pela mesma situação de escassez de chuvas. "Se não tiver castanha nos próximos 30 dias, é bem possível que umas 400 pessoas sejam demitidas", relata o presidente do sindicato dizendo ainda haver esperança de que o produto chegue à cidade no mês de novembro.
Diante desse cenário, além das demissões, a tendência é de alta de preços da castanha de caju in natura. De acordo com as expectativas do setor, os preços ofertados pelos produtores durante os meses de outubro a dezembro (período de safra) deverão manter-se bem acima dos praticados no mesmo período da safra anterior. O preço do quilo que era de R$ 1,00 já está custando R$ 2,00 em alguns locais — um aumento de 100% no valor. (Fonte: Gazeta do Oeste)

sábado, 16 de outubro de 2010

Comercialização de castanha em Moçambique

Teve início em Moçambique, na província de Cabo Delgado, a campanha de comercialização da castanha de caju, uma nova prática na venda desse produto estratégico. Até aqui, o lançamento da comercialização era feito por regiões, mas este ano o Governo decidiu fazê-lo por províncias, vedando a venda em outros pontos do país antes da autorização oficial das autoridades competentes. O calendário agora aprovado indica que depois de Cabo Delgado a próxima província a iniciar com a comercialização será a de Nampula, seguindo-se Zambézia.

Entre as medidas adotadas destaca-se a necessidade de nenhum operador iniciar a exportação da castanha in natura sem que haja ordens expressas do Governo. A medida visa garantir que as exportações da castanha não processada iniciem somente depois de se assegurar a matéria-prima às fábricas existentes em Moçambique. A implementação destas e outras medidas faz parte de uma estratégia de reorganização do processo de comercialização da castanha de caju, um dos produtos estratégicos para as exportações de Moçambique. No global, o país espera comercializar até ao final da safra pouco mais de 96 mil toneladas de castanha in natura, a mesma quantidade alcançada na safra anterior.


quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Os frutos Sociais do Caju

“Os frutos Sociais do Caju” lançado no II Encontro de Cajucultores do Nordeste, fala das experiências da cajucultura no Rio Grande do Norte, no Piauí, no Ceará e na Bahia. O livro mostra a melhoria de vida dos produtores através da organização cooperativa e dos investimentos de parceiros como a Fundação Banco do Brasil.
O autor Jeter Gomes organizou o livro baseado em dados do IBGE sobre a melhoria de renda das famílias. Apesar da evolução e das parcerias, a região nordeste ainda continua no pior patamar de renda média. As mulheres são enfatizadas no livro pela capacidade de gestão e participação nas cooperativas. O autor também cita que nos últimos sete anos, dos 567 milhões de reais aplicadas em tecnologias sociais nas áreas de educação e geração de trabalho e renda no Brasil pela Fundação Banco do Brasil, 180 milhões foram destinados para ações na região Nordeste.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Emater estima queda de 70% na produção de castanha em Serra do Mel (RN)

O Instituto de Assistência Técnica e Extensão Rural (EMATER RN) estima que a safra de castanha de caju d2010/2011 será inferior em 6 mil toneladas de castanha em relação a safra anterior, devido à escassez de chuvas.
O município de Serra do Mel foi fundado na década de setenta e emancipado na década de noventa. Tem 1.196 lotes divididos em 23 vilas, sendo 22 rurais e uma administrativa. Ao todo, são mais de 4 milhões de pés de cajueiro produzindo castanha e caju. Na safra 2009/2010, a safra foi de cerca de 20 mil toneladas.
Em 2009, através da Coopermel, foram aproveitadas mais de 1 milhão de toneladas de caju (a castanha é parte beneficiada no município e a outra vendida in natura) na fabricação de suco, em parceria com a empresa Sinergy, do Estado do Sergipe.

domingo, 10 de outubro de 2010

Festa do Caju de Barra do Garças (MT)

A tradicional festa do caju de Barra do Garças (MT) está completando 20 anos de realização. A exposição dos doces ocorreu neste sábado e continua hoje no distrito de Voadeira, a 6 km da cidade. Os doces e guloseimas preparados do caju são feitos pelas famílias do povoado. Como acontecem todos os anos o coreto da praça foi o lugar escolhido para expor os doces fabricados pela comunidade. O mais procurado é doce cristalizado de caju. E a criatividade também está presente com rapaduras, geléias, sorvetes e até iogurte de caju.A festa do caju já rendeu frutos para a comunidade de Voadeira que tem hoje uma cozinha comunitária onde preparados às guloseimas e ganharam também uma marca denominada Voadeira, que permite a comercialização dos produtos em supermercados e mercearias.

Como reduzir o desperdício na produção de caju

Das 320 mil toneladas de caju produzidas por ano no Rio Grande do Norte, apenas 10% da produção é aproveitada. Parte é vendida como fruta ou através de processamento, como suco in natura e polpa. O restante se perde diretamente nos locais de plantio, durante os quatro meses de safra. O cenário é semelhante nos nove estados nordestinos, sobretudo naqueles onde a produção é feita em larga escala, como o Rio Grande do Norte e o Ceará. Toda a região Nordeste só produz 120 toneladas de suco por ano. Uma das saídas apontadas para reduzir esse desperdício é usar o caju para alimentar os rebanhos bovino e caprino.
Ração animal
O projeto de Cajucultura do Seabrae/RN estimula o aproveitamento da polpa como ração animal no Estado, através de um programa desenvolvido em parceria com a Emater-RN e a Fundação Banco do Brasil.
Segundo o gestor do projeto, Lecy Gadelha, a fruta está sendo utilizada como ração nos municípios de Apodi e Pureza. Pesquisadores fazem estudos nas minifábricas de castanha instaladas nessas cidades sobre a viabilidade de destinar o caju para alimentar ruminantes. "É uma alternativa viável, já que os custos para beneficiamento da polpa ainda são maiores do que os da amêndoa", pondera Gadelha.
O desafio é reverter um quadro negativo que impera nesse setor. Enquanto a castanha é valorizada comercialmente, a Região Nordeste desperdiça todos os anos quase 1,9 milhão de toneladas do pedúnculo, a parte da fruta que é usada para a fabricação de sucos. Isso representa 75% das 2,5 milhões de toneladas produzidas nos nove Estados.
Para se ter uma ideia, é preciso um investimento de R$ 1 milhão para se implantar uma unidade extratora de suco in natura, o que seria inviável para um pequeno produtor. O técnico pesquisador da Embrapa José Simplício também defende a utilização de caju nos pastos como forma de ração. "Nossa expectativa é que, daqui a uns 15 anos, consigamos reduzir esse índice de desperdício para 50%, que ainda seria muito alto, em se tratando de uma fruta tropical", calcula o técnico. (Fonte: Sebrae/RN)

sábado, 9 de outubro de 2010

Quebra de safra cearense

Diagnóstico sobre a produção agrícola cearense elaborado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística apontou redução significativa da projeção de safra de cereais, leguminosas e oleaginosas cearenses para o ano de 2010, chegando a atingir uma quebra de 75,37% em relação ao previsto para a produção anual (1.375.231 t). Embora para a castanha de caju a pesquisa tenha mostrado um pequeno crescimento, na realidade, não é o que se verifica no campo. Há quem considere que a quebra de safra deve situar-se entre 40 a 45% em relação a 2009.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Redução da safra de castanha-de-caju

A colheita da safra nordestina de castanha-de-caju encontra-se em pleno andamento. As condições climáticas verificadas neste ano não foram favoráveis à cultura. Por isso, o setor estima que a redução da safra deste ano seja em torno de 50%, se comparada com a safra de 2009.
Os principais fatores que contribuíram para a redução da safra foram os seguintes: a) chuvas escassas e irregulares; b) retardamento da fase de floração dos cajueiros e; c) fortes ventos que atingiram os cajueiros na fase de floração, prejudicando a produtividade da lavoura. Especificamente no Rio Grande do Norte, a situação conjuntural não é diferente dos demais estados produtores. As avaliações preliminares levam o setor da cajucultura potiguar a estimar que a redução da safra seja em torno de 45%. O município de Serra do Mel, que conta com mais de 29.000 hectares de cajueiros, considerada a maior área do estado, passou por fortes estiagens. As últimas informações apontam que as perdas em algumas agrovilas daquele município serão superiores a 60%.

Castanha-de-caju: comparativo de produção – Em toneladas

SAFRA 2009/2010 SAFRA 2010/2011* VARIAÇÃO (%)
48.918 26.904 -45
(*) Estimativa, sujeita a alterações.
Fontes: produtores, associações de produtores e indústrias. Elaboração: Luís Gonzaga Araújo.


Diante desse cenário, a tendência é de alta de preços da castanha-de-caju in natura. De acordo com as expectativas do setor, os preços ofertados pelos produtores durante os meses de outubro a dezembro (período de safra) deverão manter-se bem acima dos praticados no mesmo período da safra anterior. Nos últimos anos, as exportações de amêndoas tem se destacado como o principal produto da pauta de exportação do Rio Grande do Norte.

Comparativo de exportação de amêndoas RN – período: janeiro a agosto 2009 e 2010

US$/FOB - 2009 Peso/t - 2009 US$/FOB - 2010 Peso/t -2010 Var.(%) - US$
28.428 5.928 31.629 5.963 11,2
Fonte: Secex
Elaboração: Luís Gonzaga Araújo