quinta-feira, 20 de março de 2008

Preços mínimos

Já está em análise no Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), a proposta de preços mínimos para café, culturas de inverno (trigo, aveia, centeio, cevada e triticale) e regionais (alho, mamona, castanha de caju, carnaúba e sisal), que deverá entrar em vigor a partir de julho deste ano. A nova tabela faz parte da PGPM (Política de Garantia de Preços Mínimos) do governo federal. O estudo, que se refere aos produtos da safra 2008/09, foi realizado pelos técnicos da Conab entre os meses de dezembro do ano passado e fevereiro último.

quarta-feira, 19 de março de 2008

Comercial de amêndoa de caju

Vale a pena assistir este comercial de amêndoa de castanha de caju veiculado na europa.

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terça-feira, 18 de março de 2008

Cajueiro de presente

Para incentivar o respeito ao meio ambiente, toda criança que nasce no Hospital Maternidade Venâncio de Sousa, em Horizonte (CE), recebe uma muda de cajueiro-anão precoce, planta típica da região, que tem seu cultivo bastante incentivado devido à sua alta produtividade. “Com essa ação, queremos incentivar os pais e a criança a serem ambientalmente responsáveis”, destaca o secretário de Agricultura, Recursos Hídricos e Meio Ambiente de Horizonte, Franzé Sousa. Além da muda, a Maternidade ainda oferece o registro de nascimento gratuitamente no próprio hospital. A iniciativa começou a funcionar em 2004 e, atualmente, efetua uma média de 50 registros por mês.

domingo, 16 de março de 2008

Caju-de-mesa

Veja no site Cajucultura os preços de venda do caju-de-mesa (no atacado) praticados na semana de 10 a 14/03/2008 em algumas Centrais de Abastecimento do país onde o produto é comercializado.

quinta-feira, 13 de março de 2008

Safra de castanha de caju 2008

O IBGE divulgou a segunda previsão da safra brasileira de castanha de caju para 2008, tendo como referência o mês de fevereiro. Em relação a 2007, houve uma variação de 107,92% na produção, 1,75% na área plantada, +2,3% na área colhida (hectares) e 103,24% no rendimento (kg de castanha por hectare). Veja mais detalhes no site Cajucultura.

domingo, 9 de março de 2008

Processamento de castanha de caju

No vídeo abaixo, pode-se ver como é processada a amêndoa de castanha de caju na Índia (narração em inglês).

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sábado, 8 de março de 2008

Distribuição de mudas de cajueiro-anão no RN

Com a possibilidade de um período chuvoso promissor, a Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca trabalha para garantir uma boa safra para o Rio Grande do Norte. Com o Programa de Distribuição de Sementes e Mudas, técnicos da secretaria estão percorrendo as microrregiões potiguares para entregar os grãos e garantir a safra 2008. Além do milho, feijão e sorgo, a Secretaria de Agricultura está distribuindo 250 mil mudas de cajueiro anão precoce, acompanhando o zoneamento agrícola de cada região. As previsões da Emparn, divulgadas no site da instituição, apontam que as microrregiões de Umarizal, Serra de São Miguel, Pau dos Ferros e Mossoró devem registrar até maio, índice pluviométrico superior a 600 milímetros. O prognóstico foi elaborado em fevereiro durante a Reunião de Análise Climática para o Semi-árido, realizada em Natal. O encontro revelou a possibilidade de um inverno com chuvas acima da média em todo o estado.

terça-feira, 4 de março de 2008

Importar castanha se tornará hábito?

Continuação da matéria do Jornal O Povo (Fortaleza): "...Ao se manifestar sobre a preocupação do presidente licenciado do Sincaju de que a importação se torne um hábito, Antônio José Carvalho afirma que se isso acontecer será para aumentar o processamento de castanha. Explica que a capacidade instalada da indústria brasileira, de 360 mil, é maior que a produção. O Ceará, maior produtor e exportador de amêndoa de castanha, processa cerca de 280 mil toneladas. Segundo presidente do Sindicaju, a castanha brasileira jamais deixará de ser industrializada pela indústria local. Mas quando necessário diz que os industrias recorreram a importação, até para usar toda a capacidade instalada. Adianta que é assim que fazem os maiores exportadores de castanha do mundo, respectivamente Índia e Vietnã, que além de usar suas produções adquirem o produtos em outros países. Ressalta que a importação gera empregos no Brasil. Destaca que a importação é para evitar que as empresas parem por falta de matéria-prima desempregando mais de nove mil pessoas. A indústria de processamento faz estoque durante a safra (de agosto a janeiro) e trabalha o ano inteiro. Paulo de Tarso diz esperar que "os industriais não criem o hábito de beneficiar produtores de outros países em detrimento dos nossos cajucultores. São 150 mil pessoas, entre produtores e agregados, que vivem, hoje, da cajucultura no Ceará, além de nossa castanha ser de melhor qualidade comparada as dos outros países, principalmente africanos". Antônio José discorda. Considera que as duas têm aspectos positivos e negativos. "A brasileira é mais graúda, mas vem com umidade e um percentual alto de impurezas fazendo diminuir o rendimento. A africana é menor mas tem um rendimento 20% superior a do Brasil", conclui.

Brasil importa castanha da África

Deu no Jornal O Povo (Fortaleza) desta quarta-feira (04/03/2008): "...Quem guardou castanha de caju da safra 2007/2008 para vender por um preço maior nos próximos meses pode ter adotado uma estratégia errada e até ter prejuízo. É que a primeira importação de castanha da África, em torno de 10 mil toneladas inicialmente, chega ao Estado entre o final de abril e o início de maio. "Achamos que o produto importado vai equilibrar os preços", diz o presidente do Sindicato das Indústrias de Processamento da Castanha de Caju (Sindicaju), Antonio José Gomes Teixeira de Carvalho. Ele estima que ainda existam de 20 mil a 30 mil toneladas na mão de comerciantes que seguram o produto para aumentar o ganho após a safra. O secretário da Infra-Estrutura de Pindoretama e presidente licenciado do Sindicato dos Produtores de Caju do Ceará (Sincaju), engenheiro agrônomo Paulo de Tarso Meyer, diz que o Ceará ainda dispõe de 12 milhões de quilos da castanha "in natura", quantitativo que na sua avaliação, deve ser comprado pelas indústrias antes da pretendida importação. Meyer conta que está comunicando esse fato ao Departamento do Comércio Exterior. Lembra ainda que não se pode esquecer que os intermediários, de alguns anos para cá, estão pagando um melhor preço pela castanha, principalmente durante o período da safra. Das 12 mil toneladas, segundo ele, só na região norte ainda tem seis milhões de quilos. O presidente licenciado do Sincaju observa que são os intermediários que, "no pico da safra, além de financiar os tratos culturais, compram dos produtores, atualmente, por um preço até melhor do que o praticado pela indústria, onde o valor real, muitas vezes, é aviltado". Segundo, alegando a desvalorização do dólar, a indústrias estava pagando no final da safra R$ 0,90 pelo quilo da castanha, enquanto o intermediário pagava R$ 1. Antônio José Carvalho diz que o preço atual está na faixa de R$ 1,30 e que ele espera conseguir na África um preço entre 15% e 20% melhor. Salienta que o dólar baixo favorece as importações. A negociação está sendo feita com três países africanos. Entre eles, Guiné Bissau. O nome dos outros ele prefere não revelar. De acordo com Carvalho, depois das 10 mil toneladas devem ser importadas mais 20 mil ou 30 mil toneladas, quantidade necessária para suprir a demanda das indústrias. Meyer diz que o Sincaju ficará atento para que todas as normas legais, da vinda dessa castanha "in natura", sejam rigorosamente cumpridas, inclusive, com o certificado fitossanitário de origem (CFO). Lembra que isso não aconteceu há alguns anos atrás, "quando uma indústria local importou castanha em caráter de excepcional idade sem o CFO e, caso o Sincaju não tivesse embargado, corria-se o risco de trazer uma nova praga ou doença para os nossos cajueirais". O presidente do Sindicaju afirma que a castanha vem dentro das normas estabelecidas pelo Ministério da Agricultura. "Tomamos todos os cuidados e todas as normas serão cumpridas. Não haverá irregularidade".

domingo, 2 de março de 2008

Cajucultura na Índia

O Conselho de Promoção das Exportações de Caju da Índia (CEPC) e o Laboratório de Kollam, em Kerala, apresentaram um projeto para o desenvolvimento de um Centro de Transferência de Tecnologia para o Caju, a ser financiado pelo Banco Nabard (The National Bank for Agriculture and Rural Development).
Segundo Dr V.P. Potty, chefe do Laboratório, “a criação desse centro de desenvolvimento é fundamental para o aumento da produção e do processamento de castanha in natura, face a lentidão do crescimento atualmente existente neste setor”. A baixa produtividade, o longo período requerido para obter o máximo rendimento e as grandes áreas de pomares em senescência são alguns dos principais problemas que necessitam serem superados, disse.
A atual produtividade de castanha de caju por hectare na Índia é de 800 kg, enquanto no Vietnã é de 2670 kg/ha. Na Índia, o estado de Maharashtra possui a maior produtividade (1300 kg/ha), apesar de ter um potencial para produzir 5000-6000 kg/ha. "Há híbridos e seleções de cajueiro em estações de pesquisa em Maharashtra e Goa com potencial para produzir cerca de 40 kg de castanha por planta, ou seja, 8000 kg/ha no 14 º ano após o plantio. Trata-se, naturalmente, de uma variedade tardia, que pode ser melhorada", disse ele.
Densidade de plantio
De acordo com o pesquisador, “Atualmente, não existem variedades anãs ou precoces disponíveis no país e, em conseqüência, a densidade de plantio não pode ser aumentada”. Esta é uma importante área onde a CEPC Lab pretende concentrar esforços, acrescentou.
Os principais componentes do projeto incluem o desenvolvimento e divulgação de padrões para a castanha in natura, treinamento de produtores nas operações de colheita e pós-colheita, capacitação de mão-de-obra em temas como higiene/sanitização nas unidades de processamento, e difusão de variedades de alta produtividade. Um total de 37 variedades de cajueiro foram desenvolvidas e liberadas. Dentre elas, 25 são seleções e 12 são híbridos. 21 variedades produzem amêndoas tipo exportação ((W180, W240).
Outros componentes
Os outros componentes são o desenvolvimento de técnicas agrícolas e hortícolas como enxertia, conservação do solo e da água em plantios de alta densidade, vermi-compostagem da biomassa do cajueiro, poda, substituição de copa para o rejuvenescimento de pomares senis, técnicas de proteção de plantas para o controle de pragas, técnicas de irrigação, fertirrigação, aplicação de reguladores de crescimento vegetal e consorciação de culturas. Além disso, a introdução do conceito de Boas Práticas Agrícolas (BPA), entre os agricultores e o desenvolvimento de um sistema de certificação no âmbito do sistema de qualidade GAP, orientando a atividade agrícola para o mercado, também estão incluídos no projeto, que deverá ser implementado em três anos (Fonte:Business Line).