quinta-feira, 28 de junho de 2007

ACC vietnamita: crescimento de 16%

Nos primeiros seis meses do ano o Vietnã exportou 62 mil t de amêndoa de castanha (ACC), no valor de US$255 milhões (16,3 % a mais do que o mesmo período de 2006). Segundo a Associação de Cajucultores do Vietnã (VINACAS) os principais produtos exportados pelo Vietnã são arroz, café, borracha e castanha de caju. A ACC vietnamita é vendida para cerca de 40 países, com 40% indo para os EUA, 20% para a China, 20% para a Europa e o restante para a Rússia, Japão e o Oriente Médio. De acordo com o presidente da VINACAS, Nguyen Duc Thanh, o Vietnã tem sucessivamente ultrapassado a Índia como maior exportador mundial de ACC, acrescentando que a qualidade da amêndoa vietnamita vem melhorando continuamente durante os últimos anos. O Ministério de Agricultura e Desenvolvimento Rurais anunciou planos para desenvolver a cajucultura local nos próximos três anos, com ênfase na expansão da área de cultivo e da capacidade de processamento de castanha daquele país. Estima-se que cerca de 140 mil t de ACC serão exportadas em 2007, representando um incremento de 10% em relação a 2006.

terça-feira, 26 de junho de 2007

RN: castanha em baixa

O Rio Grande do Norte teve um aumento de 12,74% em suas exportações, no período de janeiro a maio de 2007 representando uma negociação de mais de US$ 145 milhões (R$ 172 milhões). Apesar dos resultados positivos, o sal e a castanha de caju - produtos importantes da pauta potiguar - tiveram queda neste ano. Os números são do Centro Internacional de Negócios da Federação das Indústrias daquele estado (CIN/Eurocentro/Fiern). Na área de fruticultura, o abacaxi foi o produto com a maior variação positiva (80,49%). O segundo lugar ficou com a melancia (48,46%), seguida da manga (41,63%), banana (34,01%) e o melão (33,75%). Nos últimos cinco meses, quem manteve a estabilidade foi o mamão que apresentou 19,82%. Juntas, estas frutas alcançaram um valor exportado durante este ano de mais de US$ 43 milhões (R$ 82,5 milhões). A abóbora está entre os produtos alimentícios que mais cresceu, chegando a 110,74%. Em seguida, vem o açúcar com 91,59% e o segmento de balas e bombons com 43,84%. O sal (que exportou até maio 278 mil toneladas) e a castanha de caju (que comercializou 3,7 mil toneladas) tiveram baixa em 2007: -8,3% e -32,21%, respectivamente.

segunda-feira, 18 de junho de 2007

Cajcultura: desafios e perspectivas

A cajucultura brasileira vem perdendo competitividade para países como a Índia e o Vietnã, passando do primeiro para o terceiro lugar na produção mundial de castanha de caju. Esse tema será discutido hoje durante o encontro "Cajucultura cearense: desafios e perspectivas", promovido pela Aprece, em Fortaleza, a partir das 8 horas, no auditório do Banco do Brasil (Av. Santos Dumont, 2889). O encontro vai reunir a cadeia produtiva e organismos oficiais, como Embrapa, Banco do Brasil, Banco do Nordeste e Universidade Federal do Ceará.

sábado, 16 de junho de 2007

Preços do caju-de-mesa

Veja no site Cajucultura os preços de venda do caju-de-mesa praticados em algumas Centrais de Abastecimento do país, referentes à semana de 11 a 15/06/2007.

quinta-feira, 14 de junho de 2007

Safra de castanha de caju 2007

O IBGE divulgou a quinta previsão da safra brasileira de castanha de caju para 2007, tendo como referência o mês de maio. Em relação a 2006, houve uma variação de +12,6% na produção, +2,4% na área plantada, +2,52% na área colhida (hectares) e +9,76% no rendimento (kg de castanha por hectare). Pela previsão, o Brasil deverá colher este ano uma área de 715.845 hectares. Veja mais detalhes no site Cajucultura, que mensalmente apresenta uma compilação da evolução da safra brasileira dessa anacardiácea.

terça-feira, 12 de junho de 2007

Amêndoas saudáveis

De acordo com o médico cardiologista Dr Gerald Gau, da Mayo Clinic (USA), a maioria dos estudos feitos com pessoas que consomem amêndoas como parte de uma dieta saudável para o coração demonstram que os amantes das nozes possuem níveis reduzidos do mal colesterol no sangue. “O tipo de amêndoa que você consome não é importante. Se você sofre de alguma doença cardíaca, o consumo de amêndoas, ou invés de outros tipos de snacks menos saudáveis poderão ajudá-lo mais facilmente a seguir uma dieta saudável para o seu coração,” complementa Dr. Gau. A quantidade? Cerca de 30 gramas diárias são suficientes.

segunda-feira, 11 de junho de 2007

Caju-de-mesa

Veja no site Cajucultura os preços atualizados do caju-de-mesa na semana de 04 a 06/06/2007.

sábado, 9 de junho de 2007

Isotônico à base de acerola e caju

Um isotônico natural, à base de acerola e caju, foi desenvolvido pela Embrapa Agroindústria de Alimentos, unidade de pesquisa da Embrapa, sediada no Rio de Janeiro, em parceria com a Unicamp. O novo produto, mais saudável do que os sucos sintéticos comercializados atualmente, trata-se de um repositor feito à base de frutas naturais que apresentam alto teor de vitamina C, da ordem de 300mg por 100g. O teor recomendado normalmente por pessoa é de 90 miligramas por 100g. Tanto o isotônico comercial como o produto da Embrapa têm a mesma função, que é repor os sais (cloreto de sódio e outros) perdidos durante a atividade física. Os repositores que estão no mercado contêm água, substâncias químicas, aroma artificial de fruta e corante. A fabricação do produto utiliza a tecnologia de membrana, ou de microfiltração, que mantém as características sensoriais e nutricionais da bebida. Testes preliminares de pré-viabilidade econômica já foram realizados na indústria e revelam que a taxa de retorno é atrativa para o mercado. A Embrapa quer estabelecer parcerias para transferir a tecnologia relativa à fabricação do isotônico à iniciativa privada (As informações são da Agência Brasil)

quinta-feira, 7 de junho de 2007

Site do Sindicaju

Vale a pena conferir o site do Sindicato das Indústrias de Beneficiamento de Castanha de Caju e Amêndoas Vegetais do estado do Ceará - SINDICAJU. Informações diversas sobre a cajucultura cearense podem ser encontradas no endereço www.sindicaju.org.br

terça-feira, 5 de junho de 2007

Preços do caju-de-mesa

No site Cajucultura você pode ver os preços do caju-de-mesa na semana de 28 a 01/06/2007 nas principais centrais de abastecimento que dispõem do produto neste período de entresafra.

UE investe em caju

A Comissão da União Europeia (UE) e o Governo moçambicano assinaram um acordo de financiamento de quatro milhões e 300 mil euros para um programa de pesquisa agrícola destinado à promoção de produtos como castanha de caju, algodão, mandioca e batata. De acordo com o diário "Noticias", editado em Maputo, o Instituto de Pesquisa Agrícola de Moçambique, o Instituto Nacional de Algodão e o Instituto de Promoção da Castanha de Caju irão executar as atividades de pesquisa, referente a este acordo.

segunda-feira, 4 de junho de 2007

Goma do cajueiro contra hipertensão

Um fitoterápico, que reduz a pressão arterial, sem provocar efeitos colaterais e de baixo custo. O que parece sonho para muitos hipertensos está prestes a se tornar realidade. Uma pesquisa realizada com o exsudato de cajueiro desenvolvida pelo Laboratório de Processos Orgânicos, da Escola de Química da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), revelou que o derivado natural extraído da casca do cajueiro, depois de processado, pode ajudar a combater a pressão alta. O trabalho foi coordenado pela professora Cheila Gonçalves Mothé, engenheira química responsável pela pesquisa da goma terapêutica contra hipertensão.
O número de hipertensos no Brasil é bastante significativo, são 12 milhões de pessoas, e apenas 15% delas estão em tratamento, ou seja, 8 milhões de pessoas sofrem com a doença, não dispondo de recursos para a compra de medicamentos. “A goma do cajueiro seria uma alternativa de custo barato, a ser distribuído pelo SUS”, explica Mothé que acrescenta ainda que a descoberta pode ser benéfica também para ampliar a geração de trabalho e renda: “além do emprego na indústria do fitoterápico, surgiriam os catadores do exsudato e também as plantações voltadas pra extração desta substância”.
O exsudato é uma substância liberada no caule do cajueiro quando este sofre agressão do meio externo. É uma resina, inodora, de coloração amarelo- âmbar, que passa por processo de purificação até dar origem a um pó branco rico em polissacarídeos. A goma é triturada, solubilizada, centrifugada, filtrada, precipitada em etanol e finalmente atravessa uma fase de secagem em estufa. Ao todo são seis etapas de purificação que foram desenvolvidas e patenteadas pelo laboratório de Processos Orgânicos da UFRJ, onde nenhum processo é agressivo quimicamente. O rendimento da substância é de 70%, o que resulta em um produto 100% natural.
O efeito produzido pelos polissacarídeos e proteínas presentes na goma, aumenta o número de macrófagos (células de defesa do sistema imunológico), tornando o organismo mais saudável, estimulando o corpo a eliminar gorduras ou outras substâncias nocivas do mesmo modo que o exercício físico. Os resultados com as cobaias foram muito promissores. No grupo de ratos hipertensos que ingeriu a goma, as células do coração ficaram homogêneas e já no outro grupo, que não recebeu medicação, as células apresentaram hipertrofia. A partir de julho a goma será testada em voluntários com pressão alta.
Mais informações em Mothé, C.G.; Correia, D.Z. & Carestiao, T. Potencialidades do Cajueiro: caracterização tecnológica e aplicação. Publit Soluções Editoriais Ltda, Rio de Janeiro, 2006. 194 páginas. .Por Lucia Beatriz/ IVFRJ Online