terça-feira, 28 de novembro de 2006

Crescimento da cajuína

Embora não se saiba exatamente o volume de cajuína comercializado, este é um produto que tem no Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte e Alagoas os principais produtores. A atividade tem despertado o interesse de pequenos empresários, podendo ser rentável desde que atinja um volume suficiente para cobrir os custos do investimento inicial e de produção. Como se trata de um produto natural, nutritivo e com características sensoriais atrativas, existe mercado. Estima-se que apenas no Piauí, a produção de cajuína gere em média 7 empregos diretos/agroindústria.

segunda-feira, 27 de novembro de 2006

Eventos da cajucultura

Se você tem alguma sugestão para inclusão de eventos sobre o agronegócio caju, informe-nos através do e-mail cajucultura@cajucultura.com.br, destacando o título do evento (cursos, seminários, dias-de-campo, palestras, treinamentos etc), data, local, número de vagas, link na internet, taxa de inscrição (se for o caso), telefone ou e-mail para contato que o site Cajucultura fará gratuitamente a divulgação.

quinta-feira, 23 de novembro de 2006

Subsitutos saudáveis

Existe um grupo de alimentos que nem sempre constam das dietas, como azeite, alho, iogurte, aveia, leite e as frutas oleaginosas (castanhas, nozes, amêndoas e avelãs), mas que são extremamente benéficas à saúde. Estudos realizados na Universidade de Nutrição de Loma Linda, nos EUA, comprovam as propriedades anti-oxidantes das amêndoas e de vários tipos de castanhas. Segundo essas pesquisas, as frutas oleaginosas possuem vitaminas e sais minerais importantes para manter a saúde do corpo. As amêndoas, por exemplo, são ricas em vitaminas E, B1, cobre, zinco, magnésio, proteínas, fibras e gordura não saturada, ricas em laetrila, substância de combate a alguns tipos de câncer. Além disso, elas contém benzaldeído, ingrediente que ajuda a remover os radicais livres das células e diminuem em 50% as chances de problemas do coração, quando consumidas regularmente. As castanhas também protegem o sistema cardiovascular e aumentam a imunidade e o bom colesterol (HDL), além de colaborarem nos processos anti-inflamatórios, na cicatrização e, por serem ricas em ômega-6, contribuem para a beleza da pele e dos cabelos.

quarta-feira, 22 de novembro de 2006

Agregando valor

Os produtores de caju de Olho D’Água das Flores (AL) foram contemplados com uma unidade de beneficiamento para a produção da castanha, polpa, doces e derivados. Em fase final de construção, a Unidade será entregue em dezembro próximo. Os equipamentos já foram adquiridos pela Associação dos Produtores de Caju do Povoado Areias, que conta atualmente com 50 sócios.

segunda-feira, 20 de novembro de 2006

Declínio de preços

O Instituto Nacional do Caju de Moçambique (INCAJU) estima que 75 mil t de castanhas serão comercializadas na safra 2006/7. Deste total, cerca de 30 mil t serão vendidas para 23 fábricas de processamento atualmente existentes em Moçambique, 35 mil t exportadas para a Índia e as 10 mil t constituem estoques que serão mantidos até a próxima safra e o mercado informal de amêndoas. O principal problema enfrentado por Moçambique neste momento(e por outros países) é a queda dos preços internacionais, tanto para castanha como para a amêndoa processadas. Para se ter uma idéia, os preços pagos aos produtores locais no momento estão em menos de U$ 20 centavos por quilo de castanha (cerca de R$ 0,42). Por outro lado, existem informações de que alguns países do oeste africano ainda não venderam toda a safra passada, existindo, desse modo, estoques entre 50 e 60 mil t de castanha em países como a Costa do Marfim, Guiné Bissau e Nigéria.

sábado, 18 de novembro de 2006

Ampliação

Líder na produção de castanha de caju, a Cascaju, empresa, do Grupo Edson Queiroz, busca ampliar sua atuação na Europa e em mercados alternativos como os do Oriente Médio, África e leste europeu. Atualmente, a empresa destina cerca de 70% da produção de castanha de caju para os mais variados países da Europa e Oriente Médio, além dos Estados Unidos. Hoje, a linha orgânica da Cascaju é reconhecida em âmbito mundial, com a maior parte desses produtos sendo produzida nas nas fazendas do Grupo e comercializados nos mercados dos Estados Unidos e da Europa, sobretudo Inglaterra, Itália e Alemanha.

quinta-feira, 16 de novembro de 2006

Liderança mantida

As exportações do Rio Grande do Norte cresceram 5,5% de janeiro a outubro deste ano, em relação ao mesmo período de 2005. Novamente, este resultado deveu-se principalmente ao agronegócio. Entre os destaques no RN está a castanha de caju, cuja liderança vem mantendo desde o início do ano. Até o mês passado, o faturamento com ACC foi de US$ 38,4 milhões (R$ 81,4 milhões), 4,8% maior do que em 2005.

quarta-feira, 15 de novembro de 2006

Merenda escolar

Com o objetivo de garantir merenda escolar de qualidade para os alunos do município de Francisco Alves, a Secretaria Municipal de Educação optou por manter o ‘lanche saudável’ em 2007, que começou a ser servido este ano e ganhou aprovação dos alunos. Na semana passada mais dois alimentos foram incluídos no cardápio: pão com creme caseiro com cheiro verde, alface e cenoura ralada e suco natural de caju. Em tempo: Francisco Alves não produz caju e localiza-se no Paraná. Belo exemplo para os estados do Nordeste.

terça-feira, 14 de novembro de 2006

Sucos em alta

As exportações brasileiras de bebidas acumularam, até setembro deste ano, cerca de US$ 836 milhões, sendo que somente suco de laranja já movimentou U$ 681,5 milhões em 2006, segundo dados do MDCE. Esse valor total é 13% maior que o do mesmo período no ano passado. O vinho, a cerveja, a cachaça e os sucos são os produtos que mais contribuem para esses números. Segundo a Abecitrus o Brasil atende a 52% da demanda mundial de suco de laranja. Frutas como caju e maracujá fazem sucesso nos Estados Unidos e Japão, dois dos maiores importadores.

sábado, 11 de novembro de 2006

Desânimo

Existe um desânimo geral entre os produtores de castanha de caju em função dos baixos preços pagos pelo produto (R$ 0,80 por quilo). Segundo os cajucultores, com este preço não compensa colher o produto, já que os custos aproximam-se de R$ 1,00 por quilo de castanha colhida. Ou se encontra uma saída urgente para o problema, ou as discussões sobre exportaçào de matéria prima in natura para outros países voltarão com muita ênfase. Leia mais sobre o agronegócio caju no site Cajucultura.

sexta-feira, 10 de novembro de 2006

Safra 2006

O IBGE divulgou a previsão de safra de castanha de caju para 2006, tendo o mês de outubro como referência. A estimativa da produção nacional é de 256 mil t de castanha, com uma previsão de área colhida de 706 mil hectares. A produtividade esperada é de 363 kg de castanha por hectare, representando um incremento de 69,63% em relação ao rendimento de 2005 (214 kg/ha). O Ceará, com uma safra estimada em 131 mil t de castanha, responde por mais de 50% da produção brasileira. Veja mais detalhes no site Cajucultura.

quinta-feira, 9 de novembro de 2006

De olho

Em missão ao Brasil em 2005, técnicos do SAV - Serviço Alimentar e Veterinário da União Européia (UE) apontaram irregularidades sanitárias e fitossanitárias em produtos como ovos, maçã, mamão, carne de frango, carne suína e carne bovina. A UE recentemente aceitou conceder um prazo adicional para que o Brasil implemente o plano de controle de resíduos para carnes, descartando, por hora, a adoção das medidas e o embargo à importação do produto, desde que o cronograma do plano seja observado. Por outro lado, vale destacar outras três commodities que estão sob o foco da UE: a castanha de caju, o amendoim e a pimenta-do-reino, justamente em razão dos níveis de controle de resíduos existentes no Brasil e aqueles exigidos pelo bloco europeu.

segunda-feira, 6 de novembro de 2006

Qual é a cor?

O consumo do caju de mesa (caju vendido em bandejas) para consumo in natura tem crescido bastante nos últimos dez anos, especialmente na região sudeste do país. Com o objetivo de saber a preferência do consumidor quanto a cor do caju, o site Cajucultura fez uma enquete, obtendo os seguintes resultados: 47,3% preferem o caju alaranjado (foto); 43,24% optaram pelo vermelho; 5,41% escolheram o amarelo, enquanto 4,05% não têm preferência. O site agora quer saber se o consumidor estaria disposto a comprar o caju em bandejas sem a castanha. Qual é a sua opinião?

domingo, 5 de novembro de 2006

É a melhor saída (II)?

Em 1995, o Banco Mundial apresentou um ultimato ao governo de Moçambique, onde retirar a proteção garantida à indústria de caju local era uma das condições para concessão de empréstimos no valor de U$ 400 milhões. Embora o Banco Mundial tenha mais tarde apresentado um pedido de desculpas, as fábricas em Moçambique fecharam uma após outra, o mal estava feito e a maior parte da castanha hoje é exportada para processamento na Índia. Hoje, após muitos anos de crise, a indústria de processamento de castanha de moçambicana começa a mostrar tímidos sinais de recuperação. É isto que queremos para o Brasil?

sábado, 4 de novembro de 2006

É a melhor saída (I)?

Tenho acompanhado algumas declarações sobre a exportação de castanha de caju cearense não processada para a Índia, tendo como principal alegativa os preços pagos aos produtores. Não acredito que esta seja a melhor saída. Em passado recente, a indústria de processamento de castanha de caju moçambicana era dominada por grandes fábricas, que foram posteriormente vítimas de assalto do Banco Mundial contra a indústria de processamento daquele país nos anos 90.

sexta-feira, 3 de novembro de 2006

Declínio

As exportações indianas de amêndoa de castanha de caju declinaram durante o primeiro semestre de 2006, havendo uma pequena recuperação em setembro. É importante salientar que a produtividade da Índia situou-se em 815 kg de castanha por hectare, contra 2.000 kg por hectare obtidos pelo Vietnã no mesmo período.

quarta-feira, 1 de novembro de 2006

Castanha de caju potiguar

A tendência de crescimento da safra de castanha de caju do Rio Grande do Norte, que começou em setembro deste ano é de cerca de 11,5% em relação à 2005. A produção se concentra principalmente em Mossoró, Serra do Mel, Apodi, Rodolfo Fernandes e na região serrana do Seridó, com Macaíba e Touros também aparecendo como grandes áreas produtoras. Cerca de 200 mil pessoas estão envolvidas na cadeia produtiva do caju no estado. Hoje a amêndoa potiguar e seus subprodutos são exportados para 19 países. Só os EUA compram 80% do que é produzido. O Canadá fica com 7%, seguido da Itália, França, Rússia, Portugal e de outros países, como Líbano, Venezuela, Síria e África do Sul. Além disso, o Kweit e os Emirados Árabes, que não aparecem nem em 2004 nem em 2005 como compradores, apenas este ano importaram US$ 88 mil (R$ 188,3 mil) e US$ 84 mil (R$ 179,7 mil), respectivamente.