sábado, 30 de setembro de 2006

Quênia

Cajucultores do Quênia foram beneficiados com uma concessão financeira do governo dos Estados Unidos, via USAID (United States Agency for International Development), para aumentar a produção de castanha de caju e melhorar a qualidade da matéria prima naquele país. Cerca de cinco mil produtores foram treinados em técnicas de pulverização e poda de cajueiros. A USAID pretende inserir esses produtores nos mercados do setor privado para aumentar as vendas do produto.

sexta-feira, 29 de setembro de 2006

Lenha de cajuí

Registramos e endossamos protesto enviado por leitor deste Blog contra o desmatamento no estado do Piauí de plantas de cajuí com a finalidade de produção de lenha. Segundo o mesmo, a continuar no ritmo atual, o cajuí ficará apenas na lembrança dos mais velhos.

quarta-feira, 27 de setembro de 2006

Zoneamento agrícola

Foram publicadas na edição da última sexta-feira do Diário Oficial cinco portarias que definem o zoneamento agrícola de risco para o caju produzido na Bahia, sendo consideradas as características de clima e solo, altitude, volumes de chuvas, temperaturas médias anuais e umidade relativa do ar. O zoneamento agrícola de risco climático tem o objetivo de reduzir eventuais perdas nas fases mais sensíveis das lavouras, indicando aos produtores as épocas de plantio correlacionadas com os tipos de solo e com os ciclos das cultivares, por município. Quando o plantio não é recomendado, o produtor perde o direito ao crédito oficial e ao seguro.

terça-feira, 26 de setembro de 2006

Baixa qualidade

O Vietnã espera faturar este ano cerca de U$ 400 milhões com as exportações de amêndoa de castanha de caju (ACC). Este valor está abaixo dos U$ 486 milhões inicialmente previstos, em parte devido a queda na demanda mundial e a baixa qualidade de suas amêndoas. Os principais importadores do Vietnã são a China, EUA, Holanda, Austrália, Canadá, Reino Unido e Rússia. A Vietnam Cashew Association atribui estes números a baixa aplicação dos avanços científicos disponíveis, resultando na baixa qualidade da castanha. Em conseqüência, os consumidores estrangeiros estão voltando a importar da Índia. O Vietnã, segundo maior exportador mundial de ACC, depois da Índia, vem sofrendo este ano não apenas pela queda nos preços internacionais, mas também pela elevação dos custos de produção. O país espera expandir a área plantada com cajueiros para 450 mil ha em 2010, dos atuais 350 mil ha, com as exportações de castanha alcançando U$ 700 milhões em 2010

segunda-feira, 25 de setembro de 2006

Made in Índia

O Conselho Indiano de Promoção das Exportações de Castanha de Caju - CEPCI estabeleceu como meta até 2020 o aumento da produção de castanha para 1,9 milhões de t e a exportação de amêndoas para 275 mil t (atualmente 115 mil t). O CEPCI, até março de 2007, definirá as boas práticas de manipulação para a indústria de processamento de castanha, utilizando padrões mundiais, visando defeito zero e a certificação de qualidade. O Conselho pretende também explorar novos mercados, com planos para exportar para 125 países contra os atuais 65, evidenciando a marca "Made in Índia".

domingo, 24 de setembro de 2006

Centro de pesquisa

O governo indiano financiará a implantação de um centro de pesquisa e desenvolvimento para a indústria de castanha de caju naquele país, com previsão de funcionamento para junho de 2007. As exportações de castanha representam apenas 0,6 % das exportações totais do país, mas a indústria de castanha emprega quase 1,5 milhões de pessoas na Índia, a maioria mulheres.

quinta-feira, 21 de setembro de 2006

Seminário Nordestino

O Sebrae/PI, juntamente com vários outros parceiros, promoverão, no período de 16 a 18 de novembro de 2006, o I Seminário Nordestino da Cajucultura, com o tema Profissionalização e Perspectivas: Os Novos Desafios.

Suco de caju

Estimulados pela instalação de indústrias de suco e processamento de frutas no Espírito Santo, produtores capixabas decidiram apostar na diversificação. As primeiras culturas implantadas foram a goiaba e o abacaxi. A partir da safra 2006/07, serão cultivados caju e pêssego. De olho na expansão da fruticultura, a Minut Maid Mais, da Coca-Cola Company, se instalou em Linhares (ES) em 2002. Neste mês, o grupo inaugurou a expansão da fábrica, que passou de 70 milhões para 120 milhões de litros de sucos por ano. Atualmente 90% da polpa consumida vem de São Paulo e do Nordeste. O projeto é ampliar a participação do Espírito Santo de 10% para 80% em cinco anos. Produtores do norte do Estado também iniciaram o plantio de caju, estimando-se que serão cultivados 500 hectares de cajueiros.

quarta-feira, 20 de setembro de 2006

São João da Barra

A mosca branca (Aleurodicus coccois) praticamente dizimou a área de cajueiro comum do município de São João da Barra (RJ), praga de difícil controle em plantas desse tipo. O município tenta agora implantar pomares de cajueiro anão precoce, de mais fácil manejo fitossanitário.

terça-feira, 19 de setembro de 2006

Estagnação crônica

Um dos estudos apresentados sobre a cultura do cajueiro durante o XIX Congresso Brasileiro de Fruticultura, em Cabo Frio (RJ), sinaliza, com números, que o agronegócio caju brasileiro passa por uma grave crise interna (estagnação na área plantada, produção e rendimento) e externa (baixa competitividade frente aos principais produtores internacionais). Tudo isso, na realidade, é o reflexo da crônica falta de atenção a essa atividade por parte das diversas esferas de governo (estadual e federal). Quem planta, colhe algum dia...

domingo, 17 de setembro de 2006

Kaju India 2006

O Conselho de Promoção das Exportações de Caju da Índia realiza na cidade de Kovalam, durante toda esta semana, o encontro de negócios 'Kaju India 2006'. O evento objetiva examinar as tendências globais emergentes no agronegócio caju e preparar o documento 'Vision 2020', que apontará rumos para o marketing da castanha de caju processadas na Índia e exportadas para o mundo inteiro a preços competitivos. Cerca de 75% dos ingressos externos auferidos pela indústria de castanha indiana originam-se do estado de Kerala, especialmente da região de Kollam. O Conselho tenta obter para Kollam, junto ao Governo indiano, o certificado de 'cidade excelência da exportação'.

sexta-feira, 15 de setembro de 2006

Produção industrial

Em julho de 2006, a produção industrial do Ceará cresceu 2,2% frente a junho. Comparando julho de 2006 com julho de 2005, a indústria cearense avançou 13,1%, com seis das dez atividades industriais mostrando expansão. Os impactos positivos mais significativos vieram de têxtil (21,8%), decorrente da maior fabricação de tecidos, de algodão e de malha de fibras artificiais; e de alimentos e bebidas (13,1%), consequência do aumento da produção de castanha de caju beneficiada, e amendoim e castanha de caju torrados.

quinta-feira, 14 de setembro de 2006

Recuperação moçambicana

Embora apenas três produtos - alumínio, eletricidade, e gás natural - respondam por 68% das exportações de Moçambique, este ano ocorrerá uma notável recuperação de alguns produtos tradicionais na pauta de exportações daquele país. As tentativas do governo moçambicano de “ressucitar” a produção de castanha de caju e a indústria de processamento local começam a dar frutos. As exportações de castanha processada renderam 1,7 milhões de dólares na primeira metade de 2005, contra U$ 8,4 milhões no mesmo período de 2006 - um salto de 387%. Entretanto, as exportações de castanha in natura para a Índia ainda são bastante elevadas. No primeiro semestre de 2006, U$ 20,5 milhões de castanha in natura foram exportadas (comparada com U$ 17,6 milhões no mesmo período de 2005).

terça-feira, 12 de setembro de 2006

LCC e nanotecnologia 2

Menos de 20% do LCC, um subproduto da indústria do caju, são utilizados na fabricação de tintas e lubrificantes. Sua aplicação potencial na nanotecnologia abre uma nova janela de oportunidade para os produtores do caju. As nanopartículas, assim denominadas em razão do tamanho extremamente pequeno, constituem a base de uma nova revolução tecnológica em andamento. O nanofluido magnético - uma solução coloidal que contém nanopartículas magnéticas - tem aplicações médicas tais como a “entrega” de drogas no tecido alvo. Combinado com determinados metais, os ácidos anacárdicos formam metais complexos solúveis em solventes orgânicos como o pentano e o tolueno.

segunda-feira, 11 de setembro de 2006

LCC e nanotecnologia

A deliciosa amêndoa de castanha de caju apreciada no mundo inteiro brevemente exercerá um papel mais importante na nanotecnologia. Quando o pesquisador indiano Kyathanahalli Nagabhushana defendeu sua tese de doutorado em 1998, não poderia imaginar o excitamento que sua pesquisa causaria entre os cientistas de materiais sete anos mais tarde. Não somente os cientistas mas os cajucultores futuramente agradecerão a este pesquisador, cujos estudos conduziram a um novo uso comercial para o LCC (líquido da casca da castanha). O LCC contém o ácido anacárdico, produto químico que Nagabhushana estudou em sua tese. As descobertas recentes mostram que os ácidos anacárdicos são úteis no preparo do “nanofluido magnético”.

sábado, 9 de setembro de 2006

Safra atrasada

O início da safra de castanha de caju no Ceará, que responde por mais de 50% da produção nacional do produto, atrasou, em decorrência das precipitações ocorridas no primeiro semestre e chuvas fora-de-época nos meses de agosto e início de setembro. Estimo que no litoral leste, onde visitei várias áreas nos dois últimos dias, a safra deve iniciar em meados de outubro. Teoricamente, caso não ocorram chuvas em dezembro, teremos uma safra de três meses de duração. Por isso, continuo duvidando da previsão feita para a safra cearense de 2006.

quinta-feira, 7 de setembro de 2006

Mais procurados

O chá e a castanha de caju estiveram entre os produtos alimentares de produção moçambicana mais procurados na edição deste ano da Feira Internacional de Macau - FACIM. Na FACIM/2006 estiveram representadas empresas de 13 países e territórios - Portugal, Alemanha, África do Sul, Brasil, Zimbabue, Botsuana, Noruega, Espanha, Finlândia, Suazilândia, Canadá, Malaui e Macau - e mais de 500 expositores entre nacionais e estrangeiros.

quarta-feira, 6 de setembro de 2006

Agricultura familiar

A Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB) alocou para o Piauí R$ 2 milhões em 2006 para aquisição de produtos da agricultura familiar. As compras foram iniciadas em julho e já foram adquiridas cerca de 1,5 mil t em produtos como milho, feijão e arroz em casca. Para este mês está prevista a continuidade das compras nos pólos já abertos, com a expectativa da atuação daquele órgão junto aos agricultores familiares que comercializam castanha de caju.

segunda-feira, 4 de setembro de 2006

Crescimento vietnamita

Em agosto o Vietnã faturou U$ 640 milhões oriundos da exportação de produtos agroflorestais, elevando os rendimentos totais da exportação do país nos primeiros oito meses de 2006 para U$ 4,8 bilhões, um aumento anual de 24,3%. A castanha de caju teve um crescimento de 31,4% nas exportações, em relação ao mesmo período de 2005.

domingo, 3 de setembro de 2006

Castanha africana

Segundo o Fundo Monetário Internacional, a castanha de caju compõe aproximadamente 90% das exportações da Guiné Bissau. Localizado na áfrica ocidental, esse pequeno país é o segundo produtor de castanha de caju do continente africano, atrás de Moçambique, e o quinto maior produtor mundial. Tendo como vizinhos o Senegal e a Guinea, a ex-colônia portuguesa tenta se recuperar de uma guerra civil ocorrida nos anos 90 e de uma sucessão de crises políticas, a mais recente acontecida em 2003.

sábado, 2 de setembro de 2006

Chuva do caju?

Não é apenas na região Nordeste que existe a "chuva do caju". Na região Centro-Oeste, e em especial Mato Grosso, as primeiras chuvas ocorridas após o período seco também recebem o nome popular de “chuva do caju”, pois coincidem com a época em que os cajueiros estão com os frutos em início da fase de desenvolvimento. Na crença de muitos produtores, a chuva contribui para acelerar o processo de maturação. Na prática, o que se verifica é que essas chuvas, aliadas à elevadas temperaturas e umidade relativa do ar, contribuem para disseminar o agente responsável pela principal doença que ataca o cajueiro: a antracnose. Talvez, a melhor denominação fosse "chuva da antracnose".

sexta-feira, 1 de setembro de 2006

Capacitação

A capacitação de recursos humanos em modernas técnicas de produção, colheita e pós-colheita é fundamental para o sucesso de qualquer atividade ligada ao agronegócio. Na cajucultura isto também não é diferente. Para ficar inteirado dos principais eventos voltados para a cajucultura nacional e internacional acesse o site Cajucultura.com.br, link Eventos, e tenha toda a programação de seminários, cursos, treinamentos programados até dezembro de 2006.