quarta-feira, 30 de agosto de 2006

Antracnose

Chuvas fora de época neste final de agosto no litoral leste cearense têm contribuído para a aumentar a incidência da antracnose, doença bastante conhecida dos cajucultores locais. Os mais prejudicados são aqueles que se dedicam ao mercado do caju de mesa, já que a doença prejudica bastante a qualidade do pseudofruto, tornando-o impróprio para o consumo. Assim, os produtores perdem a oportunidade que teriam de obter um melhor preço em virtude da pouca oferta de início de safra.

domingo, 27 de agosto de 2006

Mais previsões

O IBGE prevê uma safra de castanha-de-caju para o Ceará em 2006 de 131.191 toneladas, representando um crescimento de 98,50% quando comparado com a safra do ano anterior (66.090 t) e de 0,17%, em relação à primeira avaliação (130.969) feita por aquele órgão. É sempre bom lembrar, principalmente aos cajucultores, que raramente estas previsões se confirmam. Já comentamos o porquê em posts anteriores.

sexta-feira, 25 de agosto de 2006

Conjuntura do caju

A última conjuntura da castanha de caju, divulgada pela CONAB e elaborada pela técnica Débora Moura, mostra que o mercado da castanha de caju não apresenta novidades significativas. No momento, segunda a referida análise, não há oferta de castanha e as empresas de beneficiamento estão trabalhando com o estoque remanescente da safra passada. Por sua vez, no mercado internacional as negociações permanecem estáveis. A amêndoa da castanha de caju (ACC) apresenta cotação de US$2,00 a libra/peso. Utilizando-se deste valor e considerando a taxa cambial de R$2,17, tem-se um preço de paridade ao produtor de R$1,34. Paralelo a esta informação, o IBGE divulgou que o Brasil em 2006 produzirá 255.060 t de castanha de caju numa área de 713.863 hectares. A SECEX também divulgou os números de exportação do primeiro semestre de 2006, com o país exportando 23.009 t de ACC, auferindo uma receita de US$ 99.829.133,00. O Ceará que responde por 70% do total exportado nos dois últimos anos destaca-se como maior produtor. Outro destaque são os valores negociados. Em 2005 foram exportadas 21.607 t a US$100.375.581,00, enquanto em 2006 foram 23.009 t a US$ 99.829.133,00. Em 2006, conclui a análise, a quantidade exportada foi 6,09% maior que em 2005 e, em contrapartida a receita auferida foi 0,54% menor, com uma desvalorização de preços, principalmente em conseqüência da defasagem cambial.

quinta-feira, 24 de agosto de 2006

Comércio internacional

De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), o Nordeste, segunda região do país em expansão no comércio internacional, realizou no primeiro semestre de 2006 exportações para a UE 30,59% maiores que no mesmo período de 2005. No caso do Ceará, o atrativo maior ficou por conta dos produtos têxteis e frutas. O Reino Unido, destaque na tabela de compradores do Ceará liberada pelo MDIC, aumentou a sua participação em 128,83% nas compras de calçados, frutas (banana, manga, melancia, abacaxi, mamão), castanha de caju e mel natural.

quarta-feira, 23 de agosto de 2006

Compra Direta

Para garantir a compra de produtos de agricultores e pecuaristas, o Governo do Piauí implantou o Programa Compra Direta, em parceria com o Governo Federal, para assegurar que produtos como feijão, arroz, milho, farinha, caju de mesa, castanha do caju, dentre outros, tenham mercado assegurado. Em 2006 a safra de grãos piauiense cresceu cerca de 10,67%, considerado um recorde histórico já que, em 2002, o estado produziu somente 290 mil toneladas.

segunda-feira, 21 de agosto de 2006

Cajucultura no Frutal

Dentre os cursos oferecidos durante o Frutal 2006, em Fortaleza (CE), destaca-se "Produção, Pós-Colheita e Certificação em Pomares de Cajueiro". A programação técnica está a cargo dos engenheiros agrônomos Vitor Hugo de Oliveira, Antônio Lindemberg Martins Mesquita, José Emilson Cardoso, Ana Paula Silva de Andrade e Ebenézer de Oliveira Silva. O período de realização será nos dias 12 a 14 de setembro de 2006, no horário de 08h às 12h. Maiores informações poderão ser obtidas no site www.frutal.org.br

sábado, 19 de agosto de 2006

Preços do caju de mesa

Com o início da safra de caju, novas centrais de abastecimento aparecem na pesquisa semanal de preços de venda (kg) do caju de mesa no atacado. Estes foram os preços praticados na semana de 14 a 18/8/2006: R$ 1,39 (Fortaleza), R$ 1,15 (Natal), R$ 0,94 (Recife), R$ 3,13 (Salvador), R$ 4,00 (Brasília), R$ 11,00 (São Paulo), R$ 12,50 (Campinas) e R$ 6,80 (Curitiba).

sexta-feira, 18 de agosto de 2006

Curso de cajucultura

Durante o XIX Congresso Brasileiro de Fruticultura, em Cabo Frio (RJ), nos dias 20 e 21 de setembro, ministrarei o Curso Cajucultura: modernas técnicas de produção. Serão 40 vagas e maiores informações sobre inscrições poderão ser obtidas através do site http://www.fruticultura.org Na oportunidade apresentarei o Manual de Produção Integrada de Caju e as novas edições de Cartilhas para o Monitoramento de Pragas e Doenças do Cajueiro.

Castanha paraibana

Em 2006, a safra de frutas na Paraíba deverá crescer mais de 21% em relação ao ano passado, segundo previsão do IBGE. O destaque da produção paraibana será mais uma vez o abacaxi, que vai representar este ano mais de 30% do total da safra. Outro destaque este ano será a castanha de caju com uma produção estimada em 3,2 mil toneladas.

quarta-feira, 16 de agosto de 2006

Segunda posição

O setor calçadista continua liderando as exportações cearenses. De janeiro a julho, foram US$ 136,2 milhões, cerca de 19,5% a mais do que no mesmo período de 2005. Já a castanha de caju (amêndoa e LCC), embora permaneça na segunda posição na pauta cearense, apresentou redução de 9,6%, com embarques de US$ 80,6 milhões.

terça-feira, 15 de agosto de 2006

Preços atualizados

Os preços de venda do quilo do caju de mesa no atacado praticados na semana de 7 a 11/8/2006 foram: R$ 0,87 (Recife), R$ 4,00 (Brasília), R$ 9,00 (São Paulo) e R$ 12,50 (Campinas). Sempre lembramos que são preços praticados em Centrais de Abastecimento. Para saber visite o site Cajucultura.com.br

segunda-feira, 14 de agosto de 2006

Expansão indiana

Com uma necessidade crescente por matéria prima e energia, em função da expansão de sua economia, a Índia está seguindo os passos da China e marcando presença na África ocidental sub-Saariana, rica em recursos naturais. Nesse sentido concedeu à Costa do Marfim uma linha de crédito de U$ 26.8 milhões que será usada nos próximos cinco anos, dentre outras prioridades, para agricultura, agro-processamento, pesca e tecnologia da informação. Na lista das prioridades está a abertura de cinco plantas de processamento de castanha de caju. Hoje, toda a castanha de caju produzida na Costa de Marfim é processada na Índia, saindo do país sem nenhum valor agregado.

sábado, 12 de agosto de 2006

Caju de Moçambique

Três companhias agrícolas de Moçambique vão exportar castanha de caju e toranja para o Canadá. No início deste ano, o Programa de Construção da Capacidade Africana para o Comércio (PACT), definiu a castanha de caju e a toranja como produtos com viabilidade no mercado do Canadá. As empresas selecionadas para a exportação daqueles produtos são: Citrinos de Umbeluzi (toranjas) e Miranda Industrial, Alexim e Madecaju (castanha de caju). Em 2002, o Canadá importou 150 mil euros, em frutas e castanha de caju.

quinta-feira, 10 de agosto de 2006

Produção industrial

Em junho, a produção industrial do Ceará recuou 0,9% na comparação com maio, na série ajustada sazonalmente. Com os maiores impactos negativos, sobressaem os recuos de vestuário (-21,8%), principalmente pela queda em vestuário profissional, e de alimentos e bebidas (-3,7%), pressionado pela diminuição nos itens amendoim e castanha de caju.

quarta-feira, 9 de agosto de 2006

As primeiras importações

Você sabia, que as primeiras importações de amêndoas de castanha de caju da Índia foram feitas em 1905 pelos Estados Unidos? Pois bem, o comércio mundial de amêndoa de caju teve início de forma efetiva depois que representantes da empresa americana General Food Corporation descobriram essas nozes durante uma missão na Índia no inicio da década de 1920. Além de embarques regulares para os Estados Unidos, pequenas consignações foram enviadas para vários paises europeus, particularmente para o Reino Unido e Holanda. Em 1941 as exportações indianas de amêndoas de castanha de caju já alcançavam quase 20 mil t. Hoje a castanha é um importante item no comércio mundial. O valor total de vendas, após agregação de valor, supera a soma de US$ 2 bilhões. Quer saber mais? Visite o site Cajucultura.

terça-feira, 8 de agosto de 2006

Caju de mesa

Prá quem acompanha o mercado do caju de mesa, os preços de venda do quilo do produto no atacado praticados na semana de 31 a 04/8/2006 foram R$ 3,13 (Salvador), R$ 4,00 (Brasília), R$ 11,00 (São Paulo) e R$ 12,50 (Campinas). Vale lembrar que são preços praticados em Centrais de Abastecimento. Quer saber mais? Visite o site http://www.cajucultura.com.br/Precos.html

segunda-feira, 7 de agosto de 2006

Doenças do cajueiro

Acontece nesta segunda-feira, dia 07/08, às 14h30, no auditório da Embrapa Agroindústria Tropical, em Fortaleza (CE), o seminário técnico “Epidemiologia da Resinose e do Mofo-Preto do Cajueiro”, que será apresentada pelo pesquisador José Emilson Cardoso. Prá quem não sabe, a resinose (Lasiodiplodia theobramae) e o mofo-preto (Pilgeriella anacardii), vêm provocando bastante estragos na produção de caju nas regiões litorânea e semi-árida do Nordeste brasileiro. Principais sintomas da resinose: redução na produção do pomar, quedas foliares, amarelecimento, escurecimento em plantas adultas, intumescimento, intensa exsudação de goma e presença de cancros nos troncos e nos ramos. Quanto ao mofo-preto, incide mais comumente no cajueiro anão-precoce, geralmente no início da floração, atacando preferencialmente as folhas mais velhas, produzindo um bolor negro de aspecto similar ao feltro, que se forma na parte inferior das folhas. Vale à pena conferir!

domingo, 6 de agosto de 2006

História do cajueiro

O nome inglês ‘cashew’ é derivado da palavra portuguesa de pronúncia similar, ‘caju’, que por sua vez provém da palavra indígena ‘acaju’. Na Venezuela o cajueiro é denominado ‘merey’, mas em outros países da América Latina é chamado ‘maranon’, provavelmente devido ao nome da região onde foi visto pela primeira vez, o estado do Maranhão, no meio norte do Brasil. Presume-se que o cajueiro chegou em Goa, principal colônia de Portugal nas Índias Orientais entre 1560 e 1565. Os portugueses levaram a planta para a Índia, entre 1563 e 1578. Depois da Índia foi introduzida no sudeste asiático, chegando à África durante a segunda metade do século XVI, primeiro na costa leste e depois na oeste e por último nas ilhas. Quer saber mais sobre este assunto? Acesse o site Cajucultura.

sexta-feira, 4 de agosto de 2006

Tendência de queda

As exportações indianas de amêndoas de castanha de caju durante o primeiro quadrimestre fiscal de 2006 caíram em valor e quantidade. Durante o mesmo período do ano passado, a quantidade exportada era de 32.326 toneladas, contra as 29.273 toneladas deste ano. A mesma tendência de queda foi observada também na importação de castanhas de caju in natura.

quarta-feira, 2 de agosto de 2006

Caju na Internet

O núcleo de inclusão digital do assentamento São Francisco, em Cerro Corá (RN), é o primeiro a ser implantado em área de reforma agrária no estado. Instalado há dois meses pelo Governo Federal (MDA e MME), o núcleo não só ensina os agricultores a usar o computador como os auxilia na comercialização de castanha de caju, mel e hortaliças produzidos pelos assentados. Os alunos de informática são treinados durante seis meses pelo Centro Federal de Educação Tecnológica do Rio Grande do Norte. O bom da história: a comunidade está montando um endereço na internet para vender seus produtos diretamente aos compradores, fugindo dos atravessadores.

terça-feira, 1 de agosto de 2006

Novo projeto para o Quênia

A indústria de processamento de castanha do Quênia vai expandir a produção anual de castanha das atuais 10 mil t para 50 mil t nos próximos cinco anos. A iniciativa faz parte da segunda fase do Programa de Desenvolvimento da Cajucultura, financiado com recursos (U$684 mil) da United States Agency for International Development (USAid), sob a direção do recém-formado Comitê Técnico do Caju, que envolve o Instituto de Pesquisa e o Ministério da Agricultura daquele país. Os agricultores envolvidos no programa foram organizados em grupos de trinta e cada um deverá conduzir pelo menos cem plantas de cajueiro.