quarta-feira, 31 de maio de 2006

Safra cearense

Segundo levantamento do IBGE, em maio, a expectativa da safra de castanha-de-caju cearense, produzida em 173 municípios, mantém a expectativa anterior — 131.004 toneladas, representando aumento de 0,03% em relação à estimativa inicial (130.969 toneladas), bem como um incremento de 98,22% quando comparado com 2005 (66.090 toneladas). Como toda previsão de início de ano, é sempre bom dar o devido desconto.

segunda-feira, 29 de maio de 2006

Sinônimo de vitamina C?

A laranja é sinônimo de vitamina C? Nem tanto. A acerola tem 40 vezes mais vitamina C do que a laranja. Na classificação da vitamina C, depois da acerola vem o caju, a manga, a goiaba. A laranja está em quinto lugar, conforme os números a seguir: acerola - 1.500 mg, caju - 200 mg, manga - 84 mg, goiaba - 67 mg, laranja - 40 mg. Que a acerola tem mais vitamina C que a laranja, isso já se sabia. E quanto ao caju? O organismo humano necessita de 60 miligramas de vitamina C por dia. Pois bem, num único copo de 200 ml de suco de caju existem 200 miligramas de vitamina C. Vamos divulgar?

sexta-feira, 26 de maio de 2006

Castanha potiguar

O Rio Grande do Norte exportou 8,8% a mais no primeiro quadrimestre deste ano em comparação com 2005, embolsando algo em torno de US$ 139,6 milhões (R$ 319,6 milhões). O destaque foi a amêndoa de castanha de caju, com crescimento de 17,3% nas vendas. Na lista de frutas vendidas ao exterior, as amêndoas da castanha de caju, cujo quilo estava sendo comercializado por cerca de R$ 10, tiveram o melhor desempenho. O produto movimentou US$ 17,9 milhões (R$ 41,1 milhões) no período analisado, contra os US$ 15,3 milhões (R$ 35,1 milhões) de 2005.

quarta-feira, 24 de maio de 2006

Quem polui mais?

Segundo informações do registro de agrotóxicos e afins constantes no Sistema de Agrotóxicos Fitossanitários - AGROFIT do Ministério da Agricultura, no Brasil existem apenas sete marcas comerciais e cinco ingredientes ativos registrados para a cultura do cajueiro para combater inúmeras pragas e doenças que incidem sobre essa cultura. A manga, parente próxima, possui quase sete vezes mais esse número.

segunda-feira, 22 de maio de 2006

Perigo à vista

Temos criticado sistematicamente neste Blog e no site Cajucultura o retrocesso que significa para a cajucultura brasileira o plantio em larga escala através de castanha, para posterior enxertia no campo. Os que optaram por esse retrógrado método devem ficar atentos, dentre outros perigos, para o material propagativo que utilizarão, já que existem alguma doenças de difícil controle e de fácil disseminação que são transmitidas via material vegetativo. Uma delas é a terrível e temível resinose.

domingo, 21 de maio de 2006

Descaso da agronomia

Espantosa a falta de prioridade conferida ao ensino das modernas técnicas de cajucultura nas escolas de agronomia do Nordeste brasileiro, região maior produtora de castanha de caju do país. O descaso ocorre tanto em nível de graduação como pós-graduação. Conseqüência: profissionais graduados em agronomia sem a mínima noção dos aspectos fitotécnicos necessários para a implantação de uma cajucultura sustentável e competitiva. Estados como o Ceará, Piauí, Rio Grande do Norte e Bahia, maiores produtores nacionais e todos com cursos de agronomia precisam urgentemente repensarem as grades curriculares de seus cursos, de modo a possibilitar a inclusão de uma disciplina exclusivamente dedicada a esta importante cultura.

quarta-feira, 17 de maio de 2006

Cajuína piauiense

Mais de 50 empresários do Piauí preparam-se para o PiauíSampa que acontece entre 26/5 e 4/6, no Salão de Eventos do Mercado Municipal de São Paulo. Dezesseis grupos de artesãos de cooperativas e associações do Piauí estarão vendendo no Mercado Municipal, onde acontecerá também uma palestra com um 'cajunólogo' – especialista em cajuína. No Mercado, os visitantes também poderão degustar castanha e caju, além de compotas e doces típicos daquele Estado. Os produtores da cadeia da castanha de caju também participarão em São Paulo de visitas a atacadistas, supermercadistas e restaurantes. Entre eles, a Bacalhoaria Chiapetta, uma das mais tradicionais de São Paulo, e que está interessada na cajuína piauiense. Parabéns, Piauí!

segunda-feira, 15 de maio de 2006

Máquina decorticadora

A busca por uma máquina decorticadora de castanha de caju continua nos principais países produtores. O processo de decorticação da castanha ainda é feito manualmente em muitos países. Notícias vindas do Post Harvest Technology Centre, em Kharagpur, informam que pesquisadores indianos desenvolveram um máquina decorticadora, baseada em força centrífuga, com a capacidade de 100 kg de castanha por hora. A amêndoa de castanha de caju é usada no mundo inteiro como um snack e ingrediente para alimentos.

sexta-feira, 12 de maio de 2006

Saldo negativo

A balança comercial cearense, pela primeira vez desde novembro de 2005, apresentou saldo negativo. Em abril, o volume de importações superou em US$ 68,5 milhões o de exportações. Os dados, divulgados pela Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), revelam que o crescimento das importações em 263%, de abril em relação a março, foi determinante para esse resultado. Os principais produtos exportados pelo Ceará, de janeiro a abril, continuam sendo calçados (participação de 26,9%), couros (14,3%) e castanha de caju (13,7%). Os destinos mais procurados são os Estados Unidos, com 27,4% do total. Na comparação entre o primeiro quadrimestre deste ano e o mesmo período do ano passado, houve queda de 20,6% na quantidade de produtos exportados pelo Ceará.

quarta-feira, 10 de maio de 2006

Unindo o útil...

O mercado mundial de amêndoa de castanha de caju, especialmente o europeu e o chinês, continua promissor. Baseado nisto, o Vietnã pretende substituir os antigos pomares de cajueiro por plantios feitos com plantas de alta produtividade em áreas adjacentes às unidades de processamento de castanha nas regiões central e sudeste do país. É unir o útil ao agradável.

segunda-feira, 8 de maio de 2006

Marco histórico

Pouca gente sabe. Mas até o início da década de 50, a produção de castanha de caju no Brasil era essencialmente extrativa. As primeiras tentativas para estabelecer plantios de cajueiro com fins comerciais foram feitas em Pacajus, no Ceará. Nesse município, em 1956, o governo federal instalou uma coleção de matrizes de cajueiro para pesquisa agronômica. Posteriormente, ocorreu a introdução de plantas de cajueiro anão originadas de uma população natural do município cearense de Maranguape nesse campo experimental. Pacajus é hoje considerado o marco histórico do melhoramento genético dessa espécie no país.

sábado, 6 de maio de 2006

Domínio Vietnamita

O Vietnã continua em 2006 como um dos principais exportadores de amêndoa de castanha de caju, com um volume projetado de 120.000 toneladas. Por sua vez, a Índia espera exportar cerca de 114.143 toneladas, segundo notícias divulgada neste 4 de maio na cidade de Ho Chi Minh. No ano passado o Vietnã exportou 103.000 toneladas, faturando $486 milhões. Isto não é tudo. O país também exporta tecnologia para o processamento da castanha e importa castanha in natura para exportá-las após processadas.

quarta-feira, 3 de maio de 2006

Bom exemplo.

A Associação dos Processadores de Castanha de Karnataka (Índia) promoveu na última semana de abril o “Festival da Castanha”. Com um público visitante estimado em 30 mil pessoas, o festival teve como objetivo principal aumentar o consumo da amêndoa de castanha de caju junto a população local. Para isso, realizaram uma competição entre vários Chefs de cozinha de Bangalore, que apresentaram inúmeras receitas de pratos à base de castanha de caju para a população local. Os organizadores pretendem transformar Karnataka na capital indiana da castanha de caju até o ano 2015. Bom exemplo a ser seguido.

segunda-feira, 1 de maio de 2006

Em quem confiar?

Temos apresentado várias vezes neste Blog números sobre previsões de safra de castanha de caju. Bastante questionadas no mundo inteiro, as previsões em lavouras perenes nem sempre são confiáveis. No caso da castanha, dependendo do país, é possível se ter mais de uma previsão. No Brasil são comuns as divergências entre os números apontados pelo IBGE, FAO e os volumes das exportações de amêndoa registrados pelas federações de indústrias dos estados produtores. Em quem confiar?