sábado, 29 de abril de 2006

Safra cearense 2006

A estimativa da safra cearense de castanha de caju para 2006, segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) relativo ao mês de abril, aponta para um incremento de 0,02%, na comparação com o mês anterior, por causa da inclusão de novas áreas de produção no Município de Russas. A expectativa atual é para uma produção de 131.004 toneladas nesta safra, representando um crescimento de 98,22% em relação à safra de 2005 (66.090 t).

quinta-feira, 27 de abril de 2006

Conquistar o mercado interno

O Ceará, Piauí, Rio Grande do Norte, Bahia e Maranhão, são, pela ordem, os maiores produtores brasileiros de castanha de caju. A concentração maior da produção está no Ceará (mais de 50%). Apenas 20% do total produzido é consumido internamente. Os 80% restantes são destinados à exportação. Os números mostram que existe um grande desafio a ser enfrentado: conquistar o mercado interno. O que falta?

segunda-feira, 24 de abril de 2006

Árvore de sombra?

Nativo do Brasil, o cajueiro foi levado pelos portugueses para a Índia e leste da África no século XVI, após a sua descoberta em 1578. Os portugueses plantaram o cajueiro na Índia inicialmente para reduzir a erosão do solo e não para fins de produção, já que os usos para a castanha e o pseudofruto só vierem a ser conhecidos mais tarde. As plantas adaptaram-se muito bem a região, e naturalizaram-se com fervor. Curiosamente, no Vietnã o cajueiro foi introduzido no início dos anos 60 como árvore de sombra. Vietnã e Índia hoje lideram o ranking mundial da produção de castanha.

sábado, 22 de abril de 2006

Novo site sobre cajucultura

Comunicamos aos leitores deste Blog que já se encontra on line o nosso novo site sobre Cajucultura na Internet. De visual novo e com muito mais informações aos internautas interessados no tema, o Cajucultura.com.br substitui o site que criamos em 1998 (cajucultura.cjb.net) e tem como missão "Divulgar, em linguagem acessível, conhecimentos e tecnologias, em português, sobre os principais aspectos agronômicos e econômicos do cultivo, produção, colheita, pós-colheita, processamento e comercialização do cajueiro (Anacardium occidentale L.)". Vale a pena conferir.

sexta-feira, 21 de abril de 2006

Qualquer semelhança...

Os moçambicanos cultivam cajueiros em solos arenosos do litoral desde o século 19. Exporta-se castanha de caju desde o início do século 20 e quando a II Guerra Mundial encerrou o tráfego marítimo para a Índia, surgiu a indústria local de processamento. Apóps a guerra, construiu-se um elevado número de fábricas de processamento de castanha para exportação. Essas indústrias utilizavam a tecnologia de descasque por impacto e empregavam uma mão-de-obra predominantemente feminina. Em 1972 a produção atingiu o seu ponto mais alto com a comercialização de 216 mil toneladas, sendo então Moçambique o maior exportador mundial. Após a independência do país, em 1975, os níveis de produção não se mostraram sustentáveis por muitas razões, entre as quais a guerra e migrações populacionais, políticas estatais inconsistentes, baixos preços pagos ao produtor, frágeis redes de comercialização, secas cíclicas, envelhecimento dos pomares (60-70% com mais de 25 anos), pragas e doenças, assim como queimadas descontroladas. Excetuando-se a guerra, o roteiro dessa história assemelha-se bastante a que estamos assistindo presentemente no Brasil.

quarta-feira, 19 de abril de 2006

Atenção, Brasil!

Moçambique já foi um dos maiores produtores mundiais de castanha e um dos maiores exportadores de amêndoa processada. Porém, a partir de meados dos anos 70, a produção e a qualidade baixaram em conseqüência de vários problemas domésticos e na década de 90 a rápida liberalização das exportações de matéria prima in natura resultou num colapso do setor de processamento (atenção Brasil!). Moçambique é, presentemente, em nível mundial, um pequeno competidor. A concorrência aumentou e países como a Índia, o Brasil e o Vietnã dominam atualmente o mercado mundial.

segunda-feira, 17 de abril de 2006

Cajucultura em Moçambique

Não é apenas no Nordeste brasileiro que o cajueiro exerce um importante papel para o sustento das famílias rurais como fonte de renda, nutrição e emprego. Em Moçambique cerca de 95% da produção atual de castanha de caju é feita por pequenos produtores, sendo poucas as propriedades agrícolas comerciais. Quase um milhão de agregados familiares rurais (40% da população) têm acesso a cajueiros e o caju é, freqüentemente, processado tanto em nível doméstico como industrial. Outro fato que chama a atenção é o valor particular que essa atividade representa para a mulher moçambicana, a qual se encontra envolvida na sua produção, processamento e comercialização por todo o país.

quarta-feira, 12 de abril de 2006

Caju na Austrália?

Caju na Austrália... Quem diria!? Pois é, quem imaginava o famoso Anacardium occidentale crescendo apenas nas terras tupiniquins pode incorporar mais esta ao acervo de conhecimentos em cajucultura. A região Nordeste australiana possui excelentes condições agroclimáticas para o plantio do cajueiro. O país produz atualmente 25 mil toneladas de castanha anualmente. O governo australiano está suportando financeiramente um amplo programa de pesquisa para desenvolver híbridos de cajueiro adaptados às condições locais. Grande parte da produção é exportada para a China, onde é processada e retorna para a Austrália com maior valor agregado. Principais problemas: alto custo da mão-de-obra local e uma incipiente indústria de processamento. Nada que a boa vontade política não resolva.

segunda-feira, 10 de abril de 2006

Tamanho é qualidade?

Amêndoa de qualidade é a que se apresenta alva, inteira e de maior tamanho? Hoje pode ser. Mas dentro de muito pouco tempo a qualidade terá de atender outros requisitos além dos acima descritos. O mercado consumidor de amêndoas está cada vez mais exigente em relação às Boas Práticas de Fabricação (BPF) e já começa a tomar consciência de que o produto é submetido, mundialmente, a um excessivo manuseio humano no seu processamento, geralmente sob precárias condições de higiene. O consumidor sabe que não adianta uma castanha ser produzida sob um sistema de produção orgânico se a matéria prima é processada sem nenhum cuidado básico de higiene. Negligenciadas na maioria dos países onde a castanha é processada, as BPF começam a ser implantadas, ainda de forma incipiente, em algumas poucas indústrias mundiais que visam, sobretudo, a certificação da amêndoa que processam. Quem partir na frente certamente sairá ganhando.

sexta-feira, 7 de abril de 2006

Panorama global

Existem atualmente 28 países envolvidos na produção de castanha de caju. Os principais produtores de castanha são Índia, Brasil, Vietnã. Os principais exportadores são a Índia, Vietnã e Brasil. Os maiores importadores são USA, Europa, China e Ásia oriental. Nações africanas, como Moçambique (grande produtor na década de sessenta) e Guiné Bissau estão investindo fortemente em consultorias internacionais visando a reestruturação desse agronegócio naqueles países. Mais competição à vista.

quarta-feira, 5 de abril de 2006

A nova geografia do cajueiro

Originário dos altiplanos da Etiópia, o café teve na América do Sul (Brasil e Colômbia) o seu habitat ideal. A seringueira, made in Brazil, encontrou o seu paraíso lá pros lados da Malásia. E o cajueiro? Bem, a história também não é muito diferente. Genuinamente brasileira, a planta foi levada pelos portugueses para terras de além-mar, encontrando terreno fértil para o seu cultivo na Índia, Vietnã e alguns países da África. Parece, contudo, que a migração começa a ocorrer também no âmbito interno. Algumas regiões brasileiras que antes sequer conheciam um caju, começam a figurar em estatística de produção e consumo. É a nova geografia do cajueiro.

segunda-feira, 3 de abril de 2006

Cenário indiano

A Índia é o maior produtor, processador e exportador mundial de castanha de caju, respondendo por cerca de 60% da oferta mundial de amêndoa de castanha de caju (ACC). O país é o terceiro maior consumidor de ACC, próximo aos Estados Unidos e União Européia, estimando-se que a indústria indiana de castanha empregue cerca de 300.000 pessoas. Os números mostram, portanto, o importante papel que a indústria de castanha desempenha naquele país. Não é à toa que o governo indiano dedica o devido apoio à cajucultura naquele país.