sexta-feira, 31 de março de 2006

Safra Brasil 2006


Dados do IBGE, divulgados na primeira quinzena de março no site da instituição na Internet estimam a safra brasileira de castanha de 2006 em 238.543 toneladas, representando um incremento de 61,13% em relação a safra de 2005 (148.042 toneladas). A previsão de área colhida para 2006 é de 702.905 hectares, significando um incremento de 1,81% em relação a 2005 (690.384 hectares). O rendimento, que foi de 215 kg de castanha por hectare em 2005 foi estimado em 341 kg/ha em 2006.

quarta-feira, 29 de março de 2006

Vietnã (3)

Existem atualmente no Vietnã 350 mil hectares cultivados com cajueiro, localizados principalmente nas províncias costeiras centrais e nas terras altas do centro do país, produzindo 350 mil toneladas de castanha por ano, 12 vezes mais que em 1990. As indústrias processadoras de castanha proporcionam empregos para centenas de milhares de pessoas. O país pretende, até 2010, aumentar a área de 350 mil para 450 mil – 500 mil hectares, com uma estimativa de receita de U$ 700 milhões. Enquanto isso, no Brasil...

segunda-feira, 27 de março de 2006

Vietnã (2)

O Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural do Vietnã estima que as exportações daquele país em 2005 aumentaram 13,5% em relação a 2004. Os principais mercados são Estados Unidos, Japão, China, Austrália, Inglaterra, Rússia, Itália e Holanda. Com um total de 100 mil toneladas (US$495 milhões) em 2005, o Vietnã assume a condição de segundo maior exportador mundial, vindo após a Índia (120 mil toneladas) e acima do Brasil (47 mil toneladas).

sábado, 25 de março de 2006

Safra no Vietnã


Notícias do Vietnã dão conta que a safra de castanha naquele país teve início, mas as chuvas prolongadas estão afetando de forma negativa a qualidade da matéria prima, contribuindo para um menor preço da amêndoa de castanha de caju. De certo modo, isto serve para frear a tendência observada de queda de preços. Pelo menos momentaneamente.

terça-feira, 21 de março de 2006

Não são iguais

Muita gente faz confusão entre a mosca da fruta que ataca o cajueiro e a que ocorre no meloeiro. O ponto importante a saber é que a mosca branca do cajueiro (Aleurodicus cocois) não ataca o meloeiro, assim como a mosca branca do meloeiro (Bemisia argentifolii Bellows & Perring) não ataca o cajueiro. Os controles químicos, portanto, são específicos.

sábado, 18 de março de 2006

Perdendo terreno


Maior produtor de castanha do Brasil, o Ceará tem feito o que pode para matar essa atividade. Não bastasse a recente recomendação oficial do plantio do cajueiro por sementes, comprometendo (e muito) a produtividade futura dos pomares, o Ceará é o estado que cobra o maior ICMS sobre a venda interestadual de amêndoa de castanha de caju. Uma minifábrica no Ceará, por exemplo, que decidir comercializar amêndoa para São Paulo, pagará 12% de ICMS. A mesma minifábrica, no Rio Grande do Norte ou Piauí, pagará apenas 1,7%. Por essas e por outras é que o estado vem perdendo terreno para os seus principais competidores no agronegócio caju.

quinta-feira, 16 de março de 2006

Mosca branca: melhor monitorar

Notícias vindas do Piauí e divisa do Ceará com Rio Grande Norte, dão conta neste mês de março de um elevado índice de infestação da praga conhecida como Mosca-branca (Aleurodicus cocois), cujo sintoma de ataque é a presença de colônia de insetos envolvidos por secreção pulverulenta branca na face inferior da folha e ocorrência de fumagina na face superior da folhas. O controle químico, na fase inicial, é relativamente fácil, já que a mesma ocorre em reboleiras. Depois, torna-se impraticável principalmente em cajueiro do tipo comum, devido o elevado porte das plantas. O monitoramento frequente é o melhor remédio.

segunda-feira, 13 de março de 2006

Gato por lebre

Grande parte dos novos plantios que ocorrem nos principais estados produtores do Nordeste brasileiro é feita nos meses de março e abril. É nesta hora que o produtor deve ter o cuidado para não comprar mudas de cajueiro de procedência duvidosa. Ao adquirir mudas exigir o atestado de conformidade da mesma e o registro do viveiro no Ministério da Agricultura. Caso contrário poderá estar adquirindo gato por lebre.

sábado, 11 de março de 2006

Calcanhar de Aquiles


O Brasil, através de várias instituições governamentais e privadas está desenvolvendo uma experiência inédita em âmbito mundial no tocante ao processamento de castanha de caju produzida por pequenos cajucultores da região Nordeste: minifábricas e centrais de processamento de castanha. A experiência, além de possibilitar a melhoria da qualidade da matéria prima - calcanhar de aquiles da cajucultura brasileira, abre as portas para que o pequeno produtor, através de associações, possa alcançar o mercado externo. Essa pode ser uma das saídas para recuperar a competitividade da cajucultura nacional. Voltarei ao tema em outra oportunidade.

quinta-feira, 9 de março de 2006

Resistente...mas nem tanto!

Existem uma falsa crença de que o cajueiro, pelo fato de ser encontrado vegetando em ambientes extremamente inóspitos é uma planta pouco exigente e, desse modo, não necessita do emprego de insumos modernos (irrigação, adubos, corretivos agrícolas, etc). Isso talvez explique a baixa produtivdade da cultura em algumas regiões do planeta. Contudo, os estudos realizados em instituições de pesquisa agrícola em vários países do mundo mostram que o cajueiro pode de fato sobreviver em ambientes adversos, mas com baixa produção. Para que expresse a sua máxima produtividade é necessário, contudo, que receba todos os cuidados demandados por qualquer espécie agrícola perene. As respostas em termos de produção de castanha são bastante expressivas. É só conferir.

quarta-feira, 8 de março de 2006

Não ao plantio por sementes

A produtividade dos pomares de cajueiro no Brasil é uma das menores do mundo decorrente, principalmente, do plantio feito por castanha na década de 70, quando inexistiam clones melhorados de cajueiro. Com o advento dos primeiros clones de cajueiro anão precoce em meados da década de 80 não se justifica, nos tempos atuais, que ainda se insista no emprego de sementes para o plantio direto no campo. A única forma de se obter pomares produtivos é com o plantio de mudas enxertadas, produzidas por viveiristas credenciados pelos órgãos oficiais. Fazer o contrário é retroceder no tempo em pelo menos duas décadas, contribuindo ainda mais para a redução da competitividade da cajucultura brasileira no mercado internacional.

terça-feira, 7 de março de 2006

Agregando valor

Quando se fala em caju, normalmente pensa-se apenas na castanha. Felizmente, isto está mudando. O seu consumo como fruta fresca (ou caju de mesa) começa a crescer, embora ainda ocorra apenas no mercado interno. Os maiores mercados consumidores são, pela ordem: São Paulo, Campinas, Belo Horizonte e Campinas. O aparecimento da fruta in natura nos Estados do Sudeste permite consumos diferentes do que a maior parte da população brasileira está acostumada
PS: O que estamos chamando aqui de fruta in natura, na realidade é o pseudo-fruto ou caju. Botanicamente, o fruto verdadeiro é a castanha.

segunda-feira, 6 de março de 2006

Cajucultura: faltam tecnologias

A geração de tecnologias para o cultivo do cajueiro parece não estar acompanhando a expansão da área cultivada em nível mundial. Reflexo disto é a baixa produtividade observada ao longo dos últimos dez anos nos principais países produtores de castanha de caju. O pior é que na área de processamento industrial o atraso é muito maior, com o emprego de máquinas obsoletas e ainda com grandes índices de quebra de amêndoa. Faltam investimentos ao setor?

Profissionalização é o segredo

A desorganização da cadeia produtiva do caju na maioria dos países produtores pode ser apontada como um dos fatores responsáveis pelo status quo atual. Qual a solução? Não existem receitas prontas - o que se pode é refletir sobre os poucos casos de sucessos. De qualquer modo, os que teimam em continuar nesta atividade já têm em mente que a mesma não se sustenta apenas com o produto castanha. É necessário agregar valor, apostando em todos os derivados conhecidos do cajueiro. O Vietnã é um caso raro de sucesso nessa atividade. Em 1961 possuía pouco mais de mil hectares com o cajueiro, introduzido no país como árvore de sombra. Hoje está em busca da liderança na produção mundial de castanha. Possui um terço da área plantada do Brasil e três vezes e meia a produção brasileira. Na briga pelo mercado europeu começa a ameaçar a até então inabalável Índia. Qual o segredo? Profissionalização do setor e muito, mas muito mesmo, trabalho de promoção e investimento interno e externo no setor.